Medidas contra crise são ‘duras, mas necessárias’, diz Rollemberg

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Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT
Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT

 

Servidores não terão reajustes, e haverá aumento nas tarifas de ônibus. Presidente da Câmara Legislativa diz que analisará proposta por proposta.

Por Raquel Morais – O governador Rodrigo Rollemberg afirmou serem “duras, mas necessárias” as medidas propostas por ele para tentar contornar a crise financeira vivida pelo Distrito Federal. Entre as ações já definidas estão a suspensão do pagamento de reajustes salariais aos servidores públicos e aumento das tarifas de ônibus e metrô a partir deste domingo. Ele também quer aumentar impostos, suspender concursos públicos, diminuir em 20% gastos com comissionados, cortar oito secretarias e reduzir os salários de cargos de natureza política – incluindo o dele e o do vice. A implantação desse conjunto depende de aprovação da Câmara Legislativa.

De acordo com o gestor, o rombo encontrado ao assumir o governo no início do ano foi de R$ 6,5 bilhões, e a economia de R$ 113 milhões com o pagamento de comissionados (depois da redução de 4,5 mil cargos), e R$ 800 milhões com a suspensão de diárias e passagens, devolução de carros alugados e controle do uso de combustível não foi suficiente.

“Realmente, a crise que nós encontramos no Distrito Federal é muito grande, exige sacrifícios, medidas duras, mas são medidas necessárias para reequilibrar o caixa e o governo possa voltar a investir”, declarou. Segundo ele, a conta única do Tesouro ficou com apenas R$ 1 milhão após o pagamento de salários neste mês, e os repasses de 13º e mesmo de fornecedores foi atrasado.

Rollemberg se diz confiante no apoio da Câmara Legislativa para aprovação das medidas – que só poderiam valer a partir do ano que vem. A presidente da Casa, Celina Leão, diz que as avaliações ocorrerão individualmente. “São projetos realmente polêmicos, vamos analisar projeto por projeto, item por item”.

Líder da oposição, o deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que não vai aprovar aumento de impostos. “Ele tem todo o direito de mandar os projetos, e nós temos o direito de dizer não”.

Impacto – O DF tem 119,1 mil servidores públicos na ativa. A suspensão neste ano vai gerar uma “economia” de R$ 400 milhões aos cofres públicos, segundo o governo. Rollemberg disse que a crise financeira herdada da gestão anterior tornou “impossível” o reajuste ao funcionalismo e obrigou o governo a adotar medidas para reforçar o caixa do GDF.

O governador diz que pretende pagar o reajuste no início do próximo ano. “[O que fizemos] Ainda não nos possibilitou pagar os aumentos concedidos em 2013, de forma escalonada, aos servidores públicos. Ao longo do dia de ontem me reuni com representantes de sindicatos. Viemos anunciar a suspensão do pagamento do aumento dos salários relativos a 1º de setembro. Estamos fazendo isso por absoluta necessidade. Não temos condição, não há possibilidade, não há recursos para o pagamento esse mês.”

Também estão previstos no pacote a implantação de um plano de demissão voluntária nas empresas públicas e redução de 20% nos salários dos cargos de natureza política – dele, do vice, dos chefes das pastas e dos administradores regionais. O salário do governador é de R$ 23.449,55. O vice-governador recebe R$ 20.743,83 por mês, os secretários, R$ 18.038,12, e os administradores, R$ 14.430,49. (Do G1 DF)

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