Governo poupa mansões oficiais da Península dos Ministros da 1ª etapa de derrubadas no Lago Paranoá

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Agefis aguarda acordo no caso de sete lotes da União e três de embaixadas

Dentre os 47 lotes previstos no trajeto de retirada de construções irregulares na orla do Lago Paranoá, 11 mansões oficiais ficarão como pendência para as próximas etapas da operação capitaneada pela Agefis (Agência de Fiscalização do DF), que chegou ao quinto dia nesta sexta-feira (28).

Destas 11 casas na Península dos Ministros, sete pertencem a União (uma da presidência da Câmara dos Deputados, uma da presidência do Senado Federal, uma do Ministério da Fazenda e quatro da Marinha), e as outras são de embaixadas da China, dos Países Baixos, da Alemanha e dos Estados Unidos.

Para dez destas mansões, a Procuradoria-Geral do DF buscará um acordo com a AGU (Advocacia Geral da União) para continuar com as derrubadas. O Ministério das Relações Exteriores atuará como interlocutor no impasse com três das quatro embaixadas, pois a representação norte-americana recuou por conta própria.

Nos primeiros quatro dias, a operação já retirou cercas, muros e alambrados de 17 lotes no total, na QL 12 do Lago Sul (DF), além de flagrar duas bombas que captavam água direto do Lago Paranoá para as casas. Píeres, quadras poliesportivas e de tênis e até uma piscina que estão na orla se tornaram patrimônios públicos, e serão liberadas após a autorização do Ibram (Instituto Brasília Ambiental).

A primeira etapa das derrubadas vai passar ainda na QL 2 do Lago Norte, outra área nobre de Brasília. Ao todo, nas três fases, a operação deve passar por 439 lotes com construções irregulares na orla.

As operações de retirada e derrubada vão cumprir uma decisão tomada pela Justiça em 2011. O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) entrou com ação pedindo a desocupação da área de preservação ambiental por entender que, além de ser pública, as ocupações comprometem a saúde dos recursos hídricos. Segundo o governo, os moradores foram notificados sobre as derrubadas em abril deste ano. (Do R7 DF)

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