Ibaneis inaugura Fábrica Social em antigo pavilhão da Papuda

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Unidade da Fábrica Social na Papuda Capacita Custodiados do Regime Semiaberto na Produção de Pré-Moldados

Da Redação

Um pavilhão desativado do Complexo Prisional da Papuda ganhou nova vida ao ser transformado em uma unidade da Fábrica Social voltada para a produção de pré-moldados da construção civil. O espaço, ocupado por 35 custodiados do regime semiaberto, será utilizado para a fabricação de meios-fios, tampas de bueiros e pisos intertravados, materiais destinados a reformas em diversas regiões.

A inauguração da fábrica ocorreu na manhã desta sexta-feira (1º), com a presença do governador Ibaneis Rocha e autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo. Durante a cerimônia, o governador destacou a importância da ressocialização e anunciou melhorias nas condições de trabalho dos policiais penais.

“Aprendi a visitar o presídio desde o tempo em que presidi a OAB-DF, e depois passei a acompanhar mais de perto. O trabalho é a única maneira de reconduzir essas pessoas à sociedade, para que saiam com uma qualificação melhor do que quando entraram aqui. Essas pessoas não estão isoladas aqui para o resto de suas vidas, e nós temos condições de dar oportunidade para elas voltarem para a sociedade”, afirmou Ibaneis Rocha.

Além da fábrica, o espaço conta com um laboratório onde os alunos têm aulas práticas e teóricas de produção. Os equipamentos da fábrica de pré-moldados incluem betoneiras de alta capacidade, mesas vibratórias e fôrmas metálicas para meio-fio e outros artefatos de concreto.

O projeto, que envolveu diversas frentes do GDF, visa à produção em grande escala, com capacidade para mais de 8 mil peças por dia, beneficiando a pavimentação de ruas em Brasília.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância do serviço da Funap para dar oportunidade aos reeducandos. “Nós acreditamos na ressocialização por meio do trabalho. Esse serviço é fundamental para que essas pessoas possam voltar para suas casas e ter uma nova história”, observou.

O espaço, inaugurado em 1979 e ocioso desde 2021, passou por uma rebelião em 2001, antes de ser desativado. Agora, rebatizado como Centro de Capacitação e Trabalho Prisional, oferece aos internos a oportunidade de aprender um ofício e reduzir o tempo de pena, além de contribuir para a zeladoria da cidade.

“A pessoa que ingressa no sistema prisional por força de uma condenação em um regime mais rigoroso vai progredindo paulatinamente, até que saia. Depois que a pessoa sai, precisa ser acolhida pela sociedade, caso contrário, vai voltar. A pessoa praticou um erro e não teve a chance de recomeçar”, explicou a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do DF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes enfatizou a importância do projeto para evitar a reincidência. “É fundamental dar atividades para os presidiários, formá-los, mostrá-los úteis, e também divulgar isso na sociedade, para que todos os beneficiários saibam que os presos não são inúteis, que eles prestam serviço, que estão aprendendo e que são suscetíveis de recuperação”, defendeu o ministro do STF.

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