Esquerda do DF se cala sobre reunião de Lula com dono do Banco Master

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Encontro omitido na agenda oficial do Planalto e pagamentos ao escritório de ex-ministro do STF enquanto integrava governo Lula escancara a hipocrisia de Rollemberg e outros esquerdistas

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) omitiu de sua agenda oficial uma reunião realizada em dezembro de 2024 com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Palácio do Planalto. O encontro, que durou cerca de uma hora e meia, contou com a presença de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, Gabriel Galípolo, indicado para a presidência do Banco Central, Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, e Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master. A articulação para o encontro foi atribuída a Mantega, contratado como consultor pelo banco por R$ 1 milhão mensais.

Paralelamente, o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,5 milhões do Banco Master em um contrato de consultoria de R$ 250 mil mensais, assinado em agosto de 2023 e mantido até setembro de 2025. Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2024, permanecendo no cargo até janeiro de 2026, o que resultou em R$ 5,25 milhões pagos durante sua gestão no governo.

O inquérito sobre o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 por suspeitas de fraudes bilionárias, é relatado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O caso também envolve conexões com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, que manteve contrato de R$ 129 milhões com o banco.

No Distrito Federal, figuras como o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não se manifestaram publicamente sobre o tema até o momento. A PGR emitiu parecer questionando dispositivos da Lei da Ficha Limpa utilizados em casos semelhantes.

Na semana passada, Rollemberg, o ex-senador Cristovam Buarque (Solidariedade) e o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli (PSB), protocolaram pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Os requerimentos citam reportagens jornalísticas e manchetes sobre supostas irregularidades, sem apresentação de provas documentais ou elementos novos além do já noticiado.

O texto protocolado por Rollemberg e aliados é descrito como frágil em termos jurídicos, apoiando-se em recortes de imprensa e especulações.

Durante o governo Rollemberg (2015-2018), o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) sofreu retirada de recursos para cobrir outros déficits: R$ 1,3 bilhão em 2015 e R$ 493 milhões em 2016. Alertas de sindicatos, Ministério Público e especialistas foram ignorados, e as consequências recaíram sobre aposentados e pensionistas.

No mesmo período, no governo Rollemberg, a Polícia Federal desarticulou esquema criminoso no Banco de Brasília (BRB), com prisão de diretores por descaminhos administrativos e operações financeiras ilegais.

A hipocrisia da esquerda e da extrema esquerda faz com que se calem sobre pedidos semelhantes de explicações ao presidente Lula sobre reuniões não registradas na agenda oficial com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nem sobre contratos firmados pelo escritório de Ricardo Lewandowski com a instituição financeira durante sua passagem pelo Ministério da Justiça. Também não há menção a Jaques Wagner, Guido Mantega ou outros nomes do entorno do Planalto envolvidos em contratos com o Banco Master.

 

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