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ARTIGO: A CIRURGIA PLÁSTICA NAO É SOMENTE ESTÉTICA

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POR EDUARDO SUCUPIRA 

A cirurgia plástica faz parte da vida de todos os brasileiros. No prazo de um ano são realizadas por profissionais especializados, aproximadamente, 630 mil cirurgias plásticas no país. Destas, 73% são intervenções estéticas e 27% reparadoras.

Cirurgias são sempre desafiadoras, sejam elas reparadoras ou não. O mercado promissor em que se tornou a cirurgia plástica, principalmente com fins estéticos, não afasta dos médicos o dever ético de tratar a medicina como atividade essencial à vida humana. Para exercê-la, o profissional, além de ser consciente, competente e qualificado, deve zelar pelo bem maior, que é a vida e o bem-estar de seus pacientes.

A cirurgia plástica atua na reconstituição de tecidos perdidos em função de sequelas provocadas por acidentes, em áreas atingidas por retiradas de tumores, e em casos de queimaduras graves, entre outras. Para cada tipo de demanda, são oferecidas técnicas modernas e específicas, como enxertos de pele, retalhos cutâneos, musculares ou ósseos, microcirurgia para confecção de retalhos livres e reimplante de extremidades.

A cirurgia plástica não é somente estética ou exclusivamente reparadora, é uma só, indivisível. Repara a dor! Algumas merecem sem dúvida, destaque, como o caso da reparação da gigantomastia, uma cirurgia emblemática, pois remove a dor, o peso, a vergonha, a sensação de desprezo, a falta da estima. Restaura a condição da mulher.

Cirurgias plásticas são viabilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), diferentemente da cirurgia plástica com objetivos puramente estéticos. Essas intervenções têm como objetivo a correção de deformidades congênitas (ao nascimento) e/ou adquiridas (traumas, alterações do desenvolvimento, pós cirurgia oncológica, acidentes e outros), devidamente reconhecidas, ou ainda quando existe déficit funcional parcial ou total, cujo tratamento exige recursos técnicos de cirurgia plástica, sendo considerada tão necessária quanto qualquer outra intervenção cirúrgica.

Atualmente os principais procedimentos realizados pelo SUS são: reconstituição de lábio leporino; cirurgia de mudança de sexo; abdominoplastia (correção da flacidez e redução da pele após perda de peso); otoplastia (correção de orelhas de abano); gigantomastia (redução das mamas); ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens); fendaplaslatina (correção de pálpebras enrugadas nos olhos); reconstrução das mamas após retirada de câncer; deficiências ou deformidades no rosto; e queimaduras que levaram a deformações.

Eduardo Sucupira é cirurgião plástico, realizou a sua formação no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy(1997-1999). É Especialista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Membro internacional da American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS). Mestre e Doutor pelo Programa de Cirurgia Translacional da Escola Paulista de Medicina pela Universidade Federal de São Paulo.

Artigo: A importância do parcelamento tributário e a gestão do passivo tributário

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Por Sysley Sampaio 

O sistema tributário brasileiro é conhecido por sua complexidade e amplitude, o que muitas vezes coloca os contribuintes em situações desafiadoras ao lidar com suas obrigações fiscais. Diante desse cenário, o parcelamento tributário e a gestão do passivo tributário emergem como ferramentas essenciais para a manutenção da saúde financeira das empresas e a regularização de suas pendências com o fisco.

O Código Tributário Nacional (CTN), conjunto de normas que regulamentam as relações fiscais no país, estabelece diretrizes importantes relacionadas ao parcelamento e à gestão do passivo tributário.

O parcelamento tributário, regulado pelo CTN em seus artigos 151 a 155, constitui uma alternativa viável para os contribuintes que se encontram em débito com o fisco. O artigo 151, por exemplo, estabelece que a concessão de parcelamento é possível desde que o contribuinte manifeste seu interesse antes do início de qualquer medida de cobrança.

Essa disposição legal é fundamental, pois permite que as empresas evitem a adoção de medidas mais severas por parte da administração tributária, como a execução fiscal. Além disso, o parcelamento possibilita a regularização da situação fiscal de forma gradual, sem comprometer de forma drástica o fluxo de caixa e a continuidade das atividades empresariais.

Gestão do Passivo Tributário: Prevenção e Estratégia

A gestão do passivo tributário, por sua vez, engloba um conjunto de práticas e estratégias adotadas pelas empresas para monitorar, controlar e mitigar os riscos relacionados às suas obrigações fiscais. O CTN, em seus artigos 173 a 182, estabelece importantes diretrizes nesse sentido, destacando a necessidade de adoção de medidas preventivas e a correta interpretação da legislação tributária.

O artigo 173, por exemplo, destaca a importância da regularidade fiscal como requisito para a concessão de benefícios fiscais e participação em licitações públicas. Essa disposição evidencia a relevância da gestão do passivo tributário não apenas para a regularização da situação fiscal, mas também para a manutenção da competitividade e o acesso a oportunidades de negócio.

Diante do exposto, fica claro que o parcelamento tributário e a gestão do passivo tributário desempenham papéis fundamentais na manutenção da conformidade fiscal e na preservação da saúde financeira das empresas. A observância das disposições do CTN relacionadas a esses temas é essencial para garantir a regularidade fiscal, evitar sanções por parte do fisco e promover uma gestão tributária eficiente e estratégica.

Além disso, é importante destacar o recente Edital Podia 02/2024, que permite a transação tributária com descontos até agosto de 2024. Essa oportunidade de transação tributária oferece às empresas uma alternativa adicional para regularizar seus débitos com condições vantajosas, possibilitando a redução do passivo tributário e o restabelecimento de sua situação fiscal de forma ainda mais favorável.

Portanto, cabe às empresas desenvolverem políticas e práticas que contemplem tanto o cumprimento das obrigações fiscais quanto a adoção de medidas preventivas, estratégicas e oportunas, como a transação tributária, para a gestão do passivo tributário. Somente assim será possível garantir uma relação saudável com o fisco, minimizando riscos, maximizando oportunidades e promovendo o crescimento sustentável e o desenvolvimento empresarial.

Sysley Sampaio é advogado tributarista. Pós em Direito Público, Mestrando em Direito Tributário,MBA em Recuperação de Créditos Tributários, sócio da TexGroup e Membro da Aliança tributária

Segunda parcela do IPTU 2024 vence na próxima semana no DF

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Calendário de pagamentos vai de segunda (17) a sexta-feira (21), de acordo com o número final do imóvel

Tributo fundamental para custear serviços públicos de segurança, saúde e educação, o Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de 2024 chega à segunda parcela de pagamento. A data de vencimento é de acordo com o número final (dígito verificador) da inscrição do imóvel no Cadastro Imobiliário do Distrito Federal (CIDF) e começa a vencer entre segunda-feira (17) e sexta-feira (21).

As datas podem ser conferidas abaixo:

“É importante que o contribuinte pague em dia o IPTU, pois a arrecadação do tributo é utilizada para financiar serviços de segurança, saúde e educação para a população do Distrito Federal”, afirma o coordenador de tributos diretos da Secretaria de Economia do DF (Seec), Heber Niemeyer Botelho. “Os recursos arrecadados são aplicados em obras de infraestrutura e para a construção de escolas, unidades de saúde e atuação das forças de segurança.”

A estimativa da Seec para este ano é de que quase 1 milhão de proprietários efetuem o pagamento do imposto. No ano passado, R$ 1.162.084.939,49 arrecadados foram revertidos em obras de infraestrutura e recursos para a construção de escolas, unidades de saúde e atuação das forças de segurança. Para este ano, a arrecadação deve chegar a R$ 1.204.152.414,29.

A pessoa que não recebeu o boleto para pagamento pelos Correios deve emitir o documento via portal de serviços da Receita ou pelo aplicativo Economia DF.

Contribuintes que optaram pelo pagamento em parcela única já efetuaram o pagamento em maio. Para quem escolheu dividir o pagamento, o valor de cada parcela não pode ser inferior a R$ 20. Caso a soma do valor do IPTU e da TLP seja inferior a R$ 40, a quitação deverá ser feita em cota única.

Caesb alerta população para golpes pela internet

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Companhia chama a atenção para sites piratas que fazem cobranças ilegais da conta de água

Golpes contra clientes da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) estão sendo praticados na internet por sites piratas com endereços e páginas semelhantes ao portal oficial da empresa. Dois casos recentes foram relatados pela ouvidoria da companhia. Em ambos, os clientes buscavam pela internet a segunda via da conta de água quando foram direcionados para falsos sites.

Um dos clientes entrou no site pirata, recebeu a segunda via da conta de água e pagou R$ 132 cobrados no boleto gerado. No outro, o cliente percebeu o golpe: o endereço do portal não era o mesmo do divulgado pela Caesb. Relatou a tentativa de golpe à companhia. A empresa denunciou os sites piratas ao Google, que retirou do ar os falsos portais. A Caesb orientou as vítimas a fazerem um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

A Caesb está reforçando o alerta contra golpistas diante da prorrogação da campanha para clientes que queiram liquidar dívidas contraídas com a empresa. Pelo programa Caesb Negocia, a empresa concede desconto de 99% sobre o valor dos juros da conta de água ou da multa por impedimento de cobrança. É válido para dívidas contraídas até 15 de janeiro deste ano . O prazo de adesão termina no próximo dia 30.

A Caesb faz outro alerta: o site oficial da companhia é www.caesb.df.gov.br. Qualquer endereço diferente não deve ser acessado pelos clientes. Antes de realizar qualquer pagamento, o usuário deve conferir com atenção quem é o beneficiário. A Caesb esclarece que não utiliza assessorias de cobrança para intermediar suas relações com os clientes. Dessa forma, todos os pagamentos são feitos diretamente para a empresa.

Acordo de cooperação técnica vai acelerar execuções fiscais no DF

A expectativa é que sejam extintas 85 mil ações com o compromisso firmado entre GDF, CNJ, TJDFT, TCDF e PGDF para diminuir o número de processos em tramitação parados e gerar economia aos cofres públicos

O Governo do Distrito Federal (GDF) firmou um acordo de cooperação técnica para aprimorar a cobrança da dívida ativa e o fluxo de execuções fiscais no DF. O pacto envolve o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF). A medida deve resultar na extinção de cerca de 85 mil processos. Atualmente, o DF conta com mais de 200 mil ações pendentes em duas varas de execução.

A assinatura da parceria ocorreu, nesta terça-feira (11), durante a 7ª Sessão Ordinária de 2024 no Plenário do CNJ, com a presença do governador do DF, Ibaneis Rocha, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, da procuradora-geral do DF, Ludmila Galvão, do vice-presidente do TCDF, André Clemente, e do 1º vice-presidente do TJDFT, Roberval Belinati.

Ibaneis Rocha lembrou que a redução do número de processos das Varas de Execução Fiscal sempre foi uma discussão no âmbito jurídico e que o GDF tem atuado para solucionar a questão de forma a beneficiar os poderes e a população. As execuções fiscais são ações judiciais propostas pelo Poder Executivo para a cobrança de débitos inscritos em dívida ativa, como IPVA, IPTU, ISS e ICMS.

“São processos que se arrastam durante dezenas de anos e que dificilmente têm uma resolução do conflito na esfera judicial. Hoje, a gente consegue resolver os problemas de recebimento dos créditos fiscais na esfera administrativa muito mais do que na judicial, exatamente pelas dificuldades que são enfrentadas”, destacou o governador.

“Vai ser um alívio muito grande para a Procuradoria e para o Poder Judiciário, e vai ajudar também o contribuinte. Porque a grande maioria dos devedores dessas execuções que incorrem nas áreas de execução fiscal não têm a menor condição de pagar pelos débitos e eles ficam lá empacados na vida durante dezenas de anos”, complementou.

A assinatura da parceria ocorreu nesta terça-feira (11), durante a 7ª Sessão Ordinária de 2024 no Plenário do CNJ

O acordo tem como objetivo acelerar o fluxo das execuções, diminuir o número de processos em tramitação parados e gerar economia aos cofres públicos, por meio da atuação conjunta com planejamento, execução, monitoramento e controle de processos estratégicos. A iniciativa segue os princípios da Resolução do CNJ de 2024, que reúne medidas para o tratamento racional e eficiente na tramitação das execuções fiscais pendentes no Poder Judiciário. Ela já serviu como base para acordos com outros estados e municípios e já resultou na extinção de mais de 300 mil processos.

“O maior gargalo da Justiça brasileira está nas execuções fiscais e, portanto, é o que nós temos enfrentado. Esse acordo visa a automatização de procedimentos de processos judiciais, a redução da litigiosidade, a difusão de políticas públicas de regularização fiscal, o incremento da eficiência na cobrança administrativa de crédito e a recuperação de créditos inscritos em dívida ativa”, explicou o ministro Barroso, que preside o CNJ.

A procuradora-geral do Distrito Federal, Ludmila Galvão, reforçou a importância do pacto entre os poderes: “Com o acordo agora celebrado, espero que sejam extintas mais de 80 mil execuções fiscais. Com tudo isso, vamos ter uma observância do princípio constitucional do devido processo legal na duração razoável, de forma mais célere, efetiva e com segurança jurídica, bem como estaremos buscando soluções para a resolutividade dos conflitos e para a redução de litigiosidade”.

Outras ações

O GDF tem atuado apresentando soluções para o problema. Em maio de 2022, o governador Ibaneis Rocha sancionou a Lei Complementar nº 1.010, que autorizou a Procuradoria-Geral do Distrito Federal a desistir das execuções fiscais de até R$ 30.469,52 em tramitação no TJDFT e processá-las administrativamente. O dispositivo veio para diminuir custos judiciais e acelerar o pagamento de débitos. Desde a implantação foram mais de 113 mil execuções fiscais extintas no DF.

Desde 2019, a PGDF desenvolve o projeto de pesquisa Osiris para vencer os processos de execução fiscal dentro do órgão. O programa ー ainda em fase intermediária de execução – consiste na criação de minutas, por meio de inteligência artificial específica, para acelerar o fluxo de processos de execução fiscal no DF. A plataforma funciona identificando a fase do processo e gerando uma minuta de petição. A ideia é otimizar tempo para o processo de cobrança de tributos em atrasos para que haja retorno mais rápido de recursos ao erário.

Força-tarefa do GDF para transporte de órgãos ajuda a salvar mais uma vida

Coração trazido de Santa Helena (GO) para uma paciente com caso raro em Brasília se soma a outros 67 casos de sucesso na capital

Quando a missão é salvar vidas, todo esforço é válido e cada segundo conta. Ciente dessas premissas, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem cumprido com louvor uma importante tarefa: a de transportar órgãos para a realização de transplantes. Na sexta-feira (7), toda a agilidade e o zelo se repetiram para trazer de Santa Helena de Goiás (GO) um coração para uma paciente da rede pública de saúde em Brasília.

Esse foi o 12º coração transportado pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), somente em 2024, e o 68º desde 2015, ano em que parceria entre o Detran-DF e a Secretaria de Saúde do DF (SES) e outras corporações, como Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi firmada. Além dos corações, já foram transportados quatro fígados, um rim e seis córneas. Missão que é cumprida a bordo do helicóptero Sentinela.

 

Para que os pacientes receptores ganhem uma nova chance, toda a comunicação e o deslocamento devem acontecer de forma muito eficiente. E assim foi feito novamente. Logo que a Central Estadual de Transplantes (CET) da SES foi informada que havia um coração compatível com um paciente de Brasília, o Detran-DF foi acionado para realizar o transporte da Base Aérea de Brasília para o Hospital das Forças Armadas (HFA). Esse trajeto leva cerca de cinco minutos. Um breve momento que faz toda a diferença, uma vez que o tempo de isquemia do coração, ou seja, o tempo entre a retirada do órgão do doador e o transplante no receptor, é de no máximo quatro horas.

A integração dos órgãos do GDF é essencial para salvar vidas, segundo o chefe do ICTDF, Fernando Atik

O chefe do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), Fernando Atik, destaca que é fundamental o tempo entre a captação e o transplante ser o menor possível. “O uso das forças especiais do governo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran-DF, é absolutamente fundamental. E isso acontece de maneira muito regrada aqui no DF, funciona muito bem”, elogia o médico.

Ele detalha que o coração foi recebido por uma paciente com um tipo sanguíneo muito raro e deu novo norte para o tratamento do receptor. “A probabilidade de isso acontecer é mínima. A gente já estava planejando outro tipo de tratamento, como um coração artificial, por exemplo, porque o transplante era uma coisa que não aconteceria. É como se ela tivesse ganhado na loteria, porque apareceu a pessoa certa, no momento certo, em que ela estava precisando. Agora, ela vai ter uma outra vida, é uma história fantástica”, celebra o médico.

O chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi, diz que a tripulação se sente orgulhosa de atuar nesse tipo de missão

Poder proporcionar essas “novas vidas” é um trabalho que o Detran-DF tem orgulho em colaborar. “Toda a tripulação fica muito orgulhosa de executar esse tipo de serviço e salvar uma vida”, admite o chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi.

Segundo Dolghi, a aeronave é utilizada em diversas missões do Detran, entre elas a fiscalização e o apoio operacional nas blitze. Além disso, há uma parceria com o Samu, por meio da Secretaria de Saúde, desde 2015. “Por esse termo de cooperação, a gente deu prioridade para utilizar a aeronave do Detran devido às missões de cada força de segurança”, explica.

Segunda chance

Dentro da Secretaria de Saúde, a diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), Gabriella Christmann, afirma que “o trabalho é proporcionar uma segunda chance de vida”. Para isso, a Central é acionada sempre que há um órgão compatível com algum paciente da região, que, por sua vez, entra em contato com os órgãos necessários para realizar o transporte e o transplante.

“Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas”

Robério Melo, fundador da Associação Brasileira dos Transplantados

“É um trabalho que começa na sociedade, termina na sociedade e que depende da sociedade. Doar sem olhar a quem, com a certeza de que está salvando alguém. Sabemos que é um momento de dor para as famílias, mas a vida de outras pessoas pode começar”, afirma.

Normalmente, os doadores são pacientes que sofreram morte encefálica em unidades de terapia intensiva (UTIs). Após a confirmação do quadro, é necessário obter o consentimento da família para a doação de órgãos.

A distribuição segue critérios rigorosos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), e a prioridade é dada com base em fatores como compatibilidade sanguínea e tecidual, gravidade da doença do receptor, tempo em lista de espera e urgência do caso. Tudo coordenado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Doença silenciosa

Em 2017, Robério Melo sentiu dores semelhantes à de uma gastrite e durante um exame descobriu ter hemocromatose, um distúrbio que faz o corpo absorver muito ferro e acumular a substância danificando órgãos do corpo. A saúde de Robério foi se deteriorando rapidamente e, caso não fizesse um transplante de fígado, ele não sobreviveria.

“Meu fígado estava 95% comprometido. No hospital, o médico me deu três dias de vida. No último dia, recebi a notícia que havia aparecido um doador”, lembra Robério. Segundo ele, essa nova chance foi como renascer.

Depois de vencer essa etapa na vida, ele decidiu fundar o Instituto Brasileiro dos Transplantados (IBTx) para auxiliar todos os que precisam passar por esse tipo de procedimento. A entidade orienta sobre os trâmites e ajuda os pacientes que precisam com cestas básicas.

“Essa logística é muito importante porque quanto maior o tempo de espera, maior é a probabilidade de o transplante dar errado”, ressalta o transplantado.

Ele lembra que conversar sobre a doação de órgãos também é fundamental para ajudar a salvar a vida de outras pessoas. “Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas.”

Advogados, delegados e promotores lançam de livros sobre Direito Penal

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As obras serão lançadas em evento na noite desta quinta-feira (13/6), em casa de vinhos da Asa Norte

Um grupo formado por diferentes profissionais, como advogados, delegados, promotores e professores lança, nesta quinta-feira (13/6), uma coleção de cinco livros sobre Direito Penal. O evento de lançamento da coletânea “Acesso à Justiça e Políticas Públicas” está marcado para 19h, na casa de vinhos IVV Swinebar, localizada na Asa Norte.

São cinco edições com diferentes temáticas. O primeiro livro trata dos múltiplos olhares e dimensões do fenômeno criminal. Já a segunda edição foca na responsabilização de homens autores de violência doméstica. A terceira obra aborda a questão prisional no Brasil. E a edição número 4 tem como enfoque os crimes contra o Estado democrático de direito. Por fim, o quinto livro promove um estudo em grupos reflexivos sobre homens autores de violência contra a mulher.

Um dos autores da quarta edição é o advogado criminalista Oberdan Costa. Além dele, outros oito profissionais participaram da escrita do livro sobre os crimes contra o Estado democrático de direito.

Ele explica que a edição 4 da coletânea “foi fruto da matéria de Criminologia II, no programa de pós-graduação da Faculdade de Direito da UnB, ministrada pelos professores Cristina Zackseski (professora da casa) e Julio Zino Torrazza (da Universidade de Barcelona), sobre movimentos golpistas contemporâneos”.

“A coletânea buscou reunir autores para produzir estudos sobre problemas prementes e contemporâneos do direito penal brasileiro, como uma análise retrospectiva dos resultados e desafios da Lei Maria da Penha, problemas ligados ao acesso do jurisdicionado à Justiça e crimes contra o Estado”, explica Oberdan Costa.

A coleção é publicada pela editora D’Plácido, que já disponibiliza os livros para aquisição no site www.editoradplacido.com.br.

Coluna do Fluminense | Teatro dos Horrores

Por Raimundo Ribeiro

O Fluminense foi a campo para mais uma vez envergonhar sua torcida.

Apresentando velhos erros nunca corrigidos, escapou de sofrer uma goleada histórica, e o mérito foi exclusivamente do goleiro Fábio.

Foi totalmente dominado pelo Botafogo e se pode dizer que ser derrotado por apenas 1×0 foi muito bom para o que (não) apresentou.

Essa derrota é mais uma demonstração inequívoca que o treinador Diniz precisa, para ontem, rever seus conceitos.

1. Desempenho e resultados devem ser analisados conjuntamente, pois na maioria das vezes o resultado é consequência do desempenho apresentado, isto é mal desempenho =derrota, bom desempenho =vitória;

2. Posse de bola só é importante se for para buscar a vitória, jogando verticalmente;

3. ter a posse da bola com toques laterais é improdutivo, retratando um domínio enganador;

4. Colocar os 11 jogadores no campo defensivo não significa que não levará gol, ao contrário significa chamar o adversário e nalgum momento sofrer gol;

5. Uma equipe que quer fazer gols e ganhar, precisa manter a bola no campo defensivo do adversário, longe do nosso gol, e naturalmente perto do gol adversário;

6. Quando atacado, precisa deixar pelo menos 2 jogadores no meio do campo, sendo pelo menos 1 veloz para atacar o adversário desguarnecido na defesa;

7. Ao retomar a bola, os nossos jogadores devem sair em velocidade da defesa para auxiliar no contra ataque;

8. Os jogadores devem treinar passes médios (de 20 metros) para dar velocidade ao contra ataque;

9. A virada de jogo sempre surpreende o adversário que quase sempre concentra a maioria dos seus jogadores próximos de onde a bola está sendo disputada;

10. A marcação tem que ser muito próxima, para não permitir que o adversário receba a bola, pense e arme o ataque;

11. A saída de bola não pode ser dentro da nossa área, mas a partir da nossa linha intermediária defensiva, mais distante do nosso gol pois assim tem mais tempo de recompor a defesa;

12. Quando a intermediária estiver marcada, os 2 atacantes devem estar posicionados para receber o passe longo vindo do tiro de meta;

Notem que os itens acima citados são obviedades que se aprende jogando pelada, e não se pode crer que Diniz não saiba o que precisa ser feito.

Enfim, futebol não tem segredo, mas o binômio trabalho + organização.

Finalmente, Diniz deve ser humilde e conversar com Marcão, Joel Santana ou Parreira, e pedir que o ajudem a montar um sistema defensivo eficiente, pois elenco ele tem, e uma verdade inconteste do futebol é que todo grande time precisa de um sólido sistema defensivo, um meio campo combativo e criativo, e um ataque letal, todos posicionados próximos para se auxiliarem.

Jogadores que podem desempenhar tais tarefas nós temos, faltando apenas que Diniz distribua as camisas e organize o time.

No próximo sábado as 21 horas receberemos o Atlético/GO, e a vitória é obrigatória pois o Fluminense não pode disputar uma competição para não ser rebaixado, mas para vencê-la e para isso, o pacto com a vitória é fundamental.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

CLDF aprova projeto que cria protocolo para crises sazonais na saúde

Para o autor da proposta, deputado Joaquim Roriz Neto (PL), nova lei auxiliará na redução das filas nas emergências das unidades de saúde

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na terça-feira (11/06), o Projeto de Lei nº 1053/2024, que estabelece a criação de um protocolo para o enfrentamento das crises sazonais na saúde. A matéria, de autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), segue para apreciação do governador.

De acordo com o parlamentar, a nova lei propõe mecanismos que facilitarão a atuação do governo nos períodos críticos para o sistema de saúde. “Meu avô já dizia, prevenir é melhor que remediar”, recorda Roriz Neto.

“Se todos os anos enfrentamos problemas como a dengue no período chuvoso, assim como as alergias e crises respiratórias durante a seca, já temos que nos adiantar. Por isso, propus a elaboração de um protocolo para evitar superlotações e o caos no serviço de saúde”, detalha o distrital.

Ainda de acordo com o Joaquim Roriz Neto, o cronograma auxiliará para a redução da superlotação das emergências das UPAS e dos Hospitais. “Esse protocolo reflete diretamente na situação das emergências. A população não merece chegar a uma unidade de saúde e ter que esperar por um dia inteiro, agravando ainda mais a doença. Quem tem dor, tem pressa”, pondera.

Segundo Roriz Neto, outro aspecto positivo refere-se a economia para os cofres públicos. “A falta de planejamento ainda gera um segundo problema, que são os elevados custos com contratações emergenciais. Com o cronograma, vamos evitar o desperdício de dinheiro”, completa.

Entre as medidas a serem adotadas, destacam-se um melhor planejamento para a distribuição de vacinas, contratação de carros fumacê, além de previsões legais para a instalação de hospitais e tendas de campanha e contratação de profissionais temporários para a saúde.

Vigilantes e porteiros serão homenageados na Câmara Legislativa

O deputado distrital Rogério Morro da Cruz é o autor do convite da Sessão Solene em homenagem aos vigilantes e porteiros, que será realizada na sexta-feira (14), às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O evento visa reconhecer e celebrar a dedicação e o compromisso desses profissionais na segurança e serviços essenciais à comunidade.

O parlamentar, que durante vários anos exerceu ambas as funções durante sua trajetória profissional, agora como deputado distrital está realizando a primeira Sessão Solene conjunta entre as duas classes. O Rogério Morro da Cruz, “este é um momento de celebração, onde os vigilantes e porteiros presentes receberão Moção de louvor como forma de agradecimento por seus serviços”.