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Lula prepara plano de retaliação contra o DF e quer mexer no FCDF

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Lula e o PT almejam mudar a correção do Fundo Constitucional do DF, ameaçando setores como a Segurança, Saúde e Educação na Capital Federal

No cenário político-econômico atual, o governo federal, sob o comando do presidente Lula, estuda uma alteração no Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). A proposta, que visa mudar a forma como o fundo é corrigido anualmente, tem gerado preocupação e revolta entre os brasilienses. A motivação por trás dessa maldade é o ódio que Lula e o PT nutrem pela população do Distrito Federal, fazendo uma retaliação insana e irresponsável contra sua população.

O FCDF, criado para financiar serviços essenciais como segurança pública, saúde e educação no Distrito Federal, poderia sofrer uma drástica redução em sua capacidade de atendimento se a mudança for implementada.

Até o momento, o FCDF é ajustado anualmente com base na variação da Receita Corrente Líquida (RCL) da União. No entanto, o governo federal sugere agora que o reajuste seja feito conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa mudança poderia resultar em um crescimento muito abaixo do necessário para manter os serviços públicos na qualidade atual, impactando brutalmente a economia local.

A bancada do DF no Congresso Nacional, composta por deputados federais e senadores, juntamente com o governador Ibaneis Rocha (MDB), estão mobilizando uma reação conjunta para impedir essa alteração. A iniciativa visa proteger os interesses da população do Distrito Federal, que já sofreu tentativas anteriores do governo Lula de mexer no FCDF durante a aprovação do arcabouço fiscal em 2023.

O FCDF foi instituído pela Lei nº 10.633, de 2002, em cumprimento ao artigo 21, inciso XIV da Constituição Federal, com a redação modificada pela Emenda Constitucional nº 19 de 1998. Este dispositivo constitucional prevê que a União deve organizar e manter as forças de segurança do DF e prestar assistência financeira para a execução de serviços públicos essenciais. Alterar a correção do fundo não apenas contraria a legislação vigente mas também pode ser interpretado como uma retaliação política, considerando a histórica resistência eleitoral do DF ao PT.

Os cidadãos do Distrito Federal, junto com suas autoridades, não estão dispostos a aceitar passivamente essa mudança. A tentativa de retaliação por parte de Lula e do PT, motivada por derrotas eleitorais sucessivas na capital, é vista como um ataque direto ao bem-estar de Brasília. A mobilização não só envolve a classe política mas também a sociedade civil, que tem demonstrado forte oposição a qualquer medida que possa prejudicar a qualidade de vida local.

O movimento contra a mudança no FCDF não é apenas uma questão de números ou de política partidária; é uma luta pela manutenção da qualidade dos serviços públicos que são vitais para a população do Distrito Federal. A esperança é que, mais uma vez, a união e o vigor da resistência do DF possam impedir esta nova tentativa de “insanidade” do governo Lula, assegurando que o desenvolvimento e a tranquilidade da capital não sejam usados como moeda de troca em disputas políticas.

Governador Ibaneis diz que governo Lula “tem raiva de Brasília”

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Ibaneis critica proposta de reajuste do FCDF com base no IPCA e afirma que o governo federal tenta reduzir os recursos destinados à capital do país

Da Redação

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), manifestou sua oposição à proposta do governo federal de alterar o cálculo para o reajuste anual do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), anunciada nesta quinta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em sua declaração, Ibaneis afirmou que a proposta representa um novo ataque ao DF, alegando que “eles têm raiva de Brasília”. A crítica se refere à segunda tentativa do governo Lula de limitar o crescimento anual do FCDF. No passado, o governo federal tentou restringir o reajuste do fundo a um teto de 2,5%, dentro do arcabouço fiscal, mas a proposta foi rejeitada pelo Congresso Nacional.

Na ocasião, a medida foi vista como prejudicial ao Distrito Federal, com o governo local estimando uma perda de R$ 87,7 bilhões em receitas ao longo de dez anos caso a proposta fosse aprovada.

O FCDF, conforme a Constituição, é financiado pela União e destina-se a custear áreas essenciais como segurança pública, saúde e educação no DF. O orçamento previsto para 2025 é de R$ 66,6 bilhões, com R$ 25 bilhões provenientes do fundo. Em 2023, o FCDF foi responsável por financiar R$ 9,6 bilhões em segurança pública, R$ 8 bilhões em saúde e R$ 5,4 bilhões em educação.

Atualmente, o reajuste anual do FCDF é vinculado à variação da receita corrente líquida (RCL) da União. No entanto, a proposta do governo federal sugere que o reajuste seja baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que representa uma mudança significativa no cálculo.

Fernando Haddad, em coletiva de imprensa, explicou que a alteração busca alinhar o reajuste do FCDF ao reajuste do Fundo de Desenvolvimento Regional, estabelecido na reforma tributária, o que garantiria uma uniformidade nos ajustes dos fundos federais. Ele afirmou que a proposta visa compatibilizar as despesas obrigatórias do DF com os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.

Ibaneis Rocha, no entanto, se comprometeu a trabalhar no convencimento dos congressistas e a mostrar os prejuízos da medida. Ele destacou a força da classe política do DF e o compromisso com a defesa dos interesses da população local.

Celina critica mudanças no Fundo Constitucional e alerta para impacto no DF

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A dependência das contas do DF reforça a preocupação da vice-governadora com qualquer tentativa de enfraquecer o fundo

Em publicação nesta quinta-feira (28), a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou indignação contra propostas de alteração no Fundo Constitucional do DF (FCDF), classificando a iniciativa como um “ataque à base do DF”. Ela destacou que o fundo é essencial para a manutenção de serviços básicos como saúde, segurança e educação, setores que dependem substancialmente dessa verba federal.

Celina reforçou que, para 2025, o orçamento do DF prevê um total de R$ 66,67 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões vêm diretamente do FCDF. Essa dependência reforça a preocupação da vice-governadora com qualquer tentativa de enfraquecer o fundo, que, segundo ela, tem sido alvo de ataques desde que o governo do PT assumiu.

A crítica de Celina ocorre em meio às recentes discussões promovidas pelo governo federal sobre a revisão dos critérios de repasse do Fundo Constitucional. Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Fazenda e outras pastas têm defendido maior eficiência no uso de recursos públicos, avaliando possíveis alterações na destinação de verbas federais, incluindo o FCDF.

Entre as propostas discutidas está a redistribuição de parte dos recursos para outros estados, justificando a medida com base no equilíbrio federativo e na busca por maior equidade entre as unidades da Federação. No entanto, essas mudanças têm gerado reações negativas de autoridades do DF, que apontam o impacto direto na capacidade administrativa da capital.

Celina destacou, em sua publicação, a parceria com o governador Ibaneis Rocha para defender os interesses de Brasília. Ambos têm reforçado a importância do FCDF como elemento vital para o funcionamento dos serviços públicos da capital e criticado o que consideram ser uma tentativa de desmonte do pacto federativo que garante a autonomia do DF.

A vice-governadora prometeu lutar “em todas as frentes” contra o que chamou de “desrespeito”, deixando claro que o governo local pretende mobilizar esforços para barrar mudanças que prejudiquem a capital federal.

Criado pela Constituição de 1988, o FCDF é um mecanismo que assegura recursos federais ao Distrito Federal, garantindo o funcionamento de serviços essenciais devido ao papel único da capital como sede do governo brasileiro. A destinação de R$ 25 bilhões ao DF em 2025 representa cerca de 37,5% do orçamento total previsto, ilustrando sua importância estratégica.

Enquanto as discussões avançam no âmbito federal, a postura da vice-governadora Celina Leão marca mais um capítulo de tensão política entre Brasília e o governo Lula, com desdobramentos que podem afetar diretamente a qualidade dos serviços públicos na capital do país.

 

 

“Não mexam com meu DF”, alerta senadora Damares sobre anúncio de mudanças no FCDF

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Equipe econômica do governo federal quer mudar cálculo de correção anual do Fundo Constitucional

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) publicou nota nas redes sociais, nesta quinta-feira (28), na qual alerta que haverá reação da bancada do Distrito Federal caso a equipe econômica do governo federal anuncie qualquer mudança para o Fundo Constitucional do DF.

Atualmente, o FCDF é corrigido todos os anos conforme a variação da receita corrente líquida (RCL) da União.

A ideia do governo federal é que o fundo seja reajustado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Fundo custeia a segurança pública, a saúde e parte da educação do DF.

“Cortem os “Janjaoaloozas” e as viagens internacionais recheadas de assessores. Cortem o “toma lá, dá cá” para obter apoio de parlamentares. Cobrem 100% das empreiteiras envolvidas na Lava Jato as multas devidas, sem qualquer desconto. Deixem o DF em paz”, protestou a parlamentar brasiliense.

Damares Alves afirma, ainda, que já se articula para que haja reação coesa da bancada do DF no Congresso contra o que ela chamou de retrocesso.

DF debate propostas de apoio ao empreendedorismo no combate à fome

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Na abertura do Fórum de Governadores foi sugerida a capacitação de pessoas atendidas pelo Cadastro Único para que saiam da condição de vulnerabilidade social

A área social foi o primeiro tema debatido na 15ª edição do Fórum Nacional de Governadores, em Brasília, nesta quinta-feira (28). Após a abertura do evento pelo governador Ibaneis Rocha, os chefes do Executivo e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, discutiram o fortalecimento de programas de combate à fome e à pobreza em parceria entre unidades da Federação e governo federal.

O governador Ibaneis Rocha destacou a importância do debate sobre temas de relevância para a gestão dos estados e do país | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Na abertura do fórum, o governador Ibaneis Rocha destacou a importância do encontro. “Nos reunimos para tratar de temas nacionais, sabemos a importância dos fóruns regionais na discussão, mas tem coisas que precisam estar na nossa pauta”, afirmou.

O ministro Wellington Dias agradeceu o trabalho conjunto dos estados no Plano Brasil sem Fome e fez um mapeamento sobre a população mais vulnerável e o perfil de trabalho e renda deste público. Na ocasião, propôs ações que integrem a atuação social com o desenvolvimento econômico por meio da geração de emprego e do apoio ao empreendedorismo, de acordo com o plano de cada unidade da Federação.

“O caminho mais potente é o do emprego e empreendedorismo. A ideia é trabalhar o social como parte do desenvolvimento econômico”

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

“O que nós estamos propondo é integrar esforços entre setores público e privado, governos e União, levando emprego, empreendedorismo e talento. Estamos trabalhando para tirar da pobreza artistas e atletas de dentro do Bolsa Família, do Cadastro Único”, explicou.

Segundo o ministro, quando a pessoa é tirada apenas da fome e não da pobreza, há o risco de a fome estar sempre próxima daquela família. Por isso, a importância de dar oportunidade de sustento, para sair da condição de vulnerabilidade. Este trabalho deverá ser feito com a parceria do Sistema S, a rede de educação das unidades da Federação e grandes empresas para a capacitação dos brasileiros, bem como as agências de fomentos de cada Estado.

“O caminho mais potente é o do emprego e empreendedorismo. A ideia é trabalhar o social como parte do desenvolvimento econômico. Trabalhar esse tesouro, as pessoas, dando essa oportunidade”, acrescentou.

O Fórum de Governadores reúne, em Brasília, os chefes do Executivo de todo o país para discutir assuntos de interesse comum aos entes federativos

“O ministro propôs aos estados que quiserem se conveniar e se colocar à disposição para fazer esses contratos de assessoramento que entrem em contato com o governo federal, e também que possam apresentar seus projetos em funcionamento nos estados para fazer esse alinhamento”, reforçou Ibaneis Rocha.

O evento conta com autoridades de diferentes esferas do governo e abordará ao longo do dia outros temas fundamentais para o desenvolvimento do país, a exemplo da segurança pública, saúde e reforma tributária.

Fórum de Governadores

O Fórum de Governadores é um espaço onde os chefes do Executivo de todo o país se reúnem em Brasília para discutir assuntos de interesse comum aos entes federativos. Nas 14 edições anteriores, foram discutidas propostas e soluções para temas como o equilíbrio fiscal, pacto federativo, medidas de segurança e a busca por mais recursos para a educação e a distribuição de vacinas. O marco legal do saneamento básico e questões ambientais também já foram pauta.

As reuniões também contam com especialistas nas áreas de economia e segurança pública, além de integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Antes de cada edição do fórum, os assuntos entram na pauta de discussão dos governadores e relatores são escolhidos para assumir o tema de acordo com a afinidade.

Drenar DF: universitários alinham conhecimento teórico e prático

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Alunos de engenharia civil e arquitetura têm acesso à estrutura do projeto; desde o ano passado, cerca de mil estudantes visitaram os túneis do programa do GDF

Imagine um projeto de infraestrutura que beneficia não apenas a população de uma cidade, mas também contribui para o futuro de novos profissionais. Enquanto as obras do Drenar DF avançam, o maior programa de captação de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF) também é palco de aprendizado para estudantes dos cursos de engenharia civil e de arquitetura e urbanismo.

O projeto passou a receber estudantes de forma periódica em março de 2023. Desde então, foram realizadas 43 visitas, totalizando a recepção de cerca de mil alunos. Na ocasião, os estudantes tiveram acesso a detalhes da estrutura composta por 7,7 km de túneis, que vão facilitar o escoamento da água. Antes de acompanharem a obra in loco, os estudantes assistem a uma apresentação na sede da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), responsável pelo programa.

Desde março de 2023, as obras do Drenar DF receberam 43 visitas de universitários, totalizando a recepção de cerca de mil alunos | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“É importante que um projeto dessa dimensão receba a visita de estudantes para que a divulgação científica do programa seja feita. São alunos que estão começando o curso de engenharia e de arquitetura. É uma oportunidade de ver o que eles vão enfrentar na carreira profissional”, destaca o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço.

Alunas do curso de engenharia civil na Universidade de Brasília (UnB), Catarina de Matos e Alessandra Roma visitaram a bacia de detenção do Drenar DF em julho do ano passado. Na ocasião, resumiram a experiência a uma combinação de lazer e conhecimento.

“Foi uma experiência muito divertida porque nunca tinha visto como é realmente uma obra grande. Me incentivou a participar do curso mais ativamente”, contou Catarina. “Eu também achei bem interessante porque a prática é muito diferente da teoria e eu não tinha ideia de como era na vida real”, disse Alessandra.

“Foi uma experiência muito divertida porque nunca tinha visto como é realmente uma obra grande. Me incentivou a participar do curso mais ativamente”, comentou a estudante de engenharia civil Catarina de Matos (esquerda) | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Estudantes de engenharia civil no Centro de Ensino Unificado do Distrito Federal (UDF) também marcaram presença nas obras do programa. Segundo a coordenadora do curso, Nathalia Boaventura, a oportunidade enriquece o currículo dos futuros profissionais da área.

“Muitas vezes, limitamos a engenharia civil à construção de casas. Na verdade, o engenheiro civil é aquele que traz impactos positivos para a sociedade com projetos de infraestrutura que não são visíveis, como o Drenar DF, que é um projeto submerso. É muito importante para eles verificarem como aquilo que é aprendido no curso se concretiza verdadeiramente aqui”, observou a professora.

Na visita mais recente, em novembro, cerca de oito alunos de arquitetura viram de perto a dimensão do programa de captação de águas pluviais, que vai acabar de vez com os alagamentos no início da Asa Norte.

“Na palestra, nós recebemos informações sobre o solo, as escavações e as dificuldades… Tudo isso é ensinado na teoria, mas ver e entender todos esses pontos, é outra coisa. Aí entra a parte prática do conhecimento. Isso faz toda a diferença no aprendizado”, pontuou a coordenadora do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), Larissa de Aguiar Cayres.

Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar também prevê a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abrigará a bacia de detenção do Drenar e uma praça. Com 5 mil m² de área livre, o espaço contará com esculturas e 249 árvores e arbustos, entre espécies para sombreamento e frutíferas.

Para a estudante de arquitetura Rita Munck, a visita ao programa do GDF é uma oportunidade única: “O Drenar é uma obra bem peculiar, realizada numa cidade já constituída e tombada. É bastante interessante ter essa visão” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O projeto, desenvolvido pela Terracap em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), seguiu exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ainda inclui uma ciclovia de 1,1 km de extensão.

Para os estudantes de arquitetura Dimitri Medeiros e Rita Munck, a visita é uma oportunidade de entender o impacto da futura profissão no bem-estar social da população brasiliense.

“O urbanismo é uma parte extremamente relevante para a nossa profissão. E o Drenar é uma obra bem peculiar, realizada numa cidade já constituída e tombada. É bastante interessante ter essa visão”, afirmou Rita. “Ver a dimensão do projeto na prática é muito diferente da expectativa que temos na teoria. Acho que isso agrega bastante na nossa formação enquanto profissionais”, complementou Dimitri.

Asa Norte recebe Circuito Cultural das Paróquias neste fim de semana

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Paróquia Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa recebe festa com shows ao vivo e quadrilhas juninas, com entrada gratuita

Nos dias 29, 30 de novembro e 1 de dezembro, a Paróquia Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa recebe, localizada na Asa Norte, será o centro das festividades populares, com apresentações de quadrilhas juninas e shows de artistas locais. O evento, que faz parte do Circuito das Paróquias, promete trazer muita animação e cultura à cidade.

A expectativa é que o evento atraia um grande público, que poderá aproveitar momentos de celebração e resgate das tradições de quermesses. Na sexta-feira (29), as atividades começam às 20h com o show do Grupo Lado Oposto, seguido da quadrilha Caipirada, às 21h45. No sábado (30), Reinaldo Cordeiro se apresenta às 20h, e, logo depois, a Quadrilha Tico Tico sobe ao palco para encerrar a noite.No domingo, a festa começa 17h30 com o show do Quarteto Vielle, seguido da Quadrilha Xique -Xique às 20h50.

Realizado pela Associação Clube Pedal na Serra de Ciclismo do Distrito Federal, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), o Circuito das Paróquias oferecerá uma programação diversa, com shows ao vivo e danças típicas, espalhadas por diversas paróquias do DF. Neste fim de semana, a festa será na Paróquia São Judas Tadeu. A entrada é gratuita e o evento é aberto a todas as idades.

Segundo os organizadores, o Circuito é uma oportunidade única para a comunidade se reunir em um ambiente alegre e familiar, celebrando as tradições populares. A programação foi pensada para agradar a todos os públicos e promover a cultura local, recriando o clima das festas juninas em plena primavera. “As quadrilhas e os shows ao vivo são os grandes destaques, garantindo entretenimento para toda a população do DF”, afirma o organizador.

Serviço: Circuito Cultural das Paróquias do Distrito Federal – Asa Norte

Local: Paróquia Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa – 908 Norte

Data: 29, 30 de novembro e 1 de dezembro

 Entrada gratuita Classificação livre

GDF conclui plantio de 5,6 mil mudas nativas em bosque do STF

Durante solenidade de entrega, governador Ibaneis Rocha autorizou licitação de projetos para construção de estacionamento subterrâneo do Supremo

O Governo do Distrito Federal (GDF) concluiu o plantio de 5.625 mudas de árvores no Bosque dos Constituintes, localizado na Praça dos Três Poderes, atrás do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram escolhidas 1,3 mil espécies nativas do Cerrado, com predominância dos ipês amarelo e roxo, cartões-postais de Brasília, para oferecer um ambiente de lazer e descanso aos trabalhadores e frequentadores da área.

O acordo para o plantio foi firmado em setembro, pelo governador Ibaneis Rocha, pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e pelo presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Fernando Leite. Durante a solenidade de entrega, houve a assinatura do termo que autoriza a licitação de projetos para construção de estacionamento subterrâneo no STF. A previsão é que o espaço tenha 600 vagas para veículos, das quais 500 serão reservadas para o efetivo do tribunal.

Ibaneis Rocha: “Brasília cumpre quatro vezes mais a determinação da OMS no que diz respeito às áreas verdes da cidade. Isso, além de trazer o embelezamento” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Ibaneis Rocha definiu Brasília como “cidade verde” e citou as conquistas deste GDF em relação à arborização. “A Novacap tem um dos maiores viveiros de plantas do país e nós temos a grata satisfação de já ter plantado no Distrito Federal, desde o início do nosso governo, 6 milhões de mudas de árvores. Assim, Brasília cumpre quatro vezes mais a determinação da OMS no que diz respeito às áreas verdes da cidade. Isso, além de trazer o embelezamento, e ouvimos isso de todos aqueles que visitam a nossa capital e daqueles que moram aqui, reflete no cenário nacional como qualidade de vida. E não é à toa que a nossa cidade foi eleita agora a cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil”, enfatizou.

Sobre o estacionamento subterrâneo, o chefe do Executivo afirmou: “Eu, que sou advogado de formação, sei a dificuldade que é para conseguir vagas nesse lugar. Então, teremos que atuar de forma conjunta para melhorar esses acessos e dar mais segurança para as pessoas, em parceria com o Governo Federal, para iluminar melhor essa região, trazendo mais segurança para os servidores, para os advogados, e para todos que circulam aqui e que muitas vezes precisam sair num horário mais avançado por conta do trabalho.”

Luís Roberto Barroso: “O que nós não conseguimos eliminar em termos de desgaste, de emissão de carbono e gases de efeito estufa em geral, estamos compensando com o plantio dessa grande quantidade de árvores aqui no Bosque dos Constituintes”

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou que o plantio compõem o plano para neutralização das emissões de gases de efeito estufa gerados pelas operações da Corte. “O que nós não conseguimos eliminar em termos de desgaste, de emissão de carbono e gases de efeito estufa em geral, estamos compensando com o plantio dessa grande quantidade de árvores aqui no Bosque dos Constituintes”, destacou.

“Se cada um contribuir dentro das suas possibilidades pessoais e institucionais para o enfrentamento da mudança climática, acho que teremos chance de avançar nesse processo, conscientizar a sociedade de uma maneira geral e entregar um planeta melhorzinho para os nossos filhos e os nossos netos.”

Barroso observou também o diferencial que o bosque surtirá no dia a dia de quem frequenta a região: “Sou criado no Rio de Janeiro, mas adoro Brasília e essa perspectiva de se criarem esses espaços verdes e arborizados, inclusive com árvores frutíferas, tendo praticamente uma horta em plena praça dos três poderes. É um privilégio que acho que poucas capitais do mundo podem desfrutar.”

Cerrado

O espaço foi pensado para preservar o meio ambiente da capital e oferecer mais contato à natureza para a população

Entre as espécies plantadas no bosque dos constituintes, além dos ipês amarelos e roxos, há angico-preto, jatobá, jequitibá-rosa, ingá-mirim, cedro, jenipapo, cambuí, quaresmeira, aroeira, entre outras. As árvores são nativas do Cerrado e foram selecionadas conforme as características de adaptação ao solo do bosque.

O projeto foi elaborado pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, responsável pela arborização das regiões administrativas. As atividades começaram em 18 de outubro, com a supressão de árvores existentes e a preparação do solo e das mudas. Dez dias depois, foi iniciado o plantio, com finalização média de 500 berços por dia, até o último dia 4. Para que as mudas cresçam e gerem sombra e frutos, haverá controle fitossanitário constante, evitando, inclusive, que formigas e outros insetos causem a morte das mudas.

O presidente da Novacap, Fernando Leite, recordou a história do bosque, criado por ocasião da Constituição Federal de 1988, e observou a necessidade de recuperação da área. Segundo ele, o espaço foi pensado para preservar o meio ambiente da capital e oferecer mais contato à natureza para a população.

“Aqui teremos espécies frutíferas, que vão ter alimento para os pássaros e animais nativos aqui da região. E não basta plantar, você tem que cuidar. Ainda mais porque tem um processo de mudas que não vingam, tem mudas que sofrem algum ataque de formigas, essas coisas. Vamos trabalhar permanentemente para cuidar para que esse parque se transforme em um espaço de lazer”, ressaltou Leite.

A chegada de novas árvores ao bosque significa “renovação” para a servidora do STF, Patrícia Viana. Ela compareceu à solenidade de entrega das mudas e participou do plantio simbólico de uma delas. “A iniciativa de revitalizar esse bosque é muito importante, o que se entrega aqui é para gerações futuras e o propósito é muito maior”, disse. “Um local mais arborizado proporciona um ambiente mais limpo para as pessoas que vêm visitar Brasília, que costumeiramente sempre se impressionam com o quão arborizado é a cidade, e vão ficar ainda mais encantadas com esse bosque arborizado, com árvores frutíferas, que também é uma característica marcante de Brasília.”

Mais de mil vagas de emprego abertas nas agências do trabalhador

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Oportunidades estão distribuídas em diversas regiões administrativas, exigem diferentes níveis de escolaridade e oferecem, além da remuneração, benefícios

As agências do trabalhador estão com 1.086 oportunidades de emprego disponíveis nesta quinta-feira (28). Os salários mais atrativos são encontrados em um posto para comprador no Guará (R$ 3.500) e um para técnico em segurança do trabalho em Santa Maria (R$3.291,31).

Além disso, estão abertas 45 para empacotador à mão em Ceilândia e sem ponto fixo (R$ 1.515), 42 chances para frentista no Lago Sul e no Guará, com salários de até R$ 1.700, e 41 para fiscal de prevenção e perdas no Núcleo Bandeirante, em Santa Maria e sem local fixo de atuação, com rendimento máximo de R$ 1.724,66.

Todas as chances contam com benefícios, além da remuneração. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das vagas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo do Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF).

Festival Dia do Nordestino celebra raízes culturais na Casa do Cantador

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Festival conta com shows que rememoram os clássicos da música nordestina

Na próxima sexta-feira, 29 de novembro, a Casa do Cantador, em Ceilândia, será palco de um encontro emocionante com a cultura nordestina no Festival Dia do Nordestino. O evento, que acontece das 16h30 às 2h, promete enaltecer as tradições e a força do Nordeste, que moldam grande parte da identidade cultural do Distrito Federal. Com uma programação diversa e artistas que exaltam a música regional, o festival é mais do que um evento: é uma homenagem ao povo nordestino, que trouxe suas raízes para o cerrado, contribuindo para transformar o DF em um caldeirão cultural único. O festival é realizado pelo Instituto EVA, fomentado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

A celebração começa às 16h30 com DJ Hercules, que aquece o público para uma noite cheia de talentos. Às 17h, a Banda Imagem assume o palco, seguida por apresentações de Menino Ricco (18h20), Rafael Silva (19h40), e a dupla consagrada Zé Mulato e Cassiano (21h), ícones do autêntico som caipira. Para os amantes do forró, o grupo Collo de Mainha promete fazer todo mundo arrastar o pé a partir das 22h20. A noite segue com Alisson e Ariel às 23h40 e, encerrando com chave de ouro, os Artistas da Casa do Cantador se apresentam da 1h às 2h, celebrando o espaço como reduto da cultura popular.

Expoente da cultura brasiliense, o apresentador e audiodescritor Cacá Silva, que também participa do festival, reforça o papel fundamental das tradições nordestinas no Distrito Federal: “O Nordeste está presente em cada esquina de Ceilândia e de tantas outras cidades do DF. Este festival é uma prova de que nossas raízes culturais continuam vivas e pulsantes. A Casa do Cantador é o coração dessa tradição, um lugar onde a nossa história e nosso talento ganham voz e ritmo.”

A escolha da Casa do Cantador, inaugurada em 1986 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, como local para o evento, não poderia ser mais simbólica. Reconhecida como Patrimônio Cultural e Material do DF, o espaço reafirma sua vocação de promover e preservar a cultura nordestina.