Governo federal confirma substituição do ex-chefe de gabinete de Lula no colegiado da estatal do Distrito Federal após ele admitir recebimento de valores da empresária Roberta Luchsinger
Da Redação
O governo Lula decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ao conselho administrativo da Terracap, empresa pública do Distrito Federal. O mandato do ex-chefe de gabinete do presidente terminou em abril, mas ele permaneceu no cargo até uma definição do Palácio do Planalto.
A Terracap havia prorrogado a permanência de Marcola no conselho até uma decisão final sobre a vaga. O Planalto confirmou a substituição ontem (6) e afirmou que a mudança ocorreu após a saída dele do governo. Marcola deixou o cargo de chefe de gabinete em 21 de julho para integrar a equipe de campanha pela reeleição do petista.
“Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Desse modo, todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas”, disse o Planalto em nota.
A Terracap é uma estatal vinculada ao governo do DF, responsável pela administração de terras e imóveis públicos da capital federal. A União possui participação na empresa e, por isso, tem direito a indicar representantes para o conselho administrativo. Marcola ocupava uma vaga no colegiado desde julho de 2023 e havia sido reconduzido ao posto durante o atual governo.
O Palácio do Planalto ainda não informou quem será indicado para substituí-lo. A decisão ocorre após a revelação de que ele recebeu repasses da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Roberta é apontada como lobista nas investigações da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS. Marcola confirmou ter recebido valores de Roberta Luchsinger, mas afirmou que as transferências se referiam a um empréstimo pessoal e que as operações são legais.
Após a divulgação das informações, ele deixou a equipe responsável pela campanha de Lula.





