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Importação de equipamentos para Saúde tem benefício fiscal do GDF

Medidas de redução ou isenção do ICMS no Distrito Federal seguem com validade até abril de 2026 e também beneficiam medicamentos para tratamento de câncer e da Aids, vacinas e inseticidas para combate à dengue, entre outras

Pelo menos 42 medidas de redução ou isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Distrito Federal seguem com validade até abril de 2026. Os produtos atingidos foram listados no Decreto Legislativo nº 2.442, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (3).

“São isenções que já vínhamos praticando, mas que seriam interrompidas caso esses convênios não fossem renovados”

Anderson Roepke, subsecretário da Receita do DF

Entre os destaques, há medidas que impactam no dia a dia da saúde pública local. É o caso da isenção integral da cobrança do imposto para importação de equipamentos médico-hospitalares; para medicamentos de tratamento de câncer e da Aids; além de vacinas e inseticidas para combate à dengue.

“São isenções que já vínhamos praticando, mas que seriam interrompidas caso esses convênios não fossem renovados”, explica o subsecretário da Receita do DF, Anderson Roepke. Segundo ele, a política de redução dos impostos para a saúde tem sido uma orientação da gestão atual como forma de ajudar no combate às doenças e melhor qualidade na oferta de tratamento aos pacientes.

Além dos destaques para a área de saúde, o Convênio de ICMS nº 226 também prevê a isenção de ICMS para aquisição de veículos destinados a pessoas com deficiência física, mental ou pessoa autista. Também seguem com taxa zero do imposto os equipamentos e acessórios destinados às instituições que atendam pessoas com deficiências.

O setor rural também segue com alguns benefícios. É o caso da isenção de ICMS para importação de reprodutores e matrizes caprinas e da redução na base de cálculo nas operações com equipamentos industriais e implementos agrícolas.

Parcelamentos de débitos da Caesb serão emitidos em contas separadas

A medida visa garantir o respeito aos direitos dos usuários no fornecimento dos serviços de água e esgoto

Para promover maior transparência, a partir de maio a Caesb passará a emitir a conta de consumo mensal separada da cobrança de eventuais parcelamentos que o usuário possa ter realizado. Isso significa que o leiturista (profissional que efetua a leitura dos valores nos hidrômetros dos imóveis) fará a entrega de duas contas, no caso de parcelamentos como o Caesb Negocia, programas de negociações anteriores ou parcelamento de contas.

Trata-se de medida para garantir o respeito aos direitos dos usuários no fornecimento dos serviços de água e esgoto. Com a emissão das contas de água separadas dos débitos parcelados, a Caesb cumpre o objetivo de assegurar a transparência a seus usuários, um dos princípios estratégicos norteadores da Companhia.

“A Caesb se pauta pelo respeito ao usuário e pela busca por apresentar soluções para que todos aqueles possam ter seu fornecimento de água retomado. O usuário deverá ficar atento e efetuar o pagamento de ambas as contas para manter-se em dia. No momento, oferecemos o Caesb Negocia, com parcelamento em condições especiais para os beneficiários do Tarifa Social”, explica o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis.

O diretor Financeiro e Comercial da Caesb, Sérgio Antunes Lemos, lembra que “os usuários podem utilizar diversas opções para o pagamento das contas de água e dos parcelamentos. Seja via Pix, por meio de débito automático, autoatendimento, internet banking, correspondentes bancários ou guichês de instituições bancárias credenciadas e de agências lotéricas”, detalhou.

Segunda via da conta

Caso seja necessário, o usuário pode solicitar a segunda via da conta de consumo habitual ou dos parcelamentos pelo app Autoatendimento da Caesb, Portal de Serviços, WhatsApp (61) 3029-8428, Central de Atendimento 115, Escritórios Regionais e Postos Na Hora.

Missão do GDF em apoio à população do Rio Grande do Sul já foi enviada

Equipe é composta por 14 bombeiros, além de dois agentes da Defesa Civil, equipados com viaturas, embarcações, drones e cães; Estado atravessa calamidade por causa das chuvas

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou nesta sexta-feira (3) uma missão humanitária em apoio à população do Rio Grande do Sul por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF) e agentes da Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec) foram enviados para colaborar com as missões de prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em decorrência das catástrofes climáticas enfrentadas recentemente.

Além dos 14 bombeiros e dos dois agentes da Sudec, serão deslocados cães de busca, viaturas, embarcações e outros aparatos para operação completa de buscas terrestres e aquáticas, disponíveis até o dia 16. Entre os materiais empregados pelo Corpo de Bombeiros constam uma viatura tipo auto serviços gerais (ASG), uma viatura tipo auto rápido florestal (ARF), uma viatura tipo auto busca e resgate com cães (ABRC), uma viatura tipo auto caminhão (AC), duas embarcações tipo escaler e dois motores de popa, além de equipamentos de busca terrestre e aquática. A Defesa Civil está contribuindo também com duas aeronaves remotamente pilotadas.

O Corpo de Bombeiros (CBMDF) contribuirá diretamente com os órgãos envolvidos e colocará à disposição militares e conhecimentos já empregados anteriormente em ocorrências nacionais ao longo das últimas décadas, em conjunto com os agentes da Defesa Civil do Distrito Federal.

Enquanto os militares se preparavam no Grupamento de Busca e Salvamento do CBMDF, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, desejou boa sorte aos militares, destacando a competência da equipe selecionada. “Sensibilizado com a situação, o governador Ibaneis Rocha determinou que enviássemos nossos melhores especialistas em busca e salvamento. O Corpo de Bombeiros do DF e a Defesa Civil do DF são referências nacionais. Temos orgulho da atuação de vocês e queremos desejar muita boa sorte para que possamos ajudar nossos irmãos do Rio Grande do Sul, que estão passando por um momento tão difícil”, afirmou.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sandro Gomes, foram selecionados militares experientes, que já atuaram em operações no Haiti e em Brumadinho (MG). A autoridade destacou ainda que a equipe contará com um “caminhão com gerador de energia elétrica, completamente equipado, para que os militares possam estar prontos e independentes para desempenhar as missões”.

A operação visa ao deslocamento terrestre de militares e materiais de salvamento terrestre e aquático ao estado do Rio Grande do Sul para missão de apoio a execução de trabalhos de prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em consequência das fortes chuvas que se concentram por todo o estado.

Concurso Nacional Unificado é adiado devido a tragédia no RS

Ainda não foi estabelecida uma nova data para a realização das provas

O Concurso Nacional Unificado será adiado em todo o Brasil devido às intensas chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada por uma fonte do governo à comentarista da CNN, Vera Magalhães, nesta sexta-feira (3). Ainda não foi estabelecida uma nova data para a realização das provas.

Segundo a jornalista, a decisão de adiar o concurso foi tomada após divisão entre os ministros sobre questões técnicas, custos adicionais e o risco de litígio.

“O governo, aparentemente, optou por adiar e justificar que, devido à situação no Rio Grande do Sul, não seria justo manter a prova em outras regiões sem garantir a mesma igualdade para os candidatos gaúchos”, explicou Magalhães.

A informação será oficialmente divulgada em coletiva de imprensa com a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, às 15h desta sexta-feira.

Na noite de quinta-feira (2), o governo havia anunciado a manutenção da prova, inclusive no Rio Grande do Sul, apesar do pedido de suspensão feito pelo governador Eduardo Leite.

Ibaneis envia ajuda humanitária do DF para o Rio Grande do Sul

Governador estende a mão aos irmãos do Sul em meio a uma dos piores desastres naturais da história do país

Neste momento de profunda comoção e solidariedade, o Distrito Federal se une ao Rio Grande do Sul, que enfrenta uma das piores tragédias naturais já registradas em nosso país. Sob as ordens do governador Ibaneis Rocha, equipes do Corpo de Bombeiros do DF estão sendo enviadas em uma missão de resgate e salvamento para auxiliar as comunidades afetadas pelas fortes chuvas que assolam o estado gaúcho.

Com dezenas de vidas perdidas, milhares de desabrigados e cidades inteiras devastadas, a magnitude da tragédia no Rio Grande do Sul demanda uma resposta imediata e solidária. Ao entrar em contato com o governador Eduardo Leite, Ibaneis Rocha expressou sua profunda consternação diante das cenas de destruição e sofrimento que assolam a região. Em um gesto de solidariedade e apoio mútuo, ofereceu todo o suporte das forças de segurança do Distrito Federal para ajudar no resgate e na recuperação das áreas afetadas.

“É com enorme tristeza que testemunhamos as cenas que estão ocorrendo no Rio Grande do Sul devido às fortes chuvas que atingem a região”, declarou Ibaneis Rocha. “Enviarei homens do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil e o que mais for preciso”, assegurou o governador, reafirmando o compromisso do DF em estender a mão amiga para nossos irmãos gaúchos em tempos de adversidade.

Além da mobilização das equipes de resgate, Ibaneis Rocha destacou a importância das doações para auxiliar as famílias afetadas pela tragédia. Por meio dos canais oficiais do Governo do Rio Grande do Sul, os cidadãos podem contribuir com alimentos, roupas, água e outros itens essenciais para ajudar aqueles que mais necessitam neste momento difícil.

“Que Deus proteja todas as famílias e que, unidos, possamos superar esse trágico momento”, concluiu Ibaneis Rocha, em uma mensagem de solidariedade e esperança para todos os afetados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. Que este gesto de união e apoio mútuo entre os estados brasileiros possa trazer alento e reconstrução para aqueles que enfrentam a dor da perda e da destruição.

IgesDF presta contas em audiência pública na Câmara Legislativa

Painéis de filas das UPAs e com o Perfil Epidemiológico foram destaque em reunião com parlamentares na CLDF

A diretoria do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) apresentou, nesta quinta-feira (2), os números de seus indicadores e metas à Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Além do diretor-presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, compuseram a mesa a presidente da comissão, deputada Paula Belmonte, a deputada Dayse Amarilio e o presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), Domingos Brito Filho.

A prestação de contas teve como foco os números e realizações da atual gestão, especificamente nos dados alcançados no segundo e no terceiro quadrimestres de 2023. Os representantes legislativos ouviram as explanações sobre os cumprimentos de metas e os números de atendimentos relativos ao Hospital de Base (HBDF), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e 13 UPAs do DF.

O presidente do IgesDF respondeu a todos os questionamentos dos deputados e apresentou, com a ajuda dos superintendentes de cada área, os dados que mostram o crescimento dos indicadores do instituto em comparação com os de anos anteriores. Foram apresentados índices de qualidade e segurança do paciente, dados financeiros e informações sobre as realizações na área de administração e logística, recursos humanos, inovação, ensino e pesquisa e tecnologia da informação.

Painéis de informação 

“Essa ferramenta é fundamental para o monitoramento e controle de doenças, contribuindo para a promoção da saúde e o bem-estar da população atendida pelo IgesDF”

Deilton Silva, superintendente de Tecnologia da Informação e Conectividade em saúde, sobre os painéis apresentados no evento

Ao final da sessão, foram apresentados os painéis de BI (Business Information) desenvolvidos pela Superintendência de Tecnologia da Informação e Conectividade em Saúde. O superintendente da área, Deilton Silva, exibiu os painéis da fila de atendimento da UPAs, onde serão disponibilizados dados em tempo real da situação de cada unidade, número de pessoas que estão aguardando atendimento, os que já estão sendo atendidos e o tempo médio de espera para cada um, separados por classificação de risco.

A ideia dos painéis surgiu da necessidade de fornecer uma visão abrangente e atualizada dos dados relacionados à saúde, especialmente durante crises como a pandemia de covid-19. Com a ferramenta, é possível gerir dados mais precisos, como gênero, tipo de atendimento, entender de onde veio aquele paciente e até identificar um aumento na incidência de algumas doenças durante um certo período, além de propor aos agentes públicos que tomem medidas para sanar o problema de forma preventiva.

Primeiramente, o painel permite uma visualização clara e em tempo real dos dados epidemiológicos, o que é essencial para a tomada de decisões informadas em saúde pública. Além disso, pode auxiliar na identificação de tendências e padrões, facilitando a implementação de medidas preventivas e estratégias de intervenção mais eficazes.

O painel também promove a transparência e a comunicação efetiva com o público, fornecendo informações precisas e atualizadas sobre a situação epidemiológica em determinada região. “Em resumo, essa ferramenta é fundamental para o monitoramento e controle de doenças, contribuindo para a promoção da saúde e o bem-estar da população atendida pelo IgesDF”, explica Deilton Silva.

Atendimentos 

O relatório dos indicadores mostrou um aumento de 26% nos procedimentos realizados no Hospital de Base. Em sua apresentação, o superintendente do hospital, Guilherme Porfírio, destacou que o objetivo em relação a internações cirúrgicas foi superado em 9,6% no segundo quadrimestre e em 12,7% além da meta para o terceiro quadrimestre.

Ele ainda ressaltou que o HBDF precisa se ater ao atendimento de alta complexidade e pediu que seja realizada uma campanha de conscientização da população para que procure as unidades básicas de saúde (UBSs) antes.

Já a apresentação da superintendente do HRSM, Eliane Abreu, foi marcada pela informação de que mais de 40% de todos os atendimentos da unidade são de pessoas que vivem fora do DF. Ela também destacou o aumento de 17% dos procedimentos realizados no hospital e os números de partos. Foram superadas metas em 11 itens, como internações cirúrgicas e cirurgia obstétrica.

O superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, apresentou dados relativos ao desempenho das unidades. Foram mais de 1,338 milhões de atendimentos prestados em 2023, o que representa 31% de aumento em relação ao ano de 2022. Ele ressaltou ainda que as UPAs oferecem muitos atendimentos de classificação de risco verde, que deveriam estar sendo processados pelas UBSs. “É um volume muito grande que a gente atende, e poderíamos dedicar melhor nosso cuidado, atenção e recursos para atender aqueles que realmente deveriam estar nas Upas”, disse.

Ao final da sessão, a presidente da comissão, deputada Paula Belmonte, declarou: “A entrega desse painel, apesar de ainda achar que está aquém para o que precisamos de transparência, já é um grande passo. Quero que esses painéis melhorem, pois é um grande passo para a saúde pública do DF; e, se Deus quiser, poderemos implementar em outras áreas”.

Novas regras ampliam acesso à moradia para população de baixa renda no DF

Instrução que beneficia famílias com ganhos de zero a 12 salários mínimos entrou em vigor na data de sua publicação no DODF, em 30 de abril

Um novo ato normativo traz mudanças significativas nos subsídios aplicados aos valores de terrenos destinados às famílias de baixa renda que adquirem imóveis residenciais por meio das políticas públicas de habitação de interesse social. A instrução entrou em vigor no dia de sua publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), 30 de abril.

A instrução estabelece regras claras para essa alteração, visando beneficiar especificamente as famílias de menor poder aquisitivo. Os beneficiários terão direito a uma redução no valor do terreno de acordo com sua faixa de renda familiar. Confira:

→ Para famílias com renda de até um salário mínimo, o subsídio será de 90%;

→ Para renda entre um e dois salários mínimos, o subsídio será de 80%;

→ Para renda entre dois e três salários mínimos, o subsídio será de 70%;

→ E para renda entre três e 12 salários mínimos, o subsídio será de 60%.

Para fazer jus a essa alteração, os interessados devem cumprir os requisitos estipulados, que incluem protocolar o pedido na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF), fornecer comprovantes de pagamentos para as entidades pertinentes e aguardar a ratificação da solicitação em um prazo de até 15 dias corridos.

Após a aplicação da alteração do subsídio, será firmado um novo contrato de compra e venda individualizado com o beneficiário final, contemplando o saldo remanescente conforme as regras estabelecidas na instrução normativa.

A Codhab-DF lembra que o prazo máximo para o novo contrato de compra e venda não poderá exceder 240 meses, conforme estipulado em normativa anterior.

Com essas mudanças, o Governo do Distrito Federal (GDF) garantirá melhores condições de acesso à moradia digna para as famílias de baixa renda, promovendo maior inclusão social e qualidade de vida para a população mais vulnerável.

Suspeito de incêndio em pousada na Asa Sul estava usando crack

Homem de 45 anos informou às autoridades que deixou isqueiro aceso em cima da cama antes de ir ao quarto do vizinho

Da Redação

Um incêndio em uma pousada na Asa Sul, registrado nesta sexta-feira (3), resultou na morte de duas pessoas, cujas identidades ainda não foram confirmadas. Segundo ocorrência registrada na 1ª Delegacia de Polícia, o suspeito do incêndio, um homem de 45 anos, admitiu estar usando crack em seu quarto momentos antes do fogo começar.

De acordo com a Polícia Civil, o indivíduo afirmou ter deixado um isqueiro aceso em cima da cama antes de se dirigir ao quarto do vizinho. Foi neste momento que outro morador o alertou sobre o incêndio em seu próprio quarto.

O caso está sendo investigado como homicídio e incêndio culposo, uma vez que não há indícios de intenção criminosa, conforme afirmou o delegado responsável pelo caso, Antônio Dimitrov, à TV Globo.

Um policial militar foi acionado para verificar a situação após relatos de um indivíduo drogado ateando fogo em uma pousada. O suspeito permaneceu no local até a chegada das equipes da PMDF.

Inicialmente, o suspeito alegou que o incêndio foi causado por um aparelho celular, mas as investigações continuam para determinar a real causa do fogo. Os corpos das vítimas foram encontrados no primeiro piso da pousada, em dois banheiros distintos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a produção de fumaça pode ter causado pânico nas vítimas, dificultando sua saída do prédio. O incêndio, que teria começado no subsolo da pousada, se espalhou rapidamente pelos três andares do edifício.

O Corpo de Bombeiros realizará uma perícia detalhada no local nos próximos 30 dias para determinar as circunstâncias exatas do incidente.

Presidente da CLDF expressa solidariedade às vítimas no RS

Em sua mensagem, Wellington Luiz expressou que, neste momento difícil, os pensamentos e orações estão voltados para o povo gaúcho

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, utilizou suas redes sociais para manifestar solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul, que enfrenta uma das maiores tragédias já vividas pelo país devido às fortes chuvas.

Em sua mensagem, Wellington expressou que, neste momento difícil, os pensamentos e orações estão voltados para o povo gaúcho, que enfrenta as devastadoras consequências das enchentes.

“Estendemos nossa solidariedade às famílias das vítimas, aos feridos e aos desabrigados. Estamos juntos nessa luta e prontos para oferecer o apoio necessário”, afirmou.

Distrito Federal têm a maior remuneração média para as mulheres

A capital federal também aparece como a terceira unidade com a menor desigualdade de salário entre homens e mulheres. Os dados são do 1º Relatório de Transparência Salarial

A presença feminina tem se fortalecido no mercado de trabalho do Distrito Federal. O 1º Relatório de Transparência Salarial, desenvolvido pelos ministérios das Mulheres (MMulheres) e do Trabalho e do Emprego (MTE), apontou que a capital federal é a unidade da Federação em que as mulheres têm a maior remuneração média – 64,59% a mais do que em todo o Brasil – e a terceira com a menor desigualdade de salário entre homens e mulheres – uma diferença de 8% – atrás apenas do Piauí e de Sergipe.

Enquanto a média nacional de remuneração das mulheres é de R$ 3.904,34, no Distrito Federal o valor é de R$ 6.045,01. O salário feminino no DF é R$ 524,70 menor do que o dos homens na capital federal. Já na média do país a diferença sobe para R$ 942,05. A pesquisa se baseou nos dados de 2022 da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que reúne informações sobre o mercado de trabalho formal, respondido por 1.010 empresas do DF que empregam 462 mil pessoas.

“As políticas públicas em educação continuada, treinamentos e desenvolvimento de habilidades abrem as portas para oportunidades de emprego mais bem-remuneradas para as mulheres”

Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Alguns pontos explicam os índices positivos do DF. Entre os fatores está a característica da distribuição ocupacional na capital. “Temos uma grande concentração de mulheres no setor de serviços e de comércio, que é um segmento muito forte no DF, e na administração pública”, explica a gerente de Avaliação de Políticas Socioeconômicas do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), Bárbara Carrijo.

A qualificação feminina é outro aspecto que influencia na diminuição da desigualdade. “A mão de obra da mulher é mais qualificada. Temos uma grande quantidade de mulheres com ensino médio e o ensino superior completos. Quanto maior a qualificação da mão de obra, menor é a diferença”, afirma a gerente do IPEDF. “Mas as mulheres ainda enfrentam dificuldades quando almejam cargos mais altos. A pesquisa indica uma diferença de 20,5% em cargos de dirigentes e gerentes. Então ainda é um desafio”, alerta Carrijo.

GDF promove capacitação profissional de mulheres por meio de iniciativas como o Empreende Mulher, Realize, Mulheres Vencedoras e Qualifica DF | Foto: Vinicius de Melo/SMDF

Investir em capacitação é uma das formas que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem encontrado para alcançar a equidade de gênero. “Buscamos fortalecer a qualificação da mulher oferecendo políticas públicas voltadas à capacitação e empregabilidade”, afirma a subsecretária de Promoção das Mulheres da Secretaria da Mulher (SMDF), Renata D’Aguiar.

Um desses programas é o Empreende Mais Mulher, que acolhe a população feminina com cursos de artesanato, beleza, autoestima e informática. A Secretaria da Mulher também conta com os programas Oportunidade Mulher, que qualifica mulheres com oficinas online e presenciais; e Realize, com desenvolvimento de competências para o empreendedorismo. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet) oferece qualificação feminina nos projetos Capacitando Elas, Mulheres Vencedoras, RenovaDF, Qualifica DF e Fábrica Social.

“As políticas públicas em educação continuada, treinamentos e desenvolvimento de habilidades abrem as portas para oportunidades de emprego mais bem-remuneradas para as mulheres”, analisa a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

Mudança de cultura

Outra frente de trabalho do governo é a sensibilização junto à iniciativa privada e à sociedade. A Secretaria da Mulher faz essa articulação por meio da Rede Sou Mais Mulher, onde a pasta atua de forma conjunta com organizações como Sistema S, Neoenergia, Instituto Banco de Brasília (BRB) e Instituto Federal de Brasília (IFB) promovendo a igualdade entre mulheres e homens, além de ações de empreendedorismo e autonomia econômica das mulheres. A participação é voluntária e por meio de cooperação técnica.

“Nunca me imaginei nessa área, por ser um setor majoritariamente masculino. No começo tinha certo receio de não conseguir fazer a parte prática, mas o curso foi todo adaptado para nós mulheres. Na minha turma todas tivemos um bom desenvolvimento e fomos contratadas”

Giovanna de Sousa, eletricista

Entre as ações de destaque do projeto está a formação de eletricistas mulheres em curso de formação promovido pela Neoenergia. A qualificação visa ampliar a participação feminina dentro da empresa. Até março deste ano, a empresa já capacitou 343 pessoas, destas 275 foram contratadas, sendo 155 mulheres, um percentual acima de 50%.

Esse é o caso de Giovanna de Sousa, 26 anos. Em 2021, ela se inscreveu no curso de eletricista e agora compõe a equipe como técnica. “Nunca me imaginei nessa área, por ser um setor majoritariamente masculino. Fiquei sabendo da oportunidade e me inscrevi. No começo tinha certo receio de não conseguir fazer a parte prática, mas o curso foi todo adaptado para nós mulheres. Realmente eles abraçaram a equidade para fazer com que todos fossem capazes de realizar todas as atividades. Na minha turma todas tivemos um bom desenvolvimento e fomos contratadas”, conta.

Giovanna começou como eletricista e seis meses depois fez o curso de operadora de subestação e se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo na empresa. “Após um ano fui promovida para o setor de manutenção, depois me tornei técnica I e agora sou técnica II. Tive a sorte de fazer parte de uma empresa que abraçou a causa feminina num nicho muito masculino. Mas sei que há mulheres no Brasil que não tiveram essa oportunidade, então fico feliz de representar essas mulheres em um ambiente onde a equidade de fato acontece”, completa.

Neste ano, o governo instituiu o Dia da Paridade de Gênero no calendário oficial do DF. A data será lembrada todo dia 3 de julho, como forma de incentivo a ações voltadas para a igualdade de oportunidades e de remuneração para mulheres no mercado de trabalho.

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a igualdade salarial é um componente essencial para promover a equidade de gênero em todas as esferas da sociedade: “Quando as mulheres recebem salários mais baixos do que os homens pelo mesmo trabalho ou trabalho de valor comparável, isso perpetua desigualdades econômicas e sociais, limitando o poder de compra, a independência financeira e as oportunidades de progresso das mulheres”.