Declarações foram dadas em sabatina no Jornal de Brasília nesta terça-feira; ocupação inicial de 30% do CAD-DF está prevista para sexta-feira
Da Redação A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) afirmou que pretende expandir o programa da tarifa zero no transporte público do Distrito Federal — atualmente, a tarifa é gratuita aos domingos e feriados — e anunciou que parte do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), o antigo Centrad, começará a ser ocupada nesta semana.
As declarações foram dadas durante sabatina do Jornal de Brasília, nesta terça-feira (1º/9). Ao falar sobre o transporte público, Celina afirmou que, ao assumir o governo, determinou a suspensão de reequilíbrios econômicos dos contratos vigentes e uma auditoria para analisar os gastos do GDF com o sistema. “Queremos trabalhar na tarifa zero porque hoje o custo é tão alto, que a minha perspectiva e o que eu acredito, é que nós damos conta de implementar, com esse custo hoje que é pago, a tarifa zero”, disse.
Segundo Celina, os estudos para a implementação da tarifa zero ainda não foram finalizados e a auditoria nos contratos segue em andamento. “Os estudos ainda não foram finalizados, a auditoria está em curso […] Acho que ele prevê um reequilíbrio, assim, por parte do Estado que é impagável e, por isso, eu congelei qualquer tipo de repasse e que a gente possa rever essas tarifas dentro de uma perspectiva de tarifa zero”, disse.
A governadora afirmou que o atual modelo dos contratos de transporte público gera alto custo aos cofres do DF e que a intenção é encontrar uma forma de reduzir os gastos. Em maio, Celina anunciou que a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) faria um estudo para que seja implementada a tarifa zero no transporte público do DF.
Atualmente, o GDF conta com a isenção de tarifa aos domingos e feriados por meio do programa Vai de Graça. Em fevereiro, o Ministério Público do DF chegou a instaurar um inquérito civil para que o GDF fornecesse os estudos técnicos e financeiros que embasaram a adoção do subsídio ao serviço de transporte público coletivo.
Durante a sabatina, Celina também anunciou que o GDF começará a ocupar, na sexta-feira (4/9), o Centro Administrativo do Distrito Federal. Segundo ela, inicialmente o governo deve ocupar 30% do complexo e a mudança deve gerar uma economia de mais de R$ 160 milhões com aluguéis. “Tenho certeza que as cidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia vão agradecer porque as pessoas estavam reclamando sobre como o comércio estava enfraquecido. A ida do CAD-DF para lá vai melhorar o comércio da avenida principal, vai trazer valor agregado e o Metrô também cai dentro do centro administrativo”, destacou.
O anúncio de ocupação do Centrad ocorreu no início de junho, com a intenção de gastar até R$ 1,8 milhão em cada um dos cinco blocos. Na época, ela afirmou ao Metrópoles que os primeiros órgãos a ocupar o espaço seriam as Secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e de Obras (SODF), Casa Civil e Casa Militar.
O Centrad foi construído há pouco mais de 10 anos para reunir secretarias e órgãos em um único espaço. Entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado. O empreendimento enfrentou entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes.
Celina também comentou a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) de adiar em 15 dias a greve que estava marcada inicialmente para esta terça-feira (1º/9). “A gente quer dialogar, sim, com os metroviários, a gente sempre teve esse diálogo muito franco. Eu faço inclusive aqui um agradecimento porque eles recuaram nesse momento de greve. Poderia passar a impressão de algo político, mas devemos tratar como algo sério”, afirmou.
Entre os investimentos citados está a compra de 15 novos trens. Segundo Celina, a licitação deve ser concluída em 15 de setembro, com a definição da empresa vencedora. “Mas a compra dos 15 novos trens seria insuficiente para gente ainda melhorar porque nós temos um sistema de software muito antigo do Metrô e ele precisava de atualizações e de ser modernizado, a parte de energia também precisa ser modificada”, disse.
A governadora também citou as obras de ampliação do metrô em Samambaia e Ceilândia, que preveem a construção de novas estações, e afirmou que o governo trabalha em um estudo de viabilidade técnica para uma segunda linha do metrô. O projeto prevê a ligação da Asa Sul a regiões como Candangolândia, Riacho Fundo 1 e 2, Recanto das Emas, Gama e Santa Maria e deve ter a capacidade de transportar 700 mil pessoas.




