Farmacêuticos fazem visitas periódicas aos pacientes no Hospital Regional de Luziânia

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Farmacêutica Bruna Cabral durante atendimento (Foto: Luiz Fernando Fernandes)

Com a equipe multidisciplinar, os profissionais ajudam no tratamento dos efeitos colaterais e adversos dos medicamentos

A inovação faz parte do cotidiano do Hospital Regional de Luziânia (HRL), uma das mais importantes unidades de acolhimento e tratamento para pacientes diagnosticados com a Covid-19 do entorno de Brasília. Após a estadualização e reabertura, o HRL tornou-se um grande aliado no combate à pandemia. Durante os últimos seis meses, 416 altas foram dadas aos internados e mais de 8,6 mil pessoas foram atendidas no Pronto-Socorro.

Recentemente, o HRL inovou mais uma vez. Juntaram-se à equipe multidisciplinar – um esquadrão de profissionais composto por médicos, enfermeiros, nutricionistas, infectologistas, psicólogos e assistentes sociais – um grupo de farmacêuticos. O objetivo dessa união está na checagem dos medicamentos e sugestões para novas terapias medicamentosas, priorizando uma recuperação rápida, segura e efetiva do doente promovendo desempenho técnico acima da média.

“Queremos proporcionar o melhor tratamento ao paciente do hospital, com a diminuição dos efeitos colaterais. Toda etapa do tratamento realizado precisa ser excelente, assim como a questão medicamentosa”, explica Bianca Piasecki, diretora do Hospital Regional de Luziânia.

Seguindo o exigente protocolo do hospital, os farmacêuticos analisam a padronização dos medicamentos, a dose, além de identificar efeitos colaterais adversos. Desde o início do projeto, 1.855 prescrições foram analisadas. “No tratamento é possível haver possíveis interações medicamentosas e reações adversas, então precisamos avaliar cada caso e auxiliar os médicos a receitar os medicamentos mais apropriados àquele paciente”, esclarece Bruna Cabral, farmacêutica responsável pelo projeto.

No atendimento multidisciplinar, nenhuma decisão individual é tomada. Há uma interação de todas as áreas para detalhar a situação do paciente com o objetivo de prescrever todos os detalhes do tratamento pelas próximas 24h – quando a equipe se reúne novamente para analisar a resposta ao tratamento proposto e definir novas condutas.

O trabalho cooperativo tem se mostrado fundamental na luta pela vida dos internados em tratamento da Covid-19. O atendimento multiprofissional é feito diariamente. O grupo percorre os leitos, visita cada paciente e entende suas necessidades.

A iniciativa traz como principal benefício o aumento da confiança do paciente e de seus familiares. É o caminho que o HRL, cuja gestão está a cargo do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED, escolheu para oferecer um atendimento público mais humanizado, focado na recuperação integral das pessoas internadas. O hospital é atualmente referência na qualidade de atendimento para a população.

Sobre HRL

O Hospital Regional de Luziânia (HRL) começou a receber os primeiros pacientes com sintomas de Covid-19 no dia 20 de maio de 2020. Vieram transferidos pela central estadual de regulação de vagas do Estado de Goiás. Os leitos são ocupados gradualmente, a partir da avaliação diária e conjunta da direção com a Secretaria Estadual de Saúde.

Estadualizado, após passar oito anos em obras, o HRL foi o primeiro hospital do entorno do Distrito Federal dedicado a tratar pacientes com sintomas respiratórios agudos causados pelo novo coronavírus. Cerca de 1,2 milhão de pessoas, que moram na região, são beneficiadas pelo Hospital Regional de Luziânia.

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