O Sindicato dos Professores marcou assembleias nesta quinta-feira, às 9 horas
Ao invés de descansar e gozar do feriado que comemora o Dia dos Professores, a categoria da rede pública de ensino do DF irá às ruas nesta quinta-feira (15) lutar contra as retiradas de direitos e a falta de diálogo do governo Rollemberg. A data marca o início da greve por tempo indeterminado dos professores.
Com o objetivo de esclarecer a população sobre o cenário de intensos ataques aos direitos trabalhistas, motivo da greve dos professores e de várias outras categorias do funcionalismo local, os trabalhadores se reunirão às 10h, na Praça do Relógio, localizada em Taguatinga Centro. No local, uma série de atividades de integração com a comunidade serão realizadas. Além das usuais falas políticas, haverá panfletagem e atividades culturais. Outros pontos do entorno também ouvirão a mensagem dos professores, que irá por meio de carros de som.
“Realizaremos essa atividade em Taguatinga por compreender que a cidade é um outro centro do Distrito Federal, mais próxima da população de várias cidades satélites, como Ceilândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Brazlândia, dentre outras. Com essa descentralização, temos o objetivo de mostrar para a comunidade que a luta dos servidores não se concentra apenas no Plano Piloto e que ela se estende a todas as cidades satélites do DF”, afirma o dirigente do Sinpro-DF, Cleber Ribeiro Soares.
Uma lista de razões
O descontentamento dos servidores com a falta de habilidade administrativa e de diálogo do governo Rollemberg tem se manifestado de diversas formas. Foram realizados atos de protesto, paralisações e reuniões de negociação; mas a postura do governo continua irredutível. Além do não pagamento do reajuste no auxílio alimentação (atrasado desde maio), o GDF não pagou o resíduo do reajuste salarial no mês de setembro e nem a pecúnia da licença prêmio para os aposentados. O GDF também declarou o fim da jornada estendida de trabalho, atrasa constantemente o pagamento do 13° salário da categoria e ameaça retirar outros direitos.
“É muito importante que todos os servidores participem desse e dos outros atos que as entidades sindicais estão promovendo. Precisamos mostrar para esse governo que os servidores estão unidos, que a sociedade está do nosso lado e que nós não permitiremos que os nossos direitos sejam subtraídos”, convoca o dirigente do Sinpro-DF, Cleber Ribeiro.
Greve geral
Além dos profissionais da educação, todas as categorias da Saúde estão em greve por tempo indeterminado, assim como os agentes penitenciários, agentes socioeducativos e servidores que trabalham no DER e na Secretaria de Agricultura do DF. Na quinta-feira (15), os trabalhadores do DFTrans realizam assembleia para definir se também vão paralisar suas atividades. No dia 20, é a vez dos trabalhadores do SLU (Serviço de Limpeza Urbana) decidirem se entrarão em greve.
Locais das assembleias regionais do Sinpro
O Sindicato dos Professores marcou assembleias nesta quinta-feira, às 9 horas, nos seguintes locais:
| Brazlândia | CEM 01 |
| Ceilândia | CEM 02 |
| Gama | CEM 02 |
| Guará | CED 01 |
| N. Band/Candang/Riacho I e II | CEM NB 01 |
| Paranoá | CEF 01 |
| Planaltina | Centrão |
| Plano Piloto | ELEFANTE BRANCO |
| Recanto das Emas | CEF 301 |
| Samambaia | CEE 01 |
| São Sebastião | CAIC UNESCO |
| Sobradinho | CEM 01 |
| Sta. Maria | CEESPECIAL 01 |
| Taguatinga | CEMAB |





