PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado nesta quarta-feira

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Partido anuncia candidatura nesta quarta-feira e busca alianças para ampliar apoio a Marinho; na Câmara, decisão sobre Hugo Motta fica para a próxima semana

Da Redação

O Partido Liberal (PL) anuncia nesta quarta-feira (4/11), às 11h, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A decisão foi tomada após uma reunião de lideranças da legenda com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, realizada na terça-feira (3).

Marinho deverá enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na eleição prevista para fevereiro de 2027.

A candidatura começa com uma base estimada de 32 votos, considerando os 29 senadores que o PL terá na próxima legislatura e os três parlamentares eleitos pelo Novo.

Para conquistar a presidência da Casa, o candidato precisará obter a maioria absoluta dos votos, equivalente a 41 senadores.

PL promete apoio integral a Rogério Marinho

Após a reunião, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a bancada está unida em torno da candidatura de Rogério Marinho.

Segundo ele, o partido pretende ampliar as negociações com outras legendas para construir uma maioria capaz de vencer a disputa.

“Foi uma conversa entre líderes para alinharmos o anúncio que será feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, declarou.

Portinho também afirmou não acreditar em dissidências dentro do PL, embora tenha reconhecido que Davi Alcolumbre mantém diálogo com integrantes da oposição.

Disputa envolve críticas à relação entre Senado e STF

Durante a entrevista, Carlos Portinho criticou a atuação de Alcolumbre e defendeu maior independência do Senado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do PL acusou o atual presidente da Casa de sofrer pressões do Judiciário, avaliação que apresentou como um dos motivos para a candidatura de Marinho.

“A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tem um rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um poder e outro”, afirmou.

Portinho esclareceu que se referia ao Poder Judiciário, especialmente ao STF.

As declarações representam críticas políticas do senador e não demonstram, por si só, a existência de irregularidades na atuação de Alcolumbre.

Tereza Cristina pode integrar articulação

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também foi mencionada nas negociações para a eleição da Mesa Diretora.

Segundo Portinho, a parlamentar tem participado das conversas e poderá integrar uma composição política com Rogério Marinho.

O objetivo do PL é reunir apoio de outras bancadas para superar os 32 votos inicialmente projetados.

Caso essa base se confirme integralmente, Marinho precisará conquistar pelo menos mais nove votos para alcançar os 41 necessários à eleição.

PL adia decisão sobre presidência da Câmara

Enquanto definiu seu candidato ao Senado, o PL ainda não chegou a um consenso sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

O partido avalia duas possibilidades: apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou apresentar uma candidatura própria.

A decisão foi adiada para a próxima quarta-feira (11), quando a bancada deverá realizar uma nova reunião, desta vez com a participação dos deputados eleitos em outubro.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que ainda não existe uma posição majoritária sobre o assunto.

“Nós ainda faremos, na próxima semana, na quarta-feira, uma reunião com toda a bancada para ouvir o sentimento, inclusive dos novos eleitos, porque a gente não pode tomar uma decisão nessa legislatura que vai impactar no dia 1º de fevereiro”, explicou.

Partido não descarta ficar fora da Mesa Diretora

Sóstenes Cavalcante afirmou que o PL poderá optar por não integrar uma composição para a Mesa Diretora caso as condições negociadas não atendam aos interesses da legenda.

Segundo o deputado, a prioridade é construir uma posição que corresponda às expectativas dos eleitores do partido.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição”, declarou.

O parlamentar ressaltou que ainda faltam três meses para a eleição e que não há necessidade de antecipar uma decisão.

PL também negocia comando de comissões

Além da presidência da Câmara, o partido deverá discutir sua participação na distribuição das comissões permanentes.

De acordo com Sóstenes, o tamanho da bancada permitiria ao PL reivindicar a presidência de sete comissões.

A definição, entretanto, dependerá da formação dos blocos partidários e das negociações entre as legendas.

O deputado afirmou que Valdemar Costa Neto acompanhará as conversas e respeitará a decisão construída pela maioria da bancada.

“Nós vamos esperar essa reunião da quarta-feira que vem e teremos o sentimento. Aí o presidente Valdemar vai poder abraçar o que a maioria da bancada, ou a totalidade, decidir”, concluiu.

Com a candidatura de Rogério Marinho definida para o Senado, o PL passa a concentrar esforços na busca de alianças, enquanto mantém aberta a negociação sobre o comando da Câmara dos Deputados.

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