O delegado aposentado da Polícia Federal, Vicente Chelotti, entrou em contato com o blog para informar que sua pretensão é ficar na Câmara Legislativa, onde ocupa o cargo de chefe de gabinete do deputado Rafael Prudente (PMDB). Chelotti explicou que a conversa no Ministério da Justiça, na manhã de hoje, que teria gerido sua indicação para a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, foi feita de forma informal. “Não tem nada de oficial nisso”, destacou.
Segundo Chelotti, a grande dificuldade da segurança pública do DF é a falta de um comando único sob a responsabilidade do secretário, o que não ocorre hoje. tanto a PM como a Policia civil são instituições independentes, funcionalmente e administrativamente, e se reportam diretamente ao governador, deixando o secretário como uma verdadeira rainha da inglaterra. “Eu estive no ministério cuidando de um assunto pessoal”, explicou
Uma fonte do ministério informou que havia a pretensão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fazer a indicação ao governador Rodrigo Rollemberg.
No início da tarde, o atual secretário, Arthur Trindade, pediu demissão. Ele ficou numa situação delicada depois de se desentender com o comandante-geral da Policia Militar, coronel Florisvaldo Cesar.
Durante a reunião com o governador, Arthur Trindade se queixou de não ter sido consultado previamente sobre a intervenção policial no caso do confronto com professores em greve. O comandante da PM reconheceu que não consultou nem o secretário e nem o governador, afirmou que a ação policial foi correta e que havia uma investigação em curso para apurar eventuais excessos. Trindade teria pedido a demissão do comandante da PM, mas o governador não teria aceitado.
Ao explicar sua saída, Arthur Trindade saiu atirando. Na carta de despedida, não economizou em críticas à Polícia Militar e seu comandante. O secretário demissionário diz que há “graves falhas na cadeia de comando e na estrutura de governança da segurança pública”.





