O magistrado será desligado das funções, mas receberá aposentadoria integral.
Processo administrativo disciplinar, aberto a pedido do Ministério Público do DF, apontou que Carata, de forma deliberada, se candidatou para substituir a juíza titular da 8ª Vara de Fazenda Pública do DF, Maria Silda Nunes de Almeida, que estava de férias, como forma de obter acesso a ações de improbidade contra Arruda. A juíza já havia determinado que somente ela despacharia os processos relacionados ao caso.
De posse dos processos, Carata teria recebido advogados do ex-governador e intimado Arruda, quando a 8ª Vara encontrava dificuldades para notificá-lo. A defesa apresentou resposta em dois processos no prazo de três dias, no prazo de 15 dias que dispunha para responder às acusações do Ministério Público do DF nas ações de improbidade que tramitavam naquela vara. Apenas 48 horas depois, um dia antes do retorno da juíza titular, saíram as sentenças proferidas por Carata, com absolvições a Arruda.
No primeiro interrogatório, durante o processo administrativo disciplinar, Carata não mencionou seu parentesco com Maciel. Mas depois, ao ser reinterrogado, quando confrontado com informações apresentadas pelo Ministério Público do DF, ele admitiu o parentesco com Maciel.
As ações de improbidade julgadas indevidamente por Carata apontam o repasse irregular, em 2009, de R$ 500 mil por meio de convênio com a prefeitura de Águas Lindas de Goiás para a reforma e ampliação do Hospital Municipal Bom Jesus, localizado no município. Também houve investimento de R$ 12 milhões do DF para capacitação de pessoal, compra de equipamentos e de material. Nas ações, o MP considerou que não houve devida prestação de contas, fiscalização e controle. Além de Arruda, são réus na ação de improbidade o deputado Augusto Carvalho (SD) e o então prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias (PP).



