Coluna do Fluminense | Treinador e presidente covardes

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense recebeu o Barcelona de Guayaquil pelas quartas de final da Libertadores, e começou o primeiro tempo mostrando os mesmos erros que apresentou ao longo da temporada.

Marcando mal, sempre chegando atrasado e deixando o adversário à vontade para receber o passe, se ajeitar e pensar o que fazer com a bola.

Além disso, o time não tem compactação, as linhas de defesa, meio campo e ataque se posicionam muito distantes umas das outras, o que dificulta a marcação causando sustos.

Além disso, quando consegue imprimir velocidade ao jogo, o que é muito raro, o atacante é obrigado a voltar o jogo porque ninguém acompanha.

Notem que os zagueiros nunca atravessam a linha do meio campo, o que comprova o distanciamento das linhas defesa/meio campo/ataque.

Outro erro é a falta de visão para virar o jogo.

Enquanto a partida se desenvolvia no lado esquerdo, nenhum jogador tinha visão ou coragem para dar um passe de 20 metros para o lateral Samuel que sempre estava sozinho, totalmente solitário como expectador privilegiado dentro do campo.

Senti saudades do velho Telê que obrigava seus jogadores a dar apenas um toque na bola, ensinando-os que o futebol assim se torna veloz, e a se deslocar verticalmente em direção ao gol adversário, e com isso, transformando-os em grandes jogadores num time vencedor.

Como se pode ver, o problema do Fluminense nasce na presidência, se alastra no técnico e se reflete no campo de jogo, onde os jogadores parecem se envergonhar de mostrar vontade de fazer gols, ganhar as partidas e conquistar títulos e dinheiro.

Apesar desses erros primários, o futebol nos presenteou com falha bisonha da defesa adversária, num lance que, goleiro e zagueiro bateram cabeça e a bola sobrou para Biel fazer 1×0.

O primeiro tempo terminou com essa pequena vantagem.

Apesar de voltar melhor no segundo tempo, o Fluminense continuou mostrando seu conformismo e irresponsabilidade e não ampliou o placar.

Diante disso, vendo um adversário sem ambição, o Barcelona atacou e logo conseguiu empatar.

Aos 30 minutos, o Barcelona teve um jogador expulso e o Fluminense não soube se impor; ao contrário, num cruzamento na nossa área, Nino fez pênalti num erro inadmissível para zagueiro.

Ao invés de fazer a parede, já que estava se defendendo, fez o contrário, ficando à frente do atacante.

No desespero, o Fluminense foi todo pra frente e conseguiu um pênalti nos acréscimos que Fred converteu empatando o jogo.

Um resultado horroroso, porque com um jogador a mais, levando 2 gols em casa num torneio que tem gol qualificado, mas que pode ser bom porque no jogo de volta só a vitória serve.

Quem sabe com essa obrigação de ganhar, o Roger pare de atrapalhar e o time possa jogar naturalmente para ganhar e se classificar para a semifinal embolsando 7 milhões.

Enfim, dizem que a esperança é a última que morre, e apesar de um presidente derrotista e incompetente, de um treinador que tem medo de ganhar e por isso é vocacionado para perder, a camisa do nosso time é muito grande e pode nos conduzir a uma classificação épica na casa do adversário.

A única nota positiva nesse teatro de horrores que o Fluminense de Mário/Roger nos “brinda”, é o fato de que existe alguém na fox que entende de futebol. Me refiro a Zé Elias que talvez por ter sido jogador nos presenteou com comentários simples, sem deboches e retratando exatamente o que acontecia em campo.

Parece que existe alguém que entende de futebol naquela bolha de mediocridade que abriga pessoas fantasiadas de “comentaristas”.

Bora FLUZÃO 🇧🇬🇧🇬🇧🇬

Raimundo Ribeiro é apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

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