Coluna do Fluminense | O medo de perder tira a vontade de ganhar

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense visitou o Fortaleza e volta com um ponto na bagagem. O ritual até agora é ganhar de 1×0 em casa e empatar fora.

Alguém precisa avisar o Roger que esse ritual não levará o Fluminense a lugar nenhum pois se não ganhar fora de casa não disputará o título.

Quanto ao jogo, mais uma vez tivemos um primeiro tempo ruim, aceitando que o adversário ditasse o ritmo, marcando, mal, a partir da nossa intermediária e contando com a sorte para não levar gol.

O Fortaleza criava suas situações de gol pelo lado de Egídio, como todos os adversários fazem mas felizmente o primeiro tempo terminou 0x0.

No segundo tempo o meio campo avançou um pouco e assim encontramos o gol, de Caio Paulista aproveitando um desvio de Nino no primeiro pau.

Esse gol fez mal ao time que recuou e o Fortaleza empatou com uma jogada novamente pela nossa lateral esquerda.
Depois disso, o Fluminense continuou acovardado atrás sem nenhum contra ataque que pudesse justificar esse recuo.
Roger fez algumas modificações que não resultaram em nada. Kayke, Welington, Luiz Henrique, Cazares e Abel nada acrescentaram.

Correndo o risco de ser repetitivo, o time continua iniciando o jogo de forma errada, esperando o adversário na nossa intermediária, sem forçar o erro do adversário no seu campo.

Ao começar a marcar, de longe no nosso próprio campo o Fluminense “convida” o adversário a nos atacar e com isso corremos riscos que não precisa correr.

No segundo tempo, para mostrar que Roger SEMPRE comete o mesmo erro no primeiro tempo, o time se solta um pouco, ataca com mais jogadores e acha o caminho do gol, mas aí volta a jogar errado, recuando e oferecendo ao adversário o nosso campo defensivo.

Sobre o Egídio, não vou comentar para não ser repetitivo, mas é importante que se relembre que os 3 gols que levamos nesse campeonato nasceram TODOS pela nossa lateral esquerda que é o lugar onde Egídio deveria estar para marcar CERTO o adversário, o que NUNCA acontece.

Enfim, o time continua invicto, na parte de cima da tabela mas precisa corrigir os velhos erros, isto é, marcar a saída de jogo adversária, avançar de modo compacto as linhas do meio campo e ataque, quando o adversário estiver com a bola marcar mais próximo para não deixar que pense o que fazer com a bola e experimente um jogador na lateral esquerda que saiba pelo menos marcar.

O Kayke tem inesgotável poderio técnico e o treinador tem obrigação de encontrar uma faixa de campo onde ele mostre seu futebol, não podendo entrar para ser secretário de lateral .

Agora é encarar o Atlético/GO em Goiânia e rezar para que Roger corrija pelo menos a lateral esquerda e arme o time para tentar ganhar, pois se for para Goiânia tentar empatar, certamente seremos derrotados.

Bora FLUZÃO

Raimundo Ribeiro é apaixonado pelo futebol e, naturalmente Tricolor

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