Em seu discurso de posse, Érika KoKay entoou palavras de ordem: “Fora Temer”, “Fora Rollemberg”
A deputada federal Erika Kokay foi eleita neste domingo (07), por unanimidade, presidente regional do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal. A eleição da parlamentar mostra uma guinada do partido a extrema esquerda. Conhecida por debates acalorados na Câmara dos Deputados, Kokay vai levar o partido a uma postura mais radical.
Em seu discurso de posse, Érika entoou palavras de ordem: “Fora Temer”, “Fora Rollemberg” e “viva do Partido dos Trabalhadores!”.
Eleita numa conjuntura local e nacional bastante adversa, a parlamentar defendeu o diálogo, unidade e firmeza partidária para se opor ao que classificou como “desmontes de direitos promovidos pelos governos de Michel Temer e de Rodrigo Rollemberg”.
“A centralidade da nossa agenda será a luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, das mulheres, negros, LGBTs, crianças e adolescentes”, disse.
Para compor o Diretório do PT-DF, a tendência Democracia Socialista (DS) indicou a ex-deputada distrital Arlete Sampaio e o jornalista Fernando Tolentino.
Arlete, que vai fazer parte da Executiva do partido, defendeu a realização, em setembro deste ano, de um Congresso extraordinário para definir as estratégias para o ano eleitoral de 2018.
A nova Executiva e o Diretório do PT deverão dar novo rumo ao partido e definir uma linha de ação mais ativa, “menos omissa”, como disse uma fonte, em relação ao governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).
“O GDF não pode continuar sendo objetivo apenas da direita candanga, sem nenhuma oposição efetiva, viável, propositiva, do PT”, defendem alguns petistas adeptos da mudança.
A presença do PT nas bancadas distrital (três deputados – Wasny de Roure, Ricardo Vale e Chico Vigilante) e federal (Erika Kokay), tem se mostrado insuficiente para mobilizar seus filiados nos confrontos políticos com o governo do PSB. O partido sumiu do noticiário e não possui nenhuma alternativa de comunicação com sua militância, tradicionalmente aguerrida e combativa.
A trajetória política de Érika
Erika iniciou sua militância política em 1976 na Universidade de Brasília (UnB). Chegou a ser expulsa arbitrariamente por sua luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão.
Em 1982, ingressou na Caixa Econômica Federal e, em 1985, organizou a primeira greve dos funcionários da Caixa, na qual a categoria conquistou a jornada de seis horas e o direito à sindicalização.
Foi eleita presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília por dois mandatos (em 1992 e 1998), sendo a única mulher a exercer o cargo até hoje. Em 2000, foi eleita presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF).
Conquistou dois mandatos de deputada distrital nos anos de 2002 e 2006. Em 2010, elegeu-se deputada federal pela primeira vez, sendo eleita novamente em 2014.
Atualmente, é a única mulher a representar o DF no Congresso Nacional. Faz um mandato fortemente vinculado aos movimentos sociais e à luta pelos direitos humanos. É vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.



