Câmara Legislativa do DF: O concurso público e a múltipla escolha

Por Ederson Marques

A semana na Câmara Legislativa do Distrito Federal será decisiva para concurseiros. A Mesa Diretora escolherá a instituição que vai realizar o tão aguardado concurso da Casa. Estão previstas 88 vagas, distribuídas em cargos de nível médio e superior com salários entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. A definição da banca faz toda diferença para os concurseiros, pois indica principalmente o tipo de prova que será aplicada.

A Mesa Diretora da CLDF – composta pelos deputados Joe Valle (Presidente), Wellington Luiz (Vice-presidente), Sandra Faraj (1ª Secretária), Robério Negreiros (2° Secretário) e Raimundo Ribeiro (3° Secretário) – terá em sua decisão o futuro de milhares de estudantes que se dedicam diariamente para concorrer à carreira pública. E eles querem e têm o direto de saber: que critérios estão sendo avaliados nessa escolha?

Ao que parece, três instituições disputam a organização do certame: Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Americano de Desenvolvimento (IADES). Das três, a que detém maior experiência em provas do Poder Legislativo é o CESPE. A FGV, que já realizou diversos concursos do GDF, não tem em seu cotidiano o atendimento em concursos legislativos. Já o IADES pode ser considerado o iniciante na firma: tímido, mas doido para mostrar a que veio.

Pelos corredores da CLDF o que se comenta é que já existe uma forte tendência à mesa. Nada de certo ou errado. Bom mesmo é arriscar na escolha entre as três opções, mesmo que não se tenha estudado o bastante para entender o conteúdo necessário para a marcação da resposta. O chute é uma saída. Muitas vezes consciente. O resultado, no entanto, pode ser catastrófico, levando à reprovação.

Vale lembrar. A decisão da Mesa acarreta diretamente na vida de milhares de concurseiros. É quase como a decisão de um líder político como foi Getúlio Vargas, que em dois momentos da história do Brasil esteve à frente da Nação. Getúlio Vargas, aliás, foi quem entregou a judia Olga Benário ao regime nazista de Adolf Hitler. Há quem diga que Getúlio Vargas, além de simpatizante, se vendeu naquela ocasião. Mas isso fica a cargo dos historiadores.

Importante é que a Mesa Diretora tocará o processo de concurso da Câmara Legislativa. O último realizado foi em 2005 e, por isso, a expectativa é grande. Que tudo ocorra dentro das regras da Lei dos Concursos, aprovada pela mesma CLDF, e que seja aprovado aquele que mais se qualificou para o sucesso. Necessitamos de bons servidores públicos, comprometidos com os preceitos da administração pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

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