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Protagonismo neurodivergente: autor sensibiliza leitores por meio da ficção

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Vinícius Lima Costa, escritor e pai de dois filhos autistas, ilustra como é viver com TEA e sugere vias para a inclusão em livro

Na ficção O patrulheiro literário, o escritor Vinícius Lima Costa une fatos históricos da literatura a personalidades como William Shakespeare, Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e Edgar Allan Poe em uma dimensão alternativa. É para lá que viaja Arquimedes, um bibliotecário com jeito próprio de pensar e forma singular de ver o mundo.

A trama é construída a partir dos desafios que o protagonista enfrenta para se adaptar a este novo universo. Com a jornada de Arquimedes, o autor abre uma porta para a compreensão do autismo. “Não é fácil sentir-se pertencente a uma realidade que destoa da forma peculiar como a mente autista funciona. De fato, é como viver numa realidade paralela […] a ficção pode apontar caminhos para a inclusão” – pontua Vinícius.

Em entrevista, ele conta como a vivência com o transtorno e com os dois filhos dentro do espectro influenciaram a obra, além da paixão pela música, animes e HQs. Confira:

1. Como foi o processo criativo que te levou a conceber uma realidade paralela, em que o protagonista Arquimedes se une a personagens como William Shakespeare, Agatha Christie e as Irmãs Brontë?

Vinícius Lima Costa: Tal processo criativo foi resultado de uma série de fatores, tais como a preferência por usar nomes de pessoas que de fato existiram tendo em vista minha dificuldade em criar nomes para personagens; a forma como minha mente processa informações a partir de histórias que já existem e fatos realmente ocorridos que, adicionados à minha realidade, se tornam histórias repletas de uma simbologia através da qual busco passar uma mensagem simultaneamente bem humorada e de vivência que possa ser útil.

2. De que forma você busca transmitir empatia, compreensão e sensibilidade em relação ao autismo por meio da jornada do herói Arquimedes?

V. L. C.: Através do humor, inclusive aquele decorrente dos apuros por mim vividos, por meio da observação de como ao longo da vida superei desafios e decepções. Também através de lições aprendidas com meus filhos e outras pessoas que muito me influenciaram pelo seu exemplo de vida. Até a sua própria dor pode ser matéria-prima para fazer os outros sorrirem. Charles Chaplin mostrou muito bem isso.

3. Você na experiência de ser pai de filhos autistas, acha que o capacitismo permeia a vida de pessoas autistas na sociedade atual? Avalia que a ficção pode ser um caminho para mudar essa realidade?

V. L. C.: Com certeza. Não é fácil sentir-se pertencente a uma realidade que destoa da forma peculiar como a mente autista funciona. De fato, é como viver numa realidade paralela que requer da gente contínuas adaptações e se faz necessário aprender os códigos que todo mundo à sua volta, à exceção de você mesmo, parece conhecer. A ficção pode ilustrar bem isso e apontar caminhos para a inclusão.

4. Pode falar mais sobre a relação entre Arquimedes e a música? O que motivou a escolha de elementos musicais, como referências aos Beatles e outras bandas, como parte integrante da narrativa?

V. L. C.: É característica comum no autismo o hiperfoco em certos assuntos, interesses. No caso do Arquimedes, o hiperfoco é a música. Escolhi Beatles pois, além da riqueza de conteúdo em sua discografia, eu os escutava muito na minha infância e juventude. Indo mais a fundo, especificamente a música estritamente instrumental, me fazia ver imagens e atingir estados de inspiração que eram muito marcantes para mim. Daí a ideia para o misterioso dom de que Arquimedes se vale muitas vezes em suas missões.

5. E sua paixão por animes e HQ’s? Acredita que ela tem influência na escrita?

V. L. C.: Desde muito cedo meu pai me proporcionava a experiência do contato com as revistas em quadrinhos. Isso com certeza foi um facilitador ao desenvolvimento de minha imaginação e de minha forma de expressão. Fazendo um paralelo com os jogos de encaixe, puzzles, no meu processo de criação tudo se encaixa naturalmente (animes, HQ’s, músicas e memórias de minha vivência). Lembra muito um processo sinestésico.

6. Os “easter eggs” espalhados pela história revelam curiosidades da vida real, como a desavença entre Arthur Conan Doyle e Maurice Leblanc. Qual foi o maior desafio ao pesquisar esses fatos históricos?

V. L. C.: Encontrar literatura adequada, selecionar as informações para em seguida definir como utilizá-las. No tocante a isso, foi de grande ajuda um certo livro com linguagem de bom humor. Através dele fui criando um cenário no qual pude encaixar os escritores personagens de minha obra como se estes fossem personagens de um sitcom. Tirei-os do pedestal da história para colocá-los no meio de nós como um de nós.-

Sobre o autor: Vinícius Lima Costa é mineiro, formado em Direito pela PUC-MG e atua como procurador municipal na cidade de Contagem. Apesar da escolha profissional, Vinícius sempre amou ter contato com as artes, principalmente música e literatura. Cresceu ouvindo os discos de música clássica do pai e teve aulas de piano com a mãe; na escola, as aulas de redação sempre lhe deram liberdade de produzir textos bem-humorados.

Fã dos clássicos da literatura, ele estreia neste universo com a ficção O patrulheiro literário, e já prepara a publicação dos novos volumes da série. Além disso, é apaixonado por animes e tokusatsus, e leva personagens clássicos de HQ’s e seriados dos anos 1970 e 1980 para o universo cosplay.
Redes sociais: Instagram

Para saber mais sobre o livro “O patrulheiro literário”, clique aqui.

Saiba como identificar a Doença Renal Crônica (DRC) em gatos

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Estudos apontam que a enfermidade é muito comum em gatos idosos, mas pode afetar o animal em qualquer fase da vida. A doença pode comprometer fortemente a qualidade de vida do animal e pode ser fatal. Check-ups periódicos, com exames de urina, sangue e imagem, contribuem para o diagnóstico precoce 

A doença renal crônica (DRC) é o termo que se usa para definir a presença de uma lesão no rim persistente por um período de no mínimo três meses. Trata-se de uma enfermidade que acomete tanto cães quanto gatos, mas é mais comum nos felinos. Estudos* apontam que um em cada três gatos acima de 12 anos de idade será afetado pela DRC, mas ela pode surgir em qualquer fase da vida do animal, comprometendo fortemente seu bem-estar e podendo levá-lo à óbito. A boa notícia é que é possível diagnosticar precocemente e aumentar a expectativa de vida e qualidade de vida para o animal com DRC.

Gato, Modos De Exibição, Bonito

Segundo Camila Ferreiro, médica-veterinária especializada em gatos, o surgimento da DRC pode estar relacionado ao próprio processo de envelhecimento do animal. “Há várias causas para as doenças renais, mas uma delas é o envelhecimento. A expectativa de vida dos gatos é muito maior hoje em dia”, comenta. Para a profissional, o desafio é que os felinos não demonstram tantas manifestações clínicas quanto os cães, dificultando a identificação da enfermidade pelos tutores. “Um dos principais sintomas relacionados ao acometimento renal é o aumento da ingestão hídrica, assim como o volume de urina. Só que os gatos acabam urinando na caixa de areia e bebem, muitas vezes, em fontes ou potes espalhados pela casa, então é difícil para o tutor perceber uma mudança de comportamento”, explica.

Por conta dessa dificuldade de identificação dos sintomas, a profissional orienta que os tutores levem seus gatos para checkups anuais. Já no caso de animais acima dos 12 anos, é importante diminuir o intervalo para seis meses ou menos, dependendo da orientação do médico-veterinário e da condição de saúde do felino. “Também recomendo que os tutores de cães levem seus animais para check-ups pelo menos uma vez por ano”, enfatiza.

Entre os exames comumente solicitados estão os de urina, sangue e também de imagem. “O ultrassom também é muito importante para a avaliação dos rins. Cabe ainda a mensuração da pressão arterial e exames como o ecocardiograma que também podem avaliar outras condições que estão associadas à doença renal crônica”, sugere.

Sérgio Barreto, que foi tutor da gatinha Marie, lembra que o diagnóstico da DRC aconteceu “por acaso”. “Descobrimos a DRC quando Marie fez um exame de sangue pré-cirúrgico, pois estava com tumores na mama”. O exame indicou que a creatinina e a ureia estavam altas, apontando a presença da DRC. “Com o diagnóstico, conseguimos fazer o acompanhamento e o controle da doença”, conta. “Na fase mais aguda da doença renal, Marie ficou muito seletiva para comer e também procurava por mais água, uma sede acima do normal”, relata.

Gato, Felino, Animal, Natureza, MamíferoCampanha & conscientização – “Entre as principais manifestações clínicas da DRC estão a perda de apetite, emagrecimento, urinar em excesso, sede intensa, diarreia e vômito. Porém, elas costumam ser mais evidentes somente quando já há a perda de 75% da função renal”, explica Mariana Cappellanes Flocke, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco Saúde Animal, empresa referência no desenvolvimento de soluções para a saúde de animais de companhia e de produção. Há dez anos, a Elanco realiza a campanha Março Amarelo com foco na conscientização sobre a enfermidade, visando incentivar os tutores a levarem seus pets para check-ups que auxiliem no diagnóstico precoce da DRC. “Anualmente nós nos empenhamos em criar uma campanha para os mais diversos públicos – médicos-veterinários, representantes de vendas, balconistas, influenciadores digitais e tutores – sempre com o propósito de que a informação correta chegue e, com isso, que mais animais tenham a chance de receber o tratamento adequado e tenham uma sobrevida de qualidade”, explica Mariana.

A campanha evidencia os atributos de Fortekor™ Flavour como linha de tratamento para a DRC. O medicamento tem como princípio ativo o Cloridrato de Benazepril e pode ser utilizado já nos estágios iniciais da doença, reduzindo a perda de proteína pela urina, a diminuição da retenção de fluidos, a redução da hipertensão arterial sistêmica e intraglomerular em cães, o aumento de apetite e ganho de peso em gatos, retardando a progressão da DRC.

“A DRC é uma doença progressiva e silenciosa. Caberá ao tutor levar seu animal a um médico-veterinário de sua confiança para avaliar a melhor conduta e a melhor linha de tratamento”, destaca.

* ELLIOTT, A. D. Manejo Nutricional da Doença Renal Crônica. In: Medicina Interna de Felinos, 6 ed. Cap. 14. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011

Sobre a Elanco 

A Elanco Animal Health (NYSE: ELAN) é líder global na área de saúde animal e se dedica a inovar e fornecer produtos e serviços para prevenir e tratar doenças em animais de produção e animais de companhia, agregando valor ao trabalho de produtores, tutores, médicos-veterinários e da sociedade como um todo. Com quase 70 anos de tradição no setor, estamos comprometidos em ajudar nossos clientes a melhorar a saúde dos animais sob seus cuidados, além de causar um impacto significativo em nossas comunidades locais e globais. Na Elanco, somos movidos por nossa visão – Alimento e Companheirismo enriquecendo a vida – e nossa estrutura de responsabilidade social – Elanco Healthy PurposeTM – tudo para melhorar a saúde dos animais, das pessoas e do planeta.

Falsos positivos: Por que os transtornos mentais têm sido mal diagnosticados?

Apenas uma análise isolada de sintomas não é o suficiente para um diagnóstico preciso, afirma o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento

Não é segredo que o diagnóstico de transtornos mentais têm se tornado cada vez mais comuns atualmente, o que fez com que muitos inclusive questionassem esse aumento, mas além das enormes mudanças que ocorreram nos últimos anos na sociedade, falsos positivos também são responsáveis por esse aumento.

De acordo com o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento, apenas a análise de sintomas não é suficiente para um diagnóstico preciso.

“Os sintomas são importantes para analisar o problema do paciente, mas não devem ser a única fonte de análise para um diagnóstico, isso porque diversos transtornos têm sintomas muito similares que podem ser facilmente confundidos”.

“Por isso, testes e exames podem ser usados para uma identificação mais precisa, mas também é importante uma abordagem multidisciplinar”, afirma o Dr. Flávio, autor do artigo “Uma análise sobre coerência, lógica universal e prevenção”, publicado na revista científica Contribuciones a las ciencias sociales, em parceria com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Psiquiatria e psicologia: Aliadas para diagnósticos mais precisos

Cada área médica possui suas especificidades e especialidades, no entanto, doenças, transtornos e síndromes são altamente multifatoriais e complexas, por isso, é necessário, também, uma análise multidisciplinar.

Muitos profissionais que tratam da saúde mental costumam se fechar muito na sua especialidade e não usar ferramentas importantes também de outras áreas e ter também pareceres de outros profissionais, conta Dr. Flávio.

“No consultório, apesar de utilizar mais técnicas da psiquiatria, eu tenho compreensão de que outras áreas, em especial a psicologia que é muito próxima, podem contribuir bastante para ter um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais eficaz, por isso, opto por uma abordagem que traga princípios das duas áreas, com a atuação de outro profissional, um(a) psicólogo(a)”.

“Um transtorno mental mal diagnosticado causa um tratamento pouco eficaz, por isso, é muito importante que os profissionais tenham essa consciência de que um diagnóstico precisa ser isento e absolutamente técnico, tanto para a recuperação do paciente, quanto para preservar a credibilidade da medicina”, afirma Dr Flávio H. Nascimento.

Sobre Dr. Flávio H. Nascimento

Dr. Flávio Henrique é formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.

População de Vicente Pires é convocada para formar comissão ambiental

Inscrições estão abertas até o dia 13 para a seleção de sete integrantes da sociedade civil e cinco representantes da administração pública 

A Administração Regional de Vicente Pires, em conformidade com a legislação ambiental vigente no Distrito Federal, convida a população local para participar da formação da Comissão de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) da região.

A Comdema tem como missão promover a participação ativa da comunidade na preservação e gestão do meio ambiente. A comissão atuará em estreita colaboração com a administração regional na criação de planos, controle e fiscalização do uso sustentável dos recursos naturais.

Serão selecionados sete integrantes da sociedade civil, escolhidos entre representantes da comunidade, entidades de classe e clubes de serviços locais. Além disso, cinco representantes da administração pública e de órgãos responsáveis pela execução da política ambiental também serão incluídos.

Processo de inscrição

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição, disponível no setor de Protocolo e Arquivo da Administração Regional de Vicente Pires, localizado na Rua 4A. O prazo para inscrições é de dez dias corridos a partir da data de publicação do edital.

Após o encerramento das inscrições, a administração avaliará os pedidos e publicará a lista de candidatos aptos no site oficial, permitindo a apresentação de recursos, se necessário.

A escolha dos representantes da sociedade civil será feita por meio de uma assembleia, onde serão eleitos os membros titulares e seus suplentes. A composição final da Comdema será oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Confira o edital.

CPI da saúde na CLDF vai servir mais de palanque para a oposição atacar Ibaneis e Celina do que investigar alguma coisa e ajudar a população

O requerimento assinado por oito deputados distritais para instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF (CLDF) sob a justificativa de investigar possíveis falhas na rede pública de saúde no atendimento à população não passa de cortina de fumaça para esconder as reais intenções da oposição. O objetivo maior dessa CPI é transformar as reuniões em palanque para atacar o governador Ibaneis Rocha, do MDB, e a vice-governadora Celina Leão, do Progressistas, que é franca favorita na corrida ao Buriti em 2026.

É fato e é notório que os serviços prestados à população na área da saúde, não só daqui, como de todo o Brasil, precisam de uma atenção maior. Não é à toa que quase 50% dos registros de atendimento na rede pública de saúde do DF são de pacientes do Entorno e de outros estados. Ou seja, o DF tem que dar conta dos pacientes daqui e de outras unidades federativas. Na verdade, para os opositores de Ibaneis e Celina, isso pouco importa. O que interessa é aproveitar a CPI para defenestrar a atual gestão e tentar diminuir a sua força para as eleições de 2026.

A oposição não quer saber se o que está em jogo são as vidas das pessoas que necessitam da assistência pública e sim os seus próprios interesses eleitoreiros. Nos bastidores, o jogo já está desenhado. Os distritais dos partidos da esquerda vão com tudo para cima de Ibaneis e Celina. Entretanto, nos corredores da CLDF, assessores mais experientes comentam que essa vai ser mais uma CPI que vai acabar em pizza. Em suma, a oposição está em busca de ganhar holofotes para tentar se fortalecer para as próximas eleições. A narrativa da oposição de que quer investigar algo é só para inglês ver e alimentar o discurso de seus assessores e aliados.

Trairagem do Jorge

Trairagem do Jorge
Foto: Divulgação/CLDF

Apesar da CPI da saúde ter sido proposta inicialmente por distritais da oposição ao governo Ibaneis, o requerimento para instalação da comissão contou com a assinatura do deputado Jorge Vianna, do PSD, que é da base do governo. Com a justificativa de que é servidor da rede pública de saúde do DF e tem uma atuação voltada para o segmento, o deputado alega que não tinha muito o que fazer, pois sua base eleitoral é composta em sua maioria por profissionais da saúde, tanto do setor público como da iniciativa privada.

Contudo, o gesto de Jorge Vianna não caiu bem no Palácio do Buriti. Ainda mais porque o parlamentar é detentor de uma carrada de indicações no GDF, em especial na Secretaria de Saúde. A trairagem do distrital pode gerar algumas perdas. Em meio a todo esse ti-ti-ti em torno da criação da CPI da saúde, os aliados de Jorge Vianna que ocupam cargos no GDF estão se sentindo acuados já que passam a ser considerados traidores, assim como seu mentor.

A maioria dos cargos de chefias e direção nas unidades de saúde são ocupados por aliados de Jorge Vianna. Causa estranheza ver o distrital jogar para prejudicar seu próprio time. O caos na rede pública de saúde tem a marca da equipe do deputado-samuzeiro. Se Jorge não teve coragem para ajudar o Samu, que ele diz ser tão defensor, imagina o restante da Secretaria de Saúde.

A bola está com Wellington Luiz e a base aliada

A bola está com Wellington Luiz e a base aliada
Foto: Divulgação/Ag. CLDF

Para ser instalada na CLDF, a CPI da saúde depende mais da boa vontade do presidente da Casa, deputado Wellington Luiz, do MDB, e dos distritais da base aliada do que da oposição. Atualmente, a CLDF tem outros três pedidos de instalação de CPIs na frente. De acordo com o regimento interno, a CLDF não pode ter mais de duas CPIs funcionando ao mesmo tempo. No momento, não há nenhuma. Porém, para que a CPI da saúde seja instalada na frente das outras, o regimento prevê que o requerimento seja assinado pela maioria dos distritais ou que o colégio de líderes delibere sobre a autorização.

Portanto, a instalação da CPI depende agora do aval do presidente da CLDF e dos líderes partidários. Como o governo detém a maioria, o Buriti espera que a base faça a sua parte.

Insulto ao Congresso e apologia a maconha

Insulto ao Congresso e apologia a maconha
Foto: Reprodução/Google Imagens

Paralelo a polêmica da instalação da CPI da saúde, outro assunto relacionado aos distritais que deu o que falar foi a declaração dada pelo deputado Gabriel Magno, do PT, durante a marcha da maconha em Brasília.

O distrital disse em cima do trio que a CLDF tem a bancada da maconha e que no Congresso Nacional havia traficantes e bandidos exercendo mandato. O 2º vice-presidente da Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, do PL-RJ, divulgou vídeo nas redes sociais afirmando que vai processar Gabriel pelos insultos aos congressistas. Já o distrital Pastor Daniel de Castro, do Progressistas, acusa o colega de parlamento de fazer apologia a maconha.

O deputado foi às redes sociais solicitar ao Ministério Público que investigue Gabriel Magno por suas declarações de apoio à legalização da maconha.

Falta pouco para o PSDB-DF mudar de direção e ingressar no projeto Celina 2026

Falta pouco para o PSDB-DF mudar de direção e ingressar no projeto Celina 2026
Foto: Reprodução/Google Imagens

Como antecipamos aqui na edição da coluna do dia 7 de março deste ano, a saída do senador Izalci Lucas do PSDB para o PL vai custar caro para o seu grupo político. Nos bastidores, especula-se que o comando do PSDB do DF deve ir para o atual secretário de Segurança Pública do DF, o delegado Sandro Avelar. Com isso, o filho do senador, Sérgio Izalci, deve deixar de ser presidente do diretório regional do partido. Além de Sandro Avelar, o PSDB do DF deve passar a ter em seus quadros a ex-vice-governadora Maria de Lourdes Abadia e o ex-conselheiro do TCU, Valmir Campelo.

Caso a mudança na direção no tucanato brasiliense se confirme, a legenda deve integrar o projeto de reeleição de Celina Leão em 2026. A troca de comando no PSDB do DF está aguardando só a vinda de Marconi Perillo, atual presidente nacional da legenda, na capital federal para ser efetivada. Fala-se que primeiro haverá uma intervenção e depois a nova diretoria será nomeada. O grupo do senador Izalci deve pegar o rumo do PL ou ficar solto por aí. Muito se fala que Izalci está se preparando para deixar a vida pública e se aposentar. Já seus aliados mais saudosistas acreditam que ele vai passar o bastão para o ‘Serginho’ antes de sair de cena.

Damares e Michelle estão fechadas com a “Leoa” e não aceitam apoiar outro candidato do grupo Ibaneis ao GDF

Damares e Michelle estão fechadas com a “Leoa” e não aceitam apoiar outro candidato do grupo Ibaneis ao GDF
Foto: Reprodução/Google Imagens

O projeto Celina 2026 já conta com duas aliadas de peso: a senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Esta semana estivemos com a senadora e ela reiterou o apoio dela e de Michelle para a “Leoa”.

Damares destacou que Celina está preparada para governar o DF e revelou que ela e a ex-primeira-dama não vão apoiar outro candidato ao GDF do grupo Ibaneis que não seja a amiga progressista.

“Nós já fizemos declarações públicas nesse sentido. Se nos apresentarem outro candidato, não vamos aceitar. A não ser que Celina me diga que não quer. Ai, a gente vai pensar se apoia ou não. Nós estamos fechadas com Celina para o GDF em 2026”, garantiu a senadora. “Eu não posso deixar de retribuir o que ela fez por mim em 2022. Se não fosse por ela, eu não seria senadora hoje”, reconhece Damares Alves.

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na rádio Viva FM 101.3.  

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Ibram divulga resultado definitivo de etapa da seleção de brigadistas

Nova fase convoca para testes de aptidão (TAF) e de habilidades no uso de ferramentas agrícolas (Thufa)

O Instituto Brasília Ambiental divulgou nesta terça (4), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o resultado final da análise curricular dos candidatos do processo seletivo para a contratação de 150 brigadistas florestais. Essa é a segunda fase do processo para a contratação temporária de seis supervisores de brigada, 24 chefes de esquadrão e 120 brigadistas combatentes.

Candidatos aprovados nesta fase da seleção farão os testes na quinta e na sexta-feira | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

O certame agora segue com a convocação dos candidatos para a realização da terceira etapa, que são os testes de aptidão física (TAF) e o de habilidades no uso de ferramentas agrícolas (Thufa). Ambos têm caráter classificatório e eliminatório.

Os testes serão aplicados quinta (6) e sexta-feira (7), no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. O Thufa começa às 8h, na área 27 do parque, o TAF, às 13h, na sede da unidade de conservação; e o TAF, a partir das 13h, na sede do parque.

Requisitos

Candidatos com nomes iniciados pelas letras de A a J farão o teste na quinta-feira, enquanto aqueles cujos nomes comecem com as letras de K em diante serão submetidos à prova na sexta. O Brasília Ambiental lembra que é obrigatório chegar com uma hora de antecedência para assinar presença e fazer a identificação. Quem não estiver no local nesse horário estipulado para a triagem estará eliminado do processo seletivo.

Candidatos que precisem mudar o dia de testes deverão enviar mensagem até as 15h desta quarta (5) com a solicitação e justificativa para o e-mail ccbf@ibram.df.gov.br. É necessário levar documento de identificação válido original.

Outro requisito é o traje: todos deverão usar calça comprida, camisa ou camiseta de manga curta ou longa e calçado fechado apropriado. Vestimentas fora dessa especificação também eliminarão o candidato do processo seletivo. Recomenda-se levar água e lanche, além de repelente e protetor solar para uso próprio.

A contratação dos 150 brigadistas faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Proteção Animal do DF (Sema) para precaver e combater incêndios florestais nas unidades de conservação espalhadas pelo DF. Os profissionais contratados também poderão atuar em outras áreas, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

Confira  o edital nº 6/2024, com a lista definitiva da segunda etapa.

Codhab convoca 3 mil moradores do Riacho Fundo II para regularização

Prazo para a entrega de documentos é até o dia 19 de junho. Equipe da Codhab promove orientação para o processo junto à população

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab-DF) convocou nesta segunda-feira (3), 3.182 moradores da cidade do Riacho Fundo II, que deverão entregar a documentação necessária para regularizar os imóveis. A documentação deverá ser apresentada, presencialmente, na administração regional da região ou por e-mail.

Além disso, a equipe da Codhab, devidamente identificada, está na região entregando as cartas convocatórias, na qual orienta os moradores acerca da entrega. Os endereços convocados e estão disponibilizados aqui e a listagem com toda a documentação necessária pode ser acessada neste link.

Após essa entrega, a Codhab parte para a análise de toda a documentação entregue. Se esses ocupantes estiverem aptos, conforme a legislação vigente, poderão obter a escritura do imóvel. Todas são entregues gratuitamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

Se o morador optar por realizar essa apresentação presencialmente, deverá comparecer nos horários das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Confira as datas:

Datas para entrega da documentação: 3/6 a 19/6
Endereço para entrega da documentação e/ou dúvidas: Riacho Fundo II – 1A Etapa QN 7A Cj 6 – Riacho Fundo II, Brasília – DF, 72601-970
E-mail para entrega da documentação e/ou dúvidas: regularizariachofundo2@codhab.df.gov.br

Banco de Brasília inaugura 1ª agência bancária do Riacho Fundo II

A agência do BRB Riacho Fundo II está inserida no novo modelo de varejo do Banco, que tem como foco proporcionar uma melhor experiência aos clientes

Riacho Fundo II ganhou hoje sua primeira agência bancária. Em linha com o seu planejamento de expansão, o BRB inaugurou nesta segunda-feira (3) uma unidade para atender aos moradores da cidade, atualmente com mais de 100 mil habitantes.

A agência do BRB Riacho Fundo II está inserida no novo modelo de varejo do Banco, que tem como foco proporcionar uma melhor experiência aos clientes. A inauguração também reafirma o compromisso do banco como indutor do desenvolvimento econômico de todo o DF.

O evento contou com a presença de diversas autoridades além do governador do DF, Ibaneis Rocha, e da vice-governadora Celina Leão.

“Além de prover a população do Riacho Fundo II com serviços bancários, ofereceremos uma experiência de um banco ágil, completo, moderno, pautado na inovação e próximo dos clientes. Nosso time está pronto para oferecer as melhores soluções de negócios”, afirmou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

A Agência Riacho Fundo II, assim como as demais unidades no novo modelo de atendimento do BRB, possui layout moderno, acessibilidade e um ambiente confortável, que possibilita experiência omnichannel aos clientes. A ambiência inclui, ainda, um espaço para café e aroma personalizados. Entre os produtos do amplo portfólio disponível aos correntistas, destaque para financiamentos imobiliários, captação, crédito consignado e crédito parcelado.

Localizado em uma das principais avenidas do Riacho Fundo II, na Quadra QN-5B, Conjunto 02, Lote nº 04, o novo ponto de atendimento do BRB atenderá as demandas por serviços bancários da promissora população local. Ao longo dos anos, a cidade tem alcançado importante desenvolvimento social e segue em um processo contínuo de expansão.

O presidente Paulo Henrique Costa também destacou o comprometimento do time de funcionários que atenderá os correntistas. “Levaremos à população do Riacho Fundo II o jeito BRB de atender, com qualidade e excelência, impulsionando os negócios locais e contribuindo diretamente para o desenvolvimento dessa Região Administrativa”, destacou.

Comitê de Energia Legal se reúne com foco em regularização

Frentes do governo tomam decisões para continuar levando fornecimento de energia de qualidade para a população, com programa que pode beneficiar cerca de 160 mil pessoas até 2028

Nesta segunda-feira (3), o Comitê de Energia Legal se reuniu para tomar decisões relacionadas à regularização da distribuição de energia pelo Distrito Federal. O encontro instalou a segunda edição do comitê, montado para fornecer um diálogo entre as interfaces da Secretaria de Governo.

O comitê passou por uma troca nas frentes de coordenação devido à mudança na organização dentro da área energética, relacionadas à Companhia Energética de Brasília (CEB) e à Neoenergia. O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, frisa a importância da organização do sistema de fornecimento de energia. “Vai beneficiar todo mundo. À medida que você diminui a quantidade de energia que sai de maneira irregular, você está melhorando a energia daqueles que estão de maneira regular”.

Além disso, o gestor ressalta o perigo dos populares “gatos” de energia, que vêm com as ocupações em níveis acelerados sem estrutura elétrica necessária, os quais resultam em uma desestabilização que pode gerar quedas de energia e até incêndios. Ele ressalta que o principal objetivo do comitê é levar uma energia de qualidade, além de trazer dignidade ao cidadão. “Vai chegar uma conta para ele pagar no nome dele, então ele está ali já identificado como um ocupante daquela área que está em processo de regularização”.

Após a abertura do comitê, outros assuntos específicos foram discutidos, como a aquisição dos postes para a implementação de estrutura de distribuição de energia elétrica, que ficará a cargo do Governo do Distrito Federal. A instalação dos postes, por sua vez, será responsabilidade da companhia Neoenergia. Já os braços e luminárias serão colocados pela CEB. O recurso investido pelo GDF na compra dos postes de energia será de aproximadamente R$ 150 milhões.

“Vai beneficiar todo mundo. À medida que você diminui a quantidade de energia que sai de maneira irregular, você está melhorando a energia daqueles que estão de maneira regular”

José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

Priorização de áreas

Outro assunto abordado durante a reunião foi a priorização das áreas de interesse social que receberão o serviço, que devem ser locais passíveis de regularização – ou seja, sem impedimentos ambientais e com características urbanas.

Nas mais de dez áreas do DF atendidas, serão aproximadamente 40 mil casas alcançadas, o que aponta para mais de 160 mil pessoas beneficiadas em um período de quatro anos. Desde 2019, cerca de 37 mil famílias já foram atendidas pelo programa Energia Legal.

As reuniões do comitê serão quinzenais, podendo ser presenciais ou virtuais. De acordo com o coordenador do comitê, Jairo Lopes, o grupo foi criado para acelerar e adotar medidas que visem a melhor implementação de energia elétrica, principalmente nas áreas de regularização de interesse social.

“Nós contamos com todos os órgãos cujas competências estão relacionadas ao tema energia elétrica e infraestrutura. Nós vamos nos falando diariamente para que possamos, o mais rápido possível, conseguir essa implementação. No mais, são questões ordinárias que precisamos vencer, como documentações e pareceres de outras pastas, para que a gente possa caminhar todo mundo na mesma página e resolver o mais rápido possível as demandas de energia elétrica”, ressalta.

A revolução na advocacia: tecnologia e humanização

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Evento promove debate sobre a nova advocacia e a necessidade que os advogados dominem tecnologias e conheçam profundamente o negócio de seus clientes

Nos últimos 20 anos, a advocacia tradicional passou por uma transformação significativa. Embora ainda esteja presente, a advocacia tradicional e burocratizada está em declínio, dando lugar a uma nova forma de prática jurídica. Com a infusão da IA cada vez maior, essa nova advocacia exige dos profissionais uma abordagem diferente, mais alinhada às demandas modernas e às expectativas dos clientes.

De acordo com o advogado Renato Mandaliti, “a advocacia tradicional, como a que conhecemos há duas décadas, está morrendo e a simples capacitação processual já não é suficiente. É essencial que o advogado entenda o negócio do cliente. E mais do que isso, ele precisa estar próximo do cliente para captar a real essência do negócio”.

A advogada Manuela Cardoso, Gerente Jurídico da Bradesco Saúde, reforça ainda que “apenas entender os aspectos legais não é mais suficiente, mas também ter insights a partir de dados estruturados e utilizar métodos de trabalho que aproximem o profissional jurídico do cliente, tornando-se parceiros estratégicos, compreendendo suas operações e necessidades específicas”. Afinal, a proximidade deste profissional com o cliente permite uma melhor compreensão das suas expectativas e uma atuação mais eficaz.

A crescente utilização da Inteligência Artificial no ecossistema jurídico tem causado imenso impacto na evolução do setor. Desde sua “aprovação” na prova da primeira fase da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ChatGPT tem preocupado muitos profissionais que se surpreenderam com a capacidade de criação da ferramenta e agora temem ser substituídos. Isto porque a IA consegue criar petições, redigir contratos e minutas, levando advogados e estudantes a se questionarem sobre como será o futuro do direito. “Na área do contencioso de massa, por exemplo, que é a área do direito que envolve a gestão e o tratamento de um grande volume de processos judiciais que possuem características semelhantes, a tecnologia de automação já tem sido usada em grande escala”, explica Mandaliti.

Neste sentido, a ferramenta está maximizando a capacidade de processar grandes volumes de dados de maneira rápida: “A IA, customizada e eficiente, vem transformando a forma como os escritórios de advocacia e os departamentos jurídicos das grandes empresas lidam com esses casos”, completa a Gerente da Bradesco Saúde.

Renato Mandaliti falou durante o 8º “Fórum Contencioso de Massa e Estratégico – Cases e Inovações para Gestão”, em São Paulo, apresentando o case “A Jornada da Bradesco Seguros na Transformação Jurídica da Área de Saúde”. Durante o mesmo painel, Manuela Cardoso e André Altieri, gerentes jurídicos da Bradesco Saúde, apresentaram dados sobre o mercado de seguros de saúde no país.