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Água fornecida pela Caesb é aprovada por 86,6% dos moradores do DF

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Constatação vem de pesquisa do Instituto Parolle após entrevistar presencialmente 3.200 moradores em 21 regiões administrativas

A qualidade da água fornecida pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) é considerada “ótima” ou “boa” por 86,6% dos moradores do DF. É o que constatou pesquisa realizada pelo Instituto Parolle, que entrevistou presencialmente 3.200 moradores em 21 regiões administrativas entre os dias 20 e 30 de agosto. Quanto ao fornecimento de água e à captação e tratamento de esgoto, 73,7% dos entrevistados avaliaram o serviço como “ótimo” ou “bom”, conforme a pesquisa.

“O resultado da pesquisa demonstra que a política de saneamento do Governo Ibaneis Rocha está no rumo certo e retrata a correta aplicação dos investimentos que a Caesb vem fazendo para levar água da melhor qualidade aos moradores do Distrito Federal”, avaliou Luís Antônio Reis, presidente da companhia. Segundo ele, entre 2019 e 2024 a Caesb vem investindo mais de R$ 1 bilhão para modernizar, ampliar e melhorar os serviços de água e esgoto.

“Os investimentos não param”, garante Reis. “Até 2027, vamos investir mais R$ 2,8 bilhões, isto sem contar outros R$ 390 milhões que iremos investir em cinco anos com recursos que conseguimos junto ao KFW, o banco de desenvolvimento da Alemanha. Esses recursos serão aplicados na modernização das estações de tratamento de esgoto Paranoá, Recanto das Emas, Brazlândia, Gama, Norte e Sul”.

A Caesb também investirá os recursos na geração de energia limpa a partir do aproveitamento do biogás produzido pela Estação de Tratamento de Esgoto Sul, conforme Reis. “Dessa forma, além de ampliar e diversificar a fonte energética da companhia, estaremos reduzindo, substancialmente, o consumo de energia elétrica convencional e os custos operacionais da empresa”, afirmou. Os recursos serão ainda aplicados em equipamentos e obras para reduzir os índices de perdas de água potável.

“Além de ampliar e diversificar a fonte energética da companhia, estaremos reduzindo, substancialmente, o consumo de energia elétrica convencional e os custos operacionais da empresa”

Luís Antônio Reis, presidente da Caesb

O resultado da pesquisa, de acordo com Reis, também confirma que os serviços de saneamento da Caesb têm contribuído para que Brasília e o Distrito Federal tenham a melhor qualidade de vida do Brasil, conforme atestou o instituto IPS Brasil e o Projeto Acertar do Ministério das Cidades.

Resultados da pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela Caesb para avaliar o grau de satisfação dos moradores do DF em relação à qualidade e ao abastecimento de água potável, além da captação e tratamento de esgoto feito pela companhia. O objetivo é identificar problemas e aprimorar os serviços que a empresa oferece aos moradores, conforme Reis.

A pesquisa ouviu moradores de ambos os sexos entre 16 e mais de 60 anos de idade, de todos os níveis de renda e de todos os graus de escolaridade | Foto: Cristiano Carvalho/ Caesb

A consulta foi realizada ao final de agosto, em plena época de seca, quando cai o volume dos mananciais de abastecimento e aumenta o consumo de água potável, subindo de 7% a 10%. Mesmo diante desse cenário, os serviços foram bem avaliados pelos moradores, conforme o Instituto Parolle.

A pesquisa ouviu moradores de ambos os sexos (59,4% mulheres e 40,6% homens), entre 16 e mais de 60 anos de idade, de todos os níveis de renda e de todos os graus de escolaridade. Foram entrevistadas 3.200 pessoas que moram em casa (71,9%) ou em apartamento (28,1%) em 21 das 35 regiões administrativas do DF.

As entrevistas ocorreram nas seguintes cidades: Águas Claras (129 moradores), Candangolândia (64), Ceilândia (364), Estrutural (120), Gama (216), Guará (90), Jardim Botânico (84), Lago Sul (80), Lago Norte (80), Núcleo Bandeirante (124), Paranoá (120), Planaltina (246), Plano Piloto (288), Recanto das Emas (183), Riacho Fundo (90), Samambaia (153), Santa Maria (160), Sobradinho (120), Sobradinho II (153) e Taguatinga (180).

Índices de satisfação

99,4%

Entrevistados que disseram receber água da Caesb em suas residências

A amostra confirmou dados divulgados anteriormente pela companhia e comprovados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 99,4% dos entrevistados disseram que recebem água da Caesb em suas residências, número que chega a 100% em 18 das 21 cidades pesquisadas. O menor índice foi registrado na Estrutural e em São Sebastião, onde 5% disseram não receber água em casa.

Com relação à qualidade da água, 86,6% consideram “ótima” e “boa” e apenas 2,2% a avaliaram como “ruim”. Nesse item, as cidades com maiores índices de satisfação dos moradores são: Sobradinho II (98%), Águas Claras (95,3%), Sobradinho (95%), Plano Piloto (94,4%) e Guará (93,3%). Apresentaram maior índice de insatisfação os moradores do Jardim Botânico (14,3% consideraram “ruim”), Candangolândia (12,5%) e Estrutural (10%).

Abastecimento

O Instituto Parolle também perguntou aos moradores com qual frequência enfrentam problemas no fornecimento de água da Caesb em suas residências. As respostas foram “nunca” (33%), “raramente” (43%) e “às vezes” (18,8%) enfrentam problemas de abastecimento, num total de 94,8% de avaliações positivas.

Até 2027, serão investidos mais R$ 2,8 bilhões pela Caesb, isto sem contar outros R$ 390 milhões que virão do banco alemão KFW | Foto: Cristiano Carvalho/ Caesb

Os maiores percentuais de moradores que dizem que “nunca”, “raramente” ou “às vezes” sofrem problemas de abastecimento estão nas seguintes regiões administrativas: Jardim Botânico (100%), Águas Claras (97,7%), Plano Piloto (97,3%), Lago Sul (95%), Lago Norte (95%), Ceilândia (94,2%), Samambaia (94,2%), Candangolândia (93,7%), Taguatinga (93,3%) e Riacho Fundo (93,3%). A Estrutural é a cidade que registra maior índice de moradores que reclamam do abastecimento: 25% dos entrevistados na região.

Rede de esgoto

A pesquisa confirmou, ainda, dados divulgados pela Caesb sobre o número de imóveis residenciais que estão ligados à rede de esgoto da companhia. Segundo o Instituto Parolle, 92,8% dos entrevistados afirmaram que moram em imóveis ligados à rede de esgoto.

As cidades com maiores índices de imóveis beneficiados pelo serviço, segundo os próprios moradores ouvidos, são: Santa Maria (100%), Plano Piloto (98,6%), Ceilândia (98,3%), Samambaia (98%), Sobradinho (97,5%), Recanto das Emas (96,7%), Planaltina (96,3%), Águas Claras (95,3%), Lago Norte (95%), Lago Sul (95%) e Taguatinga (93,3%). O maior percentual de moradores que dizem que suas residências não estão ligadas à rede de esgoto está nas seguintes cidades: Jardim Botânico (61,9%), São Sebastião (12,5%) e Estrutural (12,5%).

Programe-se: quinta parcela do IPTU começa a vencer nesta terça

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Confira os meios de acesso à sua situação fiscal e às formas para quitação de débitos

A quinta parcela do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) começa a vencer nesta terça-feira (17) para os proprietários de imóveis que optaram pelo pagamento parcelado. As datas de vencimento das parcelas dos tributos ficam definidas conforme o algarismo final (dígito verificador) da inscrição do imóvel no Cadastro Imobiliário do Distrito Federal (CIDF). A estimativa da Secretaria de Economia (Seec-DF) para este ano é de que quase 1 milhão de proprietários efetuem o pagamento do imposto.

O vencimento na terça (17) é para as inscrições com finais 1 e 2. De quarta (18) até sábado (21), devem ser quitadas as parcelas de inscrições com os finais 3 e 4; 5 e 6; 7 e 8; e 9 e X, respectivamente. A parcela que vence no sábado poderá ser paga segunda-feira (23), sem multa.

O valor arrecadado pelo GDF com o IPTU é usado para pagar os investimentos e os salários dos servidores | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

Os impostos compõem a receita tributária e são responsáveis por garantir a arrecadação que custeia parte dos investimentos em serviços e à população. O IPTU é um imposto que cai na conta única do GDF, utilizado tanto para pagar os investimentos quanto os salários dos servidores.

Previsão

R$ 1,76 bilhão

Estimativa da arrecadação com o IPTU em 2024

No último ano, os R$ 1.162.084.939,49 arrecadados foram revertidos em obras de infraestrutura e recursos para a construção de escolas, unidades de saúde e atuação das forças de segurança. Para 2024, a arrecadação deve chegar a R$ 1,76 bilhão. O sistema da Receita do DF conta com 953 mil imóveis registrados e que devem pagar o tributo.

O proprietário de imóvel que não recebeu o boleto para pagamento do IPTU pelos Correios deve acessar o portal de serviços da Receita, para emitir o documento de arrecadação (DAR IPTU/TLP). Outra opção é baixá-lo por meio do aplicativo Economia DF e escolher a opção Imóveis.

‌Para consultar a situação fiscal, basta acessar a dívida ativa. No site também é possível emitir o documento de arrecadação para quitar débitos vencidos. No atendimento virtual da Receita do DF há a possibilidade, ainda, de pedir o parcelamento do imposto dos anos anteriores.

Os contribuintes que não dispõem de acesso aos meios eletrônicos para emissão do boleto podem agendar atendimento presencial nos postos do Na Hora ou nas agências de atendimento da Receita do DF, pelo número 156, opção 3, em ligação feita a partir de um número fixo.

Atendimento presencial

⇒ Para agendar o atendimento, o contribuinte poderá acessar o Agenda DF. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 12h30 às 18h30
⇒ Telefone 156 – opção 3, segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h às 19h
⇒ 0800 644 0156 (ligação de outros estados)

Endereço das agências

⇒ Plano Piloto: 701 Norte, Bloco D Loja 1
⇒ Ceilândia: CNN 1, Bloco B – Avenida Hélio Prates
⇒ Gama: Quadra 1, Área Especial – Setor Central
⇒ Planaltina: SHD, Bloco C
SIA: SAPS Trecho 1, Lote H (próximo à Caesb) – EPTG
⇒ Taguatinga: CNA, Área Especial s/nº – Praça Santos Dumont.

Mais de 31 mil doses antirrábicas são aplicadas no 1º dia de campanha

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Iniciada no sábado (14), ação conta com mais de 500 locais de atendimento para imunizar cães e gatos gratuitamente. Veja endereços e horários

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) aplicou mais de 31 mil vacinas antirrábicas em cães e gatos de janeiro no sábado (14), primeiro dia de campanha da vacinação contra a raiva animal. O número reflete o esforço da pasta em evitar a propagação da doença fatal tanto aos animais quanto aos humanos. O subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos Martins, ressalta a importância de a população se engajar na campanha e levar seus animais de estimação aos locais agendados. “Ao vacinar o cachorro e o gato, a pessoa contribui diretamente para a preservação da saúde pública, porque, de fato, vai evitar a circulação de um vírus que é fatal”, afirma.

A Secretaria de Saúde aplicou mais de 31 mil vacinas antirrábicas em cães e gatos de janeiro no primeiro dia de campanha da vacinação contra a raiva animal | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

“A campanha antirrábica é voltada apenas para cães e gatos que tenham ao menos três meses de vida, não sendo indicada a fêmeas prenhas ou que estejam amamentando. Outra orientação importante aos tutores é levar os animais com coleira, focinheira ou caixa de transporte, conforme o porte”, destaca a médica veterinária da Zoonoses do Distrito Federal, Marcelle Farias dos Santos de Oliveira.

No site da SES-DF, é possível verificar a lista com endereços e horários dos locais de vacinação, além da programação para os próximos dois sábados, dias 21 e 28. Embora o Parque da Cidade seja um dos primeiros locais a receber a campanha, o foco desse dia de estreia são as localidades rurais de todas as regiões de Saúde. O passo seguinte é intensificar esse serviço em áreas urbanas. Para que isso ocorra de forma mais ampla, serão montados pontos de vacinação em escolas, praças, administrações regionais, abrigos de animais, agropecuárias e petshops.

Transmitida por um vírus, a raiva afeta humanos e animais mamíferos. A doença é considerada um problema de saúde pública e pode causar sintomas graves como febre, delírios, espasmos musculares e convulsões, podendo evoluir para paralisia e parada cardiorrespiratória.

O vírus – pertencente ao gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae – compromete o sistema nervoso central, causando inchaço no cérebro que, em quase cem por cento dos casos não tratados, resulta em óbito. Estima-se que a raiva mate 70 mil pessoas por ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora a incidência da infecção seja rara no Brasil, o país registrou um aumento preocupante de casos em 2022, com cinco novas ocorrências entre humanos desde então. A vacinação antirrábica é ainda a forma mais eficaz de controlar o vírus e de se proteger. No DF, o trabalho da Zoonoses vai além da prevenção e da vigilância da raiva. Sua atuação abrange outras doenças que também podem ser transmitidas aos seres humanos por animais, como leishmaniose visceral, febre maculosa, esporotricose (micose abaixo da pele), febre amarela, leptospirose e hantavirose.

Vacinação o ano todo

A imunização antirrábica é contínua na rede pública, isto é, ocorre ao longo de todo o ano nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental e na Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival). A SES-DF realiza ainda parcerias esporádicas com outras instituições do DF, em ações extramuros, facilitando o acesso às doses. Para setembro, a pasta planejou uma campanha contra a raiva para reforço e conscientização. Além de estarem na zona rural neste sábado (14), estarão presentes também na área urbana nos dias 21 e 28. É possível acompanhar datas e locais pelo site da SES-DF.

Mais de 276 mil unidades da nova carteira de identidade foram emitidas

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Documento concentra todos os dados em um só lugar e tem gratuidade na emissão da primeira via; carteira atual continua válida até 2032

O Distrito Federal já emitiu mais de 276 mil unidades da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) desde novembro do ano passado. Criado com o objetivo de centralizar as principais informações do indivíduo e combater fraudes às pessoas físicas, o documento é destinado a todas as idades.

As crianças também podem ter a carteira, visto que desde 2017 é obrigatória a inclusão do CPF nas certidões de nascimento. Com pouco mais de 1 ano de idade, a pequena Manoela Lourenço já possui a nova CIN. A mãe dela, Bárbara Lourenço, 28, conta que decidiu fazer o documento para a filha por motivos de segurança. “É importante ela ter um documento oficial com foto, além da praticidade de ter todos os dados em um só lugar”, comenta. Atendida na Polícia Civil do Na Hora da Rodoviária, ela afirma que o atendimento foi rápido e tranquilo.

De acordo com o diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil do DF, Ruben Sérgio Veloso Gumprich, a CIN adota o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como registro geral nacional, acabando com a duplicidade na identificação do cidadão e reduzindo o número de fraudes, além de unificar outros documentos e atualizar as informações do cidadão na base de dados do governo.

Bárbara Lourenço levou sua filha Manoela para fazer a nova carteira de identidade: “É importante ela ter um documento oficial com foto” | Foto: Arquivo pessoal

A ideia é que, apenas com a CIN, o cidadão possa ter acesso a prontuários do Sistema Único de Saúde, benefícios sociais como o Bolsa Família, registros no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e também a informações fiscais, tributárias ou ligadas ao exercício de obrigações políticas, como o alistamento eleitoral e o voto.

O diretor do Instituto de Identificação da PCDF reforça que o novo documento se tornará obrigatório para todos os cidadãos brasileiros somente a partir de fevereiro de 2032, não havendo urgência na emissão da nova carteira.

“A PCDF tem se esforçado bastante para atender a nova demanda, para tentar comportar todo mundo que queira tirar agora. É normal que as vagas sejam preenchidas rapidamente pela quantidade de interessados. Mas é bom lembrar que não há uma urgência em retirar a nova identidade. Salvo quem vai viajar para o Mercosul, que exige uma identidade expedida pelo menos nos últimos dez anos, a atual vale até 2032 para atividades usuais”, pontua.

Como emitir a nova identidade

Para obter o documento, é necessário estar com o CPF regularizado junto à Receita Federal e apresentar também a certidão de nascimento ou casamento atualizada, em via original, versão física ou meio digital, ou cópia autenticada em cartório. Todos os dados da certidão precisam estar em conformidade com os registros da Receita Federal. Com os documentos em mãos, é só procurar o Posto de Identificação Biométrica (PIB) da PCDF mais próximo.

São nove PIBs em diversas regiões do DF, funcionando das 7h às 19h sem agendamento, por ordem de chegada. Nesses postos, as senhas são distribuídas de acordo com a capacidade operacional da unidade e as prioridades legais são respeitadas. O cidadão também pode marcar um horário no site da PCDF para garantir o atendimento em uma das sete unidades do Na Hora (manhã ou tarde) ou nos postos localizados junto às delegacias de polícia, à tarde.

A primeira via da CIN é gratuita. Para aqueles que já possuem a nova CIN, emitida em outro estado ou no DF, é cobrada uma taxa de R$ 42 para a emissão da segunda via no Distrito Federal. Além da versão em papel moeda, há também a opção de emitir a identidade na versão cartão, pagando uma taxa de R$ 84. O material do documento é o mesmo usado na fabricação de cartões de crédito, feita em cloreto de polietileno (PVC).

Rede pública de saúde do DF oferece tratamento para leishmaniose

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Em caso de sintomas, paciente pode procurar a UBS mais perto de casa; para animais contanimados, a Organização Mundial da Saúde recomenda a eutanásia

Entre os meses de janeiro e julho deste ano, já foram testados pela Zoonoses 583 cães para leishmaniose visceral, a forma da doença mais preocupante no Distrito Federal, e 80 tiveram resultados positivos. A leishmaniose, uma doença infecciosa não contagiosa, afeta cães e gatos, e também seres humanos e animais silvestres. A doença é transmitida pela picada do mosquito-palha, cujo habitat de reprodução inclui matéria orgânica em decomposição, como troncos, folhas e frutas.

“A leishmaniose visceral pode causar febre persistente, anemia, perda de peso e fraqueza em humanos. Em estágio avançado, pode provocar aumento do fígado e do baço, principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. Em cães, os sintomas variam conforme a resposta imunológica do animal e incluem lesões de pele, perda de peso, crescimento anormal das unhas, sangramentos e conjuntivite”, explica a médica veterinária da Zoonoses, Marcelle Farias dos Santos de Oliveira. A veterinária explica que gatos são mais difíceis de serem picados pelo mosquito por conta de seus hábitos de ficar em locais mais altos. Outro tipo da doença é a leishmaniose tegumentar (LT), que não afeta órgãos internos e tem como principal sintoma a úlcera cutânea, que se apresenta como uma ferida na pele.

Oliveira destaca a importância da prevenção: “É fundamental que as pessoas mantenham a limpeza de seus quintais, evitem trilhas e exposição em locais com presença do vetor, especialmente no final da tarde e início da noite, e façam uso de repelentes.” As principais medidas de prevenção e combate à doença incluem o controle dos vetores, limpeza de reservatórios caninos, proteção individual, diagnóstico precoce, tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde.

De janeiro a julho de 2024, a Zoonoses testou 583 cães para leishmaniose visceral, e 80 tiveram resultados positivos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Tratamento

Humanos com suspeita da doença, que apresentem algum sintoma ou que tenham visitado áreas de risco como matas e cachoeiras devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A rede de saúde pública do DF oferece tratamento com medicamentos para os dois tipos de leishmaniose e o acompanhamento médico é essencial. A Zoonoses funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

No caso de animais contaminados, o indicado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), é a eutanásia. “Na Zoonoses, recolhemos o sangue do animal e fazemos o teste. A partir do resultado de exame oficial positivo, oferecemos a opção de eutanásia sem nenhum tipo de custo. No caso da leishmaniose, o melhor tratamento é realmente a prevenção”, orienta Oliveira.

Prevenção das Leishmanioses

– Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
– Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
– Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
– Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
– Usar mosquiteiros para dormir;
– Usar telas protetoras em janelas e portas.

Novacap terá semana de comemorações pelos 68 anos

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Público em geral é convidado a participar do culto ecumênico e de exposição fotográfica retratando os feitos da empresa nos últimos anos

Sob o tema Construção, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) celebra 68 anos de existência. Fundada quatro anos antes da capital federal, justamente para erguer a idade, a empresa é tida por muitos como a mãe de Brasília. Para celebrar a data e prestigiar os colaboradores, a semana será de comemorações com atividades, inclusive, abertas ao público em geral.

A programação começa com um culto ecumênico aberto a quem quiser participar. A celebração vai ser regida pelo padre Carlos Alexandre e pelo pastor Ibi Batista e ocorre a partir das 9h desta segunda-feira (16), no Espaço Multiuso Rubens Rezende “Macarrão” (onde vai ficar concentrada toda a agenda de eventos), dentro da companhia.

Na terça-feira (17), a companhia promove o workshop de pavimentação urbana da Novacap. A primeira edição do evento que promete ganhar uma agenda periódica ocorre das 7h30 às 17h30 para os mais de 400 inscritos previamente. A importância desse encontro é tamanha que as inscrições gratuitas esgotaram-se em quatro dias apenas. Com o tema Desafios e inovações da pavimentação urbana, o ciclo de palestras conta com renomados especialistas nacionais e internacionais, painéis sobre engenharia urbana, evolução dos pavimentos de concreto, serviços de drenagem pluvial urbana, licenciamento ambiental, avaliação de pavimentos e inovações tecnológicas, entre outros.

Importante lembrar aos inscritos sobre a doação de um quilo de alimento não perecível. Além disso, um restaurante vai ser montado para que eles não precisem sair do local e possam conhecer as dependências da mais tradicional empresa da cidade. Composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca, vinagrete, salada e um espetinho (carne, frango, medalhão de frango, linguiça ou queijo coalho), a refeição custa R$ 25 por pessoa. Os participantes ainda recebem um certificado.

O tema das comemorações será Construção

Nos dois próximos dias, ocorre uma feirinha de artesanato com praça de alimentação acompanhada dos serviços ao cidadão da Carreta do Na Hora, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Além disso, na quarta (18), está programada a palestra Setembro Amarelo, com o Centro de Valorização da Vida (CVV), a partir das 14h, com temáticas relacionadas à importância da manutenção da saúde mental e aos métodos de abordagem dessa problemática. Na quinta (19), dia do aniversário da Novacap, de 9h às 10h, ocorre a palestra interativa Cuidando da Saúde, com a instrutora de yoga Ananda Marga, com direito a um aulão e ressaltando discussões sobre gerenciamento de estresse, o que é mindfulness e como pode melhorar o bem-estar físico e mental, entre outras discussões e práticas.

Durante o período da tarde, está previsto um aulão de fitdance, com os professores da academia Bluefit. Logo após, a companhia recebe um desfile de moda com peças confeccionadas por designers do Distrito Federal e vestidas por colaboradores da Novacap.

A comemoração se encerra na sexta-feira (20), com uma confraternização restrita aos trabalhadores.

Mais ações

A exposição fotográfica Lentes da Modernidade: a Novacap e o Distrito Federal destaca a atuação da Novacap no desenvolvimento do DF

Além dos eventos pontuais da programação, o aniversário de 68 anos da Novacap conta com ações paralelas durante toda a semana de aniversário.

Como o tema deste ano é Construção, a exposição fotográfica Lentes da Modernidade: a Novacap e o Distrito Federal fica instalada de terça a quinta-feira, das 9h às 16h e destaca a atuação da Novacap no desenvolvimento de todo o Distrito Federal. As obras são fruto do trabalho diário e especializado do fotojornalista Kiko Paz e da fotógrafa Drica Ponce.

A mostra fica instalada nos arredores do Espaço Macarrão e traz painéis que ilustram o progresso das obras de construção civil, reformas, revitalizações e manutenções da companhia nas regiões, incluindo projetos de pavimentação, drenagem, edificação, manutenção, arborização e paisagismo, todos fundamentais para o crescimento sustentável das cidades.

Complementando a exposição, o projeto Jornada 68 Anos conta a história da Novacap ao longo das décadas por meio de fotos, vídeos e documentos históricos. As obras vão estar dispostas em formato de túnel do tempo, de forma que o espectador pode acompanhar a evolução da história enquanto segue o caminho.

A semana de aniversário da Novacap é acompanhada, ainda, por uma ação de recolhimento de lixo eletrônico realizada em parceria com a organização Programando o Futuro. Três caixas para depósito de resíduos eletrônicos ficam disponíveis durante a celebração, com o objetivo de reduzir a quantidade de inservíveis eletrônicos que acabam sendo descartados de forma indevida.

Exemplo para o país, Brasília soma mais de 4,4 mil faixas de pedestres

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Respeito à travessia segura faz do DF referência em todo o país; população pode solicitar novas faixas diretamente ao Detran

Brasília é conhecida em todo o país por respeitar as faixas de pedestres. O hábito fez com que a capital se tornasse referência na travessia segura das vias. Desde a instalação da primeira passagem no Distrito Federal, em 1º de abril de 1997, nas imediações da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, o quadradinho já soma 4.430 faixas de travessia nas vias urbanas, sendo 732 semaforizadas e 3.698 sem semáforo, todas com placas.

As sinalizações dos locais apropriados para a travessia das vias do DF estão presentes em todas as regiões administrativas da capital. O Plano Piloto concentra a maior parte delas: são 1.130 ao todo. Na sequência aparecem Ceilândia e Taguatinga, com 514 e 425 faixas de pedestres, respectivamente.

O respeito ao pedestre é exaltado por Elias Machado Lima, de 39 anos. O técnico em enfermagem e professor mora há 10 anos no Cruzeiro, uma das regiões administrativas do DF que recentemente receberam novas pinturas de faixas de pedestre.

“Brasília é um exemplo. É preciso haver respeito dos dois lados, tanto de quem atravessa quanto de quem dirige. A população daqui é muito bem educada; a cidade é um modelo”, diz Elias.

A preservação dos locais apropriados para uma travessia segura é promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Trânsito da capital (Detran-DF). A manutenção das faixas de pedestres existentes é um trabalho periódico e consiste na pintura e na lavagem.

Elias Machado Lima: “Brasília é um exemplo. É preciso haver respeito dos dois lados, tanto de quem atravessa quanto de quem dirige”

Há dois tipos de pinturas: a quente, usada em vias de maior fluxo, como o Eixo Monumental, e, por isso, com maior durabilidade; e a fria, escolhida para pistas internas das regiões administrativas.

A pintura a quente é feita com tinta termoplástica e requer um maquinário específico para sua aplicação, prolongando a vida útil da faixa. Já a pintura a frio é com tinta acrílica e pode ser aplicada em diferentes tipos de superfícies. É uma opção mais econômica e de fácil aplicação.

Desde o início do ano, a manutenção de faixas de pedestres já ocorreu nas seguintes cidades: Fercal, Varjão, Águas Claras, Cruzeiro, SIA, SCIA/Estrutural, Vicente Pires, Candangolândia, Gama, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Santa Maria, Brazlândia, Samambaia e Sol Nascente/Pôr do Sol. Nessas RA’s, os serviços já foram finalizados.

Outras regiões estão com o serviço em andamento e bem adiantado: São Sebastião, Paranoá, Taguatinga, Ceilândia e Jardim Botânico. A expectativa é que a manutenção de todas as faixas de pedestres seja finalizada até o fim setembro, antes do período de chuvas.

Novas faixas

A população pode solicitar a criação de novas faixas diretamente ao Detran (pelo site), à Ouvidoria (pelo site ou pelo número 162) ou às administrações regionais. O pedido deve conter imagens ou croquis com a localização da travessia desejada e os motivos que originaram a solicitação. A demanda é enviada aos setores de engenharia de trânsito do órgão responsável, que avaliam se os locais seguem os critérios necessários. Os serviços de pintura sempre são realizados no período noturno, para não atrapalhar o trânsito.

“É feita uma contagem para ver quantos transeuntes passam por aquele local e também é avaliado o raio de giro da área, para medir o fluxo de entrada e saída de carros”, explica Marlícia Camello, diretora de Engenharia de Trânsito do Detran-DF.

“A questão da sinalização da faixa de pedestre é fundamental para a segurança do pedestre, do ciclista e do motorista. A partir do momento que todos os usuários se respeitam, Brasília ganha esse respeito a nível nacional em relação à cultura de que a faixa de pedestre é algo muito suma importância”, destaca.

Alívio em época de seca, Lago Paranoá exige cuidados para evitar afogamentos

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Corpo de Bombeiros reforça atuação nesse período, que costuma ser de maior movimentação; DF está em alerta para a baixa umidade, o que também demanda cuidados com a saúde

O Lago Paranoá foi pensado para ajudar nos longos períodos de seca do Planalto Central. Além de contribuir para ampliar a umidade, ele também é um refúgio para banhistas que desejam aliviar o calor. Porém, a alta na movimentação também leva a um aumento no número de acidentes no local. Por isso, o ideal é adotar alguns cuidados para que o refresco não se torne um problema.

De janeiro a 18 de agosto deste ano, o DF teve 68 ocorrências de afogamento. Em todo o ano passado, foram 139 registros. Em casos como esses, a rapidez é fundamental. Daí a necessidade de existirem postos do CBMDF espalhados pelo lago, o que permite que, a depender da distância, o tempo de resposta seja de até 15 segundos | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

“É uma época complicada, que exige muita atenção da nossa equipe. Então, principalmente aos finais de semana, os mergulhadores e guarda-vidas do Corpo de Bombeiros ficam em alerta 100% em todos os nossos postos. Nós temos cinco postos de guarda-vidas espalhados pelo Lago Paranoá e mais dois postos de atendimento à emergência de mergulho”, explica o capitão Alan Valim, oficial do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

“A gente sempre orienta a não tentar resgatar uma pessoa caso você não tenha plenos conhecimentos das técnicas de salvamento aquático. E, no caso de crianças, que é um alerta em todas as situações, mas, principalmente, no meio líquido, manter sempre a água na altura da cintura em água parada e, em água corrente, na altura dos joelhos no máximo e à distância de um braço do adulto mais próximo”

             Alan Valim, oficial do Grupamento de Busca e Salvamento

O militar elenca as precauções necessárias para prevenir afogamentos. A principal delas é evitar o consumo de álcool antes de entrar na água. “Nós temos estatísticas que mostram, ao longo de mais de 15 anos de estudo, que as bebidas alcoólicas realmente oferecem muito risco às pessoas. Parte considerável dos casos de afogamento tem a incidência de bebida alcoólica. Muitas vezes também, há uma pessoa em situação de risco e alguém (vem) da margem, tenta salvar e acaba sendo uma outra vítima. Então, a gente sempre orienta a não tentar resgatar uma pessoa caso você não tenha plenos conhecimentos das técnicas de salvamento aquático. E, no caso de crianças, que é um alerta em todas as situações, mas, principalmente, no meio líquido, manter sempre a água na altura da cintura em água parada e, em água corrente, na altura dos joelhos no máximo e à distância de um braço do adulto mais próximo”.

Outra recomendação, que vale tanto para o Paranoá quanto para locais como rios e cachoeiras, é estar atento ao relevo embaixo d’água. “O lago engana bastante. Nós temos aqui áreas onde a profundidade é alterada de forma mais lenta, mas nós temos outras áreas em que você dando dois, três passos à frente, a profundidade aumenta dez vezes daquela que você está”, aponta o capitão.

O Corpo de Bombeiros está sempre pronto para ajudar: “Liga 193 em caso de emergência e a nossa equipe está pronta. A gente sempre passa essas orientações para que as pessoas possam ter o seu momento de lazer, seu momento de diversão, mas com muita segurança, protegendo a si e a sua família”, enfatiza o capitão Alan Valim

De janeiro a 18 de agosto deste ano, o DF teve 68 ocorrências de afogamento. Em todo o ano passado, foram 139 registros. Em casos como esses, a rapidez é fundamental. Daí a necessidade de existirem postos do CBMDF espalhados pelo lago, o que permite que, a depender da distância, o tempo de resposta seja de até 15 segundos. “Passou de três minutos (afogada), a pessoa já pode ter danos graves. Mesmo que aconteça o socorro, ela tem um risco de ter dano cerebral. Então, às vezes, dez segundos, 20 segundos, são primordiais nesse atendimento”, enfatiza Valim.

Adotando os devidos cuidados — e contando com o apoio do CBMDF, caso necessário —, a diversão e o alívio ao calor são garantidos. “O lago é para que as pessoas possam se divertir, é um dos ambientes mais adequados para a prática de esporte, para a prática de lazer do Brasil. Hoje nós temos uma das porções de água fechada e urbana mais limpas do mundo e aqui no Distrito Federal. E o Corpo de Bombeiros está pronto para atender. Liga 193 em caso de emergência e a nossa equipe está pronta. A gente sempre passa essas orientações para que as pessoas possam ter o seu momento de lazer, seu momento de diversão, mas com muita segurança, protegendo a si e a sua família”, arremata o oficial.

Alerta

Durante a última semana, o DF esteve sob alerta de “grande perigo” para a baixa umidade, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Na ocasião, a mínima chegou aos 10%. Diante desse cenário, também é preciso tomar certos cuidados para evitar problemas de saúde — como doenças pulmonares e dores de cabeça.

“Hidrate-se. Para garantir isso, ande sempre com a sua garrafinha. Evite também fazer atividade física (no período) das 10h às 17h. Mantenha sua casa arejada e limpa, evitando doenças respiratórias, que atingem principalmente as crianças e os idosos”, lista a agente da Defesa Civil Benedita Santos.

A Defesa Civil ainda orienta a fazer refeições leves e mais frequentes, usar roupas leves e recorrer a umidificadores de ar, toalhas molhadas ou baldes de água em ambientes fechados. Uma última dica é cadastrar-se no sistema do órgão para receber alertas de baixa umidade, enviando uma mensagem para o número 40199. “É só mandar o seu CEP. Você se cadastra na hora, é em tempo real e, todas as vezes que a umidade cair drasticamente, nós mandamos um SMS para o seu celular”, indica a agente.

GDF supera marca de 30 mil cestas básicas entregues em programa

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Criado há menos de um ano, Cesta do Trabalhador beneficia pessoas que estão sem vínculo empregatício; auxílio é porta de entrada para outras ações

“Uma bênção”. É dessa forma que a aposentada Maria da Conceição Freire, 71, define a cesta básica que recebeu do programa Cesta do Trabalhador. “Você saber que está com seu alimento em casa, você deita e sabe que amanhã tem a sua comida”. Criada em novembro de 2023, a iniciativa superou, em menos de um ano, a marca de 30 mil cestas básicas entregues. Até o início deste mês, 30.536 “bênçãos” chegaram às mesas de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Maria da Conceição (esquerda) e Marinez Cavalcante são beneficiárias do programa Cesta do Trabalhador, que oferece cesta básica para pessoas sem vínculo empregatício | Fotos: Matheus H. Souza/ Agência Brasília

No caso de dona Maria da Conceição, estava complicado encaixar as contas dentro do salário mínimo que ela recebe enquanto aposentada. “Difícil mesmo, muito difícil. Porque, como é que eu recebo um salário mínimo, tiro a parte do remédio, o aluguel, a água e a luz?”, indaga. “Com a cesta básica, é uma situação resolvida. Porque o que você não pode ficar é sem alimentação”, acrescenta.

Para participar do programa é preciso estar sem vínculo empregatício ativo — desempregado ou aposentado — há pelo menos 180 dias; estar inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), sem participar de outros programas; e ter renda per capita de até um salário mínimo mensal. Além disso, só é permitida a participação de uma pessoa por família.

Cada inscrito pode receber o auxílio por até três meses. “É uma ação complementar. A pessoa tem que estar em desemprego há mais de seis meses e aí procura a Agência do Trabalhador. No momento em que busca acesso a esse benefício, ela acaba se cadastrando nos processos de intermediação de mão de obra, nos processos de qualificação profissional como uma porta de saída para essa possível ajuda que ela venha receber”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Thales Mendes.

Marinez Cavalcante, 57 anos, perdeu o emprego no fim do ano passado. Neste ano, soube do programa e já recebeu a primeira cesta, com itens como arroz, feijão, sardinha e leite em pó. Ela relata que não teria “condições de comprar uma cesta deste tamanho” e classifica o auxílio como “um alívio”: “Consigo respirar, porque eu sei o que eu vou fazer. Eu sei que a minha filha vai comer”.

Criado em novembro de 2023, o programa superou, em menos de um ano, a marca de 30 mil cestas básicas entregues

Inscrição

Os interessados devem se inscrever no site da secretaria — se precisarem de auxílio, podem procurar um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Cras). Depois, devem comparecer pessoalmente a uma das 14 agências do trabalhador para comprovar os requisitos. Se aprovado, os alimentos são entregues diretamente no endereço informado.

O secretário exalta os bons números que a iniciativa atingiu antes mesmo de completar um ano: “É um programa que deu certo. Os indicadores são todos positivos, inclusive com casos de sucesso e pessoas que, por meio disso, descobriram toda a gama de serviços e oportunidades que são dadas para o usuário que procura a Agência do Trabalhador, não só a cesta”

Ibaneis faz a maior convocação de militares dos últimos anos na PMDF

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Os 1,2 mil novos policiais das forças de segurança iniciaram o CFP XI e passarão por treinamento antes de serem destacados para atuar nas ruas da capital

Na maior convocação dos últimos anos, o Distrito Federal se prepara para receber um reforço significativo nas forças de segurança com a chegada de 1.260 novos policiais militares. Esses profissionais iniciaram o XI Curso de Formação de Praças (CFP XI) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e, em breve, estarão prontos para atuar nas ruas da capital.

A cerimônia que recepcionou os futuros policiais, nesta sexta-feira (13), ocorreu no Complexo de Ensino da Polícia Militar (Cepom), em Taguatinga, e contou com a presença do governador Ibaneis Rocha. Na recepção aos militares, o chefe do Executivo destacou a presença de mulheres na formação. Elas representam 26,92% do novo efetivo, em conformidade com a nova interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) que retirou o limite de participação feminina nos quadros da PMDF. “A decisão foi bastante acertada no sentido de permitir uma maior participação das mulheres nesse concurso”, destacou Ibaneis Rocha.

O STF entendeu que o ato de estipular um teto de 10% das vagas para mulheres era inconstitucional por promover a desigualdade de gênero no funcionalismo público. Em cumprimento à decisão, foram convocadas 323 militares para o CFP XI.

Além de reforçar o efetivo nas ruas, o Governo do Distrito Federal (GDF) investe em ações que refletem no bom desempenho da capital em rankings nacionais, como o Atlas da Violência 2024, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na pesquisa, referente aos dados de 2022, Brasília aparece entre as capitais mais seguras do país, com a segunda menor taxa de homicídio (13%) — ficando atrás apenas de Florianópolis (8,9%), capital de Santa Catarina.

“O compromisso do GDF é melhorar ainda mais a nossa segurança pública. Atualmente somos a segunda capital mais segura do Brasil, e vamos trabalhar para que, até 2026, conquistemos o primeiro lugar, que é onde merecemos estar”, ressaltou Ibaneis Rocha.

Para alcançar este objetivo, o GDF tem convocado militares para atuar nas ruas. Desde 2019, foram nomeados 3,9 mil militares da PMDF, entre oficiais e praças. Atualmente, a população conta com 9.829 efetivos responsáveis pelo policiamento — número que pode chegar a 11.089 com a inclusão dos novos integrantes do CFP XI.

“Esse talvez seja o maior curso de formação de praças da história da PMDF e será um reforço que vai nos ajudar a reduzir ainda mais os índices de criminalidade e o déficit de policiais”

Celina Leão, vice-governadora

“Para melhorarmos cada vez mais a segurança pública no DF, a formação de novos policiais é fundamental. Esse talvez seja o maior curso de formação de praças da história da PMDF e será um reforço que vai nos ajudar a reduzir ainda mais os índices de criminalidade e o déficit de policiais. Desde 2019, temos ampliado de modo sistemático o número de integrantes da corporação. Esforço que se mede pela sensação de segurança em nossa cidade e que colocou o DF como a segunda cidade mais segura de todo o país”, reforçou a vice-governadora Celina Leão.

Nessa mesma linha, o secretário em exercício de Segurança Pública, Alexandre Patury, destacou o quanto é necessário recompor os quadros da PMDF. “Os novos policiais chegam em um excelente momento”, disse. “A legislação mudou ao longo dos anos, isso fez com que muitos se aposentassem. Então, o nosso esforço é para retomar o efetivo e agora estamos aqui dando boas-vindas aos que chegam para somar”, concluiu Patury.

Para receber os 1.260 alunos, o Cepom passou por reformas e ampliação de sua estrutura física

O CFP XI é o maior curso de formação da Polícia Militar nos últimos anos. Para receber os 1.260 alunos, o Cepom passou por reformas e ampliação de sua estrutura física. O treinamento terá duração de aproximadamente oito meses, e os alunos passarão por diversas fases.

“Ao todo, serão 1,4 mil horas de atividades intensas e a previsão é que a formatura seja no aniversário da corporação, em 13 de maio, para darmos à população, de presente de aniversário, esses 1,2 mil policiais militares”, revelou a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka.

Após os primeiros meses de formação, os profissionais iniciarão o estágio supervisionado e, ao final do curso, serão distribuídos entre as unidades operacionais da PMDF para atuarem definitivamente nas ruas das cidades.

Futuros policiais

O Curso de Formação de Praças é a etapa inicial na carreira dos futuros militares. Durante a capacitação, os candidatos recebem treinamento teórico e prático, desenvolvendo habilidades essenciais para a atuação na segurança pública. Esse processo prepara os novos praças para enfrentar os desafios da profissão e contribuir de maneira significativa na segurança da comunidade.

“O papel de um policial militar é um dos mais essenciais na manutenção da paz e da segurança social”

Ana Paula Habka, comandante-geral da PMDF

“O papel de um policial militar é um dos mais essenciais na manutenção da paz e da segurança social. Eles estarão na linha de frente, enfrentando situações complexas e desafiadoras onde as habilidades adquiridas no curso de formação farão toda a diferença”, concluiu a comandante-geral Ana Paula Habka.

DF Mais Seguro

O bom desempenho no policiamento é um reflexo dos programas tocados pela Secretaria de Segurança Pública, como o DF Mais Seguro – Segurança Integral, que envolve a participação da sociedade civil e de diversos órgãos com o objetivo de reduzir a criminalidade e a violência, aumentando a sensação de segurança da população.

A capital registrou o menor número, neste mês, de vítimas de homicídios e de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) em 25 anos, como latrocínio e lesão corporal seguida de morte — resultado do investimento feito por este GDF em tecnologia, inteligência e capacitação.

No comparativo dos primeiros oito meses, a redução ficou em 18,7% em crimes desta natureza, como homicídios, feminicídios, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Isso representa 35 vidas poupadas em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando foi registrado o menor índice de homicídios dos últimos 47 anos.

O número de casos de homicídios também reduziu. Entre janeiro e agosto, este é o menor desde 2000, quando houve 403 casos. Na comparação entre o mesmo intervalo de 2023 e 2024, o número de vítimas reduziu 13,2%, com 131 ocorrências nos oito primeiros meses deste ano, contra 151 casos do ano passado, um número que evidencia que 20 vidas foram preservadas graças à atuação das forças de segurança.

Em relação aos crimes contra o patrimônio, a redução ficou em 15% nas modalidades delituosas monitoradas prioritariamente pela pasta, que englobam os roubos a transeunte (-19,6%), em residência (-29,9%), de veículo (-20,7%), em transporte coletivo (-51,8%), em comércio (-31,6%) e o furto em veículo, modalidade que fechou o período sem variação percentual (com um caso a menos). A queda no índice representa 2.304 ocorrências a menos, o que demonstra a efetividade dos programas implementados.