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Banco de Brasília criará subsidiária para viabilização de jogos lotéricos

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Projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal e segue para a sanção do governador Ibaneis Rocha

O BRB se prepara para dar novos passos em direção à criação da Loteria do DF. Aprovado em dois turnos na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Projeto de Lei nº 1.081/2024 segue para sanção do Governador Ibaneis Rocha e vai permitir que seja criada a BRB Loterias, subsidiária com o propósito de viabilizar a exploração de jogos lotéricos no DF.

As loterias vão trazer inúmeros benefícios ao DF. A arrecadação de impostos com a exploração de jogos vai permitir que o GDF destine mais de R$ 2 bilhões para causas sociais definidas em lei, como financiamento de educação e esporte em um prazo de 10 anos.

Sobre a permissão de criar uma subsidiária concedida ao BRB, o presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, explica que o banco tem um conjunto de características essenciais para sucesso no mercado de jogos. “Temos capilaridade, controles de prevenção à lavagem de dinheiro, controles internos e tecnologia para oferecer segurança e credibilidade às loterias do DF. E com a execução desse projeto, reforçamos mais uma vez nosso papel de banco público, fomentando a economia da capital e gerando emprego e renda”, afirma Paulo Henrique Costa.

Após sanção, o BRB divulgará os detalhes sobre o novo processo competitivo em busca de parceria estratégica para exploração e atuação na loteria do Distrito Federal.

Bombeiros do DF que atuaram em missão no RS retornam a Brasília

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Equipe chegou na tarde desta terça-feira e foi recebida por militares da unidade e familiares. Após exames físicos e apoio psicológico, os profissionais terão descanso de dez dias enquanto nova equipe atua no Rio Grande do Sul

Após 15 dias de trabalho intenso, a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) empenhada na missão humanitária no Rio Grande do Sul retornou a Brasília na tarde desta terça-feira (21). Os militares foram recepcionados com emoção e orgulho pelos familiares, que os aguardavam no Grupamento de Busca e Salvamento do CBMDF, na Vila Planalto.

A equipe atuou em diversas frentes em prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em decorrência das catástrofes climáticas que assolaram o estado do Rio Grande do Sul, tanto nos locais que estavam alagados em São Leopoldo, quanto os que sofreram deslizamento em Bento Gonçalves. Ao longo da primeira fase da operação com os bombeiros e aos agentes da Defesa Civil do DF, 156 pessoas foram resgatadas – entre elas, 20 crianças –, além de 82 animais.

Tenente Paula Thyeme: “Nesses dias de operação, nos deparamos com cenários de destruição, pessoas que perderam tudo – e mesmo assim essas pessoas estavam lá apoiando a nossa equipe, dando marmita, café. Por mais que tenha tido muita perda, levamos esse sentimento de estima ao próximo”

“Foi um sentimento de muita honra, desde o momento em que estávamos nos deslocando para o Rio Grande do Sul. Passávamos por algum carro e o pessoal já se emocionava perguntando se estávamos indo para ajudar. Nesses dias de operação, nos deparamos com cenários de destruição, pessoas que perderam tudo – e mesmo assim essas pessoas estavam lá apoiando a nossa equipe, dando marmita, café. Por mais que tenha tido muita perda, levamos esse sentimento de estima ao próximo”, destacou a comandante da operação, tenente Paula Thyeme.

A militar reforça que a sociedade civil ainda pode ajudar com doações à região. Segundo o Comitê de Emergência Brasília pelo Sul, instituído pelo governador Ibaneis Rocha no dia 7 deste mês, os itens mais necessários no momento são água potável, alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e higiene, roupas e artigos de inverno. “Ficamos muito felizes vendo a campanha feita aqui pelo GDF de arrecadação que está chegando lá”, completou a bombeira.

A aposentada Arminda Martins, que foi receber o neto, capitão Eduardo Martins, tinha o sentimento dos demais familiares dos bombeiros: o coração na boca

Emoção no reencontro

Enquanto esperava o retorno do neto, o capitão Eduardo Martins, que integrou a missão, o sentimento da aposentada Arminda Martins, 80 anos, se igualava ao dos demais familiares dos bombeiros: o coração estava “na boca”. “Meu coração está que não se aguenta e eu sou chorona. Meu neto ajudou a salvar vidas humanas e de animais também. Estou doida para abraçar meu neto, sou muito orgulhosa dele.”

A aposentada Tácita Simone Martins, 57, acrescentou à fala da mãe sobre os dias de apreensão da família Martins: “Estou esperando muito ansiosa e com saudade. Foi um momento de preocupação também, dele estar lá no meio da água e se colocando à disposição das pessoas, mas essa é a missão deles mesmo. O mais importante é que ele voltou bem, com saúde e pôde ajudar fazendo a parte dele. Estou muito orgulhosa disso.”

O sargento Franklin Amorim pontuou o diferencial da missão da equipe do DF por ter ido até a localidade no auge da ocorrência, com os lugares ainda sem acesso para atuar com outras corporações

Depois de duas semanas longe da família, o capitão Eduardo Martins reencontrou a mãe e a avó emocionadas. Ele descreveu o sentimento como de mais uma missão cumprida: “É muito bom retornar para casa. Para mim foi muito importante porque, desde que entrei na corporação, sempre me preparei para um dia estar pronto para atender. Faz parte da minha meta de carreira. Acho que todas as pessoas que estavam lá eram as pessoas certas, no momento certo, para podermos fazer a diferença na sociedade e ajudar ao povo do Rio Grande do Sul.”

Entre os bombeiros que desembarcaram estava também o sargento Franklin Amorim, que pontuou o diferencial da missão da equipe do DF por ter ido até a localidade no auge da ocorrência, com os lugares ainda sem acesso para atuar com outras corporações. “Cada vez que você vai a uma missão como essa, você traz um grande legado, inclusive, para passar aos novos bombeiros. Além de ajudarmos outro estado e salvar vidas, trazemos a experiência que é muito importante para a nossa sociedade e para a nossa corporação como um todo.”

De acordo com o comandante-geral do CBMDF, coronel Sandro Gomes Santos da Silva, a equipe recém-chegada em Brasília passará por exames físicos e terá apoio psicológico, sendo liberada, em seguida, para dez dias de descanso

A filha do sargento, Natalyn Amorim, 27, não conseguiu conter as lágrimas, com a chegada do pai. “A família toda ficou muito orgulhosa dele. Ficamos a todo tempo mantendo contato, tentando saber notícias. Não sei nem explicar qual é o meu sentimento de agora, mas é de muito orgulho mesmo. Fico feliz que ele foi fazer o que ama, porque é um bombeiro muito apaixonado pelo que faz.”

Equipe renovada

Os militares já foram substituídos por uma nova equipe enviada na última sexta-feira (17) e já presente na região assolada. Foram 14 bombeiros e um cão de busca, o pastor-alemão Sheik, do Batalhão de Operações com Cães, disponibilizados para a ajudar a população sulista, além de um médico e uma enfermeira para auxiliar na autonomia dos resgates feitos pelos guarda-vidas.

De acordo com o comandante-geral do CBMDF, coronel Sandro Gomes Santos da Silva, a equipe recém-chegada em Brasília passará por exames físicos e terá apoio psicológico, sendo liberada, em seguida, para dez dias de descanso.

“Todos que foram ao Rio Grande do Sul foram voluntários para atuar. Eles acordavam todos os dias às 5h ou dormiam no meio da madrugada, na água fria, naquela situação que todo mundo está vendo. E nós estamos sempre prontos para poder ajudar naquilo que for necessário. Ninguém ganhou a mais para ir para lá, foi por comprometimento com a sociedade e com a vida humana. Eu só posso agradecer”, observou o comandante-geral.

Linguagem simples facilita a comunicação no Governo do DF

Decreto publicado nesta terça (21) busca a produção de documentos oficiais com uso de linguagem mais simples, direta e inclusiva

O Governo do Distrito Federal instituiu por meio do Decreto nº 45.823, de 20 de maio de 2024, a Política de Linguagem Simples e Direito Visual com o objetivo de promover uma comunicação simples, direta e inclusiva. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (21).

Na prática, a política busca a adoção de técnicas de escrita que simplifiquem a elaboração de documentos públicos, tornando-os mais acessíveis à população. Frases diretas, palavras simples, listas e marcadores devem ser usados como forma de facilitar o entendimento da mensagem.

A coordenação da Política de Linguagem Simples e Direito Visual é feita pela Secretaria de Economia (Seec), por meio da Coordenação de Gestão Documental, Informação e Conhecimento (Coged) da Secretaria Executiva de Administração e Logística.

“Precisamos repensar a forma de escrita no dia a dia, a fim de comunicar de maneira mais objetiva, clara e simples”, explica a coordenadora de Gestão Documental, Informação e Conhecimento, Eliane Silva de Oliveira. “Nesse momento, buscamos que o servidor se aproprie da sua escrita pensando sempre em quem vai ler”, completa.

De acordo com Eliane, a intenção é transmitir informações de maneira clara e objetiva, de modo que o leitor encontre o que procura, compreenda e use a informação, adequadamente. “Para isso, devem ser usadas palavras, estrutura e imagens que facilitem o acesso à informação”, completa a coordenadora.

“Precisamos repensar a forma de escrita no dia a dia, a fim de comunicar de maneira mais objetiva, clara e simples”

Eliane Silva de Oliveira, coordenadora de Gestão Documental, Informação e Conhecimento

Para o secretário executivo de Administração e Logística da Seec, Daniel Izaias, a adoção desta política trará grandes avanços. “Em tempos de comunicação rápida e fluida é fundamental que o Estado também adote mecanismos de linguagem simples. Esse instrumento é importante para adaptar a administração pública à nova realidade e democratizar a comunicação institucional”, avalia.

Segundo o decreto, a Política de Linguagem Simples deve ser aplicada a todos os órgãos e entidades do Governo do Distrito Federal, bem como serviços sociais autônomos e organizações sociais com contrato de gestão com o Distrito Federal.

O secretário executivo de Gestão Administrativa da Seec, Angelo Roncalli, acredita que a linguagem simples pode também tornar as atividades mais transparentes. “Vai melhorar o dia a dia dos próprios órgãos, evitando o retrabalho e interpretações erradas”.

Desafios da produção de cachaça serão debatidos durante festival

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Público poderá participar der oficinas e palestras sobre a produção da cachaça no país. O evento gratuito, acontece no estacionamento do Mané Garrincha, de 22 a 26 de maio

Fomentar a produção da cachaça por meio do conhecimento. Esse é um dos objetivos do Festival da Cachaça de Brasília, que acontece de 22 a 26 de maio, no estacionamento da Arena Mané Garrincha. Além de conhecer um pouco mais sobre a história da bebida, os visitantes poderão participar de palestras e workshops com especialistas do setor. O evento é gratuito e reunirá mais de 200 rótulos de diversas regiões do país.

Sócio do Alambique Remedin – detentor do título de melhor cachaça do país – João Chaves é um dos palestrantes do evento. Para o jovem empreendedor, o festival é uma oportunidade de apresentar o conceito da cachaça para o público brasiliense, destacando os atrativos e a legislação sobre a atividade.

“O potencial da cachaça do Distrito Federal é muito grande. O terroir de Brasília é diferenciado. O vinho eleito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o melhor do Brasil, é de Brasília. A melhor cachaça de alambique do Brasil, é de Brasília. O melhor café do Brasil, é de Brasília…”, explica. Segundo ele, o DF possui 936 estabelecimentos de cachaças cadastrados, com produção de 80 mil litros anuais.

A programação musical é outro ponto alto do Festival da Cachaça de Brasília, que reunirá clássicos da música regional, samba, sertanejo e chorinho. Gilberto e Gilmar, Karika, Leandro Kato, Renato Teixeira e Rick e Rangel estão entre os artistas que subirão ao palco.

O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Integração (IBI), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Ao todo, serão oferecidas 80 vagas por tema. Inscrições no local do evento.

Programação de palestras

22/5
14h: Reforma Tributária no mercado da Cachaça;
14h50: Consumo da cachaça em bares, restaurantes e hotéis;
15h40: Case: Loja de Bebidas de Pernambuco;
16h30: Divulgação do Programa Prospera;
17h20: Mesa redonda: Fomento do mercado da cachaça;

23/05
14h: Projetos de pesquisa do GEHORTI/UnB;
14h30: Boas práticas para produção de cachaça de qualidade;
15h40: Pontos críticos de controle no processo de destilação da Cachaça de alambique;
16h20: Cartas de cachaça;
17h40: Mesa redonda: Melhorias na performance no ciclo da produção da Cachaça;

24/05
14h: Cachaça Artesanal: Ferramentas e soluções para produtores;
14h50: Acesso ao mercado para exportação da Cachaça (Estados Unidos, Alemanha, França e Paraguai);
15h40: Registro e certificação de bebidas para exportação;
16h30: União do setor produtivo da Cachaça;
17h20: Mesa redonda: Valorização da Cachaça no mercado internacional;

25/05
14h: Os perigos que rondam o setor da cachaça;
15h10: Sanhaçu: alto teor de turismo e sustentabilidade;
16h20: Madeiras do cerrado no processo de envelhecimento de Cachaças;
15h30: Mesa redonda: Tecnologia e inovação na produção e comercialização da Cachaça;

26/05
13h: Blend: o que é, como é feito e como degustar;
13h40: Segredos da padronização e envelhecimento da Cachaça;
14h20: Como degustar Cachaça – vídeo gravado / acompanhado e assistido por João Chaves;
15h: Desafios e prazeres de empreender em casal;
15h40: Cachaça + Gastronomia = Sabores do Brasil;
16h20: Faturando até 100k por mês com cachaça. Segredo da propaganda;

Programação de Oficinas:

22/05 – Desafios do mercado da cachaça
23/05 – Como beber cachaça
24/05 – Blend Experience
25/05 – Coquetelaria com cachaça

Programação artística:

22/05
18h20 – Chorinho
21h – Gilberto e Gilmar
23/05
18h30 – Karika
21h – Rick e Rangel
24/05
18h30 – Chorinho
21h – Leandro Kato
25/05
17h – Karika
21h – Renato Teixeira
26/05
16h – Chorinho
19h – Heróis de botequim
*Programação sujeita a alteração

Serviço | Festival da Cachaça de Brasília
Data: 22 a 26 de maio
Horário: 12h30 às 23h
Local: Mané Mercado
Entrada gratuita
Classificação: 18 anos

Lu Alckmin e Luiza Brunet prestigiam novas costureiras qualificadas pelo projeto Luz no Horizonte

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O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido, também participou do encontro

O Projeto Luz no Horizonte, idealizado pela empresária e conselheira do Senac-DF, Bernardeth Martins, gestora do Grupo Cirandinha, realizou uma cerimônia de entrega de certificados de conclusão de cursos de corte e costura a 20 moradoras de Santa Maria. O evento, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (22), reuniu a segunda-dama do Brasil, Lu Alckmin, a madrinha da turma, modelo e ativista Luiza Brunet, e diversos parceiros envolvidos no projeto. O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido, também participou do encontro.

Segundo Bernardeth, esta é a segunda turma do Projeto Luz no Horizonte, que já contou com a participação de mulheres de Santa Maria até mesmo nos desfiles de moda do Brasília Trends Fashion Week. Ela explica que o curso foi pensado para dar autonomia às mulheres e estimular o empreendedorismo na comunidade.

Durante o evento, a CEO do Grupo Cirandinha agradeceu aos parceiros que ajudaram a tornar o sonho realidade, entre eles o Sistema Fecomércio-DF (Sesc-DF e Senac-DF), o IME.CRIA, a Malharia Ipanema, a Associação Nova Cidadania de Santa Maria, a Escola de Moda Fashion Campus e a Câmara de Vestuário e Moda do Codese-DF.

O presidente José Aparecido lembrou que o apoio ao Grupo Cirandinha sempre se reverte em bons resultados para a comunidade. “É muito importante capacitar essas mulheres para que elas possam gerar renda própria e até mesmo abrir o próprio negócio”, disse.

“Nosso objetivo principal é a inclusão social. Aqui, começamos com o futebol em 2003. Mas essas crianças cresceram e muitas mulheres não tiveram condições de se adequar à tecnologia atual. Então, o artesanato e a costura foram fortes instrumentos para que elas pudessem ser as provedoras da família”, afirmou Ivete Figueira, representante da Associação Nova Cidadania de Santa Maria, que indicou as participantes do projeto.

A modelo e ativista Luiza Brunet, como filha de costureira, ficou emocionada com o encontro. Ela destacou o empreendedorismo como forma de autonomia e empoderamento feminino, responsável por atuar, ainda que indiretamente, no combate às violências sofridas por mulheres. “É muito importante, agora, fazer um curso de gestão de negócios com essas mulheres, porque o empreendedorismo feminino traz a independência financeira, e isso é uma forma de liberdade fundamental”, disse.

Já a segunda-dama contou sua história como idealizadora do projeto Padaria Artesanal, que começou em 2001 e foi responsável por qualificar mais de 100 mil pessoas em São Paulo. A iniciativa já conta com 33 unidades em Brasília, capacitando, inclusive, profissionais de outros estados. Lu Alckmin anunciou que, em breve, levará o projeto Padaria Artesanal, com a parceria do Sesc-DF e do Senac-DF, para capacitar moradores e moradoras de Santa Maria. “Com o apoio do Sistema S, vamos transformar vidas, gerar emprego e renda para dar mais autonomia a todas as famílias”, concluiu.

Pivot traz para Agrobrasília nova tecnologia de irrigação e lançamento da Case IH

Evento que evidencia potencial agrícola da região do Entorno do DF, terá apresentação de novidades como o sistema pivô corner e as colheitadeiras Axial-Flow Série 160 Automation, que vêm com sistemas de “aprendizado de máquina”

Com cerca de 600 expositores confirmados, a 15ª edição da Agrobrasília começa nesta terça-feira (21/05) e segue até o próximo sábado (25/05), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, levando ao público várias novidades tecnológicas voltadas para o agronegócio. Além da exposição de equipamentos e de modernas técnicas agrícolas, o evento traz também uma extensa programação de seminários e workshops, ministrados por especialistas nacionais e internacionais, bem como rodadas de negócios.

Entre os expositores que prometem apresentar novidades, há o Grupo Pivot, um dos líderes  nacionais na comercialização de maquinários agrícolas e sistemas de irrigação. A empresa goiana é uma das representantes no Brasil da americana Lindsay, detentora das marcas Zimmatic™ e FieldNET™, especializadas em soluções para irrigação. O grupo também integra o grupo de concessionárias oficiais da marca de tratores, colheitadeiras e outros maquinários agrícolas Case IH.

Uma das novidades que a Pivot promete levar ao público da Agrobrasília é a tecnologia de pivô corner, desenvolvido para proporcionar o máximo de aproveitamento das áreas, principalmente para irrigar lavouras que possuem terrenos com bordas irregulares. O Custom Corner 9500CC Zimmatic é um equipamento de irrigação de alta performance, criado para simplificar e potencializar as operações nas lavouras brasileiras.

A tecnologia transforma a área circular do pivô central em regiões assimétricas. Com expansão de até 90 metros no raio de cobertura, a solução amplia a operação em áreas de perímetro irregular, onde o pivô tradicional não alcançava anteriormente. “O equipamento, que tem funcionamento e gerenciamento integrados ao pivô central, proporciona um aumento médio de 25% de área produtiva irrigada nas fazendas, um ganho muito significativo. Isso ocorre porque temos o movimento de abrir e fechar na última torre do pivô, conseguindo adaptar-se às áreas desiguais, como exemplo, borda de matas, estradas e linhas de transmissão de energia”, disse Leandro Preuss, gerente de contas estratégicas na Lindsay América Latina, durante a apresentação da novidade na uma edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Pedro (SP), outro importante evento tecnológico voltado para o agronegócio brasileiro.

Nova colheitadeira

No campo de maquinários agrícolas, o Grupo Pivot irá apresentar durante a 15ª edição da Agrobrasília, uma nova série de colheitadeiras da Case IH, que vem com sistemas de “aprendizado de máquina”, capazes de fazerem mais de 1.000 regulagens para aperfeiçoar o trabalho da colheita enquanto a máquina está em operação.

As colheitadeiras Axial-Flow Série 160 Automation serão produzidas exclusivamente pela fábrica da Case IH que fica em Sorocaba, interior de São Paulo, tanto para o mercado interno, quanto para a exportação a todos os continentes. O lançamento da Case IH traz um sistema que funciona de forma semelhante aos câmbios automáticos dos carros. O operador escolhe uma entre quatro opções e um software faz as configurações necessárias para operar no modo desejado.

Os quatro modos de operação automática são um mais rápido, para situações em que a colheita precisa ser acelerada; outro mais lento que prioriza a qualidade dos grãos colhidos, evitando quebras; e dois modos intermediários. A nova tecnologia possibilita com que o maquinário faça 90% das operações sem que o operador precise intervir. As decisões do sistema são baseadas nas informações de 12 sensores, como câmeras que avaliam o fluxo de grãos. O modelo pode ser conectado à internet para acompanhamento remoto, mas o sistema de regulagem funciona mesmo sem conexão.

Potencial

A Agrobrasília já se consolidou com um dos mais importantes eventos tecnológicos do agronegócio no país. O evento nasceu da necessidade de apoiar o desenvolvimento das áreas agrícolas do Entorno do DF, região que tem um enorme potencial. Embora a área de plantio esteja entre as dez menores do País, na comparação com os estados brasileiros – com pouco mais de 178 mil hectares – o Distrito Federal registrou a terceira maior produtividade no Centro-Oeste nesta safra de 2022/2023, com 4,7 mil kg/ha, ficando à frente do Mato Grosso.

Soja, milho, sorgo, feijão e trigo são as principais culturas presentes na região, que totalizam, em média, uma colheita de 840 mil toneladas ao ano, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A tecnologia tem sido a grande aliada para o incremento da produtividade nas áreas agrícolas do DF, mesmo numa pequena extensão territorial. A região é, inclusive, uma das campeãs no uso de pivôs centrais, abrigando, por exemplo, a cidade de Cristalina, município brasileira com a terceira maior área irrigada do país, 65,6 mil hectares.

Deputados e governador tomarão posse em 6 de janeiro em 2027

Confira mudanças no Regimento Interno da CLDF. Resolução que modifica Regimento Interno da Câmara estabelece mudanças no funcionamento da Casa

A partir da próxima legislatura, que começará em 2027, a posse dos deputados distritais, do governador e de seu vice será realizada em 6 de janeiro, e não mais no dia 1º, como vem sendo feito até então. A mudança de data é uma das alterações trazidas pela Resolução nº 344 de 2024, publicada pela Mesa Diretora nesta terça-feira (21), que altera diversos dispositivos do Regimento Interno da CLDF. O novo dia de posse deve também deve ser acrescido à Lei Orgânica do Distrito Federal, com a aprovação da PELO 02/2023, prevista para ser apreciada em plenário hoje.

A norma traz um compilado de outras inovações regimentais, como a possibilidade de o presidente da Casa poder integrar comissão temporária de representação, além da permissão para que um mesmo distrital faça parte, como membro titular, de até duas comissões permanentes.

A resolução também oficializa a ampliação dos cargos da mesa diretora, que passam de 5 para 7 membros. Um dos novos cargos é o de segundo vice-presidente, que terá a responsabilidade de substituir o presidente da Casa nas suas ausências e impedimentos, quando o primeiro vice-presidente estiver impedido. O outro cargo criado é o de quarto secretário e as mudanças já passam a valer ano que vem, depois da eleição para composição da próxima mesa, que será feita em dezembro deste ano.

Outra alteração trazida pelo texto é o quórum para que se inicie ou seja mantida uma sessão legislativa. Antes, era exigida a presença de, no mínimo, um quarto dos parlamentares, ou seja, pelo menos 6 distritais. Com o novo texto, a presença de dois deputados já é suficiente para que uma sessão seja iniciada ou mantida.

Todas as alterações promovidas pela Resolução nº 344 podem ser acessadas por meio do link.

AgroBrasília chega à 15ª edição e espera mais de 175 mil visitantes

Maior feira de agronegócio do Planalto Central traz 600 expositores para o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci com expectativa de superar R$ 5 bilhões em negócios gerados

Teve início, nesta terça-feira (21), a 15ª edição da AgroBrasília. Maior feira de agronegócio do Planalto Central, o evento traz para o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, a temática “O agro do futuro a gente cultiva hoje”. A exposição segue até sábado (25), com a expectativa de receber mais de 175 mil visitantes ao longo dos cinco dias.

São diversas atrações do ramo do agronegócio, com entrada gratuita para o público | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“O produtor tem muito a ganhar vindo aqui”

José Guilherme Brenner, diretor-presidente da AgroBrasília

Para este ano, a programação registra quase 600 expositores disponíveis para visitação, com estandes espalhados pelo espaço da feira – um parque com área total de 70 hectares. Os estandes trazem inovações nas mais diferentes áreas da agropecuária, além de soluções técnicas e financeiras para os produtores rurais. Assim como nos anos anteriores, a entrada é franca.

São 50 expositores a mais do que no ano passado, quando a feira encerrou com um saldo de R$ 5 bilhões em negócios gerados. “É um sinal de confiança e de consideração dos produtores e das marcas com a feira”, avalia o diretor-presidente da AgroBrasília, José Guilherme Brenner. “Esperamos que este ano seja tão bom quanto no ano passado em termos de público, de negócios e de mais tecnologias. O produtor tem muito a ganhar vindo aqui”.

Agroindústria

Dos 70 hectares da feira, três são destinados à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater), com oito circuitos tecnológicos, duas plantas de agroindústrias e 90 técnicos envolvidos.

“Queremos mostrar como uma pequena tecnologia pode mudar a vida desse produtor”

Cleison Duval, presidente da Emater

O presidente da Emater, Cleison Duval, reforça que um dos objetivos da empresa na feira é estimular a agroindustrialização dos produtores rurais do DF. “Montamos duas agroindústrias em tamanho real, uma de mandioca descascada congelada e uma de ovos – as duas maiores demandas que temos hoje”, anuncia. “Trouxemos todos os equipamentos para cá a fim de mostrar para o produtor que ele pode obter uma renda maior e agregar valor ao seu produto, montando essas pequenas indústrias”.

A empresa também levará cerca de 4 mil produtores familiares para conhecer a Agrobrasília, oferecendo transporte e lanche gratuito. O intuito é apresentar o DF como um grande produtor de diversas espécies que podem ser desenvolvidas no Cerrado, como cacau, açaí, mirtilo, framboesa, amora, uva e diversas outras que já compõem até rotas de turismo do DF.

Na ocasião, os agricultores serão instruídos pelos técnicos da Emater e terão acesso a modernas tecnologias para otimizar as produções. Os circuitos da Emater, afirma o presidente da empresa, funcionam como uma espécie de vitrine ecológica. “São tecnologias voltadas para a área social”, aponta. “Queremos mostrar como uma pequena tecnologia pode mudar a vida desse produtor”.

Serviço

15ª edição da AgroBrasília

→ Desta terça (21) a sábado (25), das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci: BR-251, km 5 – PAD-DF/Paranoá. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

Solenidade na CLDF prestigia a Defensoria Pública do Distrito Federal

Durante a sessão solene proposta pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz, foram entregues moções de louvor aos homenageados, incluindo Celestino Chupel, defensor público-geral do DF

Nessa segunda (20), a Câmara Legislativa celebrou o Dia do Defensor Público, prestigiando os 11 anos de atividade da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). A iniciativa, presidida pelo deputado Wellington Luiz (MDB), homenageou os profissionais da instituição e levantou demandas para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Reinaldo Rossano Alves, presidente da Associação dos Defensores Públicos (ADEP) do DF, destacou a importância de valorizar o serviço extraordinário oferecido pelo órgão em mutirões aos fins de semana. Segundo o defensor público, é necessário remunerar esse trabalho como ocorre para juízes e promotores.

“Um juiz que faz audiência de custódia é remunerado. Um promotor de justiça participa de uma outra atividade que não está relacionada à área dele e também é remunerado”, afirmou Alves. “É preciso instituir esse serviço extraordinário na Defensoria Pública. Nada mais justo oferecer um serviço aos fins de semana, mas que a gente também receba algo em troca”, enfatizou.

Vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o desembargador Roberval Belinati reafirmou a reivindicação de compensação financeira para a categoria. “É muito justo que os defensores também recebam. Não estão recebendo ainda por falta de alguém responsável que não parou para pensar no problema da defensoria pública”, reforçou.

Reajuste salarial

Belinati também frisou a necessidade de reajuste salarial para 250 defensores públicos do DF que recebem menos em comparação a outros profissionais do sistema judiciário. “São 301 analistas da Defensoria que ganham em média 6,5 mil por mês enquanto um analista do Tribunal de Justiça, que faz praticamente o mesmo trabalho, ganha 13 mil. Essa reivindicação é muito justa”, ressaltou.

Presidente da Associação dos Analistas e dos Demais Servidores da DPDF, Maria Gabryella Rocha de Oliveira, salientou a necessidade de reduzir a rotatividade de profissionais que atuam no órgão, destacando a expressiva nomeação de 235 analistas que possibilitou quase 800 mil atendimentos em 2023. “É essencial valorizar, apoiar e reconhecer que sem o empenho e o esforço contínuo dos servidores da Defensoria, muitos dos avanços que comemoramos hoje não seriam possíveis”, enfatizou.

Ao fim do evento, foram entregues moções de louvor aos homenageados, incluindo Celestino Chupel, defensor público-geral do DF, e Márcio Wanderley de Azevedo, procurador e consultor jurídico do Governo do Distrito Federal (GDF), que também estiveram presentes na solenidade.

Atendimentos

DPDF abrange 35 núcleos de assistência jurídica que realizam, em média, mais de 4 mil atendimentos por dia de forma presencial e virtual em todo o DF. O órgão também conta com unidades itinerantes — vans e carretas — para assistência móvel na região, oferecendo exames de saúde e suporte jurídico que já atenderam mais de 14 mil pessoas. Recentemente, a instituição lançou o manual “Dicionário Antirracista”, para combater a discriminação racial.

DF tem segundo melhor índice de alfabetização do país, segundo IBGE

Entre as ações do GDF para atingir o bom índice estão o programa Alfaletrando, voltado para garantir a alfabetização de crianças até o 2º ano, e a Educação de Jovens e Adultos combatendo o analfabetismo

O Distrito Federal tem uma das melhores taxas de alfabetização do país. De acordo com o Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 97,2% da população da capital é alfabetizada, ficando atrás apenas de Santa Catarina, que alcançou a marca de 97,3% de alfabetizados. Isso se deve ao esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) em garantir ensino público de qualidade desde os primeiros anos escolares até o ensino de jovens e adultos.

Para a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), Iêdes Braga, as ações do GDF têm sido determinantes para alcançar esse índice, que corrobora com os dados divulgados este ano Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua que classificou o DF com a menor taxa de analfabetismo do país, um total de 1,7%. Entre elas, a gestora cita o Alfaletrando, lançado este ano para focar na alfabetização de crianças de até 7 anos e na continuidade do processo até o 2º ano do ensino fundamental, antes o desenvolvimento seguia até o 3º.

A subsecretária Iêdes Braga ressalta que “quando eu alfabetizo na idade certa, garanto uma trajetória dentro do fluxo regular” (Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília)

“O programa foi construído pelos próprios professores e reflete a realidade do DF. Também temos todo um trabalho articulado da rede voltado para uma gestão compartilhada, ações de formação e acompanhamento nas unidades escolares”, observa a subsecretária. “Quando eu alfabetizo na idade certa, garanto uma trajetória dentro do fluxo regular”, ressalta.

O programa tem uma abordagem pedagógica inovadora, com recursos e práticas educacionais modernas para estimular o interesse e a participação dos estudantes. A SEEDF também preparou material de apoio específico para alunos do 1º e 2º ano, para além do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Além disso, o programa tem o objetivo de recompor as aprendizagens das crianças dos 3º, 4º e 5º anos, por conta do impacto da pandemia da covid-19. O objetivo é ajudar ainda mais a elevar o índice de alfabetização no DF.

Segundos dados da SEEDF, este ano, estão matriculadas no 1º ano do ensino fundamental 28.219 estudantes e outros 27.816 estão no segundo ano.

Nunca é tarde para aprender

Em outra frente, a Secretaria de Educação do DF trabalha para incluir as pessoas que por diversos motivos não puderam estudar na idade certa com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa modalidade é dividida em três segmentos: o primeiro ano é voltado à alfabetização e os demais aos anos finais do ensino fundamental.

Com o objetivo de tornar o ensino mais atrativo para esse segmento, os professores são capacitados para trabalhar a alfabetização com didática focada nos adultos. “O que vemos em muitos programas que não usam o conceito de andragogia (ensino para adultos) e não consideram essa condição humana da fase adulta, é o abandono (escolar). A gente busca compreender o adulto nessa condição, com metodologia própria, o que faz eles se sentem acolhidos”, explica.

Para facilitar a vida de quem quer iniciar ou retomar os estudos, a matrícula no EJA pode ser realizada a qualquer tempo, diferentemente do ensino regular. “A gente dá oportunidade para esse cidadão que não se matriculou, mas que se viu motivado poder voltar a estudar a qualquer momento”, ressalta Iêdes. Somado a isso, a SEEDF faz a busca ativa com chamamento público para que as pessoas se matriculem.

Atualmente, são 3.470 estudantes matriculados no 1º segmento, outros 10.445 no 2º segmento e 11.816 estudantes no 3º segmento. O EJA está presente em 99 unidades nas 14 regionais de ensino para que moradores de todo o DF tenham oportunidade de estudar, além das escolas polo que oferecem aulas nos períodos noturno e diurno.