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Nova Lei Geral do Turismo: Os reflexos da norma ISO 21902 na cadeia produtiva do turismo

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Por Bruno Cação

O turismo acessível tem ganhado relevância crescente no cenário nacional e internacional, à medida que se busca garantir o direito ao turismo para todos, especialmente para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

No Brasil, a trajetória da acessibilidade no turismo seguiu um caminho marcado por marcos legais importantes.

Em 1988, a Constituição Federal assegurou o direito à igualdade e inclusão das pessoas com deficiência. O artigo 5º assegura a todos o direito à igualdade, enquanto os artigos 227 e 244 tratam especificamente da necessidade de inclusão de pessoas com deficiência, garantindo-lhes acesso ao espaço público e ao lazer.

Em 2000, com a promulgação da Lei 10.098, conhecida como “Lei de Acessibilidade”, foram estabelecidas normas para a eliminação de barreiras arquitetônicas em edificações públicas e privadas de uso coletivo, bem como nos transportes públicos, tais medidas foram devidamente regulamentadas posteriormente por meio do Decreto nº 5.296/2004.

O ano de 2008 foi outro marco significativo, quando o Brasil ratificou a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reforçando o direito à acessibilidade no turismo. Em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, consolidou essas garantias, exigindo adaptações em hotéis, restaurantes, parques temáticos, aeroportos e outros serviços turísticos, bem como exigiu que informações fossem compartilhadas em formatos acessíveis.

Ainda em 2008, A Lei nº 11.771 (“Lei Geral do Turismo”), em seus arts. 5º e 6º, abordou a promoção da prática da atividade turística com igualdade de oportunidades, equidade e solidariedade.

Em 2021, a Organização Internacional de Padronização (ISO) lançou a primeira norma global sobre turismo acessível, a ISO 21902, estabelecendo um padrão internacional com as melhores práticas para que todas as pessoas possam desfrutar do turismo de forma igualitária.

Por fim, em 2024, a Lei Geral do Turismo, foi alterada pela Lei 14.002/2020, ficando assim conhecida como a “Nova Lei Geral do Turismo”. Tal alteração, reafirmou a inclusão como um princípio fundamental do turismo nacional, promovendo o turismo acessível por meio das iniciativas de competência do Sistema Nacional de Turismo.

A Nova Lei Geral do Turismo manteve como um dos principais objetivos do Sistema Nacional de Turismo, a promoção e o desenvolvimento de um turismo sustentável, acessível e inclusivo, observados os indicadores utilizados pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e regulamentos.

Não restam dúvidas que a implementação de uma norma de padronização é capaz de gerar inúmeros reflexos significativos para o setor, ao passo que garante o fornecimento de padrões práticos e técnicos para a criação de uma infraestrutura setorial acessível aos consumidores de serviços turísticos com deficiência.

Ao propor diretrizes que elevam a qualidade do atendimento e da experiência turística para pessoas com deficiência, o setor e sua cadeia produtiva crescem e se profissionalizam. No turismo, a implementação da ISO 21902 está atrelada a (i) Infraestrutura: adaptação de edificações e instalações turísticas, garantindo acesso a pessoas com deficiência em hotéis, restaurantes, atrações turísticas e meios de transporte; (ii) Capacitação: treinamento de funcionários e adaptação de procedimentos de atendimento ao público com necessidades especiais; e (iii) Comunicação acessível: Oferta de informações turísticas em formatos acessíveis.

Empresas pertencentes a cadeia produtiva do turismo que adotam normas de padronização como a presente estão mais preparadas para atender às exigências legais e, ao mesmo tempo, se destacar pela qualidade e inovação no atendimento inclusivo. Dado que a responsabilidade da cadeia produtiva do setor é objetiva, a não observância dessas premissas pode acarretar em penalidades administrativas e ações judiciais, independentemente de culpa.

A adoção da ISO 21902 funciona como uma medida de compliance, auxiliando as empresas a minimizarem riscos jurídicos e a se proteger contra litígios. Além disso, a conformidade com a norma pode ser utilizada como defesa em disputas judiciais, demonstrando que a empresa seguiu as melhores práticas internacionais para garantir a acessibilidade de seus serviços e instalações.

Embora a norma em questão ofereça benefícios significativos para o setor turístico brasileiro, sua implementação pela cadeia produtiva enfrenta desafios, como os altos custos de adaptação da infraestrutura, especialmente para pequenas e médias empresas, a falta de capacitação adequada dos profissionais para atender turistas com deficiência e as desigualdades regionais em infraestrutura turística, que dificultam a aplicação uniforme da norma. Superar esses obstáculos requer políticas públicas que incentivem o turismo acessível, como programas de financiamento, incentivos fiscais e investimentos em educação e treinamento contínuos para as equipes.

Considerando os desafios até aqui mencionados, entendemos que a devida aplicação de uma norma ISO pode sim mitigar riscos jurídicos, promover a inclusão e garantir que o turismo no Brasil seja verdadeiramente para todos. O alinhamento entre as normas internacionais de acessibilidade e a legislação nacional é um passo importante para o desenvolvimento sustentável e justo do turismo no país.

BRUNO CAÇÃO – Advogado – Responsável pela prática de Hospedagem e Turismo no FAS Advogados in cooperation with CMS.
Possui sólida experiência nas áreas contratual e corporativa nos setores de Turismo, TMT, Saúde, Market Research e Educação .Membro do IFTTA – The International Forum of Travel and Tourism Advocates

Desligamento programado de energia afetará diversos pontos do DF

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A suspensão será feita por segurança, devido à manutenção de rede elétrica e instalação de postes. Confira os horários e áreas impactadas no Paranoá, Núcleo Bandeirante e São Sebastião

Nesta quarta-feira (27), a companhia Neoenergia realizará serviços na rede elétrica nas regiões do Paranoá, Núcleo Bandeirante e São Sebastião, causando a interrupção de energia para a segurança das equipes que realizam o trabalho.

No Paranoá será realizada a instalação de postes das às 11h e 17h, causando a interrupção de energia na DF-130, KM 32, KM 30, Chácara Bom Jesus, 40, Almada, Cogumelos, Boavista e Santa Rita de Cássia. Também serão afetadas a Fazenda Santo Antônio, DF-130, KM 32, Chácara Lorena e o Núcleo Rural PAD/DF, DF-130, KM 55.

Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia

Em São Sebastião o serviço também será feito entre 11h e 17h, desta vez para a substituição de um poste na DF-140, KM 02 e no Setor do Boa, Chácaras 11 e 13.

Já no Núcleo Bandeirante, as equipes vão atuar na manutenção da rede elétrica, com o desligamento de energia ocorrendo das 12h às 18h. Os locais impactados serão a Avenida Contorno, Chácaras 15, 12, 07, 05, 04, Área Especial 06 e Chácaras 11, 13; a Colônia Agrícola Núcleo Bandeirante, Chácaras 13 e 16; e também a 2ª Avenida, Lote 1315, Sobreloja 02.

Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Saúde mental de mães ganha destaque com nova lei distrital

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Política sancionada pelo governador reforça o atendimento humanizado a mães; área também ganha reforço de profissionais

O Distrito Federal (DF) conta agora com a Política de Atenção à Saúde Mental Materna, com foco nas mulheres desde a gestação até o fim do puerpério (período de seis semanas ou mais após o parto). A lei nº 7.583/2024, que institui a política, foi sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e publicada na edição desta terça (26) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF)

 

“Trata-se de o poder público compreender que as mulheres, ao se tornarem mães, precisam ser cuidadas não somente no aspecto físico, mas também mental”

Lucilene Florêncio, secretária de Saúde

O principal objetivo é garantir uma atenção humanizada para a prevenção dos quadros de sofrimento psíquico relativos à maternidade, além de ações junto à comunidade para promover redes de apoio, o cuidado respeitoso e os direitos das mães e das famílias. “A criação da Política de Atenção à Saúde Mental Materna é um avanço”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “Trata-se de o poder público compreender que as mulheres, ao se tornarem mães, precisam ser cuidadas não somente no aspecto físico, mas também mental”.

Fase especial

“A gestação e o puerpério são momentos bastante sensíveis na vida das mulheres; envolvem muitas alterações sociais, familiares, profissionais, físicas e hormonais, além da sobrecarga que os próprios cuidados com a criança exigem”

Carolina Leão, psicóloga da SES-DF

De acordo com a psicóloga Carolina Leão, da Gerência de Serviços de Psicologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), até 80% das mulheres passam pela situação chamada de baby blues, uma melancolia vivenciada após a chegada do bebê.

Aproximadamente 25% das mães podem evoluir para um quadro de depressão pós-parto. “A gestação e o puerpério são momentos bastante sensíveis na vida das mulheres; envolvem muitas alterações sociais, familiares, profissionais, físicas e hormonais, além da sobrecarga que os próprios cuidados com a criança exigem”, explica.

Para a especialista, o principal destaque da Política de Atenção à Saúde Mental Materna é institucionalizar a importância de um cuidado que vá além das questões físicas. “Quase duas vezes mais mulheres morrem por suicídio do que por hemorragia no pós-parto”, revela. Nesse contexto, profissionais envolvidos no atendimento às mulheres receberão capacitações e terão a saúde mental como uma das diretrizes de atendimento.

Reforço de RH

O DODF desta terça também traz a expansão de 20 para 40 horas de trabalho semanais para 179 servidores da SES-DF de diversas áreas. Esse contingente inclui 38 profissionais da área de saúde mental lotados em unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), como psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais.

“É uma entrega significativa para a saúde mental”,  comemora a diretora de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer. “Esses profissionais já conhecem bem suas atividades e poderão duplicar suas entregas à sociedade. Além disso, são servidores competentes e comprometidos.”

Atendimento especializado

No DF, a principal porta de entrada dos serviços de saúde mental é a rede de unidades básicas de saúde (UBSs), onde equipes de Saúde da Família (ESF) e equipes multiprofissionais (e-Multi) prestam atendimento de saúde mental, pré-natal e acompanhamento do desenvolvimento das crianças. Em caso de necessidade especializada, há unidades do 18 Caps, com outras cinco em fases distintas de implantação, além das 14 policlínicas, que atendem após encaminhamento.

Conheça os serviços de saúde mental do DF.

Agências do Trabalhador oferecem 841 vagas de emprego nesta quarta

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Interessados podem se candidatar via aplicativo Sine Fácil ou presencialmente nas 14 unidades da agência no Distrito Federal

Nesta quarta-feira (27), as agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 841 vagas abertas para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho. Os salários variam de R$ 1,4 mil a R$ 3,5 mil, com opções que exigem experiência prévia e outras que não. As vagas estão distribuídas por diversas regiões da capital, incluindo Taguatinga, Samambaia, Asa Norte, Vicente Pires, Guará, Santa Maria, Planaltina e Zona Industrial.

Para se candidatar, os interessados podem cadastrar seu currículo no aplicativo Sine Fácil ou comparecer pessoalmente a uma das 14 unidades da Agência do Trabalhador, que funcionam das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Caso não se interessem pelas vagas disponíveis no momento, o cadastro permanecerá ativo para futuras oportunidades, já que o sistema de seleção cruza os dados dos candidatos com as necessidades das empresas.

Entre as oportunidades, o cargo com maior número de vagas é o de operador de caixa, com 105 vagas disponíveis, em locais como Planaltina e Taguatinga. O salário chega a R$ 1,6 mil. Também há 76 vagas para atendentes de lojas, balcão ou padaria, com salários também na faixa de R$ 1,6 mil, em regiões como Planaltina, Riacho Fundo I, Ceilândia, Jardim Botânico e Taguatinga.

Caso não se interessem pelas vagas disponíveis no momento, o cadastro permanecerá ativo para futuras oportunidades, já que o sistema de seleção cruza os dados dos candidatos com as necessidades das empresas

Além disso, 35 vagas estão disponíveis exclusivamente para pessoas com deficiência (PcD), em cargos como ajudante de carga e descarga de mercadoria, assistente administrativo, auxiliar administrativo, manutenção predial, fiel de depósito e operador de telemarketing. Os salários iniciais são a partir de R$ 1,4 mil, com benefícios.

Quem busca vagas na área de reposição de mercadorias encontra 80 oportunidades para candidatos com escolaridade a partir do ensino fundamental completo. As vagas estão localizadas em Taguatinga e Planaltina, com salários de até R$ 1,4 mil.

Para aqueles com experiência em áreas específicas, estão disponíveis 44 vagas para açougueiro, com salários de R$ 2,2 mil. Desse total, 14 vagas são para Planaltina e 30 para postos de trabalho em locais não fixos. Já para cargos de maior qualificação, há uma vaga para comprador, com salário de R$ 3,5 mil, exigindo ensino médio completo, localizada no Guará.

Empregadores interessados em ofertar vagas ou agendar entrevistas nas unidades da Agência do Trabalhador podem realizar o cadastro presencialmente ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível entrar em contato por e-mail gcv@setrab.df.gov.br ou pelo Canal do Empregador no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Riacho Fundo I se torna referência em segurança pública e completa dois anos sem homicídios

Para alcançar esses resultados, Hermeto investiu esforços na melhoria das condições de trabalho das forças policiais

O Riacho Fundo I tem sido um exemplo de como a união entre lideranças políticas, forças de segurança e a comunidade pode transformar a realidade local. Sob a liderança do deputado distrital Hermeto (MDB), a região ultrapassou a marca de dois anos sem registrar homicídios, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal (Segov-DF).

O deputado Hermeto, que tem 30 anos de experiência na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), não esconde a satisfação com os resultados. “Sempre acreditei que a segurança pública não se faz apenas com repressão, mas também com prevenção. A atuação integrada entre os agentes de segurança e a comunidade tem sido fundamental para garantir paz e tranquilidade ao Riacho Fundo I”, afirmou.

Apoio às forças de segurança

Para alcançar esses resultados, Hermeto investiu esforços na melhoria das condições de trabalho das forças policiais. O comandante do 28º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela região, destacou o impacto das ações. “O apoio do deputado Hermeto tem sido essencial. Com mais recursos e infraestrutura, conseguimos intensificar o policiamento comunitário e ampliar a nossa presença em áreas estratégicas. Isso tem feito toda a diferença”, afirmou o comandante.

Os moradores também reconhecem os benefícios. José Augusto Ferreira, morador do Riacho Fundo I há 15 anos, relatou a transformação da região. “Há alguns anos, tínhamos medo de sair de casa à noite. Hoje, a sensação de segurança é outra. O trabalho do Hermeto, junto com a polícia, trouxe mais tranquilidade para nossas famílias”, disse.

Além de reforçar a presença policial, Hermeto tem investido em iniciativas voltadas para a juventude, como projetos sociais e esportivos. “Segurança vai muito além de polícia. Quando oferecemos oportunidades para os jovens, estamos ajudando a prevenir o crime antes mesmo que ele aconteça”, reforçou o deputado.

Os esforços também incluem a integração entre as diferentes forças de segurança e a comunidade, garantindo que as demandas locais sejam ouvidas e atendidas. Com isso, o Riacho Fundo I se consolida como uma referência em segurança pública no Distrito Federal.

O deputado tem investido em locais que momentaneamente estavam abandonados e que hoje reformados, são ambientes que geraram pertencimento à comunidade.

Brasília sedia I Seminário Internacional Construção Nacional da Cultura Hip-Hop

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O evento, que acontece nos dias 29 e 30 de novembro, reunirá artistas, educadores, pesquisadores e representantes governamentais

Nos próximos dias, Brasília será palco de um evento que promete mexer com o cenário do movimento Hip-Hop, é o I Seminário Internacional Construção Nacional da Cultura Hip-Hop que acontecerá nos dias 29 e 30 de novembro, das 9h30 às 18h30, no auditório do Edifício Petrobras, na Asa Norte.

Realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural; do movimento Construção Nacional da Cultura Hip-Hop e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com patrocínio dos Correios, o I Seminário Internacional Construção Nacional da Cultura Hip-Hop conta com o apoio do Ministério da Igualdade Racial, da Secretaria de Relações Institucionais, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Fundação Cultural Palmares e da Petrobras, e surge como um espaço privilegiado para debater a centralidade desse movimento no cenário brasileiro e seu papel crucial na construção de identidades culturais.

Durante dois dias, o evento – que faz parte do calendário da Campanha Cultura Negra Vive, em alusão ao mês da Consciência Negra (20), e da celebração do Dia Mundial do Hip-Hop (12) – reunirá artistas, educadores, pesquisadores e representantes governamentais para discutir a formação, profissionalização e economia criativa, além da importância das casas de Hip-Hop, batalhas de rimas e slam, rodas culturais e coletivos como cultura de base comunitária.

A programação também envolverá a escuta de representantes de todas as regiões do país e debates sobre diversos temas, entre eles o papel da cultura Hip-Hop nas periferias e a sua importância como patrimônio cultural imaterial. Durante os encontros, os participantes poderão refletir sobre a relação dessa cultura com políticas do MinC (Ministério da Cultura), como a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e Política Nacional Cultura Viva (PNCV).

A intenção dos organizadores do evento é desenvolver políticas públicas culturais inclusivas e participativas, para fortalecer o papel do Hip-Hop como uma ferramenta essencial na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

O movimento Hip-Hop- O Hip Hop é um movimento urbano cultural que surgiu nos Estados Unidos nos anos 1970, no Bronx de Nova York, resultado dos confrontos e trocas culturais entre negros norte-americanos, jamaicanos e porto-riquenhos. Surgindo como palco político, anterracista e busca por meio da arte transformar realidades sociais. Seus elementos fundamentais são MCs ( música e poesia/rimas), DJs ( música), breakdance (dança) e grafite (artes visuais).

Segundo o Doutor em Sociologia ( CEFET- RJ), o Prof. Henrique Restier, “o Hip Hop é transnacional, uma expressão cultural dos Homens Negros norte americanos que se expandiu mundialmente incorporando personagens e elementos culturais de diversos territórios. Ainda que agregando muitos outros assuntos, o componente de denúncia da violência e das péssimas condições sociais que recaem sobre as populações marginalizadas no mundo é central. E no Brasil não poderia ser diferente com seus intensos contrastes sociais”.

“O I Seminário Internacional Construção Nacional da Cultura Hip Hop tem o potencial para fazer um diálogo intercultural de grandes proporções, apontando caminhos estéticos e políticos para estes grupos”, diz. “Espero contribuir com reflexões sobre a situação social e econômica dos Homens Pretos e Pardos brasileiros, sobretudo em suas interseções com o direito à vida, tema corriqueiro nas letras do rap. Além disso, espero que sejam formuladas propostas concretas de intervenção que procurem oferecer para os jovens pretos, pardos, indígenas e pobres em geral, estreitamento de laços para com a comunidade internacional de Hip Hop, maiores e melhores oportunidades de vida e visões de propósito”, completa Restier.

Ferramenta de expressão e transformação social- Desde sua origem, o Hip-Hop tem sido uma poderosa ferramenta de expressão para as comunidades marginalizadas, em especial a juventude negra. Suas letras, ritmos e a própria cultura do movimento funcionam como um espelho da realidade vivida nessas comunidades, denunciando as desigualdades sociais, o racismo estrutural e a violência que acometem, em particular, com os jovens negros.

A denúncia do genocídio da juventude negra- Nos últimos anos, o movimento Hip-Hop tem desempenhado um papel crucial na denúncia do fenômeno que foi denominado de “genocídio da juventude negra”. Através de suas músicas, os artistas retratam a violência policial, o encarceramento em massa, a falta de oportunidades e a desumanização que acometem os jovens negros, sobretudo os homens. Os artistas usam sua voz para dar visibilidade às histórias dessas jovens vidas que são ceifadas diariamente, denunciam a omissão do Estado e a violência institucionalizada.

Avanços e desafios- O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, tem realizado iniciativas de grande relevância social, reconhecendo e valorizando o Hip-Hop como uma expressão cultural transformadora. Essa manifestação cultural se consolidou como uma ferramenta fundamental para a articulação de espaços de contestação e afirmação das vozes historicamente marginalizadas.

Segundo Cláudia Maciel, da Coordenação da Construção Nacional do Hip-Hop, desafios existem, mas há avanços recentes que precisam ser destacados, como a criação do Edital Cultura Viva de Premiação – Construção Nacional da Cultura Hip-Hop, além da publicação do Decreto nº 11.784, assinado pelo presidente Lula ano passado.

“Esse decreto consolida o Hip-Hop como uma legítima expressão da identidade brasileira e um instrumento de transformação social, fortalecendo seu papel na luta por justiça racial e equidade social”, diz. “Além disso, é preciso ressaltar a importância do inventário participativo realizado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que inaugura o caminho para o reconhecimento do Hip-Hop como Patrimônio Cultural Imaterial, reafirmando a importância de preservar suas tradições e garantir sua continuidade como uma força motriz nas comunidades periféricas”, completa Maciel.

Coluna do Fluminense | Empate/derrota

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

Num maracanã superlotado, o Fluminense recebeu o Criciúma numa partida em que só a vitória interessa.

Foi um primeiro tempo de ataque contra defesa, e nas poucas oportunidades criadas, os atacantes (principalmente Kauã Elias), desperdiçaram.

Ganso saiu machucado, entrando Renato Augusto.

Voltamos para o segundo tempo e apesar da pressão do Fluminense, o Criciúma perdeu grande oportunidade.

Aos 19 minutos entram Cano e Lima, saindo Martinelli e Kauã Elias.

Aos 32 minutos saem Keno e Bernal, entrando Serna e Marquinhos.

Depois disso virou um teatro de horrores, com os jogadores nervosos, errando passes, e Mano impassível vendo a mediocridade de Diogo Barbosa, a ineficiência de Renato Augusto, e um meio campo que nem marca nem cria.

Esse empate foi uma derrota, pois jogando em casa, perante 40 mil pessoas, domingo as 18:30 horas, vamos ter que buscar a vitória contra o Atlhetico em franca recuperação.

É possível, mas o time tem que jogar muito mais que jogou hoje, além de precisar ser bem escalado, sem Diogo Barbosa e Renato Augusto, que não devem nem viajar a Curitiba.

Só nos resta acreditar.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Fiscalização de trânsito será intensificada neste fim de ano no DF

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Na quinta (28), Detran dará início à operação Boas Festas 2024; até o dia 5 de janeiro, 1,3 mil ações serão realizadas em locais previamente mapeados

A população do Distrito Federal já está em clima de fim de ano e se prepara para os festejos de Natal e Réveillon. Para garantir segurança no ir e vir dos cidadãos, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) planeja ações preventivas de fiscalização viária. A operação Boas Festas 2024 começa nesta quinta-feira (28) e se estende até o dia 5 de janeiro de 2025.

Serão 1,3 mil ações de fiscalização, dos quais 80 do tipo blitz, 370 patrulhamentos ostensivos com abordagens e 850 pontos de demonstração. O trabalho dos agentes ocorrerá de forma preventiva e, também, com pontos bloqueios e grandes blitzes diurnas e noturnas em todas as regiões administrativas do DF.

Lei Seca

No período festivo de fim de ano, o consumo de bebida alcoólica aumenta consideravelmente. Como dirigir sob efeito de álcool é um dos principais fatores de risco dos sinistros de trânsito com vítimas fatais, o principal foco da operação Boas Festas 2024 será o combate à direção sob influência de álcool, sem deixar de observar também outras irregularidades que trazem graves riscos.

“Com o início do período de férias nas faculdades e do recesso de fim de ano, verificamos um aumento no movimento em bares e restaurantes, resultando, infelizmente, num crescimento da quantidade de condutores que insistem em beber e dirigir. Por isso, o Detran-DF estará nas ruas para fiscalizar esses condutores durante todos os horários, para evitar que essa atitude imprudente possa gerar riscos aos demais usuários da via. Queremos que as pessoas possam confraternizar com segurança e responsabilidade”, enfatiza o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, Glauber Peixoto.

O combate à direção sob influência de álcool é um dos principais focos das operações do Detran-DF neste fim de ano

Locais e horários

O Detran-DF mapeou os locais de maior consumo de bebidas alcoólicas e de grande circulação de pessoas, como bares, clubes, boates, eventos festivos, shoppings, entre outros. As ações no horário do almoço são um diferencial da operação, que foca também nas confraternizações em grandes restaurantes da capital.

Os dias e horários das ações da operação Boas Festas também são definidos com base nos registros de flagrantes de alcoolemia e de sinistros de trânsito, já que o principal objetivo do Detran-DF não é impedir a diversão e o consumo de bebida alcoólica, mas evitar que momentos de celebração se transformem em tragédias no trânsito.

Projeto de modernização vai substituir 173 mil luminárias em todo o DF

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Plano da CEB Ipes de eficientização com tecnologia LED está em fase de licitação; para acelerar trabalho, equipes vão trabalhar 24 horas por dia

Responsável pela iluminação pública do Distrito Federal, a CEB Ipes vai substituir 173 mil luminárias em todas as regiões administrativas. Em fase de licitação, o projeto prevê a troca de 100% dos equipamentos de vapor de sódio por lâmpadas de LED, o que reflete em segurança e qualidade de vida para a população e também mais eficiência energética e sustentabilidade.

Sistema de iluminação em LED apresenta vantagens em relação ao uso de luminárias de vapor de sódio | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Os detalhes operacionais do plano de execução da modernização do parque de iluminação pública do DF serão apresentados nesta quarta-feira (27), às 9h, no auditório do Edifício ION (601 Norte), sede da CEB Ipes.

O plano da companhia é concluir os trabalhos em 2026. Na primeira etapa do cronograma serão instaladas 69 mil novas luminárias de LED. Áreas com maior fluxo de pessoas e veículos serão priorizadas, a exemplo de regiões de Ceilândia, Taguatinga, Planaltina, Brazlândia, Sobradinho e do Plano Piloto. O mapeamento levou em conta um trabalho integrado com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), observando o mapa de calor para identificar áreas mais críticas.

Substituição progressiva

Desde 2019, foram modernizadas mais de 135 mil luminárias, com investimento superior a R$ 114 milhões. Agora, o diretor-presidente da CEB Ipes, Edison Garcia, espera concluir este trabalho nos próximos anos.

“Estamos comprometidos em fazer de Brasília um modelo de eficiência energética e sustentabilidade”, afirma o gestor. “A modernização da iluminação pública não é apenas uma necessidade, mas uma oportunidade de colocar a cidade na vanguarda das melhores práticas ambientais. Essa visão reflete o esforço da CEB em integrar a modernização das infraestruturas urbanas com um forte compromisso ambiental.”

“A modernização da iluminação pública não é apenas uma necessidade, mas uma oportunidade de colocar a cidade na vanguarda das melhores práticas ambientais”

Edison Garcia, diretor-presidente da CEB Ipes

Para acelerar o trabalho, as equipes da CEB Ipes vão trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana. O serviço de iluminação pública é previsto pela Constituição Federal e financiado por meio da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), cobrada nas faturas de energia elétrica dos cidadãos. O valor da taxa é calculado com base no consumo de energia de cada imóvel – unidades com consumo inferior a 80 kWh são isentas.

Vantagens do LED

A escolha de equipamentos LED, as chamadas lâmpadas brancas, visa à melhoria da luminosidade nas ruas, bem como ao aumento da segurança pública e à redução no consumo de energia, com uma economia que pode chegar a até 50%.

O DF ainda é predominantemente iluminado por lâmpadas amarelas de vapor de sódio, que consomem mais energia e geram custos mais altos, além de impactarem negativamente o meio ambiente.

As lâmpadas LED, por serem recicláveis, possuem uma vida útil de até 60 mil horas, enquanto as de vapor de sódio têm no máximo 32 mil horas de duração. Graças à sua maior durabilidade, as de LED necessitam de menos trocas, o que resulta em menores custos com mão de obra para manutenção do sistema.

Outra vantagem é sua resistência superior, pois as lâmpadas de LED não utilizam filamentos metálicos, gases, radiação ultravioleta ou vidro. Além disso, possuem um Índice de Resolução de Cor (IRC) de 70, em comparação com apenas 20 das lâmpadas de vapor de sódio, proporcionando melhor qualidade de iluminação.

Governador Ibaneis está internado e tem previsão de alta para quarta

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Chefe do Executivo deve receber alta nesta quarta-feira (27), após melhora com tratamento clínico

Brasília, 26 de novembro de 2024 – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, encontra-se internado no Hospital DF Star desde ontem (25) para tratar uma infecção de vias aéreas superiores.

De acordo com informações divulgadas pela equipe médica, Ibaneis passou por tratamento clínico com uso de antibioticoterapia e apresentou melhora no quadro de saúde. A previsão é de que ele receba alta nesta quarta-feira (27).

A internação ocorreu como medida preventiva, permitindo um acompanhamento mais próximo da evolução do quadro e garantindo a eficácia do tratamento. Até o momento, o governador permanece sob supervisão médica, mas está em condições estáveis.

A Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal informou que Ibaneis Rocha continuará seguindo as orientações médicas após a alta e que a agenda oficial será retomada conforme sua recuperação.

VEJA O BOLETIM MÉDICO

NOTA À IMPRENSA

O Hospital DF Star informa que o governador do DF Ibaneis Rocha Barros Junior encontra-se internado em tratamento clínico com antibioticoterapia devido a um quadro de infecção de via aérea superior, sendo admitido na unidade em 25/11/2024. No momento apresenta melhora clínica e com previsão de alta para 27/11/2024.

Dr. João Poeys – Chefe da equipe médica
Dr. Guilherme Correa Meyer – Diretor Médico
Dr. Allisson B. Barcelos Borges- Diretor Geral