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Pesquisa mostra a influência de unidades de conservação no valor de imóveis

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Trabalho foi apresentado na primeira edição do projeto Compartilhando Saberes de 2024, do Instituto Brasília Ambiental

Determinar a influência que unidades de conservação (UCs) causam no preço de imóveis no Distrito Federal. Esse foi o objetivo do trabalho apresentado, nesta sexta-feira (23), pelo YouTube do Instituto Brasília Ambiental, durante a primeira edição do Ciclo de Palestras Compartilhando Saberes de 2024.

O trabalho Análise de influência da distância à Unidade de Conservação no Distrito Federal foi desenvolvido pela agente de UC da autarquia Ana Paula Camelo e apresentado na 4th International ESP Latin America and Caribbean Conference, em La Serene, no Chile. A pesquisadora é engenheira florestal, mestre em Ciências Florestais (Conservação da Natureza) e Doutora em Ciências Florestais (Manejo Florestal).

Para realizar a pesquisa, a servidora delimitou a região de Águas Claras, que possui 81% de área urbanizada e uma UC, o Parque Ecológico Águas Claras. Para a pesquisa, foram analisados imóveis publicados no site WImóveis, resultando em um banco de dados com 3.111 imóveis na região.

Segundo a pesquisadora, o estudo mostrou que há correlação entre a distância para o Parque Ecológico e o valor dos imóveis e seu tamanho. “Percebemos que todos os imóveis situados até 200 metros de distância da UC estão, em média, 12% acima do valor de mercado. Outra coisa que a gente observa, é que o imóvel, a cada 100 metros de distância da UC, sofre uma depreciação de aproximadamente 55%”, explicou Ana Paula Camelo. A pesquisa também descobriu que os maiores e mais caros imóveis da região ficam mais próximos da área ambiental, enquanto os menores e mais baratos ficam mais distantes.

“Percebemos que para essa população de Águas Claras é muito importante ter essa proximidade com a unidade de conservação. A valorização que a comunidade dá para aquele local é muito grande, por se a única área ambiental da região”, concluiu a pesquisadora.

Como recomendação, Ana Paula Camelo entende que deve ser priorizado o serviço ambiental cultural no planejamento urbano e que devem ser incorporados espaços verdes em todas as cidades, para mitigar o risco de gentrificação (processo de transformação de áreas urbanas que leva ao encarecimento do custo de vida e aprofunda a segregação socioespacial nas cidades) verde.

Compartilhando Saberes é uma iniciativa da Comissão Permanente de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) do Brasília Ambiental para incentivar a troca de conhecimento entre os servidores e favorecer a integração com a sociedade.

O projeto compartilha os trabalhos dos servidores que tiveram usufruto do afastamento para participar de programa de pós-graduação stricto senso, conforme o artigo 161 da Lei Complementar 840/2011, e de outros tipos de trabalhos, além dos acadêmicos.

Veja aqui a apresentação.

Fever Mobilidade traz veículos elétricos inéditos no Brasil para o C-MOVE Brasília

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Empresa é uma das patrocinadoras do evento e aposta em soluções limpas de transporte que já fazem sucesso na Europa

A Fever Mobilidade, hub de soluções de mobilidade sustentável em logística verde, é uma das patrocinadoras do C-MOVE Brasília (Congresso de Mobilidade Urbana e Veículos Elétricos) e irá expor os veículos elétricos recém-lançados no mercado brasileiro.

O evento ocorrerá nos dias 19 e 20 de março, na capital do país, e tem
como principal objetivo a conscientização sobre a importância da adoção de soluções limpas de transporte.

Nelson Füchter Filho, CEO da marca, participará de um painel que irá debater sobre os veículos elétricos leves.

Na Europa, os veículos da marca já são utilizados por grandes empresas da indústria de alimentos e bebidas, supermercados, serviços urbanos, transportadoras, aeroportos e outros setores.

São duas linhas de produtos 100% elétricos e 100% conectados: a Fever Rap, que é importada da fabricante chinesa RAPsev e conta com três modelos de triciclos ideais para a logística de última milha.

O Fever RAP FR150 Frigo, por exemplo, foi idealizado para ser um freezer sobre duas rodas, com caixa de refrigeração de carga de até 150 kg com temperatura até -18ºC.

Já a linha ALKÈ vem da Itália e é composta pelo Fever Alkè ATX 340 EH, um caminhão compacto elétrico que chega como uma alternativa ao trator para uso intra-company, seja em fazendas, plantas industriais, condomínios de galpões logísticos ou outros locais.

Com capacidade para transportar cargas pesadas, o veículo tem 200km de autonomia e dimensões inteligentes permitem acesso a áreas que veículos tradicionais não são capazes de ingressar.

Com 16 concessionárias espalhadas pelo país, a Fever está presente no Centro-Oeste com a Fever Feld, localizada no Distrito Federal.

O responsável pela filial é o empresário Bruno Goldfeld, diretor do Grupo Nasa, tradicional grupo econômico da região.

O C-MOVE

O evento será realizado das 9 às 18 horas, no Brasil 21 Convention Affiliated by Meliá, em Brasília.

Serão debatidos temas como infraestrutura de recarga e desafios da implantação, novos modelos de modais elétricos, aspectos jurídicos, programa Mover, entre outros.

As inscrições podem ser feitas por meio do link https://www.sympla.com.br/evento/c-move-brasilia-2024/2308418.

Na cidade, também será realizado o Dia da Mobilidade Elétrica com uma carreata de
conscientização sobre os benefícios dos veículos elétricos, marcada para o dia 20 de março, encerrando a programação em um local estratégico.

“O evento é uma grande oportunidade para ampliar a discussão sobre
descarbonização da economia e trazer alternativas viáveis para o avanço desse cenário no Brasil. Os veículos elétricos impactam positivamente não só o meio ambiente, mas também a qualidade de vida da população, pois não emitem gases tóxicos e nem ruídos”, comenta Nelson Füchter Filho, CEO da Fever Mobilidade.

Sobre a FEVER Mobilidade

A FEVER Mobilidade é uma empresa que traz no seu DNA mais de 60 anos de experiência do Grupo Le Monde no ramo automotivo.

Surge com o objetivo de ser um hub de soluções em mobilidade sustentável, mobilidade urbana e logística verde, com todos os veículos 100% elétricos, 100% conectados e focados exclusivamente na movimentação de cargas e/ou prestação de serviços em logística.

Liderada pelos empresários Nelson Füchter Filho e Jacinto Silveira, ambos catarinenses, a empresa nasce com a ambição de ser protagonista nessa revolução tecnológica no Brasil, se posicionando como um fornecedor de confiança em logística verde para ajudar a cadeia logística de negócios a funcionar, aproximá-la do consumidor final e preparar um mundo melhor para as próximas gerações. Para mais informações, acesse: https://fever.net.br

Conheça as variações do vírus transmitido pelo Aedes aegypti

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Infecções podem gerar tanto formas assintomáticas quanto brandas, graves e até fatais

Considerada uma doença infecciosa, a dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A doença febril aguda se manifesta de forma rápida, sendo mais prevalente em períodos chuvosos e quentes, e possui quatro sorotipos – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 – que podem causar a forma clássica ou evoluir para quadros graves que chegam a comprometer órgãos como fígado, cérebro e coração.

A distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde

No Distrito Federal, o DENV-1 é o sorotipo mais comum, embora tenha sido observado um aumento significativo do DENV-2. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF) divulgado na terça-feira (20), o sorotipo 2 foi detectado em quase 10 mil casos, enquanto o tipo 1 apareceu em cerca de 1,1 mil ocorrências. Os sorotipos 3 e 4 ainda não foram identificados na capital.

“Crianças de até 2 anos, idosos e imunossuprimidos, como diabéticos e hipertensos, são os que têm mais risco de evolução para a dengue grave”David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde

Todos os quatro tipos de vírus podem gerar formas assintomáticas, leves ou graves e, inclusive, levar a óbito. Após contrair um vírus da dengue, o corpo desenvolve imunidade a ele. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a segunda infecção por qualquer sorotipo da doença tende a ser mais grave que a primeira, independentemente da ordem dos sorotipos. O DENV-2 e o DENV-3 são considerados mais virulentos.

Nesse contexto, a reinfecção por um sorotipo diferente é fator de risco para a dengue hemorrágica, pois o sistema imunológico pode reagir de maneira intensificada. Embora a dengue afete todas as faixas etárias, alguns grupos têm maiores chances de desenvolver complicações. “Crianças de até 2 anos, idosos e imunossuprimidos, como diabéticos e hipertensos, são os que têm mais risco de evolução para a dengue grave”, afirma o médico David Urbaez, referência técnica distrital (RTD) de infectologia da SES-DF.

Sinais de alerta

Sintomas da dengue comum e da grave são os mesmos nos primeiros dias da doença

A primeira manifestação da dengue, normalmente, é a febre alta (acima de 38 graus), de início abrupto, que costuma persistir por dois a sete dias, acompanhada de dores de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações, além de prostração, fraqueza, manchas vermelhas, erupções e coceira na pele.

Tanto a dengue clássica quanto a grave têm os mesmos sintomas nos primeiros dias. Entre os sinais de alerta que ocorrem, habitualmente, entre o quarto e o quinto dia, no intervalo de três a sete dias de doença, estão dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Há ainda casos assintomáticos ou com a presença de apenas um sintoma.

Detecção

A distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico, enquanto os exames laboratoriais são fundamentais no diagnóstico da dengue, além de contribuírem para a implementação de medidas preventivas e controle da doença.

No DF, a SES-DF oferece o exame PCR em Tempo Real (RT-PCR), responsável por determinar qual dos sorotipos está causando a infecção. O material é analisado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) a partir da amostra de sangue colhida na Atenção Primária – tendas de hidratação ou unidades básicas de saúde (UBSs).

“A técnica é capaz de identificar o vírus precocemente, auxiliando na conduta terapêutica do paciente”, explica a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. “O diagnóstico é rápido, sensível e específico, o que a torna uma ferramenta diagnóstica de alta confiabilidade.”

O tempo de coleta do sangue para a realização do exame RT-PCR é do primeiro ao quinto dia do início de sintomas. Quando a amostra chega ao laboratório, é processada para a extração e a identificação do material genético do vírus. Isso é feito com reagentes específicos e equipamentos próprios. Ao final, os profissionais analisam os resultados obtidos para subsidiar os laudos.

A liberação dos resultados ocorre em até três dias após o recebimento das amostras, podendo ser menor nos casos prioritários ou graves previamente indicados. Desde o início deste ano, o laboratório registrou mais de 17 mil amostras de casos suspeitos de dengue processadas por meio da técnica de RT-PCR.

Atendimento

Ao primeiro sinal de sintomas, a pessoa com suspeita de dengue deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. As estruturas desses espaços foram adaptadas para realizar hidratação venosa, se necessário. Caso haja sinais mais graves, os pacientes serão encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) ou aos hospitais regionais.

Além das UBSs e das UPAs, há tendas de acolhimento à população, das 7h às 19h, nas seguintes regiões do DF: Ceilândia (P Sul), Samambaia, Sol Nascente, Brazlândia, Taguatinga, Santa Maria, Recanto das Emas, São Sebastião, Estrutural e Sobradinho.

Veja a rota do fumacê neste domingo no Distrito Federal

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Recomendação da Vigilância Ambiental é que as pessoas abram portas e janelas de suas residências quando passar o veículo do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), para maior eficácia do produto; aplicações serão feitas das 4h às 6h e das 17h às 19h

Lula retoma por decreto cronograma de pagamento das “Emendas Pix”

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Presidente assina decreto que restabelece calendário para pagamento de emendas ao longo do ano, conhecidas como “Emendas Pix”

Da Redação

Um decreto presidencial assinado por Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a retomada do calendário para o pagamento de emendas parlamentares ao longo do ano, conhecidas como “Emendas Pix”. Esse cronograma, originalmente previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e aprovado pelo Congresso Nacional, havia sido vetado pelo presidente no final do ano passado. No entanto, após um acordo político entre o governo e partidos da base aliada, a previsão foi restituída.

Os valores incluem o pagamento de emendas individuais, de bancada estadual e de comissões, programadas para serem executadas de fevereiro a dezembro de 2024. Uma parte significativa dessas emendas, especialmente as destinadas ao custeio nas áreas de saúde, educação e assistência social, deverá ser empenhada (reservada) até 30 de junho. Esse prazo é estipulado como limite devido à vedação temporária imposta pelas eleições municipais, marcadas para outubro deste ano. Estima-se que o valor a ser empenhado chegue a cerca de R$ 14,5 bilhões.

As emendas representam uma das principais formas pelas quais os parlamentares destinam recursos para seus redutos eleitorais, e havia uma forte pressão do Congresso Nacional para que os pagamentos fossem realizados até a data limite do calendário eleitoral.

O decreto com o cronograma foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (22), após uma reunião no Palácio do Planalto que envolveu o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, lideranças partidárias e parlamentares integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO), além do relator da LDO, o deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE).

“Vocês sabem que a Lei de Diretrizes Orçamentárias tinha proposta de cronograma de acelerar a execução no primeiro semestre dos recursos de repasses a fundo da saúde e assistência social, do SUS [Sistema Único de Saúde] e do SUAS [Sistema Único de Assistência Social]. O governo tem concordância em acelerar essa execução. Teve um veto por conta de uma coisa que havíamos anunciado, que é a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou Padilha em entrevista a jornalistas.

Com o acordo, o veto ao calendário de liberação de emendas na LDO deverá ser mantido, enquanto outros pontos vetados da lei ainda serão objeto de negociação entre governo e parlamentares em futuras reuniões previstas para o início de março.

O decreto também prevê que os ministérios da Fazenda e do Orçamento poderão realizar ajustes nos cronogramas conforme decisões de órgãos técnicos ou judiciais.

Na noite de quinta-feira (22), o presidente Lula se reuniu em um coquetel com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, ministros do governo e líderes partidários da Câmara dos Deputados, no Palácio do Alvorada, marcando seu engajamento direto na articulação política com o Congresso Nacional.

Gratidão na política não chega ao Distrito Federal, só trairagem

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É muito estranho que diante de discursos duros feitos pela oposição, como nessa semana em que a volta as aulas foram tema de críticas, não houve uma voz favorável ao governo

O vetusto senador Antônio Carlos Magalhães costumava dizer que sem gratidão ninguém faz política.

Ele acumulou poder durante sua longa carreira pública, fez muitos inimigos, mas angariou uma legião de aliados.

Se estivesse vivo e acompanhasse a política do Distrito Federal, teria sustos e sobressaltos com a atuação de grande parte da bancada governista da Câmara Legislativa.

O governador Ibaneis Rocha costuma elogiar a ação dos deputados, mas talvez seja só para ver se consegue despertar os “aliados”.

É muito estranho que diante de discursos duros feitos pela oposição, como nessa semana em que a volta as aulas foram tema de críticas, não houve uma voz favorável ao governo.

E olha que havia o que mostrar. Por exemplo: o cartão material escolar que dá a oportunidade para que 159 mil alunos possam comprar tudo o que precisam para estudar (iniciativa que só existe no GDF), todas as faixas de pedestres em frente as escolas foram recuperadas e pintadas, novas escolas e creches, entre muitas outras ações. Mas os deputados governistas se calaram.

É mais estranho ainda que um deputado como o pastor Daniel de Castro (Progressistas, mesmo partido da vice-governadora Celina Leão e que só se elegeu por causa das obras que Ibaneis Rocha fez em Vicente Pires, cidade que ele administrou na gestão passada) comemore a derrubada de um veto governamental, desrespeitando uma decisão do governador.

Há muitos versículos sobre gratidão na Bíblia, mas o pastor parece desconhecê-los. No futebol, seria um gol contra.

O parlamentar ocupou a tribuna para, inclusive, pressionar o governador para sancionar um projeto frágil e inócuo que havia sido vetado por ser inconstitucional.

O que o deputado pastor não diz é que o projeto, pretensamente para defender a mulher, é flagrantemente inconstitucional (e por isso foi vetado), já que tenta ir além do código penal para punir infratores. Aliás, estranho, porque Daniel de Castro também é advogado.

Os deputados da situação também ajudaram a derrubar o veto de um projeto que obriga o governo a dar absorventes higiênicos para a população de rua e outro, além de outro que não serve para nada, que cria o relatório anual de vitimização dos profissionais de saúde.

Mas o ponto alto do descompromisso dos parlamentares com o governo é representado pela derrubada do veto ao projeto que permite à Codhab contratar aprovados em concursos. Esse é de interesse do presidente da Casa.

O detalhe é que o deputado Welington Luiz, do mesmo partido do governador, foi presidente da companhia durante todo o mandato passado e se elegeu graças ao poder que Ibaneis cedeu a ele.

Quem tem uma “base aliada” como essa não precisa se preocupar com os opositores ao governo, já que a trairagem está dentro.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Sábado terá vacinação contra a dengue para público de todas as idades

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Crianças de 10 e 11 anos poderão receber imunizante contra a dengue. Já as demais faixas etárias podem se proteger contra outras doenças

Sábado (24) é dia de vacinação no Distrito Federal. No evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre no Varjão, das 9h às 12h, e em 18 unidades básicas de saúde (UBSs) em outras regiões administrativas, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos poderão se proteger contra doenças como covid-19, tétano e febre amarela, conforme os imunizantes indicados para cada faixa etária. Nas UBSs, as crianças de 10 e 11 anos também poderão receber a vacina contra a dengue.

A equipe de saúde vai analisar como estão todos os esquemas vacinais e fazer a atualização conforme a necessidade

Os atendimentos começam às 8h. Em 11 UBSs, o trabalho vai até as 17 horas. Em outras sete, o funcionamento encerra ao meio-dia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde.

A orientação é levar documento e cartão de vacinação. A equipe de saúde vai analisar como estão todos os esquemas vacinais e fazer a atualização conforme a necessidade. Em alguns casos, é possível receber até mais de uma vacina no mesmo dia e garantir a proteção contra diversas doenças de uma só vez.

Pesquisa aponta aeroporto de Brasília como o melhor do país

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Pela 14ª vez, terminal da capital conquistou título a partir de avaliações dos passageiros em Pesquisa Nacional de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário

O Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek foi eleito pela 14ª vez como o melhor terminal de passageiros do Brasil. A escolha foi na categoria com mais de 10 milhões de passageiros por ano dentro da premiação feita pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, na Pesquisa Nacional de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário.

No ano passado, o aeroporto da capital foi considerado o quarto mais pontual do mundo, com 108.758 voos pontuais, o que representa 86,62% de todos os pousos e decolagens do ano partiram no horário. A experiência segundo a visão dos passageiros refletiu em mais uma conquista para o terminal.

A qualidade do serviço fornecido pela terminal brasiliense é pilar da política de estímulo do turismo na capital federal promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Para isso, foram traçadas inúmeras estratégias no ramo para colocar o DF na lista de destino mais procurados pelos passageiros, como a criação da Rota do Vinho, as parcerias para implementar o stopover e a redução de 12% para 7% no ICMS incidente sobre o querosene de aviação (QAV).

O aumento no número de turistas que desembarcam no quadradinho não seria possível se não fossem as boas estruturas de um dos maiores terminais aéreos do país. É lá onde se iniciam as boas experiências ao visitar a capital federal.

Além dos tradicionais pontos turísticos, o DF dispõe de equipamentos públicos com vasta programação cultural para os fins de semana de lazer | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

“O aeroporto de Brasília oferece uma experiência única. Estamos localizados no coração do país, sendo um importante hub para conectar o Brasil com o mundo, o que facilita a chegada e partida para qualquer lugar. A infraestrutura é excelente, temos o que há de melhor na gastronomia e serviços aos usuários. Desde o início da nossa gestão, estamos trabalhando para conquistar novos voos internacionais, com o intuito de ampliar o fluxo de turistas na capital”, pontua o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.

Para Rogério Coimbra, diretor de Assuntos Corporativos da Inframerica, a pesquisa é importante para medir a qualidade do serviço prestado para os passageiros. “Estamos muito felizes com o resultado, pois é um reflexo importante do trabalho que as nossas equipes vêm realizando para dar a melhor experiência para o passageiro. A pesquisa é um bom termômetro do nosso serviço. Com o resultado, podemos medir o que melhorou e o que precisa melhorar no terminal e isso é ótimo. Desta forma, conseguimos buscar melhores soluções para o dia a dia das nossas operações”, diz.

Assim que desembarca no terminal, o passageiro conta cerca de 135 lojas que vendem roupas, acessórios, souvenirs, além de ter diversos cafés, bares e restaurantes distribuídos em 120 mil m². Fora do aeroporto, o DF dispõe de uma variedade de pontos turísticos, culturais e de lazer para todas as idades e preferências.

No ano passado, o aeroporto da capital foi considerado o quarto mais pontual do mundo, com 108.758 voos pontuais, o que representa 86,62% de todos os pousos e decolagens do ano partiram no horário

Uma das opções é conhecer os locais onde ocorrem a colheita, produção artesanal e degustação do vinho. O enoturismo tem se mostrado cada vez mais presente na capital federal. O ponto forte na produção da uva está localizado nas vinícolas do PAD-DF, área rural do Paranoá.

Por lá, os visitantes e turistas podem conhecer a Vinícola Brasília, um conjunto de dez propriedades estruturadas para as pessoas passarem o dia degustando ou até mesmo pernoitarem. A expectativa é que o setor aumente ainda mais. Isso porque, o GDF criou uma comissão para avaliar e definir as ações de fomento, apoio e incentivo ao enoturismo no DF.

Além dos tradicionais pontos turísticos, entre eles a Praça dos Três Poderes, Ponte JK, Pontão do Lago Sul e Torre de TV, o DF dispõe de equipamentos públicos com vasta programação cultural para os fins de semana de lazer. O Centro Cultural Renato Russo, Museu de Arte de Brasília, Museu do Catetinho e Museu Nacional da República são algumas das opções que oferecem atividades para os brasilienses e turistas.

Para quem quiser mergulhar a fundo na cultura e história da capital, a Secretaria de Turismo dispõe de rotas pré-definidas. Acesse o material neste site.

Ponto de conexão

O Aeroporto de Brasília é um dos maiores hub nacional do país. Isso significa que a capital federal é um importante ponto de conexão para transferir os passageiros para o destino pretendido.

Somente no ano passado, foram 14.860.880 passageiros que circularam pelo Aeroporto de Brasília. Esse tráfego coloca o terminal brasiliense como o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas dos dois aeroportos paulistas – Congonhas e Guarulhos.

Com relação aos passageiros vindos de outro país, em 2023, Brasília recebeu 3.794.260 turistas internacionais, sendo que mais de 40% vieram da América do Norte e 28% da Europa. Saindo de Brasília, é possível viajar para todas as 26 capitais brasileiras e mais 12 cidades no país. A quem deseja uma viagem internacional, há voos diretos para Lisboa, Miami, Orlando, Cidade do Panamá, Buenos Aires, Lima e, a partir de junho, para Santiago.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o objetivo é aumentar ainda mais esses números: “Essa é mais uma vitória em busca da consolidação de Brasília como o grande hub. Esses dados reforçam nossa convicção de que a capital está preparada para receber maior influxo de turistas e novos voos internacionais, em substituição ao congestionamento de outros aeroportos brasileiros. Além disso, temos voos diretos para todas as capitais do país. E nós queremos melhorar ainda mais este cenário e, é para isso, que temos trabalhado”, afirma o secretário.

PT no DF: Entre a estabilidade de Tadeu e o retorno de Rollemberg

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Na eleição de 2022, o PT foi obrigado a engolir a candidatura de Leandro Grass que encabeçou a Federação Partidária PT/PV/PCdoB derrotada no 1º turno

O Partido dos Trabalhadores (PT) nacional está estrategicamente analisando a possibilidade de apoiar dois potenciais candidatos ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

Paulo Tadeu, atual conselheiro do Tribunal de Contas e integrante da base do PT, surge como uma opção viável, tendo em vista sua experiência prévia como deputado distrital e sua trajetória política, que gera expectativas positivas.

O segundo potencial candidato é Rodrigo Rollemberg, do PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Rollemberg, que já ocupou o cargo de governador do Distrito Federal entre 2014 e 2018, carrega a reputação de ter sido um dos piores gestores que já passaram pelo Buriti.

Ele foi derrotado por Ibaneis Rocha, então candidato pouco conhecido, no segundo turno das eleições de 2018.

A atuação de Rollemberg nos bastidores tem sido intensa, o que preocupa os membros do PT local devido à facilidade como o ex-governador tem conseguido se pendurar nas entranhas do governo federal, com tentáculos na Caixa Econômica e no Sebrae.

Ele também tem se articulado no judiciário com a ajuda do vice-presidente Geraldo Alckmin buscando ocupar a vaga de deputado federal, ora pertencente a Gilvan Máximo (Republicanos).

Rollemberg espera que as ações apresentadas pelos partidos Rede Sustentabilidade, Podemos, PP e PSB, sendo este último o seu próprio partido, sejam julgadas pela Suprema Corte nesta quarta-feira, 21.

Se houver o entendimento da maioria dos ministros da STF, cerca de sete deputados federais perderão seus respectivos mandatos.

Contudo, o desejo de Rollemberg assumir um mandato na Câmara Federal no início deste ano pode ser adiado se algum ministro solicitar mais tempo para análise do processo, como ocorreu no ano anterior.

Um mandato na Câmara dos Deputados aumentaria sua capacidade de influência, com o objetivo de retornar ao cenário político do Distrito Federal, apostando na memória curta da população e na possibilidade de preencher o espaço deixado pelo PT desde o governo de Agnelo Queiroz (2010-2014). Tudo isso com o apoio do próprio Lula.

A movimentação de Rollemberg acendeu um alerta no PT do Distrito Federal quanto às suas intenções de concorrer novamente ao Palácio do Buriti em 2026, carregando a estrela petista como coadjuvante.

Só para lembrar, na eleição de 2022, o Partido dos Trabalhadores foi obrigado a engolir a candidatura do indigesto Leandro Grass que encabeçou a federação partidária PT/PV/PCdoB derrotada ainda no 1º turno pelo reeleito governador Ibaneis Rocha.

Enquanto Rollemberg trabalha para fortalecer sua posição, a possível candidatura de Paulo Tadeu permanece incerta, dada a segurança de seu atual cargo como Conselho.

A pressão para que o governo de Lula apresente um candidato de esquerda para a capital federal cresce, visto que os presidentes da República, tratam frequentemente o Distrito Federal como uma extensão do Palácio do Planalto, o que é um grande equivoco.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Governador Ibaneis legaliza terrenos de mais 104 produtores rurais do DF

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Contratos de concessão de uso (CDUs) foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha em continuidade ao trabalho de regularização da área rural do DF 

O trabalho de regularização de áreas rurais do Distrito Federal avançou nesta sexta-feira (23) com a entrega de documentação a 104 famílias do campo. Os produtores rurais receberam, das mãos do governador Ibaneis Rocha, os contratos de concessão de uso (CDUs), o que lhes garante segurança jurídica e mais um passo dado antes da entrega da escritura definitiva.

Durante a entrega dos documentos às famílias, o governador Ibaneis Rocha ressaltou: “Nós temos vontade política de regularizar essas áreas rurais” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Esse serviço é coordenado pela Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), subsidiária da Agência de Desenvolvimento (Terracap). Criada em maio de 2023, a ETR já entregou 334 processos de CDU e segue mapeando e convocando mais famílias para receber a documentação.

“Após entregar o CDU, nós vamos fazer o licenciamento para vender as terras rurais diretamente a essas famílias habilitadas”Governador Ibaneis Rocha

Para o governador Ibaneis Rocha, essa missão também é essencial para o DF assegurar paz social às famílias do campo. “Nós temos vontade política de regularizar essas áreas rurais”, afirmou. “Trabalhamos com a inteligência do governo para criar um instrumento que fosse capaz de regularizar essas terras; e, por intermédio da empresa criada pela Terracap [a ETR], nós temos conseguido agilizar esses processos. Uni todas as secretarias para facilitar o trâmite desses processos, tanto que, em pouquíssimo tempo, temos uma entrega elevada de terras documentadas”.

O governador explicou que o CDU é um grande passo para o recebimento da escritura, uma fase ainda em elaboração. “Após entregar o CDU, nós vamos fazer o licenciamento para vender as terras rurais diretamente a essas famílias habilitadas”, sinalizou. “É um processo para que possamos titular todas as terras do DF”.

A legalização é primordial para que os produtores tenham segurança jurídica e possam tomar empréstimos bancários, por exemplo. Além disso, a medida beneficia o meio ambiente e faz com que o governo não perca com arrecadação de impostos e financiamentos.

Paz no campo

A área rural do DF corresponde a 70% de todo seu território. São 230 mil hectares distribuídos em 71 glebas para regularização. Boa parte dos ocupantes desses hectares estava presente na cerimônia desta sexta-feira na Fundação Casa Cerrado, localizada na Asa Norte.

Vindo de diferentes regiões, os produtores têm em comum em suas histórias a longa espera pelo recebimento da documentação. É o caso da produtora de maracujá Maria das Dores Saraiva, 80.

“A paz social no campo só se consegue quando as terras são regularizadas”Cândido Teles, presidente da ETR

“Foi muito difícil para mim”, lembrou ela. “Tem 50 anos que moro na reserva do Sarandy. Foram muitas lutas e batalhas, me sacrifiquei bastante por essa plantação. A esperança chegou para mim hoje. Foi uma surpresa, nem acreditava mais; afinal, 50 anos não são 50 dias. Meu pai e minha mãe faleceram, muita coisa aconteceu nesse tempo. Estou muito agradecida ao GDF.”

Depoimentos como o de Maria das Dores são um incentivo a mais para a ETR trabalhar pela titularidade dessas terras. Segundo o presidente da empresa, Cândido Teles, o fato de os processos estarem centralizados tem acelerado esse serviço.

Redução de burocracia

A produtora de maracujá Maria das Dores Saraiva fala sobre sua espera de 50 anos: “Foram muitas lutas e batalhas, me sacrifiquei bastante por essa plantação. A esperança chegou para mim hoje. Foi uma surpresa, nem acreditava mais; afinal, 50 anos não são 50 dias”

“Hoje a gente entrega um contrato com 40 dias; antes, uma pessoa esperava em média dez anos para recebê-lo”, considerou Teles. “A paz social no campo só se consegue quando as terras são regularizadas, quando cada um sabe onde começa a sua terra e onde termina, quando pode ter um financiamento para produzir e gerar emprego e renda no campo.”

Esse prazo tem sido cumprido com a redução da burocracia. Se antes eram 28 etapas, incluindo conselhos, atualmente são quatro etapas de competência da ETR, conforme explica o presidente da Terracap, Izídio Santos: “Ao longo da história, não tinha isso de a gente entregar, em um só evento, 104 CDUs. O que antes existia era uma burocracia muito grande, eram muitos passos para se chegar a essa etapa. Isso mudou com a legislação e todo o arcabouço criado para termos essa empresa”.

O fim da burocracia beneficiou a produtora de milho Inara Caiado, 62. Moradora do Park Way, ela aguarda há 24 anos o fim do seu processo para recebimento do CDU. “Foi um período de muita insegurança”, avaliou. “Já houve governos que falaram que iam passar o trator e nos tirar de lá. A gente nunca pôde tirar empréstimo porque não tínhamos garantia do terreno. Nosso trabalho sempre foi feito com muita cautela, com medo de não ter retorno, e agora é uma sensação de segurança de que vamos poder produzir”.