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Drenar DF rompe trecho de solo rígido em última etapa de escavações

Etapa é essencial para a operação integral do sistema, composto por 7,7 km de galerias subterrâneas, 291 bocas de lobo, 108 poços de visita e uma bacia de detenção

As equipes do Drenar DF romperam o trecho de solo rígido da última etapa da obra na tarde deste sábado (8). Pontualmente às 15h35, os operários uniram as duas frentes de escavações da rocha encontrada na área correspondente ao lote 2 do projeto. Com isso, o sistema está interligado e, após a conclusão da escavação da rocha, montagem das galerias e abertura das bocas de lobo e pontos de derivação, estará pronto para operar plenamente.

Sistema interligado: equipes trabalharam intensamente para garantir um bom resultado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Os próximos passos são a montagem do túnel, com injeção de solo-cimento, aplicação de malhas de aço e de concreto projetado.

“Também temos que limpar o túnel, retirando a terra que foi escavada e os equipamentos usados pelos operários; após isso, as galerias estarão aptas para receber as águas captadas pelas bocas de lobo, que, no momento, estão prontas e lacradas”, explica o diretor técnico Hamilton Lourenço Filho, da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).

Trabalhadores comemoram a obra bem-sucedida: Drenar DF é uma conquista deste governo

Em seguida à abertura das bocas de lobo, também serão liberados os pontos de derivação. Os dispositivos, chamados de “janelões”, ligam a rede existente à nova, eliminando o risco de sobrecarga do sistema antigo, uma vez que a maior parte da captação será direcionada para o novo. Em janeiro, um ponto foi aberto para receber as primeiras chuvas do ano, e a bacia encheu pela primeira vez, com registro de 80 centímetros de volume.

Conquista

R$ 180 milhões

Total dos recursos investidos nas obras do Drenar DF

Projetado para acabar com os alagamentos e enxurradas provocados pelas fortes chuvas nas primeiras quadras da Asa Norte, o Drenar DF é uma conquista deste GDF. A rede vai duplicar a capacidade de captação de águas pluviais na região, sem deixar de lado o sistema que já funciona. O investimento é de R$ 180 milhões, recursos originários do orçamento da Terracap, responsável pela coordenação da empreitada.

São 7,7 km de galerias subterrâneas que vão direcionar o volume pluvial captado por 291 novas bocas de lobo, construídas em pontos estratégicos, para a bacia de detenção. O reservatório, localizado no Setor de Embaixadas Norte, é a ponta final do sistema e vai garantir que as águas cheguem ao Lago Paranoá em menor velocidade e com maior qualidade, já que resíduos, como lixos e animais mortos, serão retidos no tanque.

Devido à grandiosidade da empreitada, os serviços foram divididos em cinco lotes. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB Mané Garrincha e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte.

Solo rígido

Diante do desafio de executar uma obra subterrânea, a Terracap promoveu estudos sobre os tipos de solo que poderiam ser encontrados no decorrer do projeto. Inicialmente, eram esperadas duas categorias – solo mole, que esteve presente em quase todo o trecho de 7,7 km do sistema de drenagem, e solo pouco rígido, verificado em pontos distintos do projeto. Nos dois casos, os técnicos chegaram à conclusão de que a escavação poderia ser manual, com uso de pá, picareta e martelete elétrico.

Já o solo muito rígido foi identificado durante a escavação do lote 2, próximo à bacia de detenção. Para lidar com o desafio, foi preciso trocar a estratégia: os operários passaram a usar escavadeiras e furadeiras hidráulicas – equipamentos especializados, munidos de brocas, capazes de perfurar e romper solos resistentes.

Para não interferir no cotidiano da população, método de trabalho utilizado foi o tunnel liner, que consiste em escavar poços de visita e, a partir deles, construir as galerias

O diretor técnico afirma que a escavação desta etapa foi a maior dificuldade da obra: “Detectamos na sondagem que seria um solo rígido, mas acabou sendo mais rígido do que imaginávamos. Realmente, foi a maior dificuldade técnica que tivemos, e, coincidentemente, esse solo estava em uma parte muito importante do projeto, que liga a rede do lote 3 ao lote 1 e a bacia de detenção. Ou seja, sem essa parte, não conseguiríamos interligar todo o sistema”.

Para tirar o Drenar DF do papel sem interferir no dia a dia da população, a Terracap aderiu ao método tunnel liner, também utilizado em obras de drenagem no Sol Nascente e em Vicente Pires. Consiste em escavar poços de visita (PVs) na superfície para que, a partir deles, sejam feitas as galerias subterrâneas. No total, foram criados 108 PVs, com profundidade média de 11,32 metros. Alguns chegaram a 21,3 metros de altura – o equivalente a um prédio de seis andares. A partir das estruturas, foi montada a tubulação.

Futuro

Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende as quadras 4 e 5 até as quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.

Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar incluiu a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abriga a bacia de detenção e uma praça. O espaço conta com árvores e arbustos, calçadas, ciclovia, estacionamento e diversos recursos de urbanização.

HRSM alerta para a importância de cuidados preventivos e de vacinação

Foram notificados 843 casos nos dois primeiros meses de 2025; desse total, 187 se referem a notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG)

Com a sazonalidade das doenças respiratórias, que ocorre entre os meses de janeiro a junho, a busca por atendimento médico na emergência do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tem sido cada dia maior. As crianças são as que mais sofrem com os vírus respiratórios.

Em janeiro e fevereiro, o HRSM notificou 843 casos de síndromes respiratórias, dos quais 80,4% são em crianças de 1 a 9 anos de idade | Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF

De acordo com a chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima, é necessário intensificar as medidas de prevenção e controle, especialmente em relação à vacinação contra a influenza. “Também temos a questão da higiene das mãos, uso de máscara e evitar aglomerações. A Vigilância Epidemiológica do HRSM tem reforçado o monitoramento para que possamos detectar o mais precocemente e, assim, atuar de forma rápida e oportuna nestes casos”, afirma.

Nos meses de janeiro e fevereiro, o HRSM notificou um total de 843 casos de síndromes respiratórias, entre graves e leves. Sendo que 80,4% dos casos são em crianças de 1 a 9 anos de idade. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe) e do aplicativo E-SUS, compilados pela Vigilância Epidemiológica do hospital.

Predominância dos casos de síndrome respiratória atendidos no Hospital Regional de Santa Maria, em janeiro e fevereiro, é de influenza

Entre as notificações das síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs), em janeiro deste ano foram registrados 67 casos e em fevereiro, 120. Já os casos leves totalizaram 656 casos nos dois primeiros meses do ano. Foram 292 notificações em janeiro, sendo 6,5% dos casos por covid-19, e 364 em fevereiro, dos quais 7,6% foram notificados para o vírus SARS-CoV-2.

No início de 2024,  foi registrado um total de 66 notificações de SRAG, sendo 42 em janeiro e 24 em fevereiro. Já os casos leves notificados totalizaram 395, sendo 125 em janeiro e 270 em fevereiro. A chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM destaca que os dados mostram um aumento significativo nos casos de síndrome respiratória, principalmente as síndromes graves.

“O aumento é perceptível, principalmente a partir da oitava semana, que é referente ao período de 16 a 22 de fevereiro, provavelmente porque é o período em que as crianças retornaram às escolas. E sendo que uma distribuição de 45% desses casos foram positivos para a influenza, 36,5% para outros vírus como o rinovírus e o restante, que é equivalente a 13% para covid-19. A distribuição dos casos indica que a predominância é a influenza”, afirma Larysse Lima.

As SRAGs podem ser causadas por vários micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos. Esses vírus podem ser influenza, sincicial, adenovírus e rinovírus. A consequência são infecções das vias aéreas como as gripes e os resfriados, pneumonias e bronquiolites. E, desde 2020, com o início da pandemia de covid-19, existe a infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2.

Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

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De janeiro de 2022, quando foi implementada, até fevereiro deste ano, ação da SES-DF já aplicou mais de 57 mil doses de imunizantes

“Olha o Carro da Vacina passando na sua rua!” O aviso, apregoado alto e bom som, convidava moradores do Trecho 3 do Sol Nascente a colocar o cartão de vacinação em dia. Com um megafone, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram rua a rua, e quem estava dentro de casa correu para ver do que se tratava.

O pequeno cavaleiro Yuri da Silva fez questão de acompanhar o movimento: “Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde

Curioso, de cima de um cavalo, Yuri Daniel Carvalho da Silva, 12, filho da dona de casa Rejane Lopes da Silva, 45, acompanhou os passos da mãe, que foi se vacinar. “Achei legal”, disse. “Se dependesse de mim, eu me vacinava de novo. Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina.”

Yuri e seus oito irmãos estão com o cartão de vacinação em dia. A mãe, elogiada pela equipe por cuidar bem da saúde das crianças, aproveitou para se imunizar contra tétano, hepatite e covid-19, além de fazer o acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família.

“É importante manter tudo certo por causa da saúde”, afirmou Rejane. “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer. Para mim, foi muito bom ter acesso a esse serviço na porta de casa, ainda mais com crianças.”

Acesso ampliado

“O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região”

Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste

O veículo da saúde conta com imunizantes, seringas, material de apoio e acesso ao sistema de registro de vacinação, o que permite verificar se a pessoa já tomou alguma dose e quando. Foram disponibilizados imunizantes do calendário vacinal adulto e infantil, com exceção das vacinas BCG e contra a dengue.

De acordo com Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste (Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol), a iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação.

“Com essa ação, buscamos alcançar aqueles que, por algum motivo, não conseguiram ir às unidades básicas de saúde”, explica. “No Sol Nascente, há uma alta vulnerabilidade social. O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região.”

Gerente de Enfermagem da Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Alessandro Gutemberg detalhou o trabalho: “A gente bate de porta em porta, chamando a população para se vacinar e conferindo os cartões de vacinação. O que estiver faltando nós completamos. O importante é levar a imunização até as pessoas e reduzir as barreiras de acesso”.

Comodidade

Maria Alice Baiano foi se vacinar contra hepatite e covid-19: “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”

Também beneficiada pela abordagem, a cabeleireira Maria Alice Baiano, 48, se vacinou contra hepatite e covid-19. “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”, comentou. “É um serviço muito bom e importante. Facilita muito, principalmente para crianças e idosos”.

O marido, o pedreiro Ivanilton Pereira da Silva, 41, protegeu-se contra hepatite e febre amarela e também elogiou o serviço: “Achei ótimo, porque a dificuldade aqui é enorme. É complicado para nós, que moramos nessa área. Agradecemos esse serviço e a atenção com a comunidade”.

De janeiro de 2022, quando foi implementado, até fevereiro deste ano, o Carro da Vacina teve 146 edições, aplicando um total de 18.797 doses contra a covid-19 e 38.854 doses de outras vacinas do calendário básico e da campanha contra a influenza.

Em janeiro deste ano, foi incorporado o recadastramento do Bolsa Família durante as ações, beneficiando 164 famílias. Além disso, a entrega de kits odontológicos, iniciada em 2024, resultou na distribuição de 6.540 itens até fevereiro de 2025, acompanhada de orientação em saúde bucal.

Exposição no Jardim Botânico celebra o povo Kalunga

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Artista visual se inspira nos modos de vida de povos quilombolas. No evento de abertura, haverá apresentação de dança tradicional

Kalunga é um povo quilombola com um modo de vida muito particular, que vive no Vão de Almas, em Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO). Interessada no assunto, a artista Janice Affonso mergulhou no dia a dia desse povo, e idealizou a exposição Janelas do Vão de Almas. A partir do dia 15 de março até 20 de abril, 27 pinturas sobre tela, uma instalação com objetos dos kalunga e uma projeção de vídeo do cotidiano da comunidade estarão expostos no Centro de Visitantes do Jardim Botânico de Brasília, de terça a domingo, das 9h às 16h30. O evento de abertura será no dia 15/3, das 10h às 13h, com entrada gratuita.

O Quilombo Kalunga Vão de Almas é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o primeiro território no Brasil conservado pela comunidade. A artista se inspira na dança Sussa (tradicional dos Kalunga), na festa tradicional de Nossa Senhora da Abadia, no meio ambiente, nos frutos do Cerrado, nos quintais, na paisagem infinita, em utensílios ancestrais, nas práticas culturais sincréticas, no trabalho agroecológico e a na estreita harmonia dos Kalunga com a natureza.

A exposição Janela do Vão de Almas faz parte do projeto Encontros nos Contos e Cantos Kalunga. A artista se dedicou aos assuntos relacionados ao papel da arte como transformadora da concepção comum do cotidiano dos Kalunga. Há um elogio direto à tradição Kalunga como símbolo da luta pela emancipação contra o sistema de exploração do capital, de acordo com o curador da exposição, Carlos Lin. “O convite da exposição é também para se atualizarem questões relacionadas ao patrimônio material e imaterial de um povo raiz, responsável pela manutenção de uma tradição particular”, destacou.

O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal.

Sobre o povo Kalunga

A maior comunidade Kalunga está localizada em Goiás, abrangendo os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás.

Eles vivem em áreas remotas e preservaram tradições culturais, como danças, músicas, festas religiosas e formas tradicionais de agricultura. Muitos Kalungas ainda mantêm um modo de vida simples, baseado na roça, na pesca e no artesanato.

Hoje os Kalunga são reconhecidos oficialmente como quilombolas e têm direitos sobre suas terras, protegidas por leis específicas. No entanto, ainda enfrentam desafios como acesso à educação, saúde e infraestrutura.

Quem é Janice Affonso

Membro do Conselho de Arte e Cultura do bairro Jardim Botânico, Janice é artista visual com 38 anos de carreira. Realizou várias exposições individuais e coletivas, a primeira delas em 1984. Desenvolve pinturas, desenhos e instalações. É também arte-educadora e educadora ambiental.

 

Órgãos ambientais analisam novas regras para pesca no Lago Paranoá

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Reunião entre especialistas e autoridades busca equilibrar conservação ambiental e uso sustentável do reservatório em 2025

Da Redação

Representantes do Instituto Brasília Ambiental e da Subsecretaria de Pesca da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) reuniram-se nesta semana, em março de 2025, para discutir a regulamentação da pesca no Lago Paranoá. O encontro, que contou com a participação do pesquisador Fernando Starling, teve como foco a análise da história ambiental do lago e a coleta de dados para embasar normas que conciliem a preservação do ecossistema com a atividade pesqueira.

A iniciativa resultou na formação de um grupo de trabalho interinstitucional, composto por integrantes de diversas secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF). Esse grupo será responsável por conduzir estudos técnicos e promover diálogos com pescadores, pesquisadores e outros usuários do lago ao longo dos próximos meses. A meta é estabelecer diretrizes que garantam a sustentabilidade dos recursos naturais, considerando as transformações no ecossistema aquático observadas nas últimas décadas.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou a importância da participação de especialistas na construção das normas. O debate também foi reforçado pela vice-governadora Celina Leão, que enfatizou o papel do Lago Paranoá como patrimônio ambiental e social do DF. Nos próximos passos, novas reuniões estão previstas, ampliando a participação de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, sob a coordenação da Subsecretaria de Pesca.

Mulheres representam apenas 10,3% em sinistros fatais no DF em 2024

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Elas também são a minoria entre as pessoas que perderam a vida nas vias da capital do país

No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) l divulga dados sobre o envolvimento de pessoas do sexo feminino em sinistros com morte ocorridos nas vias do DF. De acordo com o levantamento da autarquia, em apenas 10,3% dos sinistros fatais ocorridos em 2024, o veículo era conduzido por uma mulher – confirmando a presença maciça de homens nesse tipo de ocorrência.

“Não é novidade para ninguém que as mulheres são muito cuidadosas em tudo que fazem, e no trânsito não poderia ser diferente, como nos mostram as estatísticas”

Takane Kiyotsuka, diretor-geral do Detran-DF

Dos 339 condutores envolvidos em ocorrências que resultaram em morte, 35 eram mulheres, 293 eram homens e outros 11 não foram identificados. Entre as 35 condutoras envolvidas nessas ocorrências, sete morreram, três apresentaram sintomas de alcoolemia e uma não era habilitada.

“Não é novidade para ninguém que as mulheres são muito cuidadosas em tudo que fazem, e no trânsito não poderia ser diferente, como nos mostram as estatísticas”, comemora o diretor-geral do Detran-DF, Takane Kiyotsuka. “Por isso, parabenizamos todas as mulheres pelo seu dia e, em especial, àquelas que contribuem diariamente para que tenhamos um trânsito mais harmônico e seguro em nossa cidade.”

Mulher no trânsito

As mulheres se fazem cada dia mais presentes no trânsito da capital federal. Elas já representam 41,7% entre os condutores habilitados no DF. Atualmente, das 1.783.399 habilitações registradas no Detran-DF, 744.689 são de mulheres.

Em 2024, 229 pessoas perderam a vida no trânsito do DF, sendo 14,4% delas (33) do sexo feminino: 15 pedestres, 11 passageiras, duas ciclistas e cinco condutoras de outros veículos. A maioria das vítimas foi do sexo masculino (196), representando 85,6% das mortes.

A maioria das mulheres que morreram estava na faixa etária de 20 a 29 anos. Outro dado observado é que a maioria das mortes ocorreu em rodovias distritais e federais (22), enquanto 11 foram registradas em vias urbanas.

Políticas públicas para mulheres cresceram 743% em quatro anos no DF

De 2020 para 2024, orçamento da pasta saltou de R$ 10,3 milhões para R$ 86,9 milhões, fortalecendo programas e ações voltadas para o público feminino

As políticas para as mulheres têm se destacado entre as prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF), que registrou um crescimento expressivo em investimentos nos últimos anos. O orçamento da Secretaria da Mulher (SMDF) saltou de R$ 10,3 milhões, em 2020, para R$ 86,9 milhões no último ano – um aumento de 743%. Com um empenho de R$ 53,7 milhões em 2023, o crescimento em comparação com o ano passado foi de 61,73%.

“Quanto mais equipamentos públicos forem disponibilizados, mais eficiente será a resposta do Estado ao enfrentamento da violência”

Giselle Ferreira, secretária da Mulher

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, tem motivos para comemorar – a começar pelo fato de a pasta ter ultrapassado, já neste início de ano, a marca da metade das entregas realizadas em 2023.  “Saímos de 14 equipamentos públicos, no ano passado, para 30 unidades”, enumera.

“Isso demonstra que, quanto mais o Estado investe – em infraestrutura, recursos humanos ou campanhas –, mais fortalecemos a rede de proteção e apoio às mulheres”, prossegue a gestora. “Os dados mostram que este é um governo que vai além do discurso. Quando há investimento, há políticas públicas efetivas.”

Na quarta-feira (12), na Administração Regional de Águas Claras, será inaugurado o Comitê de Proteção à Mulher, para atendimento especializado às mulheres vítimas de violência. E, entre as próximas entregas a serem feitas, destacam-se  quatro novas unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira –  antiga Casa da Mulher Brasileira – em São Sebastião, Sobradinho II, Recanto das Emas e Sol Nascente. “Quanto mais equipamentos públicos forem disponibilizados, mais eficiente será a resposta do Estado ao enfrentamento da violência”, reforça a titular da SMDF.

Programas para mulheres

A Secretaria da Mulher tem como missão promover a proteção, o acolhimento e o empoderamento feminino, implementando políticas públicas que garantam equidade de gênero e mais oportunidades para as mulheres. Criada em 2019, a pasta atua em parceria com outros órgãos do GDF, além da sociedade civil e do setor privado.

A ampliação da rede de proteção contra a violência doméstica é uma das prioridades da Secretaria da Mulher

“Não existe democracia plena sem a participação ativa das mulheres em espaços estratégicos de decisão”, reforça a secretária da Mulher. “Nosso governo tem essa premissa democrática; e, ao ampliar essa representatividade, construímos políticas públicas mais efetivas.”

Uma das prioridades da SMDF é ampliar a rede de proteção contra a violência doméstica. Para isso, a pasta conta com comitês de proteção à mulher, que funcionam dentro das administrações regionais e oferecem acolhimento especializado para mulheres vítimas de violência.

Ações

Entre as iniciativas da secretaria para capacitação, estão cursos de qualificação profissional oferecidos gratuitamente na Casa da Mulher Brasileira. As formações incluem cursos de manicure, pedicure, alongamento de unhas, auxiliar administrativo, cuidador de idosos, porteira, copeira, extensão de cílios e design de sobrancelhas. Cerca de 6 mil mulheres já foram certificadas.

Outros programas que fortalecem a autonomia feminina incluem o Prepara Mulher, que facilita o ingresso no mercado de trabalho e incentiva a liberdade financeira.  Já o projeto Mão na Massa, elaborado em parceria com o Instituto BRB e a Rede Sou + Mulher, oferece cursos nas áreas de gastronomia, artesanato, moda e estética.

Por sua vez, o Mulheres Mil, voltado para o público feminino em vulnerabilidade, integra o plano Brasil sem Miséria, promovendo a inclusão educacional e social. Por fim, o projeto Renda-se impulsiona mulheres empreendedoras, garantindo espaços para exposição de seus produtos em feiras e eventos do GDF.

Além disso, a secretaria mantém os espaços PROMulher, em Taguatinga e Ceilândia, onde mulheres em vulnerabilidade recebem apoio para empreender e ingressar no mercado de trabalho. Outra iniciativa de destaque é a Vitrine Colaborativa, que viabiliza a participação de artesãs em eventos como a Expotchê e a Feira de Artesanato da Torre de TV. Em 2023, 66 mulheres participaram do projeto.

Aberta licitação para obras de rede elétrica subterrânea no Noroeste

Certame será presencial e ocorrerá no dia 27 de março, às 10h, na sede da Terracap

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) publicou um novo aviso de abertura de licitação para a contratação de obras de implantação da rede de distribuição subterrânea de energia elétrica do Setor Noroeste. A licitação abrange a rede primária (13,8kV) para as quadras SQNW 100 e 300 da Segunda Etapa, além das redes de distribuição subterrânea das quadras SQNW 105, SQNW 305 e SQNW 306. O certame será presencial e ocorrerá no dia 27 de março, às 10h, na sede da Terracap, localizada no Bloco F do Setor de Áreas Municipais (SAM), atrás do anexo do Palácio do Buriti.

As empresas interessadas em participar da concorrência podem realizar o download do edital por meio do site da Terracap | Foto: Divulgação/Terracap

O critério de julgamento será o menor preço por lote, ou seja, será declarado vencedor o licitante que apresentar a proposta mais vantajosa para a administração pública. O credenciamento do representante deve ser realizado até o dia 27 de março, às 9h, e a entrega dos envelopes deve ocorrer até o mesmo dia, às 10h.

A Terracap já concluiu as obras de 14 Estações Transformadoras, atendendo as quadras SQNW 102, SQNW 103, SQNW 104, SQNW 106, SQNW 302, SQNW 303 e SQNW 304.

Do ponto de vista técnico, a rede de distribuição de energia elétrica subterrânea apresenta diversas vantagens em relação às redes aéreas. Ela oferece maior confiabilidade ao sistema de distribuição, reduzindo a frequência e a duração das interrupções no fornecimento de energia elétrica, que geralmente são causadas por incidentes e intempéries em redes aéreas. Além disso, a operação e manutenção dessas redes pela concessionária são mais eficientes, garantindo também maior segurança, pois elimina os riscos de acidentes, como abalroamento de postes por veículos e rompimento de cabos.

Uma das maiores vantagens da utilização dessas redes no ambiente urbano é o benefício estético. No caso do Noroeste, essa vantagem é ainda mais evidente, pois a eliminação do impacto visual negativo das redes aéreas preserva o padrão nobre da região.

Como participar?

As empresas interessadas em participar da concorrência podem realizar o download do edital por meio do site da Terracap, na seção Licitações e Compras/Serviços. Para acessar os demais documentos referentes à Licitação Presencial nº 17/2024, basta clicar neste link.

Mais informações podem ser obtidas no call center da Terracap, no número (61) 3342-1103, ou via chat on-line, disponível no portal da Agência. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Saiba quais frutas e verduras podem ser aliadas contra a retenção de líquido

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Vegetais ricos em água e antioxidantes são remédios poderosos contra a ressaca e a recuperação do organismo

Durante os dias de folia, é comum sair da rotina, abusar do fast food ou de bebidas diversas. Após a festa do Rei Momo, vêm as consequências: inchaço e quilos a mais na balança. A alimentação saudável é essencial para quem busca recuperar o peso e a disposição. Camila Lima, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), destaca o poder das frutas e legumes low carb, ideais para essa fase de reequilíbrio da vida saudável e manutenção do bem-estar.
Escolher alimentos com baixo teor de carboidratos e alto teor de água é essencial para recuperar o peso de forma saudável. Entre as frutas indicadas, a nutricionista recomenda morango, melão, melancia e limão, que são ricos em água, vitamina C e antioxidantes. “Já no grupo das verduras, opções como alface, espinafre, brócolis e couve-flor são recomendadas, pois possuem poucas calorias e são fontes de vitaminas do complexo B, essenciais para o metabolismo energético.”
Segundo a docente do CEUB, as formas de consumo podem potencializar ou minimizar os benefícios dessas frutas e verduras. Camila indica distribuir as frutas ao longo do dia em pequenas refeições ou mesmo acrescentar frutas nas saladas, caldos e smoothies. Além do consumo das frutas e chás, é preciso manter a hidratação com cerca de 2 a 3,5 litros de água por dia. Evitar o consumo de álcool e alimentos industrializados também ajuda a acelerar a recuperação.
Para Camila Lima, além de ajudarem na hidratação e reposição de líquidos perdidos, esses alimentos fornecem vitaminas e minerais que fortalecem o sistema imunológico. “As frutas e verduras também são ricas em antioxidantes, que combatem os radicais livres e protegem as células. A alta quantidade de fibras e o baixo teor de carboidratos contribuem para a perda de peso e o controle do açúcar no sangue”, explica Camila.
Remédio para ressaca: alimentação natural
Para aqueles que exageraram nas bebidas alcoólicas, a especialista do CEUB recomenda medidas para aliviar os sintomas da ressaca e reequilibrar o corpo, como o consumo de água de coco, que é excelente para repor minerais. “Outra dica poderosa é incluir o chá de gengibre, que ajuda a reduzir náuseas e enjoos. Nesse período, vale evitar alimentos gordurosos e processados para não sobrecarregar a digestão, permitindo uma recuperação plena do organismo”, finaliza a nutricionista.

26% de matrículas em IA são de mulheres brasileiras, segundo Coursera

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A Coursera, uma das principais plataformas globais de aprendizado online, lançou o playbook ‘Fechando a Lacuna de Gênero nas Habilidades de GenAI’, um novo recurso voltado para enfrentar a lacuna de gênero nas habilidades de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) no Brasil. O playbook explora estratégias acionáveis para capacitar mais mulheres a aproveitar o GenAI e destaca a necessidade urgente de esforços contínuos para construir um ambiente de IA mais inclusivo e equitativo.

Atualmente, as mulheres representam 32% das matrículas globais de GenAI na Coursera. No Brasil, elas correspondem a 26,6% dos alunos de GenAI—um número que, embora reflita os esforços contínuos para aumentar a participação feminina em STEM, também sublinha a lacuna de gênero que ainda persiste nesse campo. Embora a educação em IA no Brasil continue a expandir rapidamente, a necessidade de estratégias direcionadas para garantir acesso equitativo às oportunidades de GenAI permanece.

Diante dessa disparidade, o interesse por habilidades em IA continua a crescer. Em 2024, o Brasil registrou um aumento superior a 1000% nas matrículas para cursos de GenAI. As mulheres representam apenas 35% dos graduados universitários nas áreas de STEM nos países do G20. No entanto, a representação feminina na força de trabalho é relativamente mais alta, com 52% no setor público e 40% no setor privado, ocupando 41% das posições de gestão. Isso destaca o desafio de traduzir o progresso educacional em maior avanço profissional e reforça a necessidade de mais ações para impulsionar a inclusão de gênero na liderança tecnológica e além.

A Dra. Alexandra Urban, Líder de Pesquisa em Ciência da Aprendizagem da Coursera, afirmou: “O cenário de IA em rápido crescimento no Brasil apresenta uma oportunidade única de reduzir as lacunas tradicionais de gênero na tecnologia. Com as mulheres representando apenas 26,6% dos alunos de GenAI no país, expandir o acesso à educação em IA e garantir caminhos claros para cargos de liderança é fundamental. Abordar desafios como lacunas de confiança, relevância na carreira e acessibilidade capacitará mais mulheres a aproveitar o GenAI, promover a inovação e impulsionar a transformação digital e o crescimento econômico do Brasil.”

O playbook reconhece as barreiras sistêmicas à participação das mulheres em GenAI e identifica os principais desafios que devem ser enfrentados, incluindo:

  • Lacunas de confiança reduzem a persistência: A autoeficácia desempenha um papel crucial nos resultados de aprendizagem. As mulheres muitas vezes hesitam em participar de cursos de GenAI devido à falta de confiança, mesmo quando possuem as habilidades necessárias. Na Coursera, as mulheres têm seis vezes mais chances de se inscrever em cursos de GenAI para iniciantes do que em cursos intermediários, indicando uma preferência por pontos de entrada estruturados e acessíveis.
  • Tempo limitado e diretrizes pouco claras dificultam a adoção de habilidades: Muitas mulheres citam a “falta de tempo” como o principal motivo para interromper cursos de STEM, refletindo a realidade de equilibrar responsabilidades de cuidado e trabalho. Além disso, a incerteza sobre como a IA e o GenAI se aplicam às carreiras pode levar à hesitação. A ausência de caminhos de aprendizagem claros e políticas de IA por parte dos empregadores só agrava o problema.
  • Percepção de falta de relevância: Apenas 36% das mulheres acreditam que o GenAI pode impulsionar suas carreiras, contra 45% dos homens. Essa diferença de percepção desestimula a capacitação. As mulheres têm mais chances de se engajar quando o GenAI é apresentado por meio de aplicações práticas em saúde, educação ou indústrias criativas. Estudos de caso do mundo real e cursos interdisciplinares de GenAI têm se mostrado eficazes no aumento das taxas de participação e conclusão.

As percepções da Coursera são projetadas para equipar as mulheres com estratégias para prosperar no campo em rápida evolução do GenAI, alinhando-se ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, cuja execução bem-sucedida poderia aumentar o PIB do Brasil em até 4% até 2030. Aumentar a participação feminina no GenAI será fundamental para avançar nas ambições de transformação digital e de IA do país, e será imprescindível para que planos como o PBIA sejam bem-sucedidos, colocando o Brasil em um caminho rumo a uma economia digital e orientada por IA mais equitativa.

Para acessar o playbook ‘Fechando a Lacuna de Gênero nas Habilidades de GenAI’, clique aqui.

Sobre a Coursera

A Coursera foi lançada em 2012 por Andrew Ng e Daphne Koller, com a missão de proporcionar acesso universal ao aprendizado de classe mundial. Atualmente, é uma das maiores plataformas de aprendizado online do mundo, com mais de 168 milhões de alunos registrados em 31 de dezembro de 2024. A Coursera faz parceria com mais de 350 universidades líderes e líderes da indústria para oferecer um amplo catálogo de conteúdo e credenciais, incluindo cursos, especializações, certificados profissionais e diplomas. As inovações da plataforma da Coursera permitem que os instrutores ofereçam experiências de aprendizagem escaláveis, personalizadas e verificadas aos seus alunos. Instituições em todo o mundo confiam na Coursera para capacitar e requalificar seus funcionários, cidadãos e alunos em áreas de alta demanda, como GenAI, ciência de dados, tecnologia e negócios. A Coursera é uma corporação pública do estado de Delaware e uma B Corp.