Dia Mundial de Combate à Poliomielite traz nova estratégia de vacinação no Brasil

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A partir de novembro, a vacina contra a pólio será apenas injetável; gotinhas deixam de ser aplicadas

Brasília, 24 de outubro de 2024 – Em celebração ao Dia Mundial de Combate à Poliomielite, nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde anunciou uma mudança importante para 2024: a vacina contra a poliomielite será exclusivamente injetável a partir de 4 de novembro. A tradicional vacina oral em gotinhas será substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP), que será aplicada em todas as doses.

O novo esquema prevê a primeira dose aos 2 meses de vida, a segunda aos 4 meses, a terceira aos 6 meses e o reforço aos 15 meses. No Distrito Federal, desde o final de setembro, a Secretaria de Saúde já suspendeu o uso da dose de reforço oral, orientando que as crianças que ainda não receberam a vacina procurem as unidades de saúde a partir do início da nova campanha.

Apesar do uso de vacinas injetáveis na prevenção à poliomielite, o Zé Gotinha continuará sendo principal símbolo do combate à doença | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destacou o papel crucial das gotinhas no combate à poliomielite, mas assegurou que o personagem Zé Gotinha seguirá como o símbolo da vacinação infantil no Brasil.

A nova vacina injetável oferece quase 100% de proteção após a aplicação das três primeiras doses e é especialmente recomendada para crianças com sistema imunológico comprometido. Tereza Luiza Pereira, da Rede de Frio Central da SES-DF, ressaltou a importância da vacinação para impedir o retorno da poliomielite, uma doença já erradicada no Brasil desde 1989, mas ainda presente em outras partes do mundo.

A substituição da vacina oral foi aprovada por diversas entidades científicas e de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após debates na Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI).

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença viral contagiosa que pode causar paralisia em casos graves. Embora o Brasil esteja livre de novos casos desde 1989, a prevenção permanece essencial para garantir que a doença não retorne ao país.

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