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Projeto capacita entregadoras de aplicativo em pilotagem e direção segura

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Motogirls participaram da turma piloto da parceria entre o DER-DF, a Associação dos Trabalhadores por Aplicativo e Motociclistas do Distrito Federal e Entorno (Atam DF/GO) e a plataforma iFood

Cerca de 70% dos acidentes de moto no Distrito Federal envolvem profissionais de entrega. É o que estima a Associação dos Trabalhadores por Aplicativo e Motociclistas do Distrito Federal e Entorno (Atam DF/GO). Com o objetivo de reduzir o número de casos, surgiu o curso Juntos pela Vida – Treinamento e Formação em Pilotagem para Profissionais de Entregas com Motocicletas. A iniciativa é uma parceria do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com a Atam e o aplicativo iFood.

“Esse curso é voltado para esse público que sofre tanto no trânsito que são os entregadores. O objetivo é dar um pouco mais de experiência na pilotagem. Aqui eles aprendem a fazer uma curva e fazer a frenagem, que é o item mais importante, porque é o que vai salvar a vida do motociclista”, explicou o chefe do Núcleo de Motopatrulhamento Operacional do DER-DF, Christian Alves.

As mulheres motociclistas foram escolhidas para iniciar o curso. Ao todo, 20 motogirls participaram no último dia 12 da estreia. As demais turmas serão no dia 26 de novembro, 10 de dezembro, 17 de dezembro e 23 de dezembro, essa última com entregadores de bicicleta.

Durante o dia de capacitação, as mulheres assistiram palestras sobre saúde e, no período da tarde, fizeram o treinamento teórico e prático de direção segura, no Parque Rodoviário do DER, em Sobradinho. Durante 4h/aula, as participantes foram orientadas sobre posicionamento na moto, postura para curva e frenagem.

Motofretista e entregadora de aplicativo, Carolina Souza, 43 anos, estava muito empolgada com a possibilidade de mais uma capacitação. Desde que começou a atuar na profissão há cinco anos, ela sempre se envolve em projetos e treinamentos voltados à categoria.

A motofretista e entregadora Carolina Souza já fez vários cursos de qualificação e reciclagem: “Num momento de decisão, são os pequenos esclarecimentos que a gente absorve que acabam fazendo toda a diferença”

“Muitos não dão importância, acham que é bobagem, mas para gente que está sobre a moto, principalmente num momento de decisão, são os pequenos esclarecimentos que a gente absorve que acabam fazendo toda a diferença. Uma frenagem, um alerta de perigo, como se comportar no trânsito…”, comentou.

Mesmo com mais de 20 anos de habilitação, ela admite que há sempre mais para aprender. Durante a aula, Carolina foi uma das alunas que se surpreenderam com as técnicas de posicionamento na moto. “Já fiz vários cursos e é totalmente diferente a questão da autodefesa no trânsito. Tenho muitos anos de pilotagem, mas estou sempre com a cabeça aberta para aprender”, disse.

Esse é o quarto curso sobre direção para motociclistas que a entregadora Geisiele Ferreira, 40, faz. “Tanto a parte prática quanto a teórica são de suma importância para todos os entregadores. Quando você vai para a autoescola, você é aprovado naquele circuito; esses cursos dão discernimento para o dia a dia no trânsito. É um conjunto de informações muito importante e úteis para quem está na rua em cima de uma foto”, afirmou.

Geisiele Ferreira: “Todo curso acaba nos auxiliando muito nesses sentidos, porque a gente tem que cuidar da gente e dos demais, pois estamos correndo riscos todos os dias”

Para ela, a capacitação é uma forma de reforçar os conhecimentos sobre frenagem e direção defensiva. “Todo curso acaba nos auxiliando muito nesses sentidos, porque a gente tem que cuidar da gente e dos demais, pois estamos correndo riscos todos os dias. Não é à toa que é a profissão perigo”, complementou.

Iniciativa

A turma feminina foi a primeira do curso, que terá outras quatro etapas com a expectativa de capacitar cerca de 100 profissionais do iFood, entre motociclistas e ciclistas. Cada grupo de 20 profissionais terá um dia inteiro de programação, com abordagem teórica e prática. As aulas serão em endereços do DER-DF e do Departamento de Trânsito (Detran-DF) – esse último voltado para os entregadores que utilizam bicicletas.

Abel Santos: “Nosso objetivo com esse curso é a redução do número de acidentes e mortes”

“Essa é a primeira edição de um curso realmente aprofundado na pilotagem. Nosso objetivo é a redução do número de acidentes e mortes. Começamos a perceber desde 2021, no pós-pandemia, que aumentou muito o número de trabalhadores na praça e isso acarretou recorde de vendas de motos e também de acidentes. Nossa ideia é trazer uma direção defensiva para tentar prevenir os acidentes”, esclareceu o secretário administrativo da Atam DF/GO, Abel Santos.

Segundo o gerente de Segurança Viária do iFood, Rafael Tartaroti, o curso faz parte de uma série de ações e iniciativas da empresa para a prevenção de mortes e lesões graves no trânsito envolvendo motociclistas entregadores: “A gente vem mapeando associações de entregadores, parceiros, empresas e governos para fazermos ações de treinamento para os motociclistas para que eles tenham cada vez mais uma direção segura. Queremos reduzir os riscos de sinistros de trânsito e contribuir para a sociedade, com entregadores mais seguros e mais atentos no trânsito de maneira global”.

Investimento de R$ 32,3 milhões moderniza o endereçamento em todo DF

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GDF avança na renovação das placas de endereçamento no Distrito Federal

Brasília, 16 de novembro de 2024 – O Governo do Distrito Federal (GDF) está investindo R$ 32,3 milhões na modernização e manutenção das placas de endereçamento em todas as 35 regiões administrativas. Coordenada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e executada pela empresa Sinales, a ação já instalou mais de 9 mil novas placas neste ano, gerando cerca de 140 empregos diretos e indiretos.

As cidades do Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Água Quente já tiveram toda a sinalização renovada, com a instalação de 2.100, 1.500, 450 e 100 placas, respectivamente. O trabalho segue em andamento em outras localidades, como Sobradinho II, São Sebastião, Gama e Samambaia, e terá início em dezembro em mais cinco regiões: Sobradinho, Planaltina, Brazlândia, Itapoã e Riacho Fundo II. Até o final do ano, a meta é alcançar 20 mil novas sinalizações instaladas.

“Este contrato não é apenas sobre executar novas placas, mas também implementar um sistema eficiente que identifica onde há necessidade de instalação e reposição. Isso moderniza a cidade e facilita a vida do cidadão, especialmente no acesso a serviços essenciais como ambulâncias e viaturas policiais”, afirmou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur.

A substituição das placas é feita de maneira mais ampla e ágil graças ao contrato com a Sinales. Antes, o trabalho era realizado diretamente pelo DER-DF, com fabricação e instalação em menor escala. Entre 2019 e o primeiro semestre de 2024, 14.450 placas foram instaladas pelo órgão. Já a empresa terceirizada superou a marca de 9 mil placas em poucos meses de operação.

As novas sinalizações, como as do Guará, apresentam um layout atualizado e maior legibilidade, com dimensões ampliadas e informações detalhadas sobre quadras, conjuntos e a numeração dos lotes. Segundo Jefferson Oliveira, diretor de Produção Industrial e Sinalização do DER-DF, a prioridade inicial foi dada às cidades com pouca ou nenhuma sinalização. O objetivo é garantir que as placas estejam em locais acessíveis e seguros para a população.

Moradores podem participar do processo solicitando a instalação de novas placas ou outros serviços, como recapeamento e poda de árvores, por meio da Ouvidoria no portal Participa DF. O envolvimento da comunidade é essencial para aprimorar ainda mais a mobilidade e acessibilidade na capital federal.

GDF impulsiona agricultura familiar no Distrito Federal

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Programas públicos garantem mercado e fortalecem a segurança alimentar na capital federal

Brasília, 16 de novembro de 2024 – A agricultura familiar no Distrito Federal tem se consolidado com apoio de iniciativas promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que buscam fomentar a produção local e garantir segurança alimentar para a população. Por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), programas estratégicos oferecem mercado seguro para pequenos agricultores e beneficiam tanto comunidades rurais quanto áreas urbanas.

De acordo com Rafael Bueno, secretário da Seagri, as compras públicas são fundamentais para estabilizar o setor. “Ao serem selecionados em chamadas públicas, os produtores têm garantia de venda a preços justos e previsíveis, permitindo um planejamento mais seguro e maior acesso a linhas de crédito. Isso reduz a vulnerabilidade às variações do mercado e fortalece as operações”, explica.

Entre as iniciativas de destaque está o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que leva alimentos frescos e nutritivos da agricultura familiar às escolas da rede pública. Em parceria com a Secretaria de Educação, o programa beneficiou 5.325 agricultores entre 2019 e 2024. “É gratificante fornecer produtos de qualidade para nossas crianças. Toda semana entregamos alimentos fresquinhos nas escolas de Brazlândia e Samambaia, contribuindo para a saúde dos estudantes”, afirma Cliomarco Almeida, produtor de 61 anos.

Uma das principais ações é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A iniciativa fornece refeições saudáveis para os alunos da rede pública de ensino vindos da agricultura familiar

Outro programa relevante é o Papa-DF (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do DF), que permite ao governo comprar diretamente alimentos artesanais de produtores locais. Desde 2019, o programa movimentou mais de R$ 11,6 milhões, adquirindo cerca de 7,8 mil toneladas de alimentos e garantindo renda para os pequenos agricultores.

Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma política federal executada localmente pela Seagri, foca em atender famílias em situação de vulnerabilidade por meio da compra de alimentos da agricultura familiar. Entre 2019 e 2024, o PAA recebeu mais de R$ 11,5 milhões em investimentos, distribuindo 2,6 mil toneladas de alimentos para 1.304 entidades sociais, beneficiando 333.450 pessoas.

Para o secretário Rafael Bueno, esses projetos vão além da segurança alimentar. “Eles incentivam a formação de cooperativas, ampliam as áreas de cultivo e permitem uma comercialização mais eficiente. Assim, fortalecemos tanto a renda dos agricultores quanto a oferta de alimentos acessíveis para a população”, conclui.

Com essas ações, o GDF reafirma seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável e o bem-estar dos cidadãos do Distrito Federal.

Mutirão de limpeza ajuda a eliminar focos do mosquito da dengue

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Ação integrada entre diversos órgãos do GDF remove toneladas de resíduos orgânicos, restos de poda e lixo das ruas, além de conscientizar moradores sobre o descarte correto

Cuidar para que a dengue não se espalhe pela capital federal é mais que uma obrigação de todo brasiliense; é também um compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF), que percorre as regiões administrativas promovendo mutirões de limpeza e conscientizando a população sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti – vetor da doença. Recentemente, foi a vez de o Park Way receber a presença das equipes do GDF.

Sob coordenação da Administração Regional do Park Way, a ação conta com a participação de equipes da Vigilância Ambiental em Saúde, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Os trabalhos tiveram início na segunda-feira (11) e seguem até 20 de dezembro.

São diversas frentes de trabalho, como a coleta de restos de poda, inservíveis e outros objetos descartados clandestinamente nas ruas que, durante as chuvas, podem acumular água parada e se tornarem potenciais criadouros do mosquito. Além disso, a Vigilância Ambiental tem oferecido orientações à população sobre como prevenir o acúmulo de água parada nas residências e áreas ao redor.

Segundo o administrador da cidade, Abdon Luiz de Barros, este é o segundo ciclo do mutirão na cidade. Apenas na primeira etapa da força-tarefa, foram removidos das ruas mais de 150 toneladas de lixo

Segundo o administrador da cidade, Abdon Luiz de Barros, este é o segundo ciclo do mutirão na cidade. Apenas na primeira etapa da força-tarefa, foram removidos das ruas mais de 150 toneladas de lixo. “Começamos com esse serviço há sete semanas e, hoje, estamos atendendo as quadras 14 a 17, com o recolhimento de inservíveis e dos resíduos descartados irregularmente em área pública”, detalha.

Confira o cronograma da ação
– 11/11 a 16/11: SMPW, Quadras 14 a 17
– 18/11 a 22/11: SMPW, Quadra 17, Vargem Bonita e Núcleo Rural
– 25/11 a 29/11: SMPW, Quadras 18 a 25
– 2/12 a 6/12: SMPW, Quadras 26 a 29 e Núcleo Rural Córrego da Onça
– 9/12 a 13/12: SMPW, Quadras 6 a 13 e Núcleo Rural Ipê Coqueiros
– 16/12 a 20/12: SMPW, Quadras 1 a 5 e Bernardo Sayão

Para Walter Alkimim, presidente do Conseg do Park Way, as ações preventivas contra a dengue realizadas pelo GDF são fundamentais em uma região com as características da cidade

Área verde

Barros explica que o Park Way, com seus 11.840,55 hectares de extensão, abriga uma vasta área territorial caracterizada principalmente pela presença de grandes condomínios e casas cercadas por muita área verde. Com essa predominância de vegetação, a cidade gera uma quantidade significativa de resíduos orgânicos, resultado das podas e da manutenção frequente dos jardins, o que exige atenção redobrada para evitar o acúmulo de água em folhas e galhos descartados, potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti.

“O nosso plano de ação contra a dengue tem o objetivo de eliminar o máximo de criadouros do mosquito, mas a gente sabe que o cuidado precisa começar ainda dentro de casa. Por isso, estamos, em conjunto com alguns órgãos, elaborando uma cartilha com orientações para a população”, completa o administrador.

Cuidado este que o cirurgião-dentista Mauro Rocha, 48 anos, fez questão de incluir na sua rotina. “É difícil ter um cidadão com o mínimo de consciência que não tome os devidos cuidados para evitar a proliferação de dengue. Somos muito cuidadosos no condomínio e tenho por rotina, seja na seca ou na chuva, olhar locais que podem vir a ser focos de criadouros de mosquito”, relata.

Para Walter Alkimim, 62 anos, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Park Way, as ações preventivas contra a dengue realizadas pelo GDF são fundamentais em uma região com as características da cidade. “É uma ação excelente. Nós produzimos muito resíduos orgânicos e restos de poda verde e sabemos que isso, para a dengue, é um celeiro; uma fonte de criadouros de mosquito”, afirma.

Pesquisadores e professores transformam ensino de superdotados no DF

Rede pública é referência nacional no atendimento a alunos com altas habilidades

Nas reportagens anteriores desta série, dedicada ao Dia da Pessoa com Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD), celebrado em 11 de novembro, exploramos a evolução das políticas públicas voltadas para os estudantes do Distrito Federal. Nesta terceira e última matéria, abordaremos a história das pesquisas acadêmicas sobre o ensino de pessoas com AH/SD, com destaque para a formação dos professores que atuam nas salas de recursos das escolas públicas.

Pesquisadoras pioneiras

A história das pesquisas sobre AH/SD no DF começou de forma estruturada na década de 1970, com a criação do Programa de Atendimento ao Superdotado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A iniciativa foi influenciada pelos trabalhos da professora e doutora Helena Antipoff, cujas teorias e metodologias serviram de base para o desenvolvimento do primeiro programa.

Nos anos 1980, uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e a SEEDF resultou em pesquisas sistemáticas sobre o tema, gerando os primeiros trabalhos acadêmicos voltados para a realidade local. Nesse período, a professora emérita da UnB Eunice Maria Lima destacou-se como pioneira nos estudos de criatividade e altas habilidades no Brasil. Responsável por incluir conteúdos sobre AH/SD nos cursos de Psicologia da universidade, ela é reconhecida como uma das figuras mais importantes na educação e pesquisa sobre superdotação no DF.

“Admiro o trabalho desta Secretaria de Educação. É um dos poucos programas de atendimento ao superdotado público que se mantém ao longo das décadas sem sofrer descontinuidades”

Denise de Souza Fleith, doutora em psicologia educacional

“O DF tem uma longa tradição nesses programas desde os anos 1970, com um número crescente de estudantes, tanto de escolas públicas quanto particulares. A SEEDF conta com uma equipe qualificada, e o programa tem se destacado como referência nacional no atendimento a alunos com AH/SD”, afirmou a professora.

Pesquisas acadêmicas

Nos anos 2000, as doutoras Denise de Souza Fleith e Ângela Virgolim contribuíram para a expansão das pesquisas na área. A criação da linha de pesquisa em Desenvolvimento Humano e Altas Habilidades no programa de Pós-Graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde da UnB foi um marco, resultando em mais publicações científicas e metodologias adaptadas à realidade local.

“A UnB, por meio de seu Instituto de Psicologia, destacou-se como a primeira universidade brasileira a oferecer cursos específicos na área de altas habilidades como parte do currículo de graduação, incluindo a disciplina Superdotação, Talento e Desenvolvimento Humano, além de disciplinas de pesquisa e estágios para psicólogos nos cursos de bacharelado e licenciatura”, afirmou Virgolim.

Com mais de 80 profissionais especializados, a rede pública do DF realiza um trabalho integrado com a UnB e a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape) para a formação continuada de educadores

Fleith elogiou o trabalho da SEEDF: “Admiro o trabalho desta Secretaria de Educação. É um dos poucos programas de atendimento ao superdotado público que se mantém ao longo das décadas sem sofrer descontinuidades. Acredito que o atendimento educacional especializado oferecido pela SEEDF é uma referência para outras unidades da federação brasileira e para o cenário internacional”, concluiu.

No Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento (PED) do Instituto de Psicologia (IP) da UnB, as professoras Renata Muniz e Jane Farias passaram a dar continuidade aos estudos que vinham sendo realizados, além de ministrar atividades de extensão para os docentes da rede pública, voltadas para o atendimento educacional em altas habilidades e superdotação. “Nosso objetivo é que o conhecimento seja implementado na prática diária, por meio de projetos que gerem resultados concretos, como oficinas ou protocolos de identificação”, explica Renata.

Aperfeiçoamento

Com mais de 80 profissionais especializados, a rede pública do DF realiza um trabalho integrado com a UnB e a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape) para a formação continuada de educadores. A universidade oferece disciplinas, cursos de extensão e programas de pós-graduação sobre AH/SD, enquanto a Eape complementa com oficinas e seminários regulares.

“Nosso objetivo é que o conhecimento seja implementado na prática diária, por meio de projetos que gerem resultados concreto”, ressalta a professora Renata Muniz

O curso de Atendimento Educacional em Altas Habilidades/Superdotação, oferecido em parceria com o Ministério da Educação (MEC), é um dos destaques na formação de professores. Com duração de seis meses e formato a distância, o curso capacita os profissionais para identificar e atender às necessidades de alunos com AH/SD.

O programa aborda temas essenciais, como o desenvolvimento histórico e as definições da área de Altas Habilidades/Superdotação, suas diferentes concepções, legislação e políticas públicas. Também explora as características cognitivas e socioafetivas das pessoas superdotadas, métodos de identificação, particularidades de populações especiais com AH/SD e práticas educacionais específicas para atender às necessidades desses estudantes.

Segundo a professora Renata Muniz, o curso tem um diferencial importante: todo o corpo docente possui experiência prática com superdotação. “As atividades são voltadas para a realidade do cursista, e o trabalho final é um projeto que resulta em um produto concreto, como um curso de formação para sua regional, uma oficina ou um protocolo de identificação. Nosso objetivo é que o conhecimento seja implementado no dia a dia da sala de aula”, explica.

Para Saron Batista, professora itinerante do Atendimento Educacional Especializado para Altas Habilidades/Superdotação (AEE-AH/SD) da Escola Classe (EC) 64 Ceilândia, o curso oferecido pela UnB em parceria com o MEC tem fortalecido significativamente o atendimento aos alunos superdotados na rede pública do DF. “Com uma equipe técnica de alto nível, formada por mestres, doutores e especialistas, a formação tem se mostrado transformadora em suas duas edições, capacitando nossos professores e contribuindo para práticas educacionais mais inclusivas nas salas de recursos”, afirma.

Saron Batista, professora itinerante do AEE-AH/SD, em atividade com os profissionais de educação na EC 64 de Ceilândia

Formação continuada

A formação continuada é coordenada pela Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), vinculada à Subsecretaria de Educação Básica (Subeb). Segundo Linair Moura, chefe de unidade da Eape, a qualificação está fundamentada nas diretrizes de formação continuada da SEEDF e em outros documentos normativos, seguindo uma perspectiva crítico-emancipatória e pós-crítica.

“O processo formativo dos profissionais da educação deve estar articulado com o mundo social, político e cultural, cumprindo sua função institucional e social de promover a melhoria das práticas profissionais, visando ao aprimoramento da aprendizagem dos estudantes”, destaca Linair.

O curso de AEE para Altas Habilidades/Superdotação oferecido pela Eape tem como principais objetivos:

• Capacitar educadores para identificar, atender e estimular o potencial dos estudantes;

• Desenvolver a compreensão das características específicas de alunos com altas habilidades;

• Reconhecer diferentes perfis, desde os altamente criativos até os academicamente talentosos;

• Fornecer estratégias práticas para adaptação curricular;

• Implementar atividades de enriquecimento e suplementação além do currículo tradicional.

O programa oferece suporte integral em três dimensões fundamentais:

 Alunos – Atendimento direto e desenvolvimento de potencialidades;

 Professores – Capacitação e suporte para adaptações pedagógicas;

 Famílias – Orientação por professores itinerantes e psicólogos do AEE, garantindo apoio contínuo tanto no ambiente escolar quanto familiar.

Priscila Eduardo, professora itinerante em Taguatinga, participou do curso “A Superdotação no Contexto Escolar”, promovido pela Eape em 2009. “Foi um marco em minha carreira, pois me apresentou a teoria de Renzulli, proporcionando-me ferramentas essenciais para atender às necessidades específicas desses alunos”, relata.

Desafios

Nos últimos anos, o cenário educacional para AH/SD registrou avanços significativos na criação de ambientes escolares mais inclusivos e acolhedores. Tais espaços buscam incentivar alunos com AH/SD a desenvolverem plenamente seu potencial, em um ambiente que respeite e valorize suas individualidades.

Contudo, um problema persistente no cenário das AH/SD é a sub-representação feminina. Pesquisas indicam que, em média, apenas 40% dos estudantes identificados com AH/SD são meninas, revelando uma disparidade significativa em relação aos meninos.

“A trajetória de mais de quatro décadas no DF demonstra o compromisso da rede pública em atender com qualidade os estudantes com AH/SD”

Lucilene Barbosa Gomes, gerente de Atendimentos Educacionais Especializados

A professora Saron Batista, autora do livro O Perfil da Menina Superdotada de Ceilândia, relata ter observado que muitas meninas com potencial para a área de exatas são direcionadas para as áreas de humanas, reforçando estereótipos de gênero. “Em meus estudos recentes, constatei que fatores culturais e estereótipos de gênero continuam impactando a forma como as meninas com superdotação são percebidas e incentivadas”, afirma.

A professora Gizelle Pires, também atuante no polo de Ceilândia, complementa: “A falta de estímulo e o preconceito em relação ao potencial feminino, além da ausência de modelos femininos em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, são desafios que precisamos superar para garantir que essas meninas recebam o apoio necessário e explorem todo o seu potencial”.

“A trajetória de mais de quatro décadas no DF demonstra o compromisso da rede pública em atender com qualidade os estudantes com AH/SD”, afirma Lucilene Barbosa Gomes, gerente de Atendimentos Educacionais Especializados (Gaesp). Para ela, os avanços nas pesquisas acadêmicas e na formação continuada dos professores são impressionantes e cada vez mais necessários.

“Mas sabemos que precisamos ampliar o conhecimento sobre o tema, a fim de que todos os profissionais da rede tenham um olhar sensível para identificar comportamentos sugestivos de AH/SD e, assim, assegurar que todas as escolas estejam preparadas para proporcionar um ambiente enriquecedor que permita que esses estudantes floresçam plenamente”, completa.

Viaturas garantem agilidade no transporte de coração e fígado para transplante

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Veículos do Departamento de Trânsito do Distrito Federal escoltaram a ambulância que levou os órgãos da Base Aérea de Brasília até o Setor Hospitalar Sul

Na noite desta quinta-feira (14), mais um coração e um fígado foram transportados com o auxílio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Desta vez, o translado foi realizado por via terrestre, devido às condições climáticas, que não permitiram o uso do helicóptero da autarquia.

Os órgãos vieram de Goiânia, e a agilidade no transporte, da Base Aérea de Brasília até o Setor Hospitalar Sul, ficou por conta das equipes de policiamento e fiscalização de trânsito do Detran-DF, que abriram caminho para a ambulância de forma segura, considerando a forte chuva e a pista molhada.

“No meio da tarde, recebemos a informação de que esses órgãos chegariam à noite e, prevendo que não seria possível realizar o transporte por via aérea, organizamos as equipes da Unidade de Operações Aéreas para que o deslocamento em solo fosse realizado sem prejuízos na agilidade”, explicou o chefe da Unidade de Operações Aéreas do Detran-DF, Sérgio Dolghi.

A celeridade no procedimento de captação e transporte de órgãos para transplante influencia diretamente no sucesso da cirurgia. Por isso, a Central Estadual de Transplantes firmou parceria com o Detran-DF em 2015 e, desde então, já foram transportados 75 corações. Somente este ano, foram transportados 19 corações e dois fígados, garantindo a agilidade indispensável para o aproveitamento dos órgãos nos transplantes realizados no Distrito Federal.

Startup do Biotic vence prêmio de inovação em destaque nacional

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Peptidus Biotech conquista 1º lugar em premiação da FAPDF, reforçando protagonismo do Biotic no setor

Brasília, 15 de novembro de 2024 — O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) celebrou uma conquista marcante nesta quarta-feira (13). A startup Peptidus Biotech, residente do Parque, foi a vencedora do 1º lugar na categoria “Startup Inovadora Acelerada” no 3º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. O reconhecimento evidencia o papel do Biotic como um polo estratégico no desenvolvimento de tecnologias inovadoras no Distrito Federal.

Especializada em soluções bioinspiradas para o bem-estar animal, a Peptidus recebeu o prêmio por meio de seu diretor científico, Octávio Franco, que também foi laureado como “Pesquisador Destaque”. Franco destacou o impacto regional da conquista: “Este prêmio valoriza a pesquisa e a formação de talentos no DF e nos coloca em evidência no cenário nacional, disputando agora o prêmio do Confap [Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa]”.

A startup, que alia biotecnologia e inteligência artificial, também marcou presença no Deep Tech Summit, realizado na USP, em São Paulo, onde competiu por outro prêmio de relevância para tecnologias de ponta.

Protagonismo do Biotic

Gustavo Dias, presidente do Biotic, enfatizou a importância desse reconhecimento. “O Biotic tem como missão oferecer suporte às startups e criar um ambiente que favoreça o desenvolvimento de empresas promissoras. A vitória da Peptidus reflete a excelência do nosso ecossistema e consolida o papel do DF como um centro de inovação”, afirmou.

“Este prêmio destaca a importância da pesquisa e da formação de talentos no Distrito Federal e nos coloca na disputa nacional pelo prêmio do Confap”, destacou Octávio Franco

Combinando esforços entre academia, setor produtivo e governo, o Biotic tem se destacado nacional e internacionalmente. Cada avanço fortalece o compromisso de transformar o DF em referência global de inovação, com startups como a Peptidus liderando iniciativas que impactam positivamente a sociedade e a ciência.

Palácio do Buriti ilumina fachada em azul para campanha do Novembro Azul

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Ação destaca importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata

Brasília, 15 de novembro de 2024 — O Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), está iluminado em tons de azul até o final do mês. A iniciativa faz parte da campanha Novembro Azul, que tem como objetivo conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é uma das doenças que mais afetam os homens, com estimativa de 71.730 novos casos anuais no Brasil entre 2023 e 2025. Apesar da gravidade, muitos homens ainda resistem a buscar cuidados preventivos, como destacou a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio. “Por fatores culturais, os homens muitas vezes negligenciam a própria saúde, procurando atendimento apenas em estágios avançados da doença. Nosso objetivo é mudar essa realidade, incentivando o autocuidado e a realização de exames de rotina.”

A campanha reforça a importância de consultas médicas regulares, especialmente para homens a partir dos 50 anos, ou mais cedo, em casos de histórico familiar da doença.

Origem do movimento

O Novembro Azul começou na Austrália em 1999 e chegou ao Brasil em 2008. A iniciativa busca quebrar tabus e promover o acesso a informações sobre a doença. A Sociedade Brasileira de Urologia, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida, lidera a campanha, que estabeleceu o dia 17 de novembro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. Desde então, a mobilização tem crescido em todo o país, recebendo apoio de instituições públicas e privadas.

A iluminação azul no Palácio do Buriti é um símbolo desse compromisso, incentivando a conscientização e o cuidado com a saúde masculina.

Brasília recebe pela primeira vez Campeonato Brasileiro de Muay Thai

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Atletas do UFC comandam seminário que antecede as competições

Falta pouco para os fãs de muay thai vivenciarem dois dias especiais. Neste fim de semana, o Ginásio do Cruzeiro será palco de duas grandes competições da modalidade. No sábado (16), haverá o Campeonato Brasileiro de Muay Thai, que pela primeira vez chega ao Distrito Federal com um card de cerca de 150 atletas de todo país. Já no domingo (17), o local abre espaço para o Campeonato Distrital de Muay Thai.

Movimento será grande no Ginásio do Cruzeiro neste fim de semana | Foto: Arquivo/Agência Brasília

O Campeonato Brasileiro de Muay Thai é promovido pela Confederação Brasileira de Muay Thai / Boxe Tailandês, chancelado pela WMO Brasil e apoiado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF). “Trazer o campeonato para a capital federal simboliza o reconhecimento e o crescimento do muay thai em nível nacional, além de fomentar o esporte em todas as regiões”, avalia o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.

Abrindo a programação das competições, nesta sexta-feira (15), a partir das 13h, será promovido um seminário no Ginásio do Cruzeiro para os filiados e inscritos no Brasileiro de Muay Thai. Com a presença dos UFC fighters Ariane Sorriso e Jean Matsumoto, o evento também terá um workshop sobre arbitragem na modalidade.

“É muito importante que a capital do país esteja recebendo um campeonato nacional, pois daqui sairão os classificados para o Campeonato Mundial de Muay Thai”, avalia o presidente da Federação de Muay Thai do DF, Jean Aguilar. “A representação da capital do país, que hoje está se tornando cada vez mais a capital do esporte, tem sido fantástica. Com o apoio que temos recebido, estamos conseguindo mudar toda uma estrutura esportiva e fazendo com que os atletas sejam destaque nacional e mundial.”

Formato inédito

A novidade fica no formato do evento, que terá cinco ringues com lutas simultâneas. O campeonato principal, no sábado, servirá como seletiva para o Mundial de 2025 na Tailândia. Já no domingo, o Distrital 2024 terá a participação de oito atletas de cinco estados, em disputa por dois cinturões, além da premiação em dinheiro, que será de R$ 10 mil para o campeão e R$ 3 mil para o vice. Entre os lutadores que são destaque no DF, estão Matheus Gomes, Marcos Vinícius e Junio Terere.

Programação

⇒ Sexta-feira (15) – Pesagem e seminários
9h às 9h30 – Pesagem profissional
13h – Seminário com Jean Matsumoto
15h – Seminário com Ariane Sorriso
15h às 18h- Pesagem amadora
17h30 – Workshop de arbitragem

⇒ Sábado (16) – Campeonato Brasileiro 2024
7h – Pesagem dos lutadores
8h – Abertura dos portões
9h – Fim da pesagem e início dos combates nos cinco ringues
20h – Previsão de término das lutas e entrega das medalhas no pódio oficial
22h – Previsão de término do Campeonato Brasileiro de Muay Thai 2024

⇒ Domingo (17) – Campeonato Distrital de Muay Thai 2024
13h – Abertura dos portões
15h – Início dos combates do GP Profissional – 75 kg
19h – Previsão de término das lutas
20h – Previsão de término do Campeonato Distrital de Muay Thai 2024.

DF cria Divisão de Combate a Atentados Criminosos e Antiterrorismo

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Sob determinação do governador Ibaneis Rocha, nova área da Polícia Civil será composta por dois delegados e 23 policiais

Por determinação do governador Ibaneis Rocha foi criada, nesta quinta-feira (14), a Divisão de Combate a Atentados Criminosos e Antiterrorismo (Dicac) dentro do organograma da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A nova divisão será composta por dois delegados e 23 policiais e vai combater, prevenir e mapear tentativas de atentados no DF. A Dicac terá a seguinte estrutura: Diretor, Diretor Adjunto, Chefe de Seção de Investigação I, Chefe de Seção de Investigação II, Chefe de Seção de Investigação III, Chefe de Seção de Análise e Levantamento, e Chefe de Seção de Operações Táticas.

Ao comentar a criação da divisão de combate ao terrorismo, o governador Ibaneis Rocha reforçou que o DF é uma das unidades da Federação mais seguras e assim permanecerá. “Não permitiremos que qualquer pessoa atente contra a capital de todos os brasileiros e contra as instituições que protegemos e abrigamos com todo respeito e carinho na nossa cidade. Temos as forças de segurança mais preparadas do país e essa nova divisão da PCDF terá todas as condições para executar um trabalho de alto nível”, disse o chefe do Executivo.

Para a governadora em exercício Celina Leão, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), por meio da PCDF, dá um importante passo na investigação deste tipo de crime. “Faremos, sempre, tudo para manter o DF um local seguro. Essa divisão é uma frente importante e terá a mesma qualidade de excelência já conhecida da PCDF”, pontuou.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, afirmou que a nova unidade é fundamental para garantir que Brasília esteja segura de ataques que visam sua natureza de capital federal. “A criação da Divisão Antiterrorismo na estrutura da PCDF vem em boa hora. A cada dia fica mais claro que Brasília, por ser a sede dos Três Poderes, fica muito mais exposta a ataques dessa natureza que as outras capitais. Embora tenhamos ótimos índices no combate à criminalidade em geral, é preciso dar uma atenção especial a essa nova modalidade de crime, que, infelizmente, tem se repetido de forma preocupante no mundo todo”, disse.

O secretário de Economia, Ney Ferraz, destacou que o GDF não mede esforços para garantir que a estrutura da segurança pública seja a mais eficiente do país. “A segurança da capital da República é uma prioridade nacional e principalmente, do Governo do Distrito Federal. Abrigamos os Três Poderes, representações internacionais, e mais de 3 milhões de habitantes. É uma responsabilidade muito grande com a vida de milhares de pessoas e governador Ibaneis é muito comprometido com isso. Estamos concentrados para dar celeridade na determinação dele de criar essa nova estrutura para a Polícia Civil”, afirmou.

A criação da Dicac é uma iniciativa do Governo do Distrito Federal para prevenir que episódios como o das explosões na Praça dos Três Poderes, na noite de quarta-feira (13), voltem a ocorrer. A Polícia Federal (PF) conta com apoio das polícias Militar (PMDF) e Civil (PCDF) e investiga o incidente como um ato terrorista e contra o Estado Democrático de Direito.