ENTREVISTA | Tadeu Filippelli, presidente do PMDB

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Tadeu Filippelli
Tadeu Filippelli

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


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O PMDB é oposição, governo ou é independente em relação ao governo Rollemberg?

Quando o governo Rollemberg começou, cumpri todo o ritual que se pode exigir de uma autoridade que deixa o governo. Cheguei a receber o governador eleito e um dos seus principais assessores, à época, para dar informações eu julgava de interesse prioritário, para a boa continuidade de projetos importantes para Brasília. Mas esse esforço parece não ter surtido muito efeito. O governador Rollemberg preferiu paralisar tudo, colocar tudo sob suspeita, de forma generalizada, causando um grande prejuízo ao DF e aos Brasilienses. Por isso, o meu partido, o PMDB, assumiu uma postura independente. Hoje, entretanto, depois de tantos erros cometidos pelo governo, não tenho dúvidas que somos oposição.

O partido já pensa em sucessor no GDF para 2018?

Seguramente nos caminhamos para construir uma candidatura ao governo do DF, em 2018. O partido tem história e tem experiência administrativa.

Alguns integrantes do PMDB local deixaram a legenda nos últimos meses. Caso do deputado Robério Negreiros. Por que?

Um partido político é uma instituição dinâmica, viva. E dentro disso é preciso admitir que algumas pessoas revejam suas posições e suas metas de vida e de exercício da política. Quando por algum  motivo o pensamento individual não se harmoniza com o coletivo, é preciso ter coragem para assumir uma mudança. O deputado Robério sempre teve suas posições respeitadas no PMDB. Mas houve um momento em que ele achou mais conveniente buscar outro caminho. Nós o respeitamos e demos a liberdade para que ele fosse em paz, no seu novo caminho.

Em âmbito federal, o senhor acredita que é possível a presidente Dilma voltar a governar o País?

Em política, diz a máxima, não se deve duvidar de nada. Mas, sinceramente, as condições para um retorno da presidente afastada me parecem cada dia mais difíceis. Não se percebe, pelo que se lê na imprensa, uma firmeza nesse sentido, nem mesmo no partido dos Trabalhadores.

O PMDB terá candidato a presidente em 2018?

Creio que esse é o caminho natural, para um partido com a história do PMDB.

Qual a avaliação que o senhor faz da CLDF e do Governo Rollemberg?

Olha esse hábito de avaliar as instituições e os governos sob um prisma de um momento político pode levar a erros graves. A Câmara Legislativa tem um valor e uma função muito importantes. E acho que os deputados têm consciência do papel que precisam desempenhar para que o DF rompa esse momento de estagnação em que se encontra. No caso do atual governo, prefiro perceber a reação popular do que emitir um veredito sobre o estilo do gestor. E o que a gente percebe é que há uma distância grande entre a expectativa popular e a realidade imposta pelo atual governo. A expectativa foi construída em promessas de campanha que não se realizaram. A realidade é de angústia e sofrimento constante. E isso não é bom pra ninguém.

 

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