Reuniões com Associação da Comunidade do Moinho que armazenava drogas envolveram ministro e secretários
Da Redação
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja à Favela do Moinho, no centro de São Paulo, em 26 de junho, foi organizada por meio de reuniões entre o governo federal e a Associação da Comunidade do Moinho, conforme revelou o portal Metrópoles. Documentos apontam que a sede da entidade, presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã do traficante Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho” e preso em agosto de 2023, foi usada para armazenar drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público de São Paulo considera a favela um ponto controlado pela facção, com acesso restrito a não moradores.
O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, esteve na associação dois dias antes da visita presidencial para planejar a agenda. Desde novembro de 2024, ao menos cinco reuniões ocorreram com a entidade, envolvendo também Celso Santos Carvalho, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e Kelli Mafort, secretária-executiva da Secretaria-Geral.
O ministro Macêdo afirmou que as reuniões trataram exclusivamente da solução habitacional, enfatizando o diálogo com lideranças comunitárias como prática de inclusão social. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que a segurança da visita seguiu protocolos rigorosos. A associação, registrada na Rua Doutor Elias Chaves, 20, aparece em investigações do Gaeco como ponto de distribuição de drogas, conforme operação Salus et Dignitas.



