Profissionais compartilham experiências que marcaram suas trajetórias na instituição
Brasília, 12 de setembro de 2026 – Uma mãe que acompanhou durante 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional que encontrou nos colegas apoio para enfrentar o luto. Um colaborador que passou por diferentes funções na saúde pública. E outro que dedicou mais de três décadas à mesma instituição. Histórias como essas fazem parte dos 66 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), celebrados neste sábado (12).
As trajetórias de Adalgisa Francisca Dourado, Cristina Hiramoto, Antônio Rodrigues dos Santos e José Joaquim Vieira Júnior foram escolhidas para representar os profissionais na celebração do aniversário do hospital. A campanha, que antecede a data, tem como mensagem “Sua dedicação é a nossa marca”.
Referência em atendimento de alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência, o Hospital de Base conta atualmente com 5.031 colaboradores e reúne histórias de diferentes gerações de pacientes, profissionais e familiares.
Trajetória de desafios e aprendizados
O assistente administrativo Antônio Rodrigues dos Santos, do Núcleo de Patrimônio, iniciou a carreira no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em 2019, como auxiliar de humanização.
Desde então, passou por diferentes unidades e funções. Trabalhou na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia de covid-19, participou da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e posteriormente assumiu atividades relacionadas à gestão patrimonial.
“Cada mudança trouxe novos aprendizados”, conta. “Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios. Tenho orgulho do caminho construído até aqui e sigo buscando crescer profissionalmente para contribuir cada vez mais com o IgesDF.”
Acolhimento em meio ao luto
A analista Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas, chegou ao Hospital de Base em julho de 2019. Ao longo dos anos, construiu vínculos com colegas que se transformaram em uma rede de apoio durante um dos períodos mais difíceis de sua vida.
Em abril deste ano, Cristina perdeu a filha, aos 19 anos. Desde então, encontra no convívio com os colegas do hospital parte da força necessária para enfrentar o luto.
“Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias”, afirma. “Não significa esquecer, mas encontrar forças para continuar”.
Do trabalho à experiência como mãe
A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina profissional. Há dois anos, porém, passou a vivenciar a instituição de outra maneira, quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou ser atendido no hospital.
Durante 12 dias, ela acompanhou o tratamento e a recuperação do filho na mesma unidade onde trabalha.
“Foi muito difícil vê-lo naquela situação”, recorda. “Eu achava que ele perderia os dois olhos, mas, graças a Deus e ao trabalho dos médicos, ele conseguiu se recuperar. Foi um momento que me marcou profundamente e que reforçou ainda mais minha gratidão”.
36 anos de história
O cardiologista José Joaquim Vieira Júnior, gerente do Cuidado Ambulatorial, acumula 36 anos de trajetória no Hospital de Base. Durante os cinco anos de residência médica, chegou a morar no próprio hospital, no 12º andar, experiência que fortaleceu sua relação com a instituição.
Entre as lembranças da carreira, uma das mais marcantes ocorreu após o capotamento de um ônibus nas proximidades da Torre de TV, que deixou mais de 40 vítimas.
“Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão”, relata. “Nós, residentes, descemos para ajudar nos atendimentos e participamos das triagens para definir quem precisava seguir para o centro cirúrgico, realizar exames ou receber outros cuidados.”
Após o atendimento às vítimas, os profissionais envolvidos receberam um elogio oficial do então governador Joaquim Roriz pelo trabalho realizado.





