Eleições 2022 | Vergonha: sindicalistas querem greve uma semana depois da volta das aulas presenciais no DF

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Presidente do Sindicato é candidata ao Governo do Distrito Federal e assembleia deve virar palanque para as eleições

A velha política insiste em não abandonar o Distrito Federal. Após dois anos longe das escola, a presidente do Sindicato dos Professores e candidata do PT ao Palácio do Buriti, Rosilene Correia, é a principal articuladora de uma greve da categoria. A assembleia e a paralisação é uma forma de palanque para tentar fortalecer a sua candidatura a governadora. E isso ocorre há menos de uma semana depois da retomada das aulas presenciais no ensino público do DF. As aulas presenciais foram retomadas na última segunda-feira (14).

O sindicato marcou uma assembleia, com indicativo de greve, para a manhã desta terça feira (21), não por acaso, às vésperas do carnaval, que começa no próximo sábado.

A presidente do sindicato dos professoras, Rosilene Correia, antiga militante do PT, é pré-candidata ao governo do Distrito Federal, este ano. A suspeita é que a assembleia é apenas um palanque eleitoral montada para a sindicalista petista.

Para atrair a categoria, usam a tática dos chamados “esticadões”, introduzidos há anos entre os truques dos pelegos do movimento sindical para prolongar folgas e feriadões.

Enquanto isso, há um ano as escolas públicas particulares retomaram a normalidade de suas atividades normais, presenciais, aumentando o fosso existente entre os alunos que podem pagar mensalidades e aqueles que viraram reféns do mais atrasado sindicalismo.

Os professores do DF ficaram longe das salas de aulas por dois anos, em razão da pandemia, e a maioria deles, comprometida com a Educação, ao contrário dos pelegos, sempre se incomodou com essa situação.

Durante os dois anos sem aulas nas escolas, o aprendizado de cerca de meio milhão de crianças acabou foi negligenciado.

Especialistas apontam uma verdadeira “tragédia” na interrupção do aprendizado de crianças e jovens, mas nada disso parece preocupar a pelegada sindicalista, que, no Brasil, criou uma nova forma de “luta”: a recusa do trabalho sob a “proteção” da estabilidade no emprego.

O absurdo é tamanho que está estampado no comunicado da assembleia de terça-feira. De acordo com argumentação divulgada na internet, é “mobilizar a categoria e esclarecer a sociedade dos desafios impostos ao magistério público do DF neste ano.”

Na “lista de reivindicações” com a velha “recomposição salarial”, e relaciona uma série de pretextos para negar aulas a mais de 500 mil crianças e adolescentes pobres que necessitam da Educação como porta de saída para situação de vulnerabilidade social em que vivem.

Para justificar a greve oportunista, os pelegos mencionam “segurança sanitária no ambiente escolar”, como se isso já não estivesse assegurado, além do “combate à reforma administrativa”, projeto engavetado no Congresso há mais de um ano e que só vai valer para as futuras gerações de servidores.

O novo ensino médio, aprovado ainda no governo Michel Temer e finalmente implantado, um avanço, é outro item na lista de pretextos para a proposta de greve dos pelegos, representantes do que há de mais atrasado na Educação e no sindicalismo.

Eles também querem justificar a greve oportunista pela “luta” contra a implementação de projetos como “homeschooling, voucherização do ensino e militarização das escolas”.
No final da contas, é tudo politicagem visando às eleições de 2022 e a candidatura de Rosilene a governadora pelo PT. E quem vai sofrer novamente são os pais e os alunos que dependem do sistema público.
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