Para Clayton Avelar, o secretário erra ao generalizar e ao fazer caracterizações apressadas
O presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF (SINDSASC), Clayton Avelar, enviou nota ao Blog, contestando o secretário Marcos Pacco, de Desenvolvimento Humano e Social (Sedest), publicadas aqui no fim de semana. Segundo Avelar, ao comentar a situação de sua secretaria, Pacco voltou a fazer críticas aos servidores. “Isso tem se transformado na principal característica de sua gestão: o mau relacionamento com aqueles diretamente responsável pela execução da política pública de assistência social”, afirma o representante da categoria.
Para Clayton Avelar, o secretário erra ao generalizar e ao fazer caracterizações apressadas. E ao desconsiderar que, na maioria das vezes, os servidores trabalham em condições precárias. “Quando falamos em condições de trabalho não nos prendemos apenas aos locais reconhecidamente insalubres, instalados ao lado do lixão, ou sem banheiro em condições de uso, ou instalados em galpões com telhado de zinco. Nos referimos também às equipes que têm menos profissionais que o determinado em lei, provocando, tal realidade, a sobrecarga de trabalho e acentuando a compreensível irritabilidade nos usuários”, ressalta Avelar.
O presidente do Sindicato, diz que não são os servidores os responsáveis pelo atraso nas entregas das cestas emergenciais e auxílios vulnerabilidades, nem tampouco pelo bloqueio ao abastecimento dos veículos. “Quando faltam vagas ou equipamentos essenciais nas Unidades de alta complexidade, quem é o responsável? Se há disputa de poder certamente não é por parte de quem integra a carreira pública. Basta uma rápida análise na ocupação de cargos comissionados para se perceber que a SEDHS está passando por uma recomposição em sua equipe, com clara prioridade às indicações de pessoas de fora da carreira”, destaca.
O sindicato, segundo Avelar, procurou diálogo com o secretário. “Fomos recebidos e reconhecemos que, após a audiência, algumas medidas positivas foram tomadas. No entanto, a julgar pelas recentes declarações, persiste a visão preconceituosa em relação ao serviço público e aos seus executores. Convém lembrar que antes do secretário atual, como antes dos anteriores, a política de assistência social já estava sendo executada. Há servidores que dedicaram décadas de sua vida a esse trabalho. São dezenas de milhares de famílias atendidas há vários e vários anos. Quem atendeu? Quem atende? Respeito é o mínimo que podemos exigir”, encerra a nota.




