Perícia expõe manipulação de imagens em caso no aeroporto de Roma e revela agressão; o declínio de um sistema corroído pela desinformação
Perícia desmascara o que já se sabia, mas faltava a prova visual. O imbróglio no aeroporto de Roma não aconteceu exatamente como foi engendrado por despreparados servidores públicos e divulgados pela fétida, asquerosa e nojenta “grande mídia”.
A perícia certificou que as imagens foram adulteradas com supressões e edições e que o filho do ministro agrediu o empresário.
Enfim, qualquer semelhança com ações draconianas não é mera coincidência.
O estado apodreceu, e a república da mentira nele inoculada cairá de maduro, sem precisar ir à Venezuela.
Diversos membros do partido “Democrata” dos EUA já afirmaram que apoiarão Trump porque entendem que o direito à liberdade é maior que partidos políticos e que ideologias.
Constataram que os “democratas” de hoje são lobos em pele de cordeiro, que vivem numa espiral de mentiras para tentar enganar os norte americanos.
Qualquer semelhança com a república da mentira existente em terras tupiniquins NÃO é mera coincidência.
Decisão foi tomada após reunião do governador Ibaneis Rocha com órgãos competentes na manhã desta segunda-feira (26); cortina de fumaça vinda de outros estados se concentrou no céu de Brasília e deve permanecer até quarta-feira (28)
Em decorrência da cortina de fumaça vinda de outros estados que se concentrou no céu da capital federal, o governador Ibaneis Rocha se reuniu com autoridades para instituir um grupo de trabalho e elaborar um plano de ação para eventos críticos de qualidade do ar. A decisão será publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Em abril deste ano, o chefe do Executivo já havia decretado estado de emergência ambiental no DF para o período de junho a novembro.
O governador Ibaneis Rocha falou sobre a condição do ar em postagem em suas redes sociais e pediu a colaboração da população para combater os focos de incêndio: “Estamos em um período de seca e calor no DF, o que aumenta o risco de incêndios. Nossa equipe está preparada para agir rapidamente, mas a colaboração da população é essencial. Evite fogueiras em locais não permitidos e descarte materiais inflamáveis corretamente. Se avistar qualquer sinal de incêndio, denuncie imediatamente: ligue 193 para acionar o Corpo de Bombeiros ou envie uma mensagem para o WhatsApp exclusivo do Instituto Brasília Ambiental, no (61) 99224-7202, destinado a receber denúncias de incêndios em unidades de conservação”.
Em 64 anos desde que foi criada, Brasília nunca havia atingido esse nível de qualidade do ar. Especialistas explicam que a fumaça no DF vem de outros estados afetados pelas chamas. “Temos focos de incêndio no DF, mas estão controlados. Essa fumaça no céu não é daqui. Essa é a primeira vez que isso acontece em Brasília, e nós temos um grupo que estuda todos esses acontecimentos na qualidade do ar. Como isso é inédito, vamos criar um plano de ação para que, caso aconteça novamente, nós saibamos agir”, afirmou o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer.
A autarquia dispõe de duas torres de medição automática, na Fercal, que mostram o Índice da Qualidade do Ar (IQA) no Distrito Federal. No domingo (25), os dados coletados mostraram o IQA como ruim (93 em uma medição e 82 na outra) para material particulado — que pode ser poeira, fumaça ou fuligem. Durante a noite, o IQA chegou à classificação péssima (maior que 200), por volta das 19h, permanecendo até as 3h desta segunda-feira (26).
As últimas medidas da estação mostram que houve uma pequena melhora no indicativo, mas a classificação continua como muito ruim (186). Segundo o meteorologista Carlos Henrique Rocha, do Brasília Ambiental, a previsão é que a cortina de fumaça permaneça no DF: “Essa situação deve continuar até esta terça-feira [27], e a previsão é que quarta [28] ou quinta [29] isso se normalize. Tivemos uma noite complicada, com a qualidade do ar péssima, e hoje estamos na classificação ruim, então houve uma melhora”. De acordo com o especialista, não há previsão de chuva para os próximos dias.
Sandro Gomes: “Infelizmente, os incêndios que temos atendido são oriundos da ação humana, que ocasiona algum tipo de queimada e acaba perdendo o controle, se tornando de grandes proporções” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília
Na avaliação do comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, coronel Sandro Gomes, a quantidade de chamados para incêndios florestais está dentro do previsto para esta época do ano: “Temos militares preparados para atender todo o DF. As ocorrências estão dentro do esperado. Infelizmente, os incêndios que temos atendido são oriundos da ação humana, que ocasiona algum tipo de queimada e acaba perdendo o controle, se tornando de grandes proporções”, explicou o militar.
“Pedimos à população que não faça nenhum tipo de queimada, porque isso fará mal para ela mesma e para toda a sociedade. No último domingo, contabilizamos 93 chamados; no último sábado, foram 100. Essa é uma média esperada. Mas solicitamos que o cidadão abra um chamado somente se tiver certeza de que se trata de incêndio, porque nem sempre onde tem fumaça tem fogo”, reforçou o coronel Sandro Gomes.
500
Número de bombeiros envolvidos na Operação Verde Vivo
Além do monitoramento 24 horas realizado por inteligência artificial, que detecta precocemente fogo ativo ou fumaça, o DF dispõe, por meio da Operação Verde Vivo, de 500 bombeiros, 27 caminhonetes, 24 caminhões-tanque, 22 caminhões de transporte da tropa, dois aviões e dois helicópteros para o combate aos incêndios florestais. Entre maio e julho deste ano, a operação já contabilizou 3.368 ocorrências desta natureza.
“Nós contratamos antecipadamente, no início do ano, mais 150 brigadistas. Isso nos ajudou muito no combate aos incêndios florestais. A equipe da Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal [Sema-DF] também realizou diversos incêndios controlados para evitar chamas de grandes proporções nas nossas unidades de conservação neste período de estiagem”, acrescentou o titular da Sema, Gutemberg Gomes.
A população deve ficar atenta, pois a exposição a esses níveis de poluição pode causar tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, no nariz e na garganta, além de falta de ar e respiração ofegante | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
As condições meteorológicas, incluindo ventos vindos do Sul que trazem fumaça dos incêndios e uma inversão térmica, têm dificultado a dispersão dos poluentes, como poeira, fumaça e fuligem. A exposição a esses níveis de poluição pode causar sintomas graves, como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta, além de falta de ar e respiração ofegante. Esses efeitos podem ser ainda mais severos em crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares.
O Brasília Ambiental recomenda que a população, especialmente do grupo mais vulnerável, evite atividades ao ar livre até que a qualidade do ar apresente melhora significativa.
Confira algumas recomendações do Ministério da Saúde para amenizar os impactos da seca:
– Aumentar a ingestão de água e líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e, assim, mais protegidas;
– Reduzir ao máximo o tempo de exposição, recomendando-se que se permaneça dentro de casa, em local ventilado, com ar-condicionado ou purificadores de ar;
– As portas e as janelas devem permanecer fechadas durante os horários com elevadas concentrações de partículas, para reduzir a penetração da poluição externa;
– Evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre as 12h e as 16h, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas;
– Uso de máscaras do tipo “cirúrgica”, pano, lenços ou bandanas pode reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas); portanto, melhoram o desconforto das vias aéreas superiores. Enquanto o uso de máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população;
– Crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção para as recomendações descritas acima para a população em geral. Além disso, devem estar atentas a sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde e buscar atendimento médico o mais rapidamente possível.
Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, imunológicos, entre outros, devem:
– Buscar atendimento médico para atualizar seu plano de tratamento;
– Manter medicamentos e itens prescritos pelo profissional médico disponíveis para o caso de crises agudas;
– Buscar atendimento médico na ocorrência de sintomas de crises;
– Avaliar a necessidade e segurança de sair temporariamente da área impactada pela sazonalidade das queimadas.
Casais interessados poderão se inscrever até quinta-feira (29)
Quer participar do Casamento Comunitário? Aproveite: a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) prorrogou o prazo de inscrições para a segunda edição deste ano até quinta-feira (29). A data prevista para a cerimônia é 6 de outubro, e os casais serão selecionados por ordem cronológica de inscrição.
É mais uma chance para quem quer oficializar a união por meio do programa especial do GDF | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus
A lista dos 50 primeiros noivos contemplados será divulgada no dia 30 deste mês, e a dos demais 50 candidatos selecionados sai em 6 de setembro. As informações referentes ao período de prorrogação constam no Edital nº 6, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (26).
“O programa oportuniza um momento inesquecível e emocionante para os casais, independentemente da condição financeira, e com despesas cartoriais, além de outros custos que envolvem o enlace matrimonial”, explica a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
Um dia de celebração
Para participar é necessário preencher alguns requisitos, como residir no DF, ser hipossuficiente, apresentar toda a documentação prevista no edital, ter idade mínima de 18 anos e não ter impedimento legal para casar-se, nos termos do artigo 1.521 do Código Civil.
Os documentos e declarações devem ser entregues das 9h às 16h30, até quinta-feira desta semana, em um dos seguintes locais:
⇒ Praça dos Direitos da Ceilândia (QNN 13, Ceilândia Norte);
⇒ Na Hora | Unidade Rodoviária (Rodoviária do Plano Piloto, plataforma inferior);
⇒ Praça dos Direitos do Itapoã (Quadra 203, Del Lago II);
⇒ Estação Cidadania do Recanto das Emas (Quadra 113, Lote 9).
Entrega da Viação Piracicabana vai atender passageiros de Sobradinho, Planaltina, Varjão, Lago Norte, Cruzeiro e Plano Piloto; até o final do ano, toda a frota do DF deve ser renovada
O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para melhorar cada vez mais a mobilidade urbana. Nesta segunda-feira (26), mais 25 novos ônibus da Viação Piracicabana foram entregues para atender os passageiros de Sobradinho, Planaltina, Varjão, Lago Norte, Cruzeiro, Plano Piloto e Sobradinho. Com os 40 veículos entregues em julho e mais 60 que chegarão em breve, serão 125 novos ônibus a beneficiar quem utiliza o transporte público nessas regiões.
Os novos ônibus possuem tecnologia Euro 6, que regula emissões de poluentes com a redução significativa de emissão de gases nocivos ao meio ambiente. No quesito segurança, contam com controle de estabilidade e sistema de torque que impede aceleração inadequada | Fotos: George Gianni/VGDF
A vice-governadora Celina Leão ressalta que a entrega desses ônibus faz parte do transporte público em todo o DF, que envolve também uma série de obras, como a terceira faixa da BR-020, em Planaltina, por onde circulam cerca de 80 mil veículos diariamente. A modernização da frota, avalia, também leva em consideração o cuidado do GDF com o meio ambiente.
De acordo com a vice-governadora Celina Leão, a entrega desses ônibus faz parte de um conjunto que envolve também uma série de obras, como a terceira faixa da BR-020, em Planaltina
“Desde o primeiro dia de gestão, nosso governador Ibaneis Rocha está investindo na infraestrutura do DF para garantir a mobilidade na nossa cidade, uma questão prioritária para a nossa gestão. E com os novos ônibus, teremos a frota mais sustentável do país, com tecnologia que reduz drasticamente a emissão de poluentes. Tudo isso sem aumentar tarifa”, destaca.
O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, explica que os ônibus vão permitir ampliar a oferta de horários e linhas, principalmente nas regiões que mais precisam desse reforço – como o bairro Nova Colina -, assim como ajustes de linhas e horários em Sobradinho II.
“Até o final do ano, contando com as demais regiões, serão mais de 400 ônibus entregues. E a nossa frota se consolida como a menos poluente e a mais nova do Brasil. A média de idade será de menos de três anos e meio, muito nova e moderna”, afirma.
Os 25 ônibus entregues em Sobradinho têm capacidade para 80 passageiros, sendo 38 sentados e 42 em pé
A dona de casa Sabrina Ribeiro, moradora da Fercal, de 21 anos, mãe de três filhos de 6, 4 e 1 ano, conta que sempre usa o transporte público. Ela acredita que o reforço na frota ajudará muito. “Vai ajudar bastante, principalmente, para mim que preciso ir para a casa da minha avó com as crianças. Vai ser muito bom”, afirma.
Até o final do ano, com a expectativa de entregar mais de 400 ônibus em todo o DF, estará garantida a renovação de toda a frota de 3 mil ônibus que circulam na capital. Cerca de 2,7 mil ônibus já foram substituídos. Tudo isso sem aumentar as passagens e com uma frota média de apenas três anos e meio.
Os 25 ônibus entregues em Sobradinho têm capacidade para 80 passageiros, sendo 38 sentados e 42 em pé. Eles possuem tecnologia Euro 6, que regula emissões de poluentes com a redução significativa de emissão de gases nocivos ao meio ambiente. No quesito segurança, contam com controle de estabilidade e sistema de torque que impede aceleração inadequada.
Na última semana, também foram recebidos 90 novos ônibus que vão circular no sistema do BRT do Gama e de Santa Maria, quando foi anunciada também a compra internacional de 18 vagões do Metrô-DF para substituir os antigos do modelo Série 1.000.
Segundo Corpo de Bombeiros, alerta laranja permite a continuidade das atividades; Secretaria de Educação segue monitorando a umidade do ar e ressalta que mantém como foco a segurança de todos
A Secretaria de Educação (SEEDF) manterá as aulas nas escolas públicas durante esses dias em que o ar de Brasília aparece com vestígios de fumaça. A decisão foi tomada após conversa entre a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o subsecretário do Sistema de Defesa Civil, Evandro Tomaz de Aquino, e o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), coronel Sandro Santos da Silva – segundo o qual o nível de alerta está na cor laranja, permitindo a continuidade das atividades escolares.
A secretária lembra que a medida se baseia em dados técnicos e no acompanhamento contínuo da situação ambiental: “Nosso objetivo é garantir que as escolas funcionem de maneira segura. Estamos atentos e preparados para agir rapidamente se a situação se agravar. A recomendação é que as atividades continuem normalmente, mas com monitoramento constante. Se o alerta passar a ser vermelho, suspenderemos as aulas de imediato e comunicaremos à população do Distrito Federal”.
A preocupação com a fumaça das queimadas não é exclusiva do Distrito Federal. Diversos estados brasileiros estão enfrentando problemas semelhantes, e em todos eles as aulas também estão mantidas. A decisão de seguir com as atividades presenciais é baseada em análises locais das condições atmosféricas, sempre priorizando a saúde dos alunos.
Em situações extremas, as escolas têm autonomia para adaptar suas rotinas. “Cada escola tem suas especificidades, e os gestores têm liberdade para tomar decisões pontuais, sempre em diálogo com a Secretaria de Educação”, ressalta Hélvia Paranaguá.
Acompanhamento constante
A SEEDF, informa a titular da pasta, segue monitorando a situação e permanece em comunicação constante com as escolas e autoridades competentes. A comunidade escolar será informada imediatamente sobre qualquer alteração nas condições que exija mudanças no funcionamento das unidades. Enquanto isso, o foco continua sendo a segurança e o bem-estar de alunos e profissionais.
Veja, abaixo, as principais recomendações da secretaria para as escolas durante este período.
⇒ Manter os bebedouros em boas condições de funcionamento, com atenção à higiene e à qualidade da água oferecida
⇒ Orientar os estudantes a trazerem sua garrafinha de água para a escola e a não compartilhá-la com colegas, evitando assim a propagação de gripes e resfriados
⇒ Incentivar o consumo regular de água pelos alunos durante o período escolar
⇒ Evitar a realização de atividades físicas ao ar livre entre as 10h e as 16h
⇒ Assegurar que as salas de aula estejam sempre bem-ventiladas
⇒ Reforçar as medidas de higiene em todos os ambientes escolares, incluindo pátios, sanitários e salas de aula.
A partir desta edição, fundo oferece reserva de vagas para cotistas
As inscrições de candidatos interessados em participar do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2024 terminam às 23 horas e 59 minutos desta nesta terça-feira (27), observado o horário oficial de Brasília. O programa federal concede financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas.
Para a segunda edição, o Ministério da Educação (MEC) oferece 70 mil vagas. Ao todo, são mais de 112 mil para todo o ano.
Passo a passo
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no Portal Único de Acesso ao ensino Superior, na parte do Fies Seleção, com login pela conta do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.Br, com o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha. O primeiro passo é preencher os campos com os dados pessoais.
A novidade, a partir desta edição, é que o Fies oferece reserva de vagas para cotistas para beneficiar candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, além de pessoas com deficiência (PCD). Pela primeira vez, os estudantes com esses perfis devem fazer a autodeclaração do seu perfil étnico-racial e optar por concorrer para as vagas reservadas, ao preencher a sua escolaridade e declarar que está ciente dos dados fornecidos.
Após essa etapa, o candidato deverá selecionar até três opções de curso, indicando a ordem de preferência. No momento da seleção, o candidato deve preencher o estado, município e curso pretendidos para cada uma das opções de curso. Nesse momento, o estudante terá informações sobre mensalidades para o Fies do curso escolhido.
O candidato será avisado, caso o valor por semestre do curso escolhido ultrapasse o máximo do financiamento permitido pelo programa, de R$ 60 mil para medicina e R$ 42.983,70 para os demais cursos. Se o estudante confirmar a escolha, estará ciente de que o valor excedente desse limite é de sua responsabilidade.
Por fim, os interessados devem preencher seus dados financeiros e os da sua família. Uma das condições que o candidato deve cumprir é ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos (R$ 4.236).
Além da renda familiar, para participar da seleção o estudante deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com nota válida até a abertura das inscrições; ter obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos; e não ter tirado nota zero na prova de redação.
Porém, o candidato não pode ter participado do Enem na condição de treineiro, que é aquele que faz o exame para uma autoavaliação.
De acordo com o edital referente ao segundo semestre de 2024, não poderão participar da seleção do programa aqueles candidatos que não tiverem quitado um financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educativo; ou aqueles estudantes contemplados por outro financiamento em outro curso de graduação.
Cronograma
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 9 de setembro. Os pré-selecionados deverão complementar a inscrição entre os dias 10 a 12 de setembro.
Se ainda houver vagas não ocupadas, o MEC poderá realizar novas convocações por meio da lista de espera para preenchimento de vagas, entre 16 de setembro e 29 de outubro.
E nesse caso, de acordo com o calendário desta nova edição, a complementação da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera deverá ser feita em até 3 dias úteis após a data da convocação, na página do Fies.
Fies Social
Assim como no último semestre, o Fies Social vai reservar 50% das vagas para os candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 706), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.
O cadastro deve ter sido atualizado dentro do prazo exigido no edital. Para essas pessoas, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.
O Fies Social, instituído pela Resolução nº 58/2024, tem o objetivo de atender às necessidades de estudantes de baixa renda.
Medida é válida para esta segunda-feira (26) e pode ser estendida, caso a condição climática se mantenha
Em decorrência das condições climáticas que estão afetando o Distrito Federal, as aulas nos 12 centros olímpicos e paralímpicos (COPs) do DF, nesta segunda-feira (26), serão suspensas. Caso a condição climática persista, a medida poderá ser estendida para os próximos dias.
A decisão foi tomada considerando a fumaça proveniente das queimadas de outros estados que têm afetado o Distrito Federal. As condições de umidade estão muito baixas, combinadas com temperaturas elevadas, aumentando os riscos à saúde. A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) optou por cancelar as aulas, priorizando a segurança e o bem-estar de todos.
“Fomos surpreendidos por essa onda de fumaça proveniente das queimadas em outros estados e o período de seca aqui no DF acabou interferindo na qualidade do ar. Nossos alunos não serão prejudicados, mas precisamos ser conscientes e priorizar a segurança e o bem-estar de todos que frequentam os nossos COPs”, afirma o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.
Conheça a história da paratleta do tênis de mesa, que já cobriu cinco paralimpíadas como jornalista e nutria o desejo de disputar a competição desde os Jogos de Atenas, em 2004
Resiliência, persistência, dedicação, estratégia e muita determinação. Essas foram as palavras escolhidas por Carla Maia, 43 anos, para descrever a própria história. Jornalista, ela participou — presencialmente ou a distância — da cobertura de cinco paralimpíadas. Agora, está se preparando para ir à primeira como atleta. Será a concretização de um sonho que nasceu 20 anos antes, exatamente no berço dos Jogos Olímpicos.
A brasiliense conta que sempre gostou de esportes. Durante a infância, praticava ginástica artística, atletismo e dança. Aos 17 anos, teve um sangramento espontâneo na medula, que atingiu a coluna cervical e a deixou tetraplégica. Durante a reabilitação, no Hospital Sarah Kubitschek, conheceu Iranildo Espíndola — que viria a ser medalhista paralímpico no tênis de mesa. E sua história começou a mudar.
“Conheci o ‘beabá’ do esporte e vi que dava para amarrar a mão, para segurar a raquete, que eu nem imaginava que era possível”, lembra. “Eu reaprendi a nadar, mas me afoguei várias vezes, não gostava. E, com a minha limitação, que é muito severa, eu não me via conseguindo fazer nada. Não conseguia fazer basquete ou outro esporte que precisasse mais de físico, e aí eu descobri o tênis de mesa.”
O início
Anos depois, ela precisou fazer uma entrevista para o projeto de conclusão do curso de publicidade. Nem precisou pensar muito para escolher Iranildo. “Fui entrevistá-lo e, quando cheguei lá, joguei uma partidinha com ele e o técnico Zé Ricardo viu a gente jogando, ficou louco e falou: ‘você tem que começar a jogar tênis de mesa. Você tem uma tetraplegia, então você já seria a melhor do Brasil hoje. Eu poderia até te inscrever no primeiro Parapan-Americano [da modalidade], que vai ser aqui em Brasília’”, recorda.
“Começou meu sonho, ali, em 2004, de ser atleta de alto rendimento e de representar o meu país um dia numa Paralimpíada, o que eu estou realizando neste ano”
A resposta foi em tom de desafio: “Até faria, mas estou sem tempo nenhum, desculpa. Mas, se você me inscrever nesse campeonato, eu venho treinar”. O treinador aceitou, e, em pouco tempo, lá estava Carla competindo. “Fui a zebra, comecei a ganhar e, quando eu vi, estava na final contra uma mexicana e eu estava com um saldo de sets acima do dela, então poderia perder por um set de diferença que eu iria ganhar o ouro e ir para as Paralimpíadas de Atenas [em 2004] como atleta”, relata.
A vaga não veio e virou obsessão, descreve ela: “Aquilo me deu um ódio no coração, mas ao mesmo tempo um amor, porque aí surgiu um amor pelo tênis de mesa, e o ódio, na verdade, virou uma vontade, um desejo, um sonho, um propósito de ir para uma Paralimpíada competir. E começou meu sonho, ali, em 2004, de ser atleta de alto rendimento e de representar o meu país um dia numa Paralimpíada, o que eu estou realizando neste ano”.
Trabalho
“Antigamente, essas pessoas ficavam em casa, não se cuidavam, ficavam doentes… e o esporte paralímpico transformou isso”
O desejo de ir a Atenas (Grécia) era tamanho que Carla afirma que viajaria nem que fosse como espectadora. Mas foi além e conseguiu cobrir os Jogos como jornalista – atuação que repetiu em Londres (Inglaterra) e no Rio de Janeiro presencialmente, e em Pequim (China) e Tóquio (Japão), como comentarista no Brasil. Não foi o bastante, porém, para dar o sonho como realizado. Por isso, Carla seguiu treinando e competindo.
Só que, apesar de conseguir bons resultados, ainda faltava um quê de justiça. Os paratletas do tênis de mesa são classificados de 1 a 10, a depender do grau de mobilidade. Ela seria classe 1 — de menor mobilidade —, mas vinha disputando na classe 2. “Cada vez mais eu percebia que as atletas estavam com uma mobilidade muito diferente da minha”, relembra. “As próprias atletas da minha categoria falavam: ‘você não é 2, você é um 1, pede reclassificação’. Em 2023, eu resolvi pedir a reclassificação, fui para a Polônia, fui reclassificada, eles perceberam que eu era mesmo da categoria 1 e, a partir dali, as coisas foram fluindo mais naturalmente”.
“Não desistam dos seus sonhos. Sejam resilientes, mas não teimosos. A resiliência funciona com estratégia”
Fluíram até uma competição na Tailândia, na qual Carla conquistou a vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris. As duas viagens — para Polônia e Tailândia — só foram possíveis pelo financiamento do programa Compete Brasília, do Governo do Distrito Federal (GDF). “Eu acho que o esporte paralímpico é a coisa mais inteligente que inventaram para a questão da reabilitação”, valoriza ela.
“Antigamente, essas pessoas ficavam em casa, não se cuidavam, ficavam doentes… e o esporte paralímpico transformou isso”, prossegue a atleta. “As pessoas se cuidam, cuidam da saúde, viram atletas, produzem, viajam, movimentam a economia e isso é muito importante. Eu acredito que o investimento do governo no esporte, principalmente no paralímpico, não é só no esporte, mas na sociedade como um todo.”
Inspiração
Pronta para viajar a Paris, com a serenidade de quem alcançou um sonho, Carla sabe que vai servir de exemplo para outras pessoas: “Eu acredito muito no poder da inspiração. Assim como fui inspirada por um atleta, o Iranildo Espíndola, eu fico muito feliz de saber que eu toco as pessoas e que elas têm uma vida melhor porque, de alguma forma, eu passei algo bom para elas. E isso é muito legal”.
Para essas pessoas, ela deixa um conselho: “Não desistam dos seus sonhos. Sejam resilientes, mas não teimosos. A resiliência funciona com estratégia. Realmente, eu não desisti do meu sonho, lutei muito por ele, mas eu mudei a minha estratégia, mudei de categoria, mudei a forma que eu estava treinando para conquistar essa vaga. Eu acredito que as pessoas possam ir atrás do seu potencial, dos seus sonhos, com resiliência, com estratégia e não com teimosia. Se dediquem, se esforcem, acreditem nos seus sonhos e tenham metas audaciosas. Porque, por mais que você não conquiste essa meta, no caminho vão surgindo oportunidades. e cada oportunidade é uma conquista”.
E o que vem depois de alcançar um sonho de 20 anos? “Eu vou viver esse sonho, quem sabe dele não vão surgir outros?”, aponta. “Acho que a gente nunca pode parar de sonhar, porque quem não tem sonho não tem vida. Vamos viver essa experiência o máximo possível, e quem sabe ali não surge um novo propósito na minha vida? São cenas dos próximos capítulos”.
A corrida, promovida pela escola Maple Bear, é aberta para o público de todas as idades
A Terry Fox Run, uma das maiores corridas de solidariedade do mundo, terá sua edição em Brasília no dia 21 de setembro. Inspirado na história de superação do ativista canadense Terry Fox, o evento tem como principal objetivo arrecadar fundos para pesquisas sobre o câncer. A corrida, promovida pela escola Maple Bear, é aberta para o público de todas as idades.
A corrida é inspirada na história do atleta e ativista, Terry Fox, que em 1980, após perder uma perna devido a um câncer ósseo, decidiu atravessar o Canadá em uma jornada conhecida como “Maratona da Esperança”. Mesmo com problemas de saúde, o atleta percorreu mais de 5 mil quilômetros em 143 dias, com o propósito de conscientizar a população e arrecadar recursos para a luta contra o câncer. Sua trajetória incentivou milhões de pessoas e deu origem a uma série de corridas anuais em sua homenagem, realizadas em diversos países.
O evento em Brasília seguirá o formato tradicional da corrida, que é acessível a todos. Não tem caráter competitivo e os participantes podem escolher entre correr, caminhar, andar de patins ou skate. O importante é participar e contribuir para a causa. Além disso, a escola doará todo o lucro para o Hospital do Amor de Barretos, para a pesquisa contra o câncer.
A diretora da unidade da Maple Bear do Sudoeste, Natália Silva, destaca a importância do ensino bilíngue. “Algumas pessoas acham que ser bilíngue se restringe a falar dois idiomas. Mas é muito mais do que isso. O cérebro bilíngue tem maior plasticidade, ou seja, maior flexibilidade cognitiva. Além disso, uma criança bilíngue amplia consideravelmente seu repertório cultural, tornando-se mais aberta à diversidade e consciente culturalmente”, conclui.
Apresentação, na segunda-feira (26), às 19h30, incluirá repertório com canções tocadas ao violino, violoncelo e piano
O projeto BNB Musical chega à sexta edição nesta segunda-feira (26), trazendo um pocket show do Trio Ipê, a partir das 19h30, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). Juliana Verde ao violino, Leila Ollaik ao violoncelo e Lucas Nascimento ao piano estrelam o evento gratuito que apresentará música erudita.
O repertório abrangerá o período clássico, com Mozart, o romantismo de Beethoven e trechos do pianista, maestro e arranjador mineiro Edmundo Villani-Côrtes, atualmente com 93 anos.
Juliana, bacharel e mestre no violino, professora e produtora independente, ressalta: “Tocar música de câmara é mais intimista, possibilita realçar a beleza da união do violino, violoncelo e piano. Essa apresentação será muito especial para mim, pois pela primeira vez vou tocar na BNB, lugar onde habita o conhecimento e que abre as portas para o universo da música”.
Leila divide seu tempo entre o cello e uma carreira de 30 anos como funcionária pública federal. É bacharel em economia, mestre em ciência política e políticas públicas e doutora em administração pública. No lado B, está cursando bacharelado em música na UnB, com conclusão prevista para 2025. “Nunca me apresentei no auditório da BNB, mas já visitei. Minha expectativa é de casa cheia”, afirma.
O terceiro componente, Lucas, é formado em piano erudito na Escola de Música de Brasília, onde atualmente atua como professor substituto, e tem licenciatura em música e bacharelado em piano na Universidade de Brasília (UnB). Será a primeira vez dele no auditório da BNB. “É mais um espaço para nós, músicos, nos apresentarmos aqui na capital”, valoriza ele.
Lucas explica que a formação do Ipê segue a tradição do trio para piano, em que os três instrumentos dialogam em combinações de solos das cordas friccionadas com o acompanhamento harmônico do piano e a capacidade desse instrumento de dar o ritmo. Ele também lembra que essa formação de câmara possui um vasto repertório, como o de Beethoven, que compôs extensivamente para o trio de piano. Na peça brasileira, isso será evidente no baião, gênero no qual o piano também desempenha um papel percussivo.
“Estamos muito felizes que o projeto esteja trazendo a diversidade de estilos musicais nesses pocket shows gratuitos, que estão virando uma tradição no espaço cultural belíssimo que é a Biblioteca Nacional de Brasília”
Newton Lima, compositor
Para o servidor da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e compositor Newton Lima, a diversidade é destaque no evento: “Estamos muito felizes que o projeto esteja trazendo a diversidade de estilos musicais nesses pocket shows gratuitos, que estão virando uma tradição no espaço cultural belíssimo que é a Biblioteca Nacional de Brasília. Estamos apresentando mensalmente música de qualidade produzida no Distrito Federa”.
Bibliotecário e um dos curadores do projeto, Rodrigo Mendes, também ex-aluno do curso de violão da Escola de Música de Brasília, destaca o BNB Musical como espaço de experimentação no cenário musical local. “Estamos com média de 45 espectadores por apresentação, sempre contando com a presença de músicos de gabarito da cidade. Uma das ideias do projeto, além da diversidade, é que seja também espaço para experimentação e inovação, trazendo artistas de estilos e formações distintas. O BNB Musical ainda guarda muitas surpresas”, aponta.
BNB Musical apresenta Trio Ipê
⇒ Data: segunda-feira (26)
⇒ Horário: 19h30
⇒ Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (2º andar)
⇒ Entrada franca.