Desafios e Perspectivas dos Estados: DF é o maior produtor de lixo do país

Por Wellington Barros

O Distrito Federal abriga Brasília, a capital e o centro das decisões políticas do país. No cenário em que se destacam os contornos do projeto urbanístico do arquiteto Oscar Niemeyer, vive a população com o maior rendimento mensal do Brasil: R$ 4.162. Para se ter uma ideia, em São Paulo, segundo colocado, esse valor cai para R$ 2.756. Um dos reflexos disso é que no Distrito Federal há a maior concentração de domicílios com celular e internet.

A área, que lembra um retângulo, é encravada no estado de Goiás, no Centro-Oeste. O Distrito Federal é a menor das 27 unidades federativas e tem população estimada em quase 3 milhões e 40 mil pessoas, sendo 2 milhões e 84 mil eleitores.

Quase metade dos habitantes, 45%, não nasceu lá. Nenhum estado é formado por tantos imigrantes. Mário Novaes é um deles. Ele veio há 41 anos para trabalhar como servidor público.

A principal atividade econômica está ligada ao setor público, decorrente da função administrativa. Os desempregados somaram 9,2% no primeiro trimestre do ano.

O índice de analfabetismo do Distrito Federal, empatado com o Rio de Janeiro, é o menor do Brasil: 2,5%.

A taxa de homicídios de 25,5 a cada 100 mil habitantes, também é inferior à média nacional, de 30.

Quase todas as casas têm água encanada: 94%.Na área de saneamento básico, a rede de esgoto e o serviço de coleta de lixo atendem a cerca de 87% dos domicílios. Contudo, o Distrito Federal tem o desafio de deixar o posto de maior produtor de lixo por habitante do país, com reciclagem de apenas 3,5% dos resíduos sólidos. Os dados são da edição mais recente do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, de 2016.

O DF gera 4 mil e 500 toneladas de lixo por dia, ou seja, 1 quilo e meio, por pessoa. Pelo menos 35% é material reciclável, mas apenas 1% volta para o ciclo produtivo.

A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Marta Eliana de Oliveira, destaca que a responsabilidade sobre o problema deve ser compartilhada e começa pelo consumo consciente.

No Distrito Federal o lixão da Estrutural, segundo maior do mundo depois do de Jacarta na Indonésia, foi desativado no início deste ano ao ser substituído pelo aterro sanitário de Samambaia.

Últimas Notícias