Novo subsecretário de Atenção a Saúde explica polêmica sobre sua nomeação

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Robinson Parpinelli entrou em contato com o Blog e afirma não haver impedimentos para sua nomeação

O subsecretário de Atenção à Saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Robinson Parpinelli, entrou em contato telefônico com o Blog na tarde deste domingo para explicar a polêmica sobre a sua nomeação. Depois, enviou, por e-mail, uma nota explicando os fatos. Afirmou, entre outras coisas, que não há nenhum impedimento legal para exercer o cargo. Ele vai controlar as compras de medicamentos da Secretaria. Parpinelli ainda vai ter sob o seu comando os hospitais da Rede Pública de Saúde. A Subsecretaria de Atenção à Saúde é a mais importante da Secretaria.

As três questões que geraram polêmica sobre a nomeação foi ainda estar em estágio probatório; estar exercendo cargo em hospital particular conveniado com a Secretaria de Saúde e responder ações judiciais. Ele foi nomeado na edição de quinta-feira (10) do Diário Oficial do Distrito Federal.

Com relação ao estágio probatório, ele confirmou a informação, mas fez ponderações. Ele entrou nos quadros da Secretária de Saúde como concursado em 28 de janeiro de 2013, conforme o Diário Oficial nº 20/2013. O prazo de estágio probatório é de três anos e só termina em janeiro de 2016.

Robinson Parpinelli informa que está completando em 2015 vinte anos de formado em medicina. “Carreira que construí com muito empenho e esforço para dar sempre o melhor de mim em prol da sociedade como médico e gestor de saúde”, destaca.

Parpinelli explica que tem experiência comprovada, tendo exercido o cargo de gestor de algumas das mais importantes instituições de saúde de Pernambuco e de Brasília. “Trabalhei por 3 anos no sistema Unimed, inicialmente como Superintendente da Rede Própria da Unimed Brasília e, após, como consultor a serviço da Unimed do Brasil para gerir o programa de custos hospitalares do Sistema Unimed”, destaca.

Sobre o estágio probatório, explica que inicialmente começou na Secretaria de Saúde do DF como médico intensivista com lotação na UTI do Hospital de Base do DF em 2012 com contrato temporário de trabalho (mat. 1439020-7) e prestando concurso público na primeira oportunidade disponível, para efetivar o vínculo, sendo aprovado em quatro lugar.

Com relação em ser diretor clínico da empresa Hospitais Associados LTDA, que seria conveniada com a Secretaria de Saúde, Parpinelli informa que em 2009 participou de um projeto que culminou na formação dos Hospitais Associados, unidade de saúde que em nenhum momento de sua vida jurídica e operacional (a empresa encerrou suas atividades em 2010 e consta como inativa desde então) teve qualquer contrato com a Secretaria de Saúde, ou qualquer órgão da administração pública.

A Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde (SUS) nº 8.080, no Artigo 28 diz: Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), só poderão ser exercidos em regime de tempo integral.

O terceiro ponto polêmico é sobre uma ação na Terceira Vara Cível de Brasília, no processo nº 2015.01.1.075012-D, envolvendo o médico e a Cooperativa Centro Brasileira de Economia e Crédito Mútuo dos Profissionais da Saúde Ltda, de busca e apreensão em Alineação Fiduciária. Robinson Parpinelli explica que o fato de ter um processo em andamento no TJDF é de relação consumeirista e o mesmo encontra-se em fase de conciliação das partes. “Seu conteúdo não fere em nada minhas atividades profissionais tendo em vista que se refere apenas a discordância sobre a cobrança de parcelas adicionais de um veículo”, ressalta o subsecretário.

 

Segue abaixo a nota enviada ao Blog pelo senhor Robinson Parpinelli:

Caro Sr. Ricardo Callado,

Venho por esta, mui respeitosamente, esclarecer alguns pontos que acho essenciais para noticiá-lo e à sociedade brasiliense como um todo. Estou completando este ano meu vigésimo aniversário de formatura, carreira que construí com muito empenho e esforço para dar sempre o melhor de mim em prol da sociedade como médico e gestor de saúde. Fui gestor de algumas das mais importantes instituições de saúde de Pernambuco e, por dizer também de Brasília e do Brasil. Trabalhei por 3 anos no sistema Unimed, inicialmente como Superintendente da Rede Própria da Unimed Brasília e, após, como consultor a serviço da Unimed do Brasil para gerir o programa de custos hospitalares do Sistema Unimed.

Inicialmente comecei meu relacionamento na Secretaria de Saúde do DF como médico intensivista com lotação na UTI do Hospital de Base do DF em 2012 com contrato temporário de trabalho (mat. 1439020-7) e, oportunamente, prestei concurso público na primeira oportunidade disponível para tal, para efetivar meu vínculo, onde obtive êxito e fui conduzido ao cargo de efetivo como já é de seu conhecimento.

Informo que em 2009 participei de um projeto que culminou na formação dos Hospitais Associados, unidade de saúde que em nenhum momento de sua vida jurídica e operacional (a empresa encerrou suas atividades em 2010 e consta como inativa desde então) teve qualquer contrato com a SES/DF ou qualquer órgão da administração pública.

Com relação ao fato de ter um processo em andamento no TJDF informo que é de relação consumeirista e o mesmo encontra-se em fase de conciliação das partes, seu conteúdo não fere em nada minhas atividades profissionais tendo em vista que refere-se apenas a discordância sobre a cobrança de parcelas adicionais de um veículo.

Aproveito e encaminho em anexo resumo de meu curriculum vitae para dar luz aos meus argumentos.

Aproveito para ensejar os meus votos de cordialidade e respeito,

Robinson Parpinelli.

 

 

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