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Parceria entre IgesDF e UnB promove capacitação na área de pesquisa

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Treinamento no Hospital de Base visa ampliar uso de plataforma segura e ética na coleta de dados

Brasília, 28 de junho de 2025 – Em uma iniciativa voltada à qualificação de pesquisadores, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em parceria com a Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB), realizou nos dias 26 e 27 de junho uma capacitação sobre o uso da plataforma REDCap (Research Electronic Data Capture). O treinamento ocorreu na biblioteca do Hospital de Base (HBDF) e teve como público-alvo profissionais envolvidos em projetos de pesquisa vinculados ao instituto.

O objetivo foi apresentar o funcionamento da ferramenta e estimular seu uso como forma segura e ética de armazenamento e gerenciamento de dados científicos. A REDCap é amplamente utilizada no meio acadêmico e atende às exigências legais de proteção de dados sensíveis.

“A plataforma é segura, reconhecida internacionalmente e extremamente útil para a coleta e controle de dados em pesquisas científicas”, afirmou Ylana Leal, chefe do Núcleo de Apoio ao Pesquisador da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). Segundo ela, a analista estatística Anna Carla Camargo é responsável pela gestão da ferramenta e pelo oferecimento de consultorias gratuitas aos pesquisadores do IgesDF.

O curso foi ministrado pelo professor da UnB João Paulo Fernandes, com apoio dos estudantes de Engenharia da Computação João Vitor de Oliveira e João Filipe Monteiro. “A ferramenta traz agilidade, versatilidade e segurança tanto para coleta em campo quanto para pesquisas online”, destacou João Filipe.

Érik Cardoso, chefe do Núcleo de Educação Corporativa da Diep, reforçou a importância do evento para a produção científica na instituição. “Capacitações como essa fortalecem a integridade da pesquisa e consolidam o IgesDF como um espaço de desenvolvimento acadêmico e científico de excelência”, pontuou.

Começam obras da expansão da Linha 1 do Metrô-DF em Samambaia

Canteiros de obras de duas novas estações estão em fase de finalização; já foram investidos R$ 16,3 milhões nos trabalhos

Começaram as obras da expansão da Linha 1 no Ramal Samambaia da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), com destaque para a construção do Emissário Samambaia, as duas novas estações 35 e 36 e a estação de energia SR63. As obras são executadas pelo Consórcio CG–JFJ, vencedor da licitação para a expansão de Samambaia.

 

Obras de expansão do Metrô-DF já tiveram investimentos de mais de R$ 16 milhões; recursos são do GDF e do BNDES  | Fotos: Divulgação/Metrô-DF

 

Localizado no Parque Gatumé e formado por uma bacia de amortecimento e um canal de restituição de águas pluviais, o emissário fica distante cerca de 5,5 quilômetros da nova via do Metrô-DF e é essencial para a proteção não só da via, mas da região administrativa contra problemas durante o período chuvoso, ao reduzir inundações, erosões e danos ambientais, trazendo benefícios tanto para os moradores quanto para o meio ambiente.

“A construção da bacia está sendo realizada em uma área com vegetação local, e todos os estudos necessários foram conduzidos para garantir o respeito às normas e legislações ambientais”, informa o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral. “As obras receberam todas as licenças ambientais exigidas, emitidas pelos órgãos competentes, e foram planejadas para minimizar os impactos e para preservar a vegetação e os recursos hídricos da região”, completa.

Ao longo do trajeto, haverá duas novas estações, cada uma com 7 mil m² de área construída; estimativa é beneficiar entre 12 mil e 15 mil pessoas que utilizarão o transporte diariamente

 

Nas Estações 35, 36 e SR63, os canteiros de obras das estações encontram-se em fase de finalização. O canteiro é o ponto inicial para a execução da obra propriamente dita e, até o momento, já foi concluída a terraplenagem na estação 35 e também na SR63 e estão em andamento os serviços de armação de blocos, vigas baldrames e estacas das fundações e estruturas destas duas áreas. A estação 36 encontra-se com o canteiro de obras em fase de finalização.

Ordem de serviço

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada no último dia 19 de fevereiro pela vice-governadora Celina Leão, em cerimônia realizada no auditório do Complexo Administrativo e Operacional (CAO) do Metrô-DF em Águas Claras. Serão 3,6 quilômetros a mais de via, a partir da estação Terminal Samambaia até o subcentro oeste do bairro, próximo à 1ª Avenida Sul, que conecta Samambaia Norte à Samambaia Sul.

Ao longo do trajeto, haverá duas novas estações, cada uma com 7 mil metros quadrados de área construída: as estações nº 35 e nº 36 serão construídas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e do Centro Olímpico, sendo que esta última passará a ser a estação final do trecho de Samambaia.

Construção do Emissário Samambaia, que vai proteger a nova via do Metrô-DF – e também a região administrativa – contra problemas durante o período chuvoso, como inundações, erosões e danos ambientais

 

Também serão construídos três viadutos com passagem de pedestre integrada e quatro passarelas aéreas, localizadas nos principais pontos de circulação já utilizados pela população. A estimativa é beneficiar entre 12 mil e 15 mil pessoas que utilizarão o transporte diariamente, gerando impacto positivo no desenvolvimento de todo o bairro e na mobilidade da população do DF.

Expansão

A expansão da linha 1 do Metrô do Distrito Federal em Samambaia integra o Projeto de Expansão do Sistema Metroviário de Brasília e decorre da previsão legal para Expansão da Rede Ferroviária de Brasília, disposta na Lei n° 4.566, de 4/5/2011.

A obra em Samambaia conta com a realização de projetos executivos, escavação, remanejamento de interferências, novas redes de drenagem, execução de pavimentação, construção de estações, via permanente semienterrada, emissário e a implantação dos sistemas de energia, telecomunicações e mecânicos.

O consórcio CG–JFJ, formado pelas empresas CG Construções LTDA e JFJ Tecnologia em Instalações Elétricas, foi o vencedor da licitação para as obras de expansão da linha 1 no trecho Samambaia. A previsão inicial de custo da obra é de R$ 348.976.013,45 em valores atualizados (que chega a mais de R$ 400 milhões com os demais custos associados) e a estimativa de prazo de execução é de 2,5 anos a 4 anos. Os recursos para a realização da obra são do Governo do Distrito Federal (GDF) e do BNDES e já foram investidos, até o momento, R$ 16.361.795,24.

O Metrô-DF tem 42,38 km e liga a região administrativa de Brasília às de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga. Transporta entre 160 mil e 180 mil usuários por dia útil.

A via do Metrô-DF possui o formato de Y. Dessa forma, 19,19 km constituem o eixo principal e interligam a Estação Central (localizada na Rodoviária do Plano Piloto) à Estação Águas Claras. Outros 14,31 km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras até Ceilândia Norte. O outro ramal, com 8,8 km, abrange o trecho que liga a estação Águas Claras a Samambaia.

Cronograma da audiência pública final do Pdot é mantido para este sábado

Distrito Federal, representado pela PGDF, argumentou que a suspensão comprometeria o processo legislativo e a execução de políticas públicas essenciais

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) suspendeu a decisão liminar que impedia a realização da audiência pública final do processo de revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), marcada para este sábado, 28 de junho. A decisão foi proferida pelo presidente do TJDFT, desembargador Waldir Leôncio Júnior, atendendo ao pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF).

A liminar anterior, concedida pelo juízo da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF, havia suspendido a audiência pública até que fossem sanadas deficiências nas informações prestadas e nas sugestões colhidas em audiências anteriores.

O Distrito Federal, representado pela PGDF, argumentou que a suspensão comprometeria o processo legislativo e a execução de políticas públicas essenciais, como a regularização fundiária e o planejamento urbano. Além disso, o DF destacou que a não realização da audiência pública prejudicaria especialmente as populações mais vulneráveis, que aguardam a regularização de suas áreas.

A decisão judicial desta sexta-feira (27) considerou que a suspensão acarretaria grave lesão à ordem jurídica, à segurança pública e à economia do Distrito Federal. Ao deferir a suspensão, o presidente Waldir Leôncio Júnior ressaltou que a liminar interferia no livre funcionamento e na autonomia dos poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal e destacou ainda que o processo de revisão do Pdot foi amplamente participativo, com mais de 85 eventos públicos e 13.566 participações.

Com a suspensão da liminar, a audiência pública final do processo de revisão do Pdot está mantida para o dia 28 de junho de 2025, permitindo que o Distrito Federal continue com o planejamento territorial essencial para o desenvolvimento da região.

Corridas alteram o trânsito neste fim de semana no Distrito Federal

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Agentes do Detran-DF farão interdições em vias do Noroeste e da Esplanada dos Ministérios

Neste sábado (28), devido ao evento Noroeste Run Sunset, a partir das 17h, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará interdições em vias do bairro. O evento contará com percursos de 3 km e 6 km, com largada e chegada no estacionamento da SQNW 111/311.

Imagens: Detran-DF

Os corredores seguirão pela via de ligação W7/W9 e depois pela W9, até a altura da SQNW 304, retornando pela mesma via até a chegada. Os agentes de trânsito farão uma intervenção pontual na rotatória de acesso à via W9, não permitindo o acesso à W7, mas possibilitando o acesso de veículos à W9 e ao STN. Na W9, na altura do posto de combustível, o trânsito será desviado para a SQNW 310. O acesso à quadra SQNW 111 pela via W7 será fechado, sendo permitido o acesso à quadra residencial pela via comercial CLNW 10/11.

Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir das 19h30.

Circuito das Estações

Devido ao evento Circuito das Estações, no domingo (29), a partir das 6h30, haverá alterações no trânsito da Esplanada dos Ministérios. O evento contará com percursos de 5 km, 10 km e 15 km pelas vias S1, N1 e DF-002. A largada e a chegada ocorrerão na altura do Museu da República.

A saída dos participantes será a partir das 7h. Durante a largada, os agentes do Detran-DF realizarão o fechamento temporário da via S1, na altura do Museu da República. O acesso à via S1, pela L2 Sul, também será fechado.

Na via N1, o fluxo de veículos será desviado para a via L2 Norte. Os veículos oriundos da L2 Norte, sentido N1, seguirão pelo Buraco do Tatuí. Na altura da Rodoviária do Plano Piloto, as três faixas mais à direita servirão aos atletas, permitindo o trânsito de veículos pelas três faixas da esquerda, da alça leste da Rodoviária até o acesso ao Eixo Rodoviário Norte.

A previsão é que as intervenções nas vias ocorram até as 10h30. Durante o evento, as ações de trânsito serão realizadas pelo Detran-DF e pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).

Ação de acolhimento atende 65 pessoas em situação de rua nesta semana

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De sábado até essa sexta, foram visitados 22 pontos no Plano Piloto, Taguatinga e Paranoá; durante as abordagens, o GDF oferece diversos serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de benefícios

O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua atendeu, nesta semana, 65 pessoas em três regiões administrativas do Distrito Federal. De sábado (21) até a última sexta-feira (27), as operações passaram por 22 pontos do Plano Piloto, Taguatinga e Paranoá.

“A Casa Civil atua com ênfase na garantia de direitos e na dignidade humana. Nesta semana, coordenamos mais uma etapa das ações de acolhimento, reafirmando o compromisso de integrar esforços para que essas iniciativas cheguem de forma efetiva a todas as regiões do DF. A diretriz deste governo é clara: nenhum cidadão pode ser invisível para o Estado”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha.

No sábado (21), as equipes visitaram quatro pontos do Plano Piloto: 909 Norte, L2 Norte altura da 416, L2 Norte atrás da Estação Ecológica da UnB e via N4 Leste próximo ao Parque Internacional da Paz. Foram atendidas 22 pessoas, 14 estruturas precárias foram desconstituídas e dois caminhões de entulho foram removidos, com os materiais considerados inservíveis sendo encaminhados à Unidade de Recebimento de Entulhos (URE).

No domingo (22), outros quatro pontos do Plano Piloto foram visitados, na região do Setor Hoteleiro Norte. Na ocasião, três pessoas foram localizadas e atendidas e um caminhão de entulho removido.

Não houve operação na segunda-feira (23). Na terça (24), os trabalhos seguiram concentrados no Plano Piloto, em três pontos: Torre de TV, Eixo W Sul SQS 106/107 e SQNW Qd 311 área verde Noroeste. As equipes atenderam oito pessoas, desconstituíram duas estruturas precárias e removeram dois caminhões de entulho.

 É oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel

 

Na quarta-feira (25), as equipes seguiram para Taguatinga, onde foram visitados quatro pontos, próximos ao Parque do Cortado, ao Centro Pop da região e à QNG. Onze pessoas foram acolhidas, duas estruturas precárias desmontadas e um caminhão de entulho recolhido.

Na quinta-feira (26), foi a vez de o Paranoá receber a operação, com visita a seis pontos: próximo à Caesb, Avenida dos Pinheiros, Qd 2 ao lado do Restaurante Comunitário e DF-001 próximo aos eucaliptos. Seis pessoas foram localizadas, três caminhões de entulho removidos e seis estruturas precárias desconstituídas.

Já na sexta (27), as equipes voltaram a Taguatinga, onde visitaram um ponto — o estacionamento alambrado do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) —, desconstituíram 11 estruturas precárias, removeram um caminhão de entulho e atenderam 15 pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante as abordagens, o GDF oferece diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também é oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional – como o RenovaDF – e o cadastro para unidades habitacionais também estão disponíveis.

Fazem parte das ações as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SES), Educação (SEE), Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Segurança Pública (SSP), Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e Justiça e Cidadania (Sejus), além de Novacap, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Codhab, Detran-DF, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Conselho Tutelar.

O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal no último ano. As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos.

Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.

Innova Summit 2025 bate recorde de público no Distrito Federal

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Mais de 50 mil pessoas passaram pelo evento durante os três dias. Games, cripto, empreendedorismo feminino e inteligência artificial movimentaram o Centro de Convenções

O Innova Summit 2025 terminou nesta quinta-feira (26) com resultados expressivos e a confirmação de seu protagonismo no cenário da inovação nacional. Realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o evento recebeu mais de 50 mil visitantes ao longo dos três dias, consolidando-se como o maior encontro gratuito de inovação do país.

A edição deste ano contou com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal e da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF), além da participação de importantes parceiros como o SLU, Sebrae, Sinfor, Sindesei e o Sindivarejista, e patrocínio do BRB.

Foram mais de 200 empreendedores e startups envolvidos na programação, ocupando estandes, painéis e espaços de negócios. A diversidade de temas e formatos atraiu um público variado, que pôde conferir conteúdos sobre inteligência artificial, sustentabilidade, negócios digitais, criptoativos, impacto social e empreendedorismo feminino.

O espaço Innova Mulher foi um dos destaques, reunindo mais de 50 expositoras e gerando uma ampla rede de conexões e oportunidades. Um dos momentos marcantes da programação foi o painel de empreendedorismo feminino, que contou com a participação da empresária Janete Vaz, cofundadora do Laboratório Sabin. Com uma trajetória inspiradora, Janete compartilhou sua experiência à frente de um dos maiores grupos de medicina diagnóstica do país e falou sobre liderança, inovação com propósito e a importância de investir em pessoas. Já a arena de criptoativos apresentou ao público as principais tendências do setor, com debates sobre segurança, regulação e novos modelos de economia descentralizada.

Para o presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, o evento foi uma oportunidade estratégica de conexão com novas gerações. “O Innova Summit tem sido uma grande vitrine para mostrarmos o que o Sindicato faz, desde o apoio jurídico e trabalhista até a capacitação por meio do Sesc, Senac e Instituto Fecomércio. O comércio continua sendo uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho e um dos setores que mais se reinventam. Estar aqui, trocando experiências e falando sobre o futuro do varejo, é essencial para o fortalecimento do setor.”

A programação do último dia contou com a palestra do empresário Caito Maia, fundador da Chilli Beans. Ele compartilhou lições sobre autenticidade nos negócios. “Inovar é correr riscos. Quando a gente perde o medo de errar, começa a construir algo verdadeiramente original. A marca tem que ter alma, e isso não se aprende em planilha, se vive”, afirmou.

Outro destaque foi o painel sobre inteligência artificial generativa, que reuniu especialistas para discutir aplicações práticas e os desafios éticos da tecnologia. A discussão reforçou o compromisso do evento com a inovação voltada ao impacto social.

O setor de games também foi protagonista neste último dia com a final da GameJamPlus, maior maratona de desenvolvimento de jogos com foco em negócios do mundo, realizada pela primeira vez em Brasília. A competição trouxe para a capital federal jogadores e desenvolvedores de mais de 20 países, após oito meses de etapas eliminatórias. Os finalistas apresentaram seus projetos para investidores e especialistas, em uma disputa marcada por criatividade e inovação.

A coordenadora da área de games, Juliana Brito, destacou os impactos reais do evento no setor. “O Innova Summit 2025 termina hoje e já deixa resultados concretos na área de games. Durante o evento, vimos conexões se transformarem em oportunidades reais de negócio. Um dos destaques foi um jogo que atraiu o interesse de quatro publishers internacionais — com propostas que chegam a US$ 150 mil. O estúdio agora deve escolher com quem fechar”, contou.

“Outro caso importante foi o de um game que assinou, aqui mesmo no evento, um contrato de porte e distribuição no valor de 50 mil dólares. A negociação envolveu uma publisher que participou online, enquanto o estúdio estava presente fisicamente. Tivemos ainda relatos de dois outros projetos que avançaram bastante nas rodadas de negócio, e um estúdio que está finalizando um contrato de US$ 100 mil após 12 reuniões iniciadas na plataforma de matchmaking”, completou Juliana.

O organizador do evento, Eduardo Moreira, comemorou os resultados. “O Innova Summit foi um sucesso absoluto. Mais de 50 mil pessoas presentes, palestras incríveis, startups com visibilidade, negócios sendo fechados, espaços lotados o tempo todo. A energia do público e dos expositores mostra o quanto o Brasil quer inovar. Esse evento é, sem dúvida, um marco para Brasília e para o ecossistema de inovação do país.”

Adasa faz apresentação técnica a comissão da Câmara Legislativa

Três superintendentes da agência explicaram aos deputados distritais as ações fiscalizatórias e os instrumentos regulatórios relacionados à preservação ambiental do Rio Melchior

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) participou da oitava reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior, realizada quinta-feira (26), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Presidida pela deputada Paula Belmonte, a comissão investiga as causas da poluição do Rio Melchior e a eventual omissão de autoridades públicas e privadas na prevenção e controle dos danos ambientais na região.

Durante a audiência, três executivos da Adasa foram convidados a prestar esclarecimentos: o superintendente de Recursos Hídricos, Gustavo Carneiro; o superintendente de Abastecimento de Água e Esgoto, Rafael Mello; e a superintendente de Resíduos Sólidos, Elen Dânia dos Santos. As oitivas atenderam aos requerimentos números 6, 7 e 8 de 2025, aprovados pela CPI.

A presença da Adasa foi fundamental para fornecer à comissão dados técnicos, informações sobre as ações fiscalizatórias e os instrumentos regulatórios existentes na bacia do Melchior. Entre os pontos destacados pela Adasa, estão a importância da atuação integrada e interinstitucional, a necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento, e a relevância dos planos de bacia e do Plano de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos como instrumentos de planejamento e gestão.

Gustavo Carneiro ressaltou a atuação técnica e preventiva da Adasa na bacia, com destaque para a decisão pioneira de estabelecer limites de carga poluente para um rio enquadrado como classe 4 — o mais crítico entre os níveis de qualidade —, mesmo sem diretrizes claras estabelecidas pela Resolução nº 357 do Conama.

“Apesar de a legislação federal não prever limites objetivos para rios de classe 4, a Adasa tomou a decisão técnica de definir um teto de poluição admissível para o Melchior, o que demonstra nossa preocupação em proteger esse recurso mesmo nas condições mais adversas”, afirmou.

Gustavo explicou que o enquadramento do Rio Melchior, aprovado em 2014 pelo Conselho de Recursos Hídricos do DF, estabelece os usos permitidos de acordo com a classe atribuída e deve ser respeitado em todas as ações de gestão e licenciamento. Ele destacou que a Adasa analisa rigorosamente cada solicitação de outorga, considerando a vazão remanescente e a capacidade do corpo hídrico de diluir os efluentes sem ultrapassar os limites de qualidade.

“A atuação da Adasa é pautada em excelência técnica e compromisso com o interesse público. Nosso papel é garantir que os usos da água estejam compatíveis com a segurança hídrica e com os padrões estabelecidos para proteger a saúde ambiental e da população”, reforçou.

Um dos temas abordados na audiência foi a outorga prévia emitida pela Adasa para a instalação de uma termelétrica na bacia do Melchior, um projeto do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia. Gustavo esclareceu que a outorga prévia não autoriza o funcionamento do empreendimento, mas apenas atesta a disponibilidade hídrica, conforme determina a Resolução nº 65/2006 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Ele informou que, no ponto analisado, o empreendimento solicitou 5% da vazão disponível no mês mais crítico, comprometendo menos de 0,2% do total após a devolução do volume captado. “Nosso papel é indicar se há ou não água disponível, sem entrar na análise de impacto ambiental, que é competência do órgão licenciador. Cumprimos rigorosamente a legislação, com base em dados técnicos atualizados”, explicou.

A Adasa também apresentou informações sobre o monitoramento da bacia, reforçando que realiza fiscalizações periódicas e que atua de forma coordenada com outros órgãos para coibir lançamentos irregulares.

A agência reconheceu que há desafios estruturais e apontou a necessidade de melhorias nas estações de tratamento e nos sistemas de coleta, destacando que atua dentro de sua competência para garantir o cumprimento dos parâmetros legais de qualidade da água.

“Temos mais de 10 mil outorgas emitidas, todas baseadas em dados de campo e critérios rigorosos para garantir segurança hídrica. A atuação da Adasa busca assegurar que os serviços atendam à população com qualidade, respeitando os limites da natureza e as normas legais vigentes”, explicou Rafael Mello.

Mello também abordou os esforços de fiscalização da estação de tratamento da Caesb e a cobrança por melhorias no sistema, destacando o acompanhamento contínuo das ações corretivas e dos investimentos previstos pela concessionária no sistema Samambaia-Melchior.

“Um terço da população do DF utiliza esse trecho do rio como corpo receptor de esgoto tratado. A bacia do Melchior cumpre hoje uma missão ambiental estratégica para o abastecimento e a saúde pública do DF”, complementou.

Rafael ainda destacou medidas complementares adotadas pela agência, como o controle sobre os serviços de limpa-fossa na região, incentivo ao reuso de água e hidrometração individualizada. “Cada litro de água utilizado de forma mais consciente representa menos efluente gerado e menos pressão sobre um rio que já cumpre papel tão importante no DF”, pontuou.

Já Élen Dânia dos Santos, apresentou esclarecimentos sobre a regulação do Aterro Sanitário de Brasília. Ela explicou que a Adasa é responsável pela fiscalização da operação do aterro, que recebe cerca de 2 mil toneladas de resíduos por dia, e que monitora a segurança da estrutura e a qualidade dos serviços prestados.

“A Adasa foi a primeira agência reguladora no país a publicar norma de regulação específica sobre os aspectos técnicos e operacionais da disposição final de resíduos em aterros sanitários. Até hoje, somos uma das poucas agências reguladoras com regulamentação específica sobre esse tema. Nossa atuação é baseada, sobretudo, na Política Nacional de Saneamento Básico. Fiscalizamos a continuidade, a regularidade e a qualidade dos serviços, de forma que não haja prejuízo aos usuários dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.”

Élen também garantiu que são realizados monitoramentos ambientais e geotécnicos, além de ensaios geoelétricos para verificar a integridade da camada de base do aterro. “A Adasa vai além das exigências legais. O ensaio geoelétrico não é uma obrigação exigida pela legislação ambiental no monitoramento de um aterro sanitário, porém é realizado periodicamente por recomendação da Adasa. Os resultados das análises dos poços de monitoramento, acompanhados pelos resultados dos ensaios geoelétricos, indicam a integridade da camada de base do aterro, destinada a proteger o solo e o lençol freático de eventuais contaminações.”

GDF entrega lotes urbanizados, auxílio e projetos de moradia no Recanto das Emas

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Famílias afetadas por incêndios recebem terrenos, cartões de R$ 15 mil e projetos para construção

Brasília, 27 de junho de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) realizou, nesta sexta-feira (27), uma série de entregas no Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas, beneficiando 198 famílias que viviam em situação de vulnerabilidade. Entre os contemplados estão moradores da Ocupação da Quadra 406 — conhecida como Favelinha, atingida por um incêndio — e da comunidade Bananal, na região da Fercal.

A ação integra um amplo programa de regularização fundiária e apoio habitacional, com entrega de lotes urbanizados, auxílio financeiro de R$ 15 mil por meio do Cartão Material de Construção e projetos arquitetônicos prontos (um, dois ou três quartos) para facilitar a construção das moradias. Todas as famílias também receberão a escritura dos terrenos, garantindo segurança jurídica.

Para construir suas casas nos lotes doados, as famílias beneficiadas contarão com auxílio financeiro de R$ 15 mil do programa Material de Construção, lançado pelo GDF no fim de maio | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha destacou o caráter social da iniciativa: “Estamos atendendo quem perdeu tudo e não tinha perspectiva de moradia. É dignidade, segurança jurídica e a oportunidade real de recomeço”.

O Residencial Tamanduá está localizado nas quadras 7 e 8 e conta com infraestrutura completa: pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação de LED, calçadas e ciclovias. Os terrenos possuem 133,25 m² e o investimento total do GDF, por meio da Terracap, ultrapassou os R$ 23 milhões.

“A gente não tinha dignidade como ser humano ali. Agora é outra vida. Só tenho gratidão”, afirma Silbene Cristina Lira da Silva | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Além da entrega dos primeiros cartões durante a cerimônia, os demais beneficiários deverão procurar o BRB para retirar seus auxílios. O programa atende famílias afetadas por desastres, com renda de até cinco salários mínimos e residência mínima de cinco anos no DF, mediante comprovação da Defesa Civil e Sedes.

Para muitos beneficiários, a ação representa um divisor de águas. Silbene Lira, de 46 anos, destacou a transformação: “Lá era só sofrimento. Agora é outra vida. Sem o cartão, eu levaria anos para construir”. O jovem Pedro Miqueias, de 28 anos, também agradeceu: “Estou feliz. É uma mudança de vida”.

A Codhab e a Terracap reforçaram que o modelo aplicado no Tamanduá passa a ser referência. Segundo o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, os projetos oferecidos facilitarão a regularização das construções, com emissão de alvarás e habite-se. Já o presidente da Terracap, Izídio Santos, afirmou que a lógica da política habitacional está sendo invertida: “Entregamos o lote já com infraestrutura completa. Isso é dignidade”.

O parcelamento das quadras foi aprovado em 2021 e prevê até 328 unidades habitacionais, com capacidade para abrigar cerca de 1.080 pessoas. O governo anunciou ainda a previsão de mais 2 mil lotes com auxílio de R$ 15 mil para famílias em situação similar.

FAPDF lança novo ciclo do Start BSB para impulsionar 100 startups no DF e Ride

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Programa de aceleração terá investimento de R$ 12 milhões e abrange três fases

Brasília, 27 de junho de 2025 – A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) anunciou, nesta quinta-feira (26), o lançamento do segundo ciclo do Start BSB, um dos principais programas de incentivo ao empreendedorismo inovador do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O anúncio foi feito durante o Innova Summit, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Arte: FAPDF

Após atender 100 startups no ciclo inicial, a nova chamada pública vai selecionar outras 100 empresas, com foco na aceleração de ideias com alto potencial de impacto. O programa oferece mentorias, capacitação técnica, suporte à modelagem de negócios e conexões com o mercado e investidores.

A meta do Start BSB é apoiar 300 startups em três anos, promovendo o crescimento de empresas em diferentes fases de maturidade, desde a ideação até a aceleração. O investimento total desta etapa é de R$ 12 milhões, divididos entre três eixos:

  • Eixo I – Ideação e Pré-incubação: R$ 4,5 milhões

  • Eixo II – Incubação e Pré-aceleração: R$ 3,9 milhões

  • Eixo III – Aceleração: R$ 3,6 milhões

As atividades são conduzidas por instituições parceiras selecionadas por chamadas públicas, como a Finatec, Universidade de Brasília (UnB), Instituto Multiplicidades e o programa Camp, da aceleradora Cotidiano.

Com esse novo ciclo, a FAPDF reforça seu compromisso com o fortalecimento do ecossistema de inovação e a consolidação de soluções tecnológicas que impulsionem o desenvolvimento econômico da região.

Mais informações sobre inscrições e critérios de participação estão disponíveis no site e nas redes sociais do Start BSB.

Sejus-DF firma parceria para capacitar jovens em Sobradinho e Sobradinho II

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Projeto beneficiará adolescentes em vulnerabilidade com foco em trabalho e empreendedorismo

Brasília, 27 de junho de 2025 – A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) firmou um termo de fomento com o Instituto Epuranios para a execução do projeto Empoder@ Galer@, voltado à qualificação e ao fortalecimento da autonomia de adolescentes residentes em Sobradinho e Sobradinho II. A ação conta com recursos do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA-DF).

O projeto é destinado a adolescentes em situação de vulnerabilidade social ou vítimas de violência, com foco no desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho e no incentivo ao empreendedorismo juvenil. A proposta busca promover o protagonismo e a inclusão produtiva dessa parcela da população.

O termo de fomento prevê um investimento total de R$ 1.499.623,52, sendo R$ 1.224.462,96 empenhados inicialmente — R$ 937.412,96 destinados à subvenção social e R$ 287.050 ao auxílio investimento. A liberação do valor restante dependerá da disponibilidade orçamentária no próximo exercício.

Com duração prevista de 13 meses, a parceria terá vigência entre 25 de junho de 2025 e 25 de julho de 2026. A iniciativa integra as políticas públicas da Sejus-DF voltadas à promoção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes no Distrito Federal.