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Policlínica do Gama se prepara para atender em novo endereço

Com investimento total de cerca de R$ 1,2 milhão, unidade terá ampliação das atividades e será a maior policlínica do DF

A policlínica que atualmente funciona no Hospital Regional do Gama se prepara para atender em novo endereço. A unidade vai ocupar o antigo prédio do Fórum, na Praça 2, Lote 14, do Setor Central da cidade, com estrutura otimizada e possibilidade de ofertar novos serviços. Por conta do tamanho e da ampliação das atividades, a unidade será a maior policlínica do DF e deve aprimorar os serviços prestados à população.

“Com mais espaço disponível, é possível ampliar a gama de serviços e especialidades médicas, atendendo a uma variedade maior de necessidades de saúde da comunidade”

Luiz Antonio Bueno, diretor de Atenção Secundária à Saúde

As reformas do primeiro andar do prédio foram iniciadas com a divisória dos consultórios, pintura e instalação de hidráulica, lavabos e quadros de luz. A expectativa de início de atendimento do primeiro piso é a partir de setembro. No novo local também funcionará o Centro de Especialidades em Hipertensão e Diabetes (CEDH).

O diretor de Atenção Secundária à Saúde da SES-DF, Luiz Antonio Bueno, destaca que o local oferece infraestrutura mais adequada e espaçosa, permitindo disposição mais eficiente dos serviços e instalações, além de criar um ambiente confortável para pacientes e profissionais de saúde. “Com mais espaço disponível, é possível ampliar a gama de serviços e especialidades médicas, atendendo a uma variedade maior de necessidades de saúde da comunidade.”

O edifício possui três pavimentos, com 2.717 m² de área construída. A cessão de uso gratuito do espaço foi concedida à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) no final de dezembro de 2023, com validade de dez anos. A previsão de investimento total é de cerca de R$ 1,2 milhão. As adequações estão sendo realizadas com verba de manutenção predial e emendas parlamentares.

Em 2023, a Policlínica do Gama realizou uma média de 10 mil atendimentos mensais. Com a saída da policlínica, o Hospital Regional do Gama vai poder aproveitar melhor áreas que antes eram compartilhadas.

Angela Maria Alves, gerente de Serviços da Atenção Secundária da Policlínica e do Centro de Especialidades Odontológicas do Gama, ressalta que a nova policlínica proporcionará à população e aos servidores uma melhor qualidade de atendimento. “O local é de fácil acesso para a população e proporcionará abertura de novos serviços”, destaca.

Entre os serviços que serão oferecidos estão o Centro de Especialidades de Doenças Crônicas e novos exames, como videoendoscopia nasal e laringe, Bera (exame de ouvido) e Veng (exame que analisa o equilíbrio corporal).

Policlínica do Gama

Confira as 24 especialidades ofertadas na policlínica
– Serviços ambulatoriais
De segunda a sexta-feira, exceto feriados
7h às 12h – 13h às 18h – 19h às 23h

– Marcação de consulta
O encaminhamento é feito por meio das unidades básicas de saúde (UBS)

Dia das Mães movimenta a economia do Distrito Federal

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Quem deixou presente para última hora deve redobrar a atenção para evitar problemas com as compras; consumidor deve sempre exigir a nota fiscal

Quem deixou para comprar o presente do Dia das Mães na última hora, vale ficar atento ao escolher o que, onde e como comprar para que a data não vire sinônimo de dor de cabeça. Afinal, além de presentear uma pessoa importante, a celebração é um forte componente que movimenta a economia. Neste ano, a data deve contar com um incremento de aproximadamente 20% em relação ao ano passado, de acordo com a Secretaria de Economia do DF.

“A data é sem sombra de dúvidas um momento especial para movimentar a economia local. Pelo estudo, as vendas podem subir 20% nesse período. É momento de reforçarmos a importância de a população pedir a nota fiscal”, explica o secretário de Economia, Ney Ferraz. “A nota fiscal é a única maneira de garantir que os impostos chegarão aos cofres para financiar as políticas públicas. Por isso, reforço: peça a nota fiscal e participe do programa Nota Legal”, registra o apelo.

De acordo com Pesquisa do Instituto Fecomércio-DF (IFDF), a data pode movimentar R$ 334,5 milhões no Distrito Federal. Isso porque 79% dos entrevistados no levantamento pretendem comprar algum presente. O percentual representa aumento próximo a 7% em relação aos 73,8% com a mesma intenção em 2023. No comércio, os lojistas esperam aumento de 19,4% nas vendas.

“Essa tendência positiva de incremento nas vendas do comércio pode ser atribuída às condições atuais da economia, com inflação controlada e possível melhoria na situação financeira dos consumidores brasilienses em relação ao ano anterior”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

Para uma compra segura, o Procon-DF dá algumas dicas. A primeira delas é ficar alerta a qualquer aviso de “oportunidade única”. Liquidações são eventualmente realizadas pelo comércio e o Dia das Mães não é a única oportunidade para realizar uma boa compra. Sempre é possível que mais promoções sejam anunciadas em breve.

“A data é sem sombra de dúvidas um momento especial para movimentar a economia local. Pelo estudo, as vendas podem subir 20% nesse período. É momento de reforçarmos a importância de a população pedir a nota fiscal”

Ney Ferraz, secretário de Economia

Por isso, planejamento para comprar é sempre um bom aliado para economizar. Fazer uma lista pode ajudar a não cair em tentação comprando mais do que devia e acabar se endividando.

Outra dica do Procon é ficar de olho nas empresas, pois algumas sobem o valor às vésperas de datas comemorativas e apenas simulam desconto no ato da compra. De acordo com o órgão, isso é publicidade enganosa, proibida por lei e quem fizer isso pode ser penalizado. Nesse caso, o ideal é pesquisar e, se possível, acompanhar o histórico dos preços praticados tanto nas lojas físicas como virtuais.

Não caia em golpes

Para evitar cair em golpes, desconfie de preços muito abaixo da média e ofertas enviadas por meios eletrônicos como mensagens via SMS e anunciadas em redes sociais. Nas compras realizadas pela internet, desconfie se o pagamento puder ser feito somente por boleto ou transferência.

Dê preferência ao cartão de crédito porque, diante de qualquer problema, é mais fácil conseguir ressarcimento junto ao banco. Além disso, nunca informe dados do cartão em redes sociais. Desconfie se essas informações forem solicitadas por lojistas. Além de apostar em lojas conhecidas por amigos e familiares, busque as avaliações feitas por outros consumidores na internet e redes sociais.

Além disso, todo site deve exibir o CNPJ da empresa ou CPF da pessoa responsável, bem como informar o endereço físico ou eletrônico em que a loja possa ser encontrada. Também é dever do lojista disponibilizar um canal para atendimento ao consumidor, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Para se certificar de que está fazendo uma compra segura, nunca utilize computadores de acesso público. Para saber se a página é segura, clique em um cadeado que aparece no canto da barra de endereço ou no rodapé da tela do computador. O endereço da loja virtual deve começar com https://.

Outra recomendação é exigir a nota fiscal, independente de a compra ser feita em loja física ou virtual, é um direito de todo cidadão que dá mais segurança à compra, é dever de todo comércio emitir.

Maio Verde: glaucoma também atinge crianças e pode levar à cegueira

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Dados da OMS apontam que 1,5 milhão de crianças entre 0 e 7 anos de idade perderam a visão em decorrência da doença 

Maio Verde marca o mês de conscientização sobre o Glaucoma, uma condição que, muitas vezes associada a adultos ou idosos, também pode afetar silenciosamente as crianças. Quando não detectado e tratado a tempo, esse problema ocular pode comprometer significativamente a visão dos mais jovens.

Embora raro, o glaucoma infantil pode ser causado por uma variedade de fatores, como anomalias congênitas no desenvolvimento do sistema de drenagem do olho, traumas, infecções ou condições genéticas. A hereditariedade desempenha um papel crucial, e crianças com histórico familiar de glaucoma estão em maior risco. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma representa 5% dos casos de cegueira em crianças em todo o mundo. Isso implica que, de um total de 1,5 milhão de crianças entre 0 e 7 anos de idade, aproximadamente 75 mil perderam a visão devido a essa condição.

A dra. Giovanna Marchezine, oftalmopediatra do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), aponta os sintomas como frequentemente sutis e que podem ser facilmente confundidos com problemas oculares menos graves. “Sensibilidade à luz, olhos vermelhos, lacrimejamento excessivo e pupilas dilatadas são sinais que podem passar despercebidos. Às vezes, as crianças podem se queixar de dor ocular ou dor de cabeça, mas esses sintomas também podem ser ignorados”, explica a médica.

O diagnóstico é complexo. Como as crianças ainda estão em fase de desenvolvimento de comunicação para poder descrever seus sintomas com precisão, os médicos dependem de exames oftalmológicos completos. Entre esses exames, destaca-se a tonometria, um procedimento para medir a pressão intraocular.

Existem distintas variantes de glaucoma em crianças, sendo o glaucoma congênito o mais comum. Esse tipo se caracteriza pela manifestação de sinais desde o nascimento ou nos primeiros dois anos de vida, necessitando que pais e pediatras estejam atentos para a busca de avaliação especializada.

No subtipo predominante, conhecido como glaucoma congênito primário, o aumento da pressão intraocular durante o desenvolvimento infantil leva ao aumento do tamanho do globo ocular. “Isso se reflete em sintomas como opacidade da córnea, aumento visível do tamanho do olho, diferença no crescimento entre os olhos e sensibilidade à luz. Essas características diferenciam significativamente o olho afetado e o saudável em crianças dessa faixa etária”, explica a especialista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC).

Outras variantes do glaucoma infantil, como o congênito secundário, podem surgir como consequência de fatores como cirurgias de catarata congênita, uso prolongado de corticoides, traumas oculares ou malformações oculares. No entanto, após essa fase, o glaucoma pode se desenvolver de maneira mais camuflada. Por isso, especialistas recomendam consultas regulares com oftalmologistas, mesmo quando os sintomas não são visíveis, para possibilitar a detecção precoce da doença.

Tratamento e cuidados especiais

O tratamento do glaucoma infantil geralmente envolve uma combinação de colírios, cirurgias a laser ou cirurgias convencionais, dependendo da gravidade do caso. A terapia é adaptada a cada criança e requer monitoramento contínuo. Famílias e cuidadores desempenham um papel crucial no sucesso do tratamento, garantindo a adesão às prescrições médicas e comparecendo a consultas regulares. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também destaca a importância do Teste do Olhinho, a ser realizado ainda na maternidade, seguido pela primeira consulta oftalmológica entre 6 meses e um ano de idade.

O glaucoma em crianças é muitas vezes diagnosticado em estágios avançados, quando os danos à visão já ocorreram. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Tratamentos e intervenções oportunas podem preservar a visão e minimizar os impactos futuros.

GDF regulamenta licenciamento de obras de habitação de interesse social

Atualização no Código de Obras e Edificações (COE) contempla o alvará de 15 dias para programas nessa área, beneficiando pessoas de baixa renda

O Código de Obras e Edificações do Distrito Federal (COE-DF) teve a regulamentação atualizada com o Decreto n° 45.782, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (10). Esta alteração simplificará os procedimentos de licenciamento para projetos de programas habitacionais de interesse social, além de trazer ajustes que garantem que as normas urbanísticas sejam aplicadas com maior eficácia.

“Com a publicação do decreto, temos a definição clara do rito simplificado de aprovação de projetos de interesse social, otimizando o fluxo e garantindo cada vez mais a oferta de habitação nesse segmento”

Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação

A mudança mais expressiva diz respeito à regulamentação do alvará de 15 dias para obras voltadas a programas habitacionais de interesse social, prevista no inciso VI do artigo 68 do COE-DF. Agora regulamentada, esta modalidade de alvará garante maior celeridade na aprovação de empreendimentos que contribuam para a ampliação do acesso à moradia da população com menor renda.

O novo texto prevê que os projetos voltados para esse tipo de edificação sejam dispensados de habilitação. Para a obtenção do alvará de 15 dias, se faz necessária apenas a análise da etapa de viabilidade legal pela Central de Aprovação de Projetos (CAP) da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh).

Se na viabilidade legal for verificado que o projeto não ocupa área pública, não se enquadra como Polo Gerador de Viagens (PGV), não está sujeito à análise complementar e não visa remembramento, desmembramento ou desdobro de lotes, o processo seguirá direto para a análise de alvará de construção.

Já no caso de ter alguma das situações citadas, o projeto arquitetônico terá que passar pelo procedimento de habilitação antes de seguir para a área de emissão de alvará.

“Com a publicação do decreto, temos a definição clara do rito simplificado de aprovação de projetos de interesse social, otimizando o fluxo e garantindo cada vez mais a oferta de habitação nesse segmento”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz.

Outras alterações

A norma também estabelece mecanismos para aprimorar os ritos de monitoramento e controle, além da verificação de irregularidades em licenciamentos realizados. Essas medidas pretendem trazer maior transparência, clareza e eficácia, tanto para o agente público quanto o administrado.

Dessa forma, o monitoramento e controle realizado nos projetos licenciados será otimizado, assim como a Comissão de Apuração de Irregularidades em Licenciamento, Aprovação e Habilitação de Projetos de Arquitetura (Covir) terá mais elementos para combater os casos de desvirtuamento de uso.

CLDF Solidária disponibiliza ponto de coleta de doações para vítimas do RS

Recebimento de itens teve início na quinta (9) e ocorrerá das 8h às 19h. População atingida no Rio Grande do Sul precisa especialmente de água e produtos de higiene pessoal e limpeza

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) disponibilizará ponto para o recebimento de doações às vítimas das enchentes no Sul do país. O CLDF Solidária – Em socorro à população do Rio Grande do Sul funcionará a partir de quinta-feira (9), das 8h às 19h, na entrada principal da CLDF. A coleta funcionará em sistema de drive-thru, na entrada principal da Casa.

Quaisquer itens essenciais podem ser doados, mas há urgência no envio de água e produtos de uso e higiene pessoal, e de limpeza. O material será recolhido pela Câmara Legislativa do DF e destinado à Base Aérea de Brasília, para envio ao Rio Grande do Sul.

Para quem pretende enviar doações em dinheiro, a CLDF recomenda que os recursos sejam enviados para o pix oficial do Governo do Rio Grande do Sul (chave: CNPJ 92.958.800/0001-38; destinatário: SOS Rio Grande do Sul; instituição: Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Nesta terça-feira (7), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 90 o número de mortos em razão dos temporais. O estado registra ainda 131 desaparecidos e 362 feridos. Mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas e quase 205 mil tiveram de deixar suas casas – 48 mil estão em abrigos. Ainda segundo o órgão, cinco barragens estão em situação de emergência, apresentando risco de rompimento.

“Neste momento de sofrimento no Rio Grande do Sul, é nosso dever prestar todo auxílio possível em uma corrente de solidariedade. Até o arrefecimento da crise humanitária, a CLDF manterá ponto de coleta permanente para recolhimento de doações e as encaminhará à Base Aérea do DF para entrega no estado. Convocamos a população do Distrito Federal a ajudar o povo gaúcho”, afirma o vice-presidente da CLDF, deputado distrital Ricardo Vale.

Serviço

CLDF Solidária – Em socorro à população do Rio Grande do Sul

Coleta de doações: Entrada principal da CLDF, no Setor de Indústrias Gráficas
Horário: 8h às 19h

O que pode ser doado: itens emergenciais, em especial água e produtos de uso e higiene pessoal, e de limpeza

Informações: (61) 3348-8000

Pix do governo do Rio Grande do Sul para doações em dinheiro:

Chave: CNPJ 92.958.800/0001-38

Destinatário: SOS Rio Grande do Sul

Instituição: Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul)

Missão do DF no Rio Grande do Sul já resgatou 149 pessoas e 45 animais

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Quinto dia de operações dos militares do Corpo de Bombeiros resgatou 19 adultos, duas crianças e nove animais nas cidades de Bento Gonçalves e São Leopoldo

Os militares do Corpo de Bombeiros e os agentes da Defesa Civil enviados ao Rio Grande do Sul já resgataram 149 pessoas e 45 animais em cinco dias de operações. Nessa quinta-feira (9), foram 19 adultos, duas crianças e nove animais acolhidos pelos profissionais que viajaram do Distrito Federal para atuar nas inundações.

Além disso, foi fornecido apoio para transporte de pessoas e de mantimentos às famílias afetadas. A força-tarefa da corporação permanecerá, inicialmente, até o dia 16 deste mês no estado gaúcho, dividida nas cidades de São Leopoldo e Bento Gonçalves.

Em São Leopoldo, a operação de busca, resgate e salvamento na região alagada da cidade prosseguiu com o patrulhamento de resgate em bairros afetados, além do auxílio no deslocamento de moradores e na entrega de mantimentos para a população local e para animais domésticos.

Já em Bento Gonçalves, a atuação na área de soterramento foi retomada e a equipe empregou cães de busca e a equipe de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas, em colaboração com bombeiros do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Uma vítima desaparecida ainda não foi encontrada. Segundo os bombeiros, a zona de trabalho é de alto risco por conta da instabilidade e da possibilidade de novos colapsos.

Comitê de Emergência Brasília pelo Sul

‌Na terça-feira (7), o governador Ibaneis Rocha determinou a criação de um comitê de emergência para arrecadação de doações destinadas ao Rio Grande do Sul. Até essa quinta (9), mais de 100 toneladas de alimentos foram arrecadados para as vítimas das enchentes.

O grupo será responsável por receber, planejar e coordenar a campanha de arrecadação das doações. As ações do comitê serão gerenciadas pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais, coordenada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha.

Doações

Quem tiver interesse em ajudar a população do Rio Grande do Sul pode levar as doações para os pontos de coleta nos grupamentos do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), nas administrações regionais, nas estações do Metrô e na Base Aérea de Brasília.

Neste momento, os itens de primeira necessidade são água, roupas, agasalhos, cobertores e alimentos não perecíveis de fácil consumo, como leites e biscoitos. As roupas devem ser separadas e identificadas por tamanho e tipo, e os calçados amarrados para que não se percam durante a separação e o envio das doações.

AgroBrasília 2024 terá mais de 550 expositores com foco em tecnologia

Evento será realizado entre os dias 21 e 25 deste mês, com apoio do GDF. Expectativa é que mais de 170 mil pessoas visitem as instalações

A área rural do Distrito Federal corresponde a 70% do território total e abriga desde pequenos produtores até agroindústrias de grande porte. O desenvolvimento do setor e a implementação de novas tecnologias serão temas debatidos na AgroBrasília 2024, considerada a maior feira agropecuária do Centro-Oeste. O evento será realizado entre os dias 21 e 25 deste mês, no PAD-DF, com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).

Nesta quinta-feira (9), o Banco de Brasília (BRB) reuniu expositores, investidores e autoridades locais para anunciar o patrocínio do evento. “Preparamos condições muito especiais para os produtores, como redução de taxa de juros”, antecipou o presidente Paulo Henrique Costa. “No ano passado, o BRB aplicou, praticamente, R$ 1,5 bilhão no agronegócio, numa carteira que já é representativa e que tem uma característica de forte parceria com os produtores da região”, destacou.

“O governador Ibaneis Rocha tem dado uma atenção muito especial à região rural do DF, incentivando o desenvolvimento do agro, pequenos, médios, grandes produtores, e esta feira mostra isso”

José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

Organizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a AgroBrasília 2024 terá mais de 550 expositores, com circuitos temáticos da fruticultura, floricultura, avicultura, aquicultura, bovinocultura, tecnologias sociais e agroindústria rural. A previsão é que mais de 170 mil pessoas circulem pelo evento.

O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, salientou que, devido a localização de Brasília, o evento reúne representantes de outras unidades da Federação. “Muitas pessoas vêm de Minas Gerais, da Bahia, do Piauí, de Goiás, especialmente para ver esta feira e fazer negócios. Aqui é um ponto centralizador e nós queremos ser cada vez mais esse hub de desenvolvimento para o agronegócio”, observou.

De acordo com o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, “neste ano, pela primeira vez, teremos um pavilhão de inovação, que vai ser um espaço de startups e de empresas que estão começando. O objetivo da feira é exatamente juntar o produtor, o expositor e o agente financeiro”

“O governador Ibaneis Rocha tem dado uma atenção muito especial à região rural do DF, incentivando o desenvolvimento do agro, pequenos, médios, grandes produtores, e esta feira mostra isso.”

Na edição de 2023, durante toda a AgroBrasília, foram comercializados mais de R$ 5 bilhões. “Temos um grupo de expositores muito qualificado, que todo ano se esforça para trazer coisas novas, porque este é um setor que se desenvolve muito”, afirma o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner. “Neste ano, pela primeira vez, teremos um pavilhão de inovação, que vai ser um espaço de startups e de empresas que estão começando. O objetivo da feira é exatamente juntar o produtor, o expositor e o agente financeiro”, destaca Brenner.

Mamães internadas na Maternidade do HRSM recebem homenagem

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Além de produção com cabelo e maquiagem, elas fizeram ensaio fotográfico e pintura gestacional

Quem se doa e se dedica ao máximo pela vida de um filho merece todas as homenagens. Por isso, a equipe multidisciplinar da Maternidade do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se uniu para proporcionar um dia bastante especial em homenagem ao Dia das Mães. A ação foi para todas as mamães, tanto as internadas na ala das gestantes de alto risco, quanto as que aguardam a alta médica para ir para casa.
Durante todo o dia, a equipe se revezava para arrumar os cabelos das mamães e preparar aquela super make, deixando-as todas ainda mais belas. Também teve momento relaxante com escalda-pés, pintura de barrigas e ensaio fotográfico, além da entrega de brindes. Algumas doulas voluntárias foram convidadas e contribuíram para tornar o dia ainda mais especial para essas mães.
“Nosso objetivo é homenagear todas as mães, estimular o autocuidado e o vínculo da mãe com o bebê, principalmente durante a hospitalização, que é um período tão difícil e cheio de desafios. Então, toda a equipe multi se uniu para fazer esse dia se tornar inesquecível para elas”, informa a terapeuta ocupacional Kênia Daniel.
A doula Andrea Kowalski e a enfermeira Andressa Nogueira, ambas voluntárias, ficaram com as puérperas e trabalharam com elas a temática do pós-parto, autocuidado e rede de apoio. Elas consideram a participação como um momento único e gratificante, além de ficarem felizes por poderem repassar conhecimentos.
“Abordamos a importância delas olharem para elas mesmas e estarem bem, de se cuidarem, principalmente nesta fase inicial pós-gestação. O quanto é importante voltar ao médico depois do parto e se consultar, não é só o bebê. Além disso, como ter uma rede de apoio para ajudar faz toda a diferença”, explica Andrea.

Pintura gestacional

Laryssa Ribeiro, de 20 anos, grávida de 34 semanas do Bernardo, está internada na enfermaria de alto risco pela ameaça de parto prematuro e nunca imaginou passar o Dia das Mães internada. Para tentar amenizar o sentimento, ela recebeu escalda-pés e teve uma linda pintura em sua barriga.
“Estou adorando esse cuidado da equipe com a gente. É tão ruim ficar internada e nunca imaginei fazer esse tipo de pintura durante a gestação, fiquei muito alegre e o Bernardo também”, afirma.
A técnica de enfermagem e também doula, Hosana Endy, estava de folga, mas mesmo assim foi até o hospital ajudar com as pinturas. Ela acha gratificante fazer este trabalho e eternizar a gestação de uma forma tão bela. Além disso, ela considera que o momento dedicado às mães gera descontração e retira o estresse da internação, dando leveza ao processo.
“Muitas vezes são gestantes que estão internadas por muito tempo, às vezes não consegue realizar seu ensaio fotográfico fora, tem prejuízo nas relações sociais. Então, tentamos trazer outros filhos, os esposos, para que elas fortaleçam o vínculo com a família e se sintam mais acolhidas e amadas. É um momento crucial na vida de todas elas e elas merecem”, explica a psicóloga Elislaine Souza.
Este é o caso de Maria Betânia Oliveira, de 27 anos, internada no HRSM há dois meses por complicações na gestação. Ela vai ter que aguardar no hospital até o momento do parto, previsto para o meio de junho.
“Para mim é uma terapia ter este momento com a gente. Só desse jeito vou conseguir eternizar minha gravidez, não é como eu tinha planejado, mas vai ficar registrado. Aqui tem dias que são bem difíceis, sinto falta da minha filha mais velha, de 12 anos. Mas em breve a Maria Aurora estará chegando e o melhor, com saúde, que é o mais importante”, avalia.
A doula Patrícia Cambuy fez a pintura na barriga de Maria Betânia e conta que fica emocionada com a força de cada mãe e vê que a arte e o momento são para tentar passar um pouco de aconchego e carinho a todas.

Brasília pelo Sul arrecada mais de 100 toneladas de alimentos e água

Segunda remessa de doações foi entregue na Base Aérea nesta quinta-feira (9) com a presença da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha

A campanha Brasília pelo Sul já arrecadou mais de 100 toneladas de alimentos para as vítimas das enchentes que assolam o Rio Grande do Sul. Os itens foram entregues nesta quinta-feira (9) pela primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, na Base Aérea de Brasília em 10 caminhões e três vans.

A primeira-dama ressaltou a força da solidariedade da população da capital. Ela avalia que a quantidade de itens arrecadados mostra que o Distrito Federal demonstra mais uma vez que quando a população se une em torno de uma causa, consegue fazer a diferença. “Mostramos que não existem fronteiras para a empatia e a solidariedade. Em menos de uma semana, temos essa doação expressiva”, afirmou Mayara, que coordena, por meio da Chefia-Executiva de Políticas Sociais, as ações do Comitê de Emergência criado pelo GDF para organizar o auxílio aos gaúchos.

Durante a entrega, a primeira-dama lembrou a necessidade de os itens doados estarem em bom estado. “O importante é se colocar no lugar de quem vai receber. Doação não é descarte. Doe aquilo que você usaria, não doe roupa suja ou rasgada”, enfatiza Mayara.

O tenente-coronel Moraes, subcomandante da Base Aérea de Brasília, ressalta a participação da população do DF na arrecadação. De acordo com ele, tudo o que é recebido é separado e enviado à medida em que é solicitado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que avalia o que é mais necessário e também como serão armazenados e distribuídos.

“Hoje somos um facilitador e enviamos o que foi arrecadado pelo modal aéreo. Em cinco dias, arrecadamos (na Base Aérea) mais de 500 toneladas, número que deve dobrar hoje com a arrecadação do GDF”, avalia o subcomandante.

A entrega dos itens arrecadados contou com o apoio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e Polícia Penal.

O Comitê de Emergência Brasília pelo Sul foi criado pelo governador Ibaneis Rocha na última terça-feira (7). Integram o grupo as secretarias de estado, órgãos e agências públicas, como a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), e serão convidados também para compor a equipe representantes de associações e federações da sociedade civil, do Tribunal de Contas do DF e da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Todas as ações são coordenadas pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais.

Orientações para quem quiser doar

Quem tiver interesse em ajudar a população do Rio Grande do Sul, pode levar as doações para os pontos de coleta nos grupamentos do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), nas administrações regionais, nas estações do Metrô e na Base Aérea de Brasília.

Neste momento, os itens de primeira necessidade são água, roupas, agasalhos, cobertores e alimentos não perecíveis de fácil consumo, como leites e biscoitos. As roupas devem ser separadas e identificadas por tamanho e tipo, e os calçados amarrados para que não se percam durante a separação e envio das doações.

A aposentada Lindinalva Braga Costa, de 77 anos, mora em Taguatinga e se uniu aos filhos e vizinhos para arrecadar itens que podem ajudar à população afetada pelas inundações no RS.

“Juntamos roupas, toalhas, alimentos como biscoitos. Temos que estar unidos sempre. É hora de todo mundo estar conscientizado que pode acontecer com todos nós”, observa a aposentada que foi à Base Aérea entregar as doações.

 

Defesa Civil divulga nomes de mortos e desaparecidos no RS

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Enchentes já causaram 107 mortes e deixaram 134 desaparecidos

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou nesta quinta-feira (9) uma lista com nomes dos mortos e desaparecidos em razão das enchentes que assolam o estado.

De acordo com o último boletim, divulgado às 18h, foram registradas 107 mortes por causa das chuvas. Uma morte é investigada para saber se está relacionada à tragédia. A lista traz os nomes das vítimas identificadas até o momento.

O número de desaparecidos chega a 134. A Defesa Civil orienta a quem encontrar o nome na lista de desaparecidos buscar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima para regularizar os dados e solicitar a retirada do nome da lista.

Veja lista com nomes das vítimas identificadas e desaparecidos

A quantidade de pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul mais que dobrou em 24 horas, passando de mais de 163 mil nessa quarta-feira (8) para 327.105 nesta quinta-feira (9), conforme o último boletim da Defesa Civil estadual, com dados divulgados às 18h. São pessoas que tiveram, em algum momento, deixar suas casas e buscar abrigo nas residências de parentes, amigos ou em abrigos públicos.

No total, 1,74 milhão de gaúchos já foram afetados de alguma forma pelas enchentes, ou seja, perderam casas, estão sem luz, água ou comida.