OPINIÃO Chico Leite e Cristovam: sob as bênçãos de Marina e Reguffe

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Por Ricardo Callado, publicado originalmente no portal Anexo 6

A política vive de ciclos. Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg. Nas últimas quatro eleições pelo menos duas vezes esses nomes – ou seus partidos -, apareceram como opção ao eleitor. E deu no que deu.

Rollemberg, que disputou pela primeira vez em 2002, e chegou ao poder no ano passado, fecha esse ciclo. Em 2018, uma nova era na política brasiliense terá início. Será a vez da sustentabilidade. Questões sociais, energéticas e ambientais. Ecologicamente correto. Economicamente viável. Socialmente justo. Culturalmente diverso.

O protagonismo nas próximas eleições será da Rede Sustentabilidade. Não um partido. Mas uma ideia. Um movimento de mudança. Uma nova forma de administrar. De enxergar a coisa pública. Sem politicagens e de forma programática.

O deputado Chico Leite (Rede) pode ser o nome para solidificar a Rede no Distrito Federal. Depois de tentar ser candidato duas vezes ao Senado e ser preterido pelo seu antigo partido, o parlamentar se preparou não só para o Senado. Coloca seu nome como opção ao Governo do Distrito Federal. É candidato respeitado pela sociedade e pela classe política. E que pode trazer um sopro de mudança a Capital do País.

Numa possível chapa de Chico Leite, aparecem nomes como o senador Cristovam Buarque, Toninho do Psol e da ex-deputada Maninha. Uma frente nunca formada no Distrito Federal. E que traz o novo e a ética como bandeiras. Sob as bênçãos de Marina Silva e do senador José Antônio Reguffe. Basta uma boa articulação que o sonho vira realidade.

A Rede sentiu que a prioridade da pauta ambiental só se torna realidade se for acompanhada da caneta do governador. E que isso só acontecerá se a Rede for a protagonista da próxima eleição.

A pauta da sustentabilidade quase ficou fora do primeiro escalão com a reforma feita pelo governador Rodrigo Rollemberg. E o comando da Rede percebeu que só conseguirá essa priorização se tiver candidato ao GDF. E o nome é o do deputado Chico Leite.

O senador Reguffe sinalizou interesse em se filiar a Rede. E já avisou que também não será candidato em 2018. Ele segue de forma correta seus princípios de terminar todo mandato para o qual é eleito.

Reguffe também não esconde sua insatisfação com o governador Rollemberg. Reclama que Rollemberg não cumpriu as promessas assumidas com ele. E esse é mais um motivo que pode forçar a Rede a lançar candidatura própria em 2018.

O apoio Reguffe e a insatisfação também do senador Cristovam pode facilitar uma vaga no Senado para o próprio Cristovam. E a aliança nacional da Rede para Marina pode concretizar o apoio de outros partidos para o fortalecimento da Rede no DF.

Toninho e Maninha seriam outros nomes para compor a chapa majoritária. Não se descarta a vinda de partidos como o PDT e o Solidariedade, com nomes que representam o desejo de mudança. São todos bem-vindos.

A chapa teria Chico Leite na cabeça e Cristovam no Senado, com o eleitor especial: José Antônio Reguffe. É o fim do ciclo Roriz-Arruda-PT-Rollemberg. E a volta da esperança na política.

 

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