Carta do Leitor – O PT e a farra dos gastos públicos

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O anúncio da Câmara dos Deputados, com apoio expressivo do PT, sobre a criação de 200 cargos para o STF — 160 comissionados (nível FC‑6) e 40 técnicos — que custarão ao menos R$ 7,78 milhões em 2025 e R$ 7,81 milhões em 2026, foi um equívoco. Tratar como recomposição do Judiciário esse acréscimo evidencia uma arrogância institucional, pois a origem do gasto é o orçamento do STF, mas o ônus recai no bolso do trabalhador e do contribuinte .

Ao incluir deputados do PT entre os principais entusiastas (apenas 3 dos 52 votaram contra no partido), essa decisão fragiliza a narrativa de defesa dos interesses populares e abre espaço para críticas sobre prioridades políticas que sacrificam o cidadão comum. É no mínimo contraditório exigir austeridade fiscal e, ao mesmo tempo, autorizar aumento de despesas significativas sem maior transparência ou justificativa real.

Essa medida reforça a urgência de maior fiscalização, clareza na tramitação orçamentária e exigência de avaliação rigorosa da real necessidade desses cargos. A população espera que governantes representem com responsabilidade e não se afastem dos anseios dos trabalhadores.

Fernanda Sousa
Plano Piloto – Brasília/DF

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