Coluna do Fluminense | Bastou atacar

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O Fluminense recebeu o Palmeiras e começou o jogo oferecendo a iniciativa pro adversário, pouco indo para o ataque.
A primeira emoção acontece a favor do adversário quando na entrada da área, Welington (que ninguém entende porque entra em campo) deixa Zé Rafael chutar forte e nosso goleiro faz 2 excelentes defesas.

A tática suicida de chamar o adversário para jogar no nosso campo defensivo continua imperando e isso coloca o time sempre em perigo, mas pior é que essa mentalidade retranqueira sempre resulta em algo conhecido, gol do adversário, aliás um gol maravilhoso de Dudu.

A partir daí, o Fluminense parece querer jogar, mas é incrível como os próprios jogadores do Fluminense “matam” qualquer possibilidade de contra ataque. Quando conseguem tomar a bola, jogam pra trás revelando a mentalidade retranqueira que contaminou os jogadores.

Yago quase entrega o segundo gol quando perde uma bola dominada no ataque e o Palmeiras num rápido contra ataque quase marca o segundo.

Em seguida, Caio Paulista erra quando resolve dar um drible a mais e perde a chance do empate.

Arias também erra quando tem chance de invadir a área e chutar, mas é muito lento.

Termina o primeiro tempo e o Fluminense no lucro, só com 1×0.

Alguns pontos nesse intervalo:

Se sempre somos derrotados esperando o adversário no nosso campo defensivo, porque continuamos jogando assim?
Porque Welington é escalado?

Porque não se aproveita uma das poucas virtudes do Caio Paulista que é a velocidade?

Porque Fred é escalado já que ele não consegue mais ter a intensidade necessária atualmente?

Melhor seria o aproveitamento dele a partir dos 20 minutos do segundo tempo quando o adversário cansa e isso nivelaria a questão física e sua técnica poderia aparecer.

Mas enfim, o que é inaceitável é a mentalidade conformada e a falta de ambição presente em todos os jogadores, contaminados pela diretoria derrotista e arrogante.

Vamos aguardar um milagre para o segundo tempo.

O milagre aconteceu.

Gabriel Teixeira e Lucca substituíram Caio Paulista e Arias, respectivamente. A saída de ambos é correta, mas inexplicável é a entrada de Lucca.

Com 1 minuto de jogo no segundo tempo, o Fluminense resolve atacar e descobre o óbvio: só faz gol quem ataca e Yago Felipe (justo ele que joga tanto pra trás) empata com um chute desviado no zagueiro.

Espera-se que o time aprenda que só faz gol quem ataca.

Aos 9 minutos, noutro erro de passe de Welington, o Palmeiras ameaça mas nosso goleiro defende.

Aos 13 minutos, o juiz marca pênalti e o var, “ajudado” pelos “comentaristas” da globolixo, anula o pênalti, acertadamente.Só essa parada levou 5 minutos.

Aos 26 Marcão tira Welington(que nem deveria ter entrado) e coloca o anêmico Nonato, e Fred por JK.
No minuto seguinte, Lucca perde gol feito (o que é normal nele).

Aos 37 sai Martinelli e entra Cazares.
Aos 42, Yago Felipe vira o jogo fazendo 2×1, numa excelente lição de que só ganha quem ataca. Espero que Marcão e a diretoria tenham visto o jogo e aprendido o óbvio: para ganhar tem que atacar.
A mudança de postura do primeiro para o segundo tempo é nítida, com o time ocupando espaços no campo ofensivo. A pergunta é: porque o time insiste em jogar recuado se os números mostram que a derrota é certa quando recua?
Enfim, uma exibição que valeu pelo segundo tempo quando o time venceu e convenceu porque jogou 45 minutos atacando.
Agora é enfrentar o Juventude e ganhar: a receita é simples: atacar sempre.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

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