Nelson Antônio de Souza e diretores da instituição devem viajar ainda em outubro para negociar financiamento com investidores estrangeiros, enquanto operação com o FGC segue pendente
Da Redação
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e integrantes da diretoria da instituição financeira devem viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ainda em outubro, para negociar um empréstimo internacional destinado a reforçar a situação financeira do banco.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (8) pela coluna Grande Angular, do Metrópoles. Segundo a publicação, o BRB mantém conversas com investidores estrangeiros e avalia as condições regulatórias necessárias para contratar operações de crédito no exterior.
Paralelamente, a instituição também negocia alternativas de financiamento com bancos brasileiros.
A iniciativa ocorre em meio aos esforços para recompor o patrimônio do BRB após as perdas relacionadas às operações realizadas com o Banco Master.
BRB busca alternativas de financiamento no exterior
A viagem a Dubai integra as tratativas da direção do banco para ampliar as possibilidades de captação de recursos.
As negociações internacionais precisam observar as exigências regulatórias aplicáveis às instituições financeiras brasileiras e às operações de crédito contratadas no exterior.
Até o momento, não foram divulgados oficialmente o valor definitivo do eventual empréstimo, as taxas de juros, o prazo de pagamento ou as garantias que poderão ser exigidas pelos investidores.
Também não há confirmação de que a operação será efetivamente contratada.
Empréstimo de R$ 6,6 bilhões enfrenta impasse
A busca por recursos internacionais ocorre enquanto permanece pendente uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões, solicitada pelo Governo do Distrito Federal ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O financiamento foi negociado como parte das medidas para capitalizar o BRB após os prejuízos relacionados à aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.
As tratativas envolveram o GDF, a União, o FGC e outras instituições financeiras.
Apesar das negociações, a liberação dos recursos ainda enfrenta obstáculos relacionados às garantias e às condições exigidas para a operação.
Em agosto, uma audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal terminou sem consenso, e as partes decidiram manter as negociações.
Caso está sob análise do STF
O impasse envolvendo o financiamento chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O Governo do Distrito Federal recorreu à Corte para tentar viabilizar as garantias necessárias à contratação do empréstimo.
Em setembro, o ministro Luiz Fux determinou que a União, o Banco Central e o FGC apresentassem esclarecimentos sobre os obstáculos à operação de crédito.
A medida buscou reunir informações para a análise do pedido apresentado pelo governo distrital.
O FGC também havia solicitado demonstrações financeiras do BRB para avaliar a viabilidade do financiamento.
Operações com Banco Master motivaram crise
A necessidade de capitalização está relacionada às operações financeiras realizadas entre o BRB e o Banco Master.
A aquisição de carteiras de crédito posteriormente questionadas provocou perdas e levou a instituição distrital a buscar recursos para recompor sua estrutura patrimonial.
As circunstâncias das operações são objeto de investigações e procedimentos conduzidos por órgãos de fiscalização e controle.
O BRB é controlado pelo Governo do Distrito Federal e mantém atividades bancárias voltadas a pessoas físicas, empresas e operações do setor público.
Negociações ainda não têm resultado anunciado
A expectativa é que a viagem da direção do BRB aos Emirados Árabes Unidos ocorra antes do encerramento de outubro.
A eventual contratação de financiamento internacional dependerá das condições negociadas com os investidores, das garantias apresentadas e do cumprimento das exigências regulatórias.
Enquanto isso, o banco mantém abertas as conversas com instituições financeiras brasileiras e acompanha os desdobramentos do processo relacionado ao empréstimo do FGC.





