Assembleia popular decidiu por manutenção do movimento após reunião com o governo
Os servidores da assistência social do Distrito Federal realizaram uma assembleia popular na sexta-feira (13) e decidiram pela continuidade da greve, iniciada em 2 de março. A votação que definiu a manutenção da paralisação foi realizada na área externa do Anexo do Palácio do Buriti e contou com a participação de usuários da assistência social. O ato foi realizado um dia após a primeira reunião do comando de greve com o governador Rodrigo Rollemberg.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc), Clayton Avelar, a pauta de reivindicações da categoria não foi minimamente atendida pelo Executivo, que manteve postura de negligência. “Consideramos a reunião uma atitude desrespeitosa com nossa classe. O argumento de que não há disponibilidade de verba para o acerto do nosso reajuste, atrasado há 28 meses, é falso, porque sabemos que o governo possui recursos suficientes pra isso. O que falta é vontade política para a negociação avançar”, avalia.
Houve apenas um pequeno avanço nas reivindicações por realização de concurso público e de delimitação de 40 horas semanais de carga horária para os trabalhadores da carreira da assistência social. No entanto, “nada foi formalizado por escrito”, relata o presidente do Sindsasc.
Motivos da greve
Os trabalhadores reivindicam o acerto retroativo do aumento salarial previsto em lei desde 2015, em atraso há 28 meses; a realização de concurso público para suprir o desfalque de 2.600 trabalhadores da carreira; o pagamento de benefícios como vale-alimentação e licenças-prêmio; a melhoria das condições de trabalho para os servidores das Unidades de Acolhimento; a implantação de ajustes no Setor de Cadastro (Secat); a disponibilização da quantidade necessária de material de trabalho nos Centros de Convivência; a viabilização de transporte para os servidores; e a designação correta para o trabalho nos CREAS, que têm assumido a destinação de demandas dos Centros Pop.
A greve da categoria tem ganhado importantes apoios. O Conselho de Assistência Social do Distrito Federal (CAS-DF), entidade vinculada ao GDF, emitiu uma Moção de Apoio que reconhece a ingerência do governo em relação ao trabalho da assistência social pública no DF. Outra entidade que manifestou respaldo ao movimento foi o Conselho Regional de Serviço Social do DF (CRESS-DF). Além dos apoios institucionais, usuários do serviço e deputados distritais apoiam a ação colegiada.



