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Detran-DF realiza Operação Sossego em Águas Claras

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Ao todo, as equipes de fiscalização de trânsito realizaram 200 abordagens

Na noite desta quarta-feira (30), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), realizou, com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Operação Sossego, na Região Administrativa de Águas Claras.
A operação contou com dois pontos de bloqueio, onde foram realizadas 200 abordagens. Durante as fiscalizações, os agentes flagraram 18 motocicletas com escapamento irregular, três casos de embriaguez ao volante, seis condutores com CNH vencida, oito motoristas inabilitados e 20 outras infrações diversas. Ao todo, seis veículos foram removidos para o depósito da Autarquia.
A ação mobilizou um efetivo de 12 agentes de trânsito, com o apoio de dois guinchos do Detran-DF e duas viaturas da PMDF.

Operação Sossego

A operação Sossego é uma inciativa do Detran-DF e tem o objetivo de retirar de circulação as motocicletas com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir um veículo com o escapamento irregular é uma infração grave, sujeita a multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para regularização.

Palácio do Buriti recebe reunião nacional de combate à corrupção

Pela primeira vez, Brasília sedia encontro de representantes de controladorias-gerais dos municípios, estados e União; governadora em exercício Celina Leão destaca parceria entre instituições para a defesa da gestão pública

O Palácio do Buriti sedia, nesta quarta-feira (30), a reunião da Rede Nacional de Promoção da Integridade Privada, coordenada pela Controladoria-Geral da União (CGU). É a primeira vez que o encontro ocorre na capital do país, reunindo representantes das controladorias-gerais dos estados e do Distrito Federal (DF). A abertura dos trabalhos contou com a participação da governadora em exercício Celina Leão, que destacou a parceria com a CGU para trazer as discussões para a sede do Executivo local.

“Essa é uma agenda que o nosso governo preza muito. O combate à corrupção é um tema importantíssimo, e estamos discutindo assuntos relevantes sobre essa temática. É uma honra o Governo do Distrito Federal, por ser a capital da República, receber representantes das controladorias dos estados justamente para discutirmos juntos em que ponto estamos e aonde queremos chegar, analisando quais foram os avanços que conseguimos e quais são as melhores práticas para acabar com a corrupção.”

A abertura dos trabalhos contou com a participação da governadora em exercício Celina Leão, que destacou a parceria com a CGU para trazer as discussões para a sede do Executivo local | Fotos: Renato Alves/ Agência Brasília

O grupo trabalha pela aplicação da Lei Anticorrupção nos três níveis da Federação, por meio da disseminação de conhecimentos, de boas práticas e de estratégias integradas de promoção da integridade no ambiente privado. Participaram da reunião representantes de 13 estados e de cinco municípios, além de conselhos e instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil e o Sistema S.

“Somos uma rede de integridade privada que visa organizar a agenda de todas as controladorias do país, por meio da CGU, para que incentivemos o combate à corrupção, de dentro para fora das empresas. Sabemos que o Estado tem um papel a fazer, mas precisamos tratar os dois lados, tanto da demanda quanto da oferta por corrupção. Por isso, é importante termos uma parceria nesse empreendimento comum”, destacou o ministro da Controladoria-Geral da União do Brasil, Vinícius Marques de Carvalho.

A agenda da reunião é voltada para o alinhamento entre os municípios, estados e União sobre a avaliação dos programas de integridade, especialmente pela aplicação da Lei de Licitações e Contratos, que reforçou a importância do programa para os fornecedores.

O controlador-geral do DF, Daniel Lima, ressaltou a importância de levar o encontro ao Palácio do Buriti: “Decisões importantes que impactam a vida da população são tomadas aqui, baseadas em ética, transparência e, acima de tudo, integridade. É isso que nós temos buscado fomentar cada vez mais no GDF. Espero que voltem mais vezes a Brasília para que possamos debater e trocar experiências, assim como nós estamos fazendo aqui no dia de hoje, para termos um país cada vez mais transparente e forte no combate à corrupção”.

O controlador-geral do DF, Daniel Lima, destacou a importância de levar o encontro ao Palácio do Buriti

A Rede Nacional de Promoção da Integridade Privada pretende favorecer a articulação integrada e a cooperação técnica, de modo que as unidades possam trabalhar de forma alinhada. Com isso, espera-se harmonizar a celebração de acordos de leniência que envolvam competências de diferentes entes federativos, uniformizar as regras de avaliação de programas de integridade e atuar conjuntamente nas ações de fomento à integridade, além de evitar a ação duplicada de processos administrativos de responsabilização sobre o mesmo caso.

DF em destaque

Pela segunda vez consecutiva, o GDF alcançou o padrão ouro no índice do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), atingindo 89,58% de transparência. O resultado foi divulgado no ano passado pelo Radar da Transparência Pública, onde é possível buscar todos os índices das mais de 8 mil entidades avaliadas no país.

Em 2022, o GDF alcançou 89,59% na análise de 109 a 125 itens. Já em 2023, a instituição fez a análise de 202 a 258 itens. Os bons resultados no Distrito Federal foram destacados pelo ministro da Controladoria-Geral da União do Brasil, Vinícius Marques de Carvalho.

“A Controladoria do DF é muito profissional, com carreira de Estado bem-estabelecida e um corpo técnico. A agenda de controle deve ser uma agenda de Estado. Ela deve permear qualquer governo e precisa ser estabelecida de uma maneira que tenha um planejamento de longo prazo. E nós, que estamos em funções políticas, temos que garantir esse respaldo para que essa agenda se estabeleça cada vez melhor.”

GDF instala pontos de distribuição de água para feriado de Finados

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Pontos devem atender mais de 600 mil visitantes em cemitérios durante três dias

Os seis cemitérios do Distrito Federal vão ser abastecidos com água potável fornecida pela Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) durante o período do feriado de Finados, entre os dias 1º e 3 de novembro, quando são esperados mais de 600 mil visitantes nessas necrópoles. Para atender o público, estão sendo instalados pontos de distribuição de água ligados às redes de abastecimento já existentes nos cemitérios. O Campo da Esperança (Asa Sul) e o Cemitério de Taguatinga (Setor QNH, Área Especial) vão ter maior número de locais de distribuição porque são os que recebem mais visitantes.

Já nos cemitérios de Planaltina (Setor Santa Rita), Sobradinho (AR 07-Sobradinho II), Brazlândia (Setor Norte) e Gama (Setor Oeste) o sistema de fornecimento será por meio de instalação de caixas d’água com torneiras. Elas serão montadas em estruturas provisórias ligadas diretamente à rede de distribuição de água desses cemitérios.

A Caesb recomenda aos visitantes levarem suas próprias garrafas d’água, de preferência reutilizáveis. Assim, além de contar com recipiente próprio para receber e guardar a água, o visitante não descartará a garrafa, ajudando a não produzir lixo dentro dos cemitérios.

Em todos os seis cemitérios, o fornecimento de água nos pontos de distribuição acompanhará o horário previsto para visitação, que será das 7h às 19h.

GDF Mais Perto do Cidadão terá atenção especial ao público idoso

Programa chega a Santa Maria e oferece atendimentos do Na Hora, Detran, Codhab e outros órgãos públicos, nesta sexta-feira (1º) e no sábado (2)

A 40ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão terá um diferencial: a pessoa idosa será protagonista. O evento, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), chega a Santa Maria nesta sexta-feira (1º/11), das 9h às 16h, e no sábado (2/11), das 9h às 12h, com todos os serviços e atendimentos de saúde e de áreas sociais já conhecidos pela população.

“Desta vez, estamos adotando um olhar ainda mais especial ao público de 60 anos ou mais, por meio do programa Viver 60+, que tem como foco o bem-estar, a saúde e a qualidade de vida da pessoa idosa do Distrito Federal e que já atende 12 cidades”, explica a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

A programação inclui atrações das mais variadas na Tenda do Idoso, que ampliou o seu espaço e ganhou uma localização de destaque na área do evento. A ação ocorrerá na Quadra Central 1, Conjunto H, ao lado do ginásio poliesportivo.

Atividades

Mais de 270 mil pessoas já foram atendidas pelo programa desde 2023

Quem visitar a tenda poderá participar de um bate-papo sobre prevenção à violência contra a pessoa idosa, que contará com representantes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). O espaço também terá serviços de avaliação da mobilidade articular, capacidade funcional, liberação miofascial e SPA dos pés, entre outros.

Para os idosos mais animados, esta edição reserva ainda atrações como um aulão com professores do programa Ginástica nas Quadras, de Santa Maria, capoeira especial e muita dança ao som de forró e zumba. Uma equipe de orientadores também estará à disposição para tirar dúvidas sobre aquisição de carteiras da pessoa idosa para passagem gratuita, tanto no transporte local quanto interestadual.

Benefícios 

Desde o início de 2023, o programa já contabilizou mais de 270 mil atendimentos, incluindo a última edição no Gama. Os moradores poderão acessar diversos serviços, incluindo atendimentos do Na Hora, da Sejus-DF e da Polícia Civil, bem como de outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF).

A programação também inclui atualização de cartão de vacinação e cuidados para pets, com oportunidade de vacinação antirrábica, apresentações artísticas, atividades para crianças e serviços de beleza e bem-estar.

Criado em 2023 pelo decreto nº 44.213, o GDF Mais Perto do Cidadão é organizado em eixos temáticos, como Justiça e Cidadania, Saúde, Cultura e Educação e Esporte e Lazer. Periodicamente, a Sejus mobiliza equipes de diversos órgãos do DF para prestar atendimentos em diferentes cidades da capital do país ao longo de dois dias.

O programa já percorreu Água Quente, Arapoanga, Brazlândia, Ceilândia, Cidade Estrutural, Colônia Agrícola 26 de Setembro, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Sobradinho II, Sol Nascente, Varjão, Vicente Pires e Gama.

GDF Mais Perto do Cidadão – Santa Maria

→ Data: sexta e sábado (1º e 2 de novembro)
→ Horários: sexta, das 9h às 16h; sábado, das 9h às 12h
→ Local: Quadra Central 1, Conjunto H (ao lado do ginásio poliesportivo).

Celina Leão atribui derrota das esquerdas a discurso envelhecido

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Vice-governadora do DF critica a falta de foco em questões econômicas nas campanhas de políticos do PT e defende a união da direita para 2026

Da Redação

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), atribuiu a ampla derrota das esquerdas nas eleições municipais a um discurso considerado ultrapassado e excessivamente “lacrador” de políticos do PT e seus aliados. Em entrevista ao podcast Diário do Poder, após apoiar campanhas no entorno do DF ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Celina destacou que os eleitores estão mais interessados em debater temas como economia, emprego e prosperidade pessoal.

Ela afirmou que os brasileiros desejam discutir “a democracia que nós queremos”, enfatizando a importância de abordar questões práticas e relevantes para a população. As informações foram publicadas na coluna do jornalista Claudio Humberto.

Celina Leão, que busca consolidar sua candidatura ao governo do DF em 2026, elogiou o juízo crítico dos eleitores que reelegeram 80% dos prefeitos nas últimas eleições. Em relação à gestão de esquerda na capital, ela afirmou que “nunca funcionou”, referindo-se às avaliações negativas das administrações do PT e do PSB.

Para a vice-governadora, a chave para a direita retomar o poder em 2026 reside na união ou federalização dos partidos desse espectro ideológico. Além disso, Celina reafirmou sua lealdade ao atual governador Ibaneis Rocha (MDB), expressando esperança de vê-lo eleito senador em 2026.

Veja o podcast:

Nota Legal vai sortear novo prêmio máximo de R$ 1 milhão em 2025

Decreto assinado nesta terça-feira (29) pela governadora em exercício Celina Leão dobra valor da premiação, como forma de incentivar a população a pedir a nota fiscal

Quem estiver concorrendo aos prêmios do programa Nota Legal já pode torcer para se tornar um milionário. Decreto assinado pela governadora em exercício Celina Leão nesta terça-feira (29) dobra o valor do prêmio, que, a partir de 2025, passa de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. “Hoje assinamos um decreto que dobra a premiação máxima do Nota Legal. Além de todos os benefícios para quem participa do programa, agora também é possível ganhar R$ 1 milhão. O Nota Legal é importantíssimo para toda a sociedade e nos ajuda a investir em áreas essenciais para a população”, ressalta Celina Leão.

Com o decreto, os sorteios do ano que vem vão distribuir 12,6 mil prêmios de R$ 100 a R$ 1 milhão, totalizando R$ 3,5 milhões em premiações.

O secretário de Economia, Ney Ferraz, reforça que, quanto mais a população pede a nota fiscal, mais retorno tem a sociedade.

“Esperamos que, cada vez mais, a população peça a nota fiscal e ajude o governo com esse grande ato de cidadania. Quanto mais a população pede a nota fiscal, mais todo mundo ganha, porque os tributos arrecadados são transformados em benefícios para a sociedade em diversas áreas como saúde, educação e mobilidade”, pontua.

Para fazer o cadastro no Programa Nota Legal ou recuperar a senha, acesse este link.

Confira abaixo os prêmios que serão sorteados.

→ 1 prêmio de R$ 1 milhão
→ 2 prêmios de R$ 200 mil
→ 3 prêmios de R$ 100 mil
→ 4 prêmios de R$ 50 mil
→ 10 prêmios de R$ 10 mil
→ 30 prêmios de R$ 5 mil
→ 50 prêmios de R$ 1 mil
→ 500 prêmios de R$ 200
→ 12.000 prêmios de R$ 100.

“Governo Lula não tem projeto para o país”, diz Temer

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“A sensação que eu tenho é que este governo não tem um projeto. Ou, se o tem, tem às escuras, não às claras. Não lança para a população”, diz o ex-presidente

O ex-presidente da República Michel Temer afirma que o governo Lula 3 não tem projeto para o país e que passou um sinal negativo ao mudar as metas do próprio arcabouço fiscal que criou no ano passado.

Mandatário entre setembro de 2016 e dezembro de 2018, Temer instituiu em sua gestão o chamado teto de gastos, que corrigia o gasto do ano corrente pela inflação do anterior, e aprovou a reforma trabalhista, além de ter iniciado as discussões da previdenciária, finalmente aprovada em 2019, no governo Jair Bolsonaro (PL).

“A sensação que eu tenho é que este governo não tem um projeto. Ou, se o tem, tem às escuras, não às claras. Não lança para a população”, diz Temer.

O ex-presidente afirma que a fase de radicalização política no Brasil está ficando para trás e que o desempenho positivo de seu partido, o MDB, no último pleito seria prova disso. Temer participou na terça-feira (29) do Lide Brazil Conference, em Londres, promovido por Folha, UOL e Lide.

Muitos qualificam seu governo como reformista e tendo sido capaz de estabilizar minimamente a economia, com o teto de gastos. Hoje, temos juros e dólar em alta, com a inflação pressionada. Como avalia o quadro?

Assim que eu cheguei no governo, percebi que a economia não se resolve num passe de mágica. Você não reduz os juros nem a inflação com uma única medida. É preciso uma série delas. Por isso, optamos pelas reformas, começando pelo teto de gastos.

Há o fundamento de que ninguém pode gastar mais do que aquilo que arrecada. Isso já começou a dar uma credibilidade extraordinária, porque o problema da economia está muito na segurança, naquilo que as pessoas alardeiam como sendo segurança jurídica, que nada mais é do que o cumprimento rigoroso do sistema normativo.

E disso decorre também a segurança, a credibilidade social, que permite investimentos. No nosso período, fizemos isso. Especialmente eu relembro a reforma trabalhista, o teto de gastos, o encaminhamento da [reforma da] Previdência, a Lei das Estatais, que recuperou a Petrobras e outras empresas.

Você precisa ter muita unidade no governo, que é uma coisa fundamental. Você não pode ter disputa entre ministérios, como, vez ou outra, eu verifico.

O atual governo criou o chamado arcabouço fiscal e já fez modificações, alterando metas para 2025 e sinalizando que o superávit de 1% do PIB será alcançado só em 2028. Como vê o cenário fiscal neste governo?

Em primeiro lugar, quero dizer o seguinte: a ideia do teto não feneceu. O que era o teto no meu governo? Era aplicar a inflação do ano anterior no novo orçamento. O que é o teto hoje? É a inflação do ano anterior, mais 0,5% a 2,5% [de crescimento real]. Se numericamente isso vai dar certo ou não, eu não saberia dizer. Mas ainda existe a figura do teto.

Agora, é preciso que haja aplicação rigorosa desse teto. Se houver titubeio, mesmo com esse teto modificado, teremos instabilidade. Mudar a meta não é útil.

Uma certa estabilidade legislativa também é importante. Porque também a credibilidade fiscal, econômica e social deriva da não existência permanente de modificações legais. Você acabou de dizer uma coisa que preocupa, essa modificação [no arcabouço].

O governo Lula 3 está terminando o seu segundo ano. Como o sr. o avalia até aqui?


Não vejo ideia de reformas pela frente. Temos a reformatação administrativa, mas está demorando. Eu não pude realizá-la porque eu tive pouco tempo de governo.

Eu não vejo, digamos assim, um projeto, uma meta do governo. Por que que eu tive uma meta? Porque, em um dado momento [2015], na Fundação Ulysses Guimarães, nós resolvemos realizar um documento, que foi chamado “Uma Ponte para o Futuro”. Quando eu cheguei ao governo, eu tinha um projeto.

Essas coisas todas que falamos das reformas fundamentais, que resultaram na queda da inflação e da taxa Selic, estavam programadas. Com aquele projeto, fomos fazendo as coisas e isso deu credibilidade. Agora, acho que falta o anúncio de um projeto maior.

Como o Juscelino Kubitschek [presidente de 1956 a 1961], que tinha um plano de metas. As pessoas sabiam para onde o governo estava indo. A sensação que eu tenho é que este governo não tem um projeto. Ou, se o tem, tem às escuras, não às claras. Não lança para a população.

O sr. não teria nada para citar como projeto deste governo?


Por enquanto, não. Não saberia dizer. Evidentemente que há um esforço grande para reduzir a inflação, mas ainda é improdutivo. Você veja que a própria diminuição do desemprego —vários editoriais e jornais disseram— é um produto da reforma trabalhista. Ela produziu mudanças na lei, que levou alguns anos para ter o seu efeito.

Eu confesso que não vejo. Vejo boa vontade, mas não vejo execução e vejo muita divergência. Por exemplo, vejo as dificuldades que o ministro [Fernando] Haddad [Fazenda] tem muitas vezes para levar adiante certos projetos. Isso cria insegurança, o que não é útil para a governabilidade.

Aumentar a arrecadação não é ruim, mas aumentar os gastos é. Por isso que o teto de gastos não permitia a elevação dos gastos públicos. Então, dois pontos: você aumenta a arrecadação; muito bem, sinal que a produção vai indo bem. Mas não pode aumentar os gastos, senão uma coisa elimina a outra. E isso parece que está acontecendo.

O seu partido se saiu bem nas eleições. Teve o segundo melhor resultado em população a ser governada, 36,6 milhões [atrás do PSD, com 37 milhões] e ganhou em São Paulo, o que não ocorria desde 2012. Como avalia o fato de o centrão, do qual o MDB faz parte, ter sido o grande vencedor?

O MDB é o grande partido de centro do país. Sempre foi assim. Desde o momento da Constituinte [1988], quando trouxe o país para o centro. E acho que hoje, mais do que nunca, revelou-se que o centro, caminhando para a direita, prevaleceu.

Segundo ponto, o MDB saiu-se muito bem. Você acabou de dizer que pegou São Paulo, mas mais quatro capitais: Porto Alegre, Belém, Macapá e Boa Vista.

Acho que o MDB estabeleceu uma marca estupenda, que é o fato de o seu eleitor votar com uma despreocupação, sem radicalismo.

O sr. vê o Brasil saindo um pouco desse quadro de acirramento na política? O clima está melhorando?

Acho que essa eleição municipal é demonstrativa disso. Prevaleceu mais a moderação, a tranquilidade, o equilíbrio. O Ricardo Nunes [prefeito reeleito de São Paulo] é um exemplo disso. Embora esteja fora da vida pública, nas conversas que tenho com várias pessoas, vejo que todos estão cansados dessa radicalização.

O sr. fala em centro e fim da radicalização. Tem algum palpite para as candidaturas em 2026? Alguma no seu partido? O que acha do nome do Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo, do Republicanos]?

Não gostaria de nominar. Mas o Tarcísio é uma grande figura, sem dúvida. Seria um bom candidato, moderado. O conheço bem e tive a oportunidade de tê-lo no meu governo [como secretário para programas de parcerias e investimentos]. Faz um bom governo em São Paulo e teve uma vitória, como vimos agora, na eleição do Ricardo Nunes.

Tivemos um aumento vertiginoso do poder de alguns congressistas com as emendas, que somam cerca de R$ 50 bilhões por ano. Vimos que 98% dos 116 prefeitos mais beneficiados foram reeleitos, com uma média de 72% dos votos, grande parte do centrão. Isso não é ruim para a democracia, esse direcionamento financeiro?

Acho que está havendo um protagonismo muito grande do Congresso Nacional. No tocante ao orçamento, ele não só aprova, mas tem emendas impositivas, de bancada, de comissão. Enfim, as mais variadas, que são direcionadas a esses municípios.

Isso pode conduzir um dia a uma reforma política radical, com mudança do sistema de governo, que é a ideia de um semipresidencialismo ou semiparlamentarismo.

Já que uma parte grande do orçamento está sendo direcionada ao Congresso, que ele seja responsável também pelos atos de governo. Porque hoje ele manda essas emendas, mas não tem responsabilidade nenhuma pela governabilidade executiva. Tem só pela governabilidade legislativa.

Mas e a transparência dessas emendas, do poder que esses parlamentares têm? Pois hoje têm nas mãos um instrumento para se perpetuarem no poder.

Há que ter transparência, até porque a Constituição determina a publicidade de todos os atos públicos, significando, portanto, a atuação dos parlamentares no tocante ao orçamento. Aliás, já caiu essa coisa do chamado orçamento secreto. Caiu porque era uma violência extraordinária contra a Constituição.

Izalci apresenta emenda que pode beneficiar motoristas de aplicativo

A medida atende profissionais autônomos como revendedores de produtos de catálogo, motoristas de aplicativo e prestadores de serviço de entrega

O texto do Projeto de Lei Complementar (PLP) n⁰ 68, de 2024, aprovada na Câmara dos Deputados, cria a figura do nanoempreendedor: pessoa física com faturamento de até R$ 40,5 mil por ano, que não será considerada contribuinte dos Impostos sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).

A medida tem o intuito de atender profissionais autônomos como revendedores de produtos de catálogo, motoristas de aplicativo e prestadores de serviço de entrega.

Entretanto, a categoria de prestador de serviço de transporte individual privado por aplicativo possui uma particularidade que não foi observada.

Apesar de grande parte desses motoristas possuírem receita bruta anual acima do limite estabelecido, fato é que os custos dessa atividade (combustível, manutenção do veículo, IPVA, seguro, depreciação, etc) são muito altos, o que acaba resultando em uma renda líquida muito inferior à sua receita bruta.

Nesse sentido, o senador Izalci Lucas (PL-DF), após ouvir os setores enquanto coordenador do Grupo de Trabalho da regulamentação da Reforma Tributária, apresentou emenda contemplando essa atividade na definição de nanoempreendedor, consideradando como receita bruta 25% do valor total auferido pelo motorista em todas as plataformas por meio das quais preste serviços. “Esse é, de fato, o percentual que sobra para o motorista depois de descontados todos os custos associados à prestação dos serviços”, justifica Izalci.

A farra de Ricardo Capelli em viagens de “bate e volta”

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Com sorriso de orelha a orelha e malas prontas, Ricardo Capelli surfa nas ondas das diárias generosas do governo federal, aproveitando viagens relâmpago que ele mesmo aprova e paga a si próprio. Quem pode, pode!

Prisão de Wilmar Lacerda abriu ainda mais a cova do PT no DF e enfraquece a legenda para 2026

A situação do Partido dos Trabalhadores aqui no Distrito Federal, que já não estava das melhores, deve ficar ainda pior após a prisão de seu atual vice-presidente Wilmar Lacerda, acusado de integrar uma organização criminosa que teria praticado violência sexual contra duas adolescentes, de 13 e de 17 anos. Wilmar sempre foi uma voz ativa dentro do partido, tanto aqui no DF como na direção nacional da sigla, e exercia forte influência sobre a militância petista.

A sua detenção na última quinta-feira (24) pela 3ª fase da Operação Predador da Polícia Civil do DF, na região Central do Plano Piloto, do ponto de vista político, enfraquece a legenda ainda mais na capital federal. O PT-DF vem tentando se reerguer desde que Agnelo Queiroz deixou o Palácio do Buriti em 31 de dezembro de 2014. O desempenho dos petistas nas urnas em terras brasilienses tem sido vergonhoso. Em 2018, eles passaram vergonha com Júlio Miragaya ficando em sexto lugar. Na última eleição, em 2022, o PT-DF teve que engolir um candidato de outra legenda e ainda amargou mais uma derrota na disputa ao Senado.

Internamente, parlamentares e alguns líderes estão pedindo a expulsão de Wilmar Lacerda para tentar amenizar as coisas e seguir em frente. Contudo, o PT-DF decidiu apenas afastá-lo ‘cautelarmente’, o que deixou evidente que alguém tem rabo preso com Wilmar. O agora vice-presidente afastado vinha tocando projetos importantes para o partido a nível federal. Ele vinha articulando um programa de cooperação técnica entre o Brasil e Cuba na Apex-Brasil que envolve alguns milhões de reais no setor de TI. Por parte do Planalto, ninguém deu um pio sobre a prisão de Lacerda. O governo Lula está fingindo que não sabe de nada e que essa bronca não é de lá.

Mas voltando aqui para a realidade do DF, Wilmar Lacerda abriu ainda mais a cova do partido no Campo da Esperança da política brasiliense. A ‘companheirada’ vinha se movimentando nos bastidores a procura de um nome que pudesse reposicionar o PT no cenário local, em especial, para a disputa ao GDF em 2026, porém, o episódio envolvendo um de seus principais líderes coloca a sigla e sua militância numa situação delicada e ao mesmo tempo constrangedora.

O caso envolvendo Wilmar Lacerda alimenta ainda mais a narrativa de seus opositores de que o PT defende bandido e tem vínculo com organizações criminosas. Por ora, Wilmar continua preso, pois o juiz da audiência de custódia manteve sua prisão preventiva, e segue filiado ao PT-DF. Quem sabe ele comande o partido lá de dentro da cadeia como faz Marcola com o PCC, talvez seja por isso que ninguém tem culhão para expulsá-lo.

Pré-candidatos de outros partidos de esquerda vão aproveitar para eliminar indicação petista

Pré-candidatos de outros partidos de esquerda vão aproveitar para eliminar indicação petista
Foto: Reprodução/Google Imagens

Quem comemorou e soltou fogos com a prisão de Wilmar Lacerda foi a ‘companheirada’ de outros partidos de esquerda. Como já mencionei acima, o PT-DF vinha se movimentando para tentar chegar com força em 2026 e ter um nome forte para disputar o GDF. Devido ao ocorrido com o dirigente petista, os líderes de outras legendas esquerdistas daqui já falam abertamente que seus pré-candidatos têm melhores condições para concorrer do que qualquer nome que venha do PT-DF a partir de agora.

Os dirigentes esquerdistas sabem que essa é a melhor oportunidade para eliminar de vez por todas as chances dos petistas indicarem um nome para encabeçar a chapa que vai disputar o Buriti em 2026. Dizem as más línguas por aí que se o PT-DF quiser compor aliança, pode ficar com a indicação da segunda suplência ao Senado das duas chapas que serão compostas. Como diz aquele velho ditado: há males que vêm para o bem. E com certeza, os companheiros psolistas, pessebistas, redistas, comunistas e socialistas, não vão perder essa chance de serem protagonistas.

Reginaldo Veras ainda pensa que está na CLDF

Reginaldo Veras ainda pensa que está na CLDF
Foto: Carlos Gandra/Ag. CLDF

A vinda do cantor norte-americano Bruno Mars para uma turnê no Brasil mexeu não só com os seus fãs como também fez o deputado federal, Reginaldo Veras, do PV-DF, delirar. O parlamentar resolveu homenagear o astro gringo e apresentou um projeto de resolução para conceder a ele o título de Cidadão Honorário do Brasil. A proposta de Reginaldo não agradou muitos parlamentares do Congresso Nacional. Veras vem sendo criticado. Nos bastidores, teve um deputado questionando o colega: ele ainda pensa que está na Câmara Legislativa do DF? De acordo com o site da Câmara dos Deputados, o projeto de resolução de Reginaldo Veras está aguardando manifestação do presidente da Casa, o deputado Arthur Lira, do PP-AL. É possível que ‘Bruninho’ vá embora se levar esse título para Honolulu, no Havaí, sua terra natal. Ele fica no Brasil até 5 de novembro. Corre, Reginaldo! Se não, o homem vai te deixar com o título na mão.

Nova operação da PCDF contra ex-administrador de Brazlândia e ex-chefe de gabinete de Iolando gera desconfiança contra o distrital entre lideranças da cidade 

Nova operação da PCDF contra ex-administrador de Brazlândia e ex-chefe de gabinete de Iolando gera desconfiança contra o distrital entre lideranças da cidade 
Foto: Reprodução/Google Imagens

A pergunta que não quer calar nas rodas de conversas entre as lideranças de Brazlândia é a seguinte: até onde o distrital Iolando não sabia dos cambalachos de seu ex-chefe de gabinete e ex-administrador da cidade, Marcelo Gonçalves? Na última sexta-feira, dia 25, a Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou a quarta fase da Operação Colombo, que investiga um esquema de desvio de dinheiro público em eventos e a venda de terreno irregular em Brazlândia. O ex-administrador e ex-chefe de gabinete do distrital é um dos principais investigados. Apesar de Iolando negar qualquer tipo de envolvimento, o ti-ti-ti na pacata cidade brasiliense tomou de conta. O distrital tem sido alvo de críticas e muita gente já fala abertamente que não votará mais nele. “Iolando está envergonhando Brazlândia”, disse um dos líderes históricos da cidade a este colunista. As principais lideranças da região já começam a levantar suspeitas em relação à conduta de Iolando. O nome do distrital está na boca do povo, só que dessa vez, não como ele gostaria. O parlamentar vai ter que cortar um dobrado se quiser se reeleger em 2026. Já tem gente fechando aliança com um colega de Iolando que anda ocupando espaço na cidade. Na eleição passada, o distrital forasteiro teve uma boa leva de votos na região, pois o pouco que teve se tornou muito para quem não teve nada em 2018. Como o objetivo do distrital de fora é dobrar a votação em Brazlândia, com certeza, a meta será alcançada, ainda mais com os correligionários do deputado Iolando ajudando.

Todos contra Poli

Todos contra Poli
Foto: Reprodução/YouTube

A campanha para as eleições da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) está a todo vapor. Os candidatos já estão se movimentando em busca de apoios para vencer a disputa no dia 17 de novembro deste ano. Entre os cinco candidatos que pretendem comandar a OAB/DF, o grande favorito é o advogado Paulo Maurício Siqueira, o Poli, da chapa 01. Ele tem sido o principal alvo de seus concorrentes. Ainda mais que sondagens internas que estão sendo realizadas apontam que Poli está liderando as intenções de votos. O advogado que representa o grupo do atual presidente, Délio Lins Jr., foi o vencedor do debate que ocorreu no decorrer da semana passada. Durante o encontro, Poli se sobressaiu em relação aos seus concorrentes que optaram em atacá-lo o tempo todo. Paulo Maurício, por sinal, aproveitou da situação para demonstrar o quão preparado ele está para suceder ‘Delinho’. No final do debate, quem assistiu ficou com a impressão de que foi exibido o filme: Todos contra Poli. Se a estratégia dos adversários era diminuir a força da chapa da situação, o resultado não foi dos melhores para eles. Os levantamentos sinalizam que Poli cresceu mais ainda.

Cléber Lopes ainda é ‘barriga verde’ para presidir a Ordem

Cléber Lopes ainda é ‘barriga verde’ para presidir a Ordem
Foto: Reprodução/Google Imagens

Que o advogado Cléber Lopes é um dos maiores nomes do País na sua área criminal, isso ninguém tem dúvida. Agora, a performance do nobre advogado durante o primeiro debate entre os pretendentes ao cargo de presidente da OAB/DF ficou bem abaixo das expectativas. O pessoal espera mais de Cléber Lopes. Porém, o que se viu foi um candidato que desconhece a realidade dos advogados e tem pouco domínio de como funciona a instituição representativa. Nos grupos de aplicativos de conversas, após o debate surgiram muitas avaliações e análises sobre o desempenho de cada concorrente. Para a maioria, Cléber Lopes ainda é ‘barriga verde’ para comandar a OAB/DF.

Cuspindo na panela que comeu

Cuspindo na panela que comeu
Foto: Reprodução/Google Imagens

A narrativa da candidata Karolyne Guimarães, da chapa 99, de que vai acabar com a panelinha na OAB/DF é um tanto controversa. Nos bastidores e também nos grupos de aplicativos de conversas, muita gente achou a postura da Karol contraditória já que ela chegou a exercer cargo comissionado no GDF com as bençãos de um dos grupos que a advogada hoje ataca. É aquela coisa: Karol está cuspindo na panela que comeu. Além disso, a sua desenvoltura considerada ‘meio tresloucada’ durante o debate gerou suspeitas quanto a sua capacidade de assumir um compromisso de tamanha responsabilidade que é comandar uma instituição como a OAB do DF.

Mistérios da semana

– Quem é o presidente de entidade representativa de um segmento importante do setor produtivo que vem sendo cortejado por partidos políticos para se candidatar em 2026? O dirigente-empresário já declinou de convites feitos por algumas legendas, inclusive de grande porte. A personalidade em questão tem bom trânsito no Executivo, Legislativo e Judiciário, tanto em âmbito local como nacional. Mistério….

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na rádio Viva FM 101.3.  

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