Bolsonaro e aliados na mira da Polícia Federal: operação gera controvérsias

Há uma saudade de tempos em que a Polícia Federal prendia corruptos e traficantes, contribuindo para a limpeza do país

Pela primeira vez, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se torna alvo direto de uma operação da Polícia Federal. Desde o início desta quinta-feira (8), ele e seus assessores diretos são alvo da investigação, suspeitos de terem atuado durante meses para desacreditar as eleições, interferir em seu resultado e tentar dar um golpe de Estado.

Em outras circunstâncias, uma operação contra Augusto Heleno e Braga Netto, os dois maiores generais vivos do país, seria considerada impensável. No entanto, com o general Tomás Paiva à frente do Exército e um alto comando questionável como o atual, as consequências são incertas.

A apreensão do passaporte de Bolsonaro parece ter um viés midiático. O ex-presidente nunca expressou intenção de deixar o Brasil, inclusive poderia ter permanecido nos EUA, mas optou por retornar. Não é coincidência que isso ocorra tão próximo das eleições municipais, nas quais Bolsonaro busca ampliar o número de prefeitos aliados. Uma operação da Polícia Federal, a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), pode, paradoxalmente, fortalecer Bolsonaro.

As prisões suscitam lamentações, com defensores argumentando que todos os envolvidos são pessoas de bem, leais e corretas. Há uma saudade de tempos em que a Polícia Federal prendia corruptos e traficantes, contribuindo para a limpeza do país. Hoje, a atuação da PF é questionada, gerando controvérsias e levantando debates sobre a justiça e a transparência no Brasil.

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