Comunidade Sudoeste/Octogonal apela por providências da Administração Regional e reclama de descaso

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A Região Administrativa do Sudoeste/Octogonal é uma das mais novas e mais centrais de Brasília, mas nem por isso fica longe de passar por problemas semelhantes de outras cidades. Vai desde a segurança a bueiros destampados que levam riscos aos moradores.

A reclamação parte de síndicos, prefeitos, associações de moradores e são desfiadas nas reuniões presenciais ou através de grupos nas redes sociais, como o Fala Sudoeste, o do Conselho de Conselho de Segurança, do Jornal da Verdade, entre inúmeros outros.

E o foco das insatisfações é sempre o mesmo. Acusam a Administração Regional do Sudoeste/Octogonal de não conseguir soluções para as demandas da comunidade.

A sociedade local decidiu, então, montar um grupo com a finalidade exclusiva de mapear as necessidades urgentes de cada quadra ou setor, como o caso de bueiro aberto na SQSW na 304, só para citar um exemplo. O Blog do Callado recebeu, através de uma carta-desabafo, apelo para tornar público alguns problemas da região.

Depois, este grupo pretende levar as reivindicações ao administrador Paulo Feitosa e, em seguida, ao próprio governador Rodrigo Rollemberg. “Com a nossa força e união, o senhor administrador levará o nosso pleito ao governador. Este, sabendo da nossa união e força, ver-se-á forçado a nos atender”, diz um trecho da carta.

O texto enviado cita que há alguns dias houve um acidente com vazamento de tinta do caminhão de sinalização na quadra SQSW 105 em frente ao bloco A via Paris, danificando pelo menos um veículo e atingiu três outros carros. Após o ocorrido, o caminhão não teria mais voltado à quadra para terminar o serviço que foi danificado. Inclusive, diz a carta, “agora temos um quebra molas que está sem pintura alguma. Gostaríamos de uma posição sobre o retorno do caminhão para finalização do serviço”.

“Se somos fortes e unidos, por que ficamos pedindo esmolas à Administração? Vamos usar o que somos para conseguirmos melhorias e com rapidez. Não justifica ficarem enrolando consertos de calçados, poda de árvores ou instalação de Ponto de Encontro comunitário (PEC),  que já tem mais de  quatro anos. Adianta o quê?”, diz o texto recebido pelo Blog.

A carta é um pedido de apelo à Administração Regional do Sudoeste/Octogonal e ao Governo do Distrito Federal. “A participação popular é coisa séria. Não devemos fazer uma política excludente. Por que as Associações que representam a comunidade não pode fazer parte da Conselho Administrativo Comunitário (CAC)? Excluir não vale! As Associações merecem respeito”.

O CAC foi criado pelo atual administrador. A ideia é que todas as quadras do Sudoeste tenham um prefeito comunitário. Na Octogonal isso já acontece, mas neste são condomínios fechados, diferente do Sudoeste. Algumas quadras tem prefeito, outras não querem, mas a Administração regional quer obrigar a criação das prefeituras comunitárias. Esse conselho é formado por todos os prefeitos, sete da octogonal e 32 do Sudoeste, seis da Administração Regional, dez de associações comerciais e um do Conselho de Segurança (Conseg). O colegiado resolveria com o administrador os problemas e prioridades da região, só que o estatuto não foi discutido com a comunidade. A quadra que não tiver prefeito não vota, ou seja, é obrigado a fazer o que a Administração Regional determinar. Isso causou uma revolta entre os moradores.

No CAC também foram excluídas várias outras associações que existem na região, registradas como manda a lei. E também ficaram de fora os conselhos comunitários e lideranças comunitárias que, em alguns casos, resolvem mais que os prefeitos ou síndicos! Para os moradores, o CAC já nasceu morto.

A carta recebida pelo Blog apela por providências e lembra que fazer reuniões e não resolver nada não adianta. “Queremos resolução dos nossos problemas, tal qual acontece na Administração do Cruzeiro, afinal o administrador é o mesmo! Deveria ter a mesma linha de trabalho e todos sabem que não é isso que acontece! O que tem lá que não tem aqui? A nossa comunidade tem o direito de ser atendida a qualquer momento, exatamente como acontece com a Administração do Cruzeiro. Qual é a razão da diferença se o Administrador é o mesmo?”

Outro ponto polêmico foi o pedido de providências para tapar os buracos da SQSW 101, que vem causando transtornos aos moradores é motivo de várias reclamações junto à prefeitura comunitária do local.

 

Festa na cidade

Em um dos trechos das reclamações enviadas ao Blog do Callado, cita que em 22 de abril a comunidade do Sudoeste/Octogonal tomou conhecimento que o administrador Paulo Feitosa tinha determinado o formato da festa da cidade. Tudo estaria organizado, ignorando a comunidade da região. “Não fomos consultados em absolutamente nada! Tudo foi decidido e feito ao seu bel prazer! Imediatamente nos rebelamos e solicitamos uma reunião que aconteceu em 28 de abril, para decidir sobre o assunto. Queríamos participar da nossa festa, queríamos um modelo de festa diferente, com barracas da comunidade, e não com caminhões Food Truks, como estava previsto”, diz o texto.

A carta enviada ao blog diz ainda:

“Num raro momento de lucidez, o administrador cancelou o que estava programado sem nosso conhecimento e participação, e concordou que fosse criada uma comissão com moradores do Sudoeste/Octogonal e funcionários da administração, ficando agendada a festa para o dia 21 de maio. Começamos o trabalho imediatamente ciente de que o tempo era curto, e apesar do trabalho árduo que teríamos pela frente, estávamos animados e confiantes. Procuramos comerciantes da região, precisávamos de patrocínio, e o apoio foi e está sendo enorme. Todos concordam que a festa deve ser feita pela comunidade! Após a primeira reunião com os funcionários, as funções de cada um foram divididas, da administração precisávamos que fizessem contato com a Secretaria de Cultura, com as forças policiais, enfim, a festa estava tomando jeito! Após ideias absurdas do administrador de interferência de pessoas de outra regional, reiteramos que nós, do Sudoeste e Octogonal queríamos aquele modelo de festa inicialmente proposto! Não aceitávamos outro, para nós estava tudo resolvido! Puro engano! Desde a primeira reunião não conseguimos mais falar com nenhum funcionário. O senhor Paulo Feitosa deve ter proibido qualquer comunicação conosco!! Sempre que ligamos, não atendem, deixamos recado e não há retorno, ou seja estamos sendo cerceados de todos os nossos direitos!!! Estamos revoltados com essa atitude grosseira e sem sentido. Queremos a interferência do governo, queremos fazer nossa festa, temos esse direito!! Ele não pode cercear nosso direito e tem obrigação de nos apoiar, ainda que não goste, não pode continuar o que está fazendo!!! Você foi o primeiro, mas  Iremos  a todos os meios de comunicação da cidade, se for preciso!! O governador tem que saber o que o senhor Paulo Feitosa está fazendo no Sudoeste e Octogonal!”

A carta finaliza assim: “É um absurdo e estamos cansados de esperar por mudanças! O que ele mais gosta é de fazer reunião com “o corpo técnico”. Pura enrolação e constrangimento a quem vai para alguma reunião: ele coloca nove ou dez funcionários sentados na sala sem fazer nada e sem nada a ver com a pauta. Isso é o corpo técnico da administração, isso para ele é o modelo ideal de reunião!”.

 

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