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Eleições: TSE, CEB e Terracap assinam acordo para uso de energia solar

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Presidente Kassio Nunes Marques, CEB e Terracap formalizam compensação integral da eletricidade anual com geração solar nas Eleições 2026

Da Redação

O Tribunal Superior Eleitoral, a Companhia Energética de Brasília e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal assinaram, nesta terça-feira (1º), acordo para compensação da eletricidade produzida pela unidade fotovoltaica construída no Catetinho. A medida permitirá compensar integralmente o consumo anual do Tribunal com geração solar.

Participaram da assinatura o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o presidente da CEB, Elie Chidiac, e o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.

A usina foi construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap, com investimento de R$ 15,8 milhões e 5.628 painéis solares. A estrutura tem potência instalada de 4,024 megawatts-pico e capacidade estimada para gerar 7,7 milhões de quilowatts-hora por ano.

A produção será utilizada de forma complementar à unidade solar de aproximadamente 1 MW já existente na sede do TSE. Juntas, as duas estruturas permitirão compensar 100% do consumo anual de eletricidade do Tribunal.

O projeto reduz gastos com eletricidade e amplia o uso de fontes renováveis e a eficiência energética na Administração Pública.

Com a integração das duas unidades, as Eleições 2026 serão as primeiras em que todo o consumo anual de eletricidade do TSE será compensado por geração solar.

As obras da usina do Catetinho começaram em maio e estão 98% concluídas, com previsão de finalização em breve.

 

 

Sabatina: Celina anuncia continuidade de obras e novas licitações no DF

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Governadora e candidata à reeleição detalha projetos de mobilidade, drenagem e saneamento durante encontro com construtores nesta quarta-feira em Brasília

Da Redação

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (2) que pretende ampliar o ritmo de obras de infraestrutura em um eventual próximo mandato. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela Associação Brasiliense de Construtores, na manhã desta quarta-feira.

Segundo Celina, a gestão pretende dar continuidade às obras públicas já contratadas e em andamento, além de abrir novas licitações. Entre os projetos citados estão o BRT da Região Norte, com custo estimado em mais de R$ 500 milhões, e dois viadutos no Jardim Botânico, que integram o projeto da Rota do Sol.

“Quero me comprometer que, na minha gestão, Brasília vai crescer muito na parte de infraestrutura”, afirmou.

A governadora também informou que o GDF prepara uma obra de drenagem para atender regiões de Taguatinga e Ceilândia. De acordo com ela, o projeto básico já foi concluído e o projeto executivo está em andamento. Celina citou ainda uma obra de urbanização no Pôr do Sol, estimada em quase R$ 500 milhões.

Na área de mobilidade, a governadora disse que o estudo de viabilidade técnica para a expansão do metrô para Gama, Santa Maria, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Candangolândia foi concluído com resultado positivo. Ela também afirmou que o governo está licitando um novo viaduto no Sudoeste.

Celina destacou investimentos previstos pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal. Segundo ela, a Caesb tem previsão de R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos, com foco principalmente em regiões consideradas mais carentes, como a Chácara Santa Luzia e a Estância Mestre d’Armas.

Durante a sabatina, a governadora defendeu uma gestão mais integrada entre os órgãos responsáveis pelas obras públicas, como a Novacap e o Departamento de Estradas de Rodagem. Segundo ela, a intenção é evitar que as empresas públicas atuem de forma isolada e ampliar a integração no planejamento e na execução das obras.

“Não vai faltar dinheiro para obras e infraestrutura”, afirmou Celina ao falar sobre o compromisso com o setor da construção civil.

 

TRE-GO libera participação de Caiado na propaganda de TV de Daniel Vilela

Relator Mark Yshida Brandão afirma que ausência de coligação nacional entre MDB e PSD não impede apoio regional já registrado em Goiás

Da Redação

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás Mark Yshida Brandão concedeu, na noite de terça-feira (1º), liminar favorável a Daniel Vilela e suspendeu a proibição de veicular na televisão peças da propaganda eleitoral gratuita com a participação e o apoio do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD).

Antes, a juíza eleitoral Aline Vieira Tomás havia determinado a suspensão de duas inserções da campanha do governador, atendendo pedido da Coligação Goiás que Cresce, formada pelo PL e pelo Novo.

A magistrada considerou que o PSD disputa a Presidência da República com candidatura própria e que o MDB não integra a mesma coligação nacional. Para ela, a aliança em Goiás não suprira a exigência de composição no plano nacional.

Para Yshida, a decisão sobre o tema deve ser tomada pelo colegiado, e a demora na apreciação poderia prejudicar a campanha de Daniel. “Aguardar a sessão ordinária tornaria potencialmente inócua a própria apreciação colegiada da medida, pois o tempo de propaganda não utilizado ou a oportunidade de veiculação perdida não podem ser integralmente restituídos por decisão posterior”, escreveu.

Ele destacou que “o apoio de Ronaldo Caiado a Daniel Vilela é público e compatível com a composição da coligação registrada nesta circunscrição”. Afirmou ainda que “a ausência de coligação entre MDB e PSD na eleição presidencial não implica necessariamente a ilicitude de toda manifestação de apoio do candidato presidencial à candidatura regional, especialmente quando o partido do apoiador integra a coligação formada na circunscrição estadual e não concorre, por candidatura própria ou mediante apoio formal, contra o beneficiário da propaganda.

”O relator acrescentou, com base na Constituição Federal, que a Justiça não pode impor regra de alinhamento nacional às alianças locais. Segundo ele, a norma “não pode conduzir, sem exame das particularidades do caso concreto, à imposição de correspondência obrigatória entre as alianças nacionais e estaduais que o próprio texto constitucional afastou”.

Por fim, o desembargador afirmou que a alegação da chapa adversária de extrapolação do limite de 25% “não constituiu fundamento da decisão impugnada. A própria autoridade coatora consignou expressamente que essa matéria demandaria exame posterior ao contraditório. Não cabe, portanto, utilizá-la neste momento como fundamento autônomo para preservar a suspensão das peças”.

 

Inscrições abertas para a 3ª edição do Sesc nas Pontes

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Corrida será realizada em 27 de setembro, com percursos de 5 km, 10 km e 16 km pelas paisagens do Lago Paranoá

Os amantes da corrida de rua já podem garantir sua participação na 3ª edição do Sesc nas Pontes. As inscrições estão abertas para a prova, que será realizada no dia 27 de setembro, em Brasília, com percursos de 5 km, 10 km e 16 km. O destaque fica por conta do trajeto de 16 km, que passa pelas três principais pontes do Lago Paranoá. As inscrições podem ser realizadas até 22 de setembro ou enquanto houver vagas disponíveis, conforme o limite de atletas participantes, clicando aqui.

A corrida é uma iniciativa do Sesc-DF voltada à promoção da atividade física, do bem-estar e da qualidade de vida. A prova é aberta a diferentes perfis de corredores, desde iniciantes e praticantes de atividade física até atletas que buscam novos desafios.

Nesta edição, os participantes terão a oportunidade de correr por um dos cenários mais conhecidos de Brasília. O percurso contempla a Ponte Costa e Silva (Ponte das Garças), a Ponte Honestino Guimarães (Ponte do Pontão) e a Ponte Juscelino Kubitschek (3ª Ponte), proporcionando uma experiência que combina esporte e as paisagens do Lago Paranoá.

Percursos e largadas

Os horários de largada variam de acordo com a distância escolhida. Os participantes dos 16 km largam às 6h, em frente ao Clube Nipo Brasileiro, na Avenida das Nações, no sentido Gilberto Salomão.

Para os 10 km, a largada será às 6h15, no Pontão do Lago Sul, no sentido Asa Sul. Já os corredores dos 5 km largam às 6h, na orla da Ponte JK, no sentido Lago Sul, pela Ponte JK. Nesse trecho, não haverá interrupção do fluxo de veículos.

A chegada será realizada na área verde localizada entre o viaduto da Ponte JK (EPDB – DF-025) e a SHIS QI 24, conjunto 9, onde também estará localizada a arena do evento. E tem novidade o transporte dos atletas da arena até os pontos de largada está garantido!

Inscrições

Os valores são diferenciados de acordo com a categoria:

Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo (comerciários) e dependentes: R$ 80;
Pessoas com 60 anos ou mais: R$ 80
Conveniados e público em geral: R$ 149;
Pessoas com deficiência (PCDs), mediante apresentação de laudo médico no momento da retirada do kit: Gratuito;

As vagas são limitadas.

Kit e experiência pós-prova

Os inscritos receberão um kit com camiseta de prova, número de peito, squeeze, boné e sacochila.

Após a conclusão do percurso, os participantes também receberão um kit pós-prova, composto por kit nutricional, medalha, camiseta de passeio, toalhinha e chope de 400 ml.

Os três primeiros colocados, nas categorias masculina e feminina, receberão troféus nos percursos de 5 km, 10 km e 16 km, considerando as categorias de comerciários e dependentes, público geral, 60+ e PCDs.

Todos os participantes inscritos que concluírem a prova, passando pelo funil de chegada, receberão medalha alusiva ao evento.

Quaest: Lula com 42% e Flávio 41% em simulação de segundo turno

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Levantamento encomendado pelo jornal O Globo e pela TV Globo ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de dois pontos

Da Redação

Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 42% das intenções de voto em um cenário de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 41%. Os dois estão empatados tecnicamente.

No levantamento anterior, Lula tinha dianteira de 3 pontos percentuais em relação ao senador. A diferença passou para um ponto percentual. Flávio oscilou positivamente 1 ponto, enquanto o petista caiu 1 ponto.

Esta é a primeira pesquisa Quaest — encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo — divulgada após o início da propaganda eleitoral em rádio e TV. Brancos e nulos somam 13% e 4% se declararam indecisos.

A Quaest também simulou outros cenários de segundo turno. Contra Augusto Cury (Avante), Lula registra 40% e Cury 34%. Contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 43% e Renan com 36%. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista venceria por 42% a 37%. Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 44% e Zema 33%.

Em simulação de primeiro turno, Lula tem 37% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro aparece com 30%. Augusto Cury assume o terceiro lugar, com 10%. Cury registrou alta de oito pontos percentuais na comparação com o levantamento publicado em 14 de agosto.

A nova rodada avaliou as intenções de voto em primeiro turno em um cenário que contabiliza a presença de Pablo Marçal. O presidenciável pelo PRTB foi condenado à inelegibilidade por oito anos devido ao uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024. Na sequência, figuram Renan Santos (Missão), com 3%, seguido por Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Pablo Marçal e Samara Martins (UP), todos com 1%.

O contingente de eleitores que declaram voto em branco, nulo ou intenção de abstenção corresponde a 7%, enquanto o grupo dos indecisos alcança 11%. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-07065/2026.

 

Análise: Debate repete tática de 5 contra 1 e empobrece confronto de ideias

Na noite desta terça-feira (1º), adversários da governadora Celina Leão (PP) concentraram ataques à gestão atual, enquanto o eleitor ficou com pouco espaço para comparar propostas concretas de saúde, educação, mobilidade e contas públicas

O debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal, na noite desta terça-feira (1º), repetiu um formato já visto em confrontos anteriores: cinco adversários concentrando críticas na governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP).

Participaram José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).

O resultado para o público foi previsível. Em vez de um confronto equilibrado de programas, o eleitor assistiu a uma sequência de acusações sobre saúde, educação, mobilidade e a gestão do BRB.

Celina defendeu a continuidade de obras e programas — entre eles a expansão do metrô, investimentos em hospitais e UPAs, ações de proteção às mulheres e a recuperação do banco público após a crise ligada ao Banco Master.

Os demais candidatos, em grande parte, priorizaram o desgaste da gestão Ibaneis Rocha–Celina Leão.

Essa dinâmica de “5 contra 1” tem um custo claro. O debate deixa de funcionar como instrumento de comparação e vira palco de ataque.

Quem perde é o eleitor, que precisa de propostas mensuráveis: fila da saúde, creches, segurança, transporte e responsabilidade fiscal.

Ataques sem alternativa concreta não substituem um plano de governo.

Celina manteve o tom de quem ocupa o cargo e precisa responder por resultados. Isso lhe deu uma vantagem estrutural no formato: ela fala de decisões já tomadas, enquanto a oposição precisa convencer com um projeto próprio.

Quando a oposição se limita a ilações e críticas genéricas, reforça a percepção de que ainda não consolidou um discurso de futuro.

Debates só cumprem sua função democrática quando todos os candidatos apresentam prioridades, custos e prazos. Enquanto o confronto se resumir a um cerco à atual governadora, o eleitor sairá informado sobre o clima da campanha — e pouco esclarecido sobre o que cada um faria no Palácio do Buriti.

 

DF amanhece com chuviscos e Inmet prevê chuvas isoladas nesta quarta

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Meteorologista afirma que a precipitação da tarde deve ser melhor distribuída, mas não tão intensa; terça registrou 36,1°C em Águas Emendadas

Da Redação

Algumas regiões do Distrito Federal, como Plano Piloto, Jardim Botânico, Taguatinga e Paranoá, amanheceram com chuviscos nesta quarta-feira (2/9). Apesar de não ter havido registro oficial de chuva, a capital apresenta instabilidade no tempo após uma sequência de dias de calor intenso e baixa umidade.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o DF tem possibilidade de chuvas isoladas ao longo do dia. A umidade relativa do ar deve variar entre 80% e 30%. “Tem previsão de chuva para a tarde. Vai ser melhor distribuída. Mas não será tão intensa”, comentou o meteorologista Wendell Fialho.

De acordo com o meteorologista, a ocorrência da chuva se deve à combinação do calor alto com a disponibilidade de umidade na atmosfera. “Então esse cenário torna-se favorável a ocorrência de chuva”, explicou. A mudança no tempo ocorre depois de uma sequência de recordes de temperatura no DF.

Nessa terça-feira (2/9), os termômetros da estação de Águas Emendadas, em Planaltina (DF), chegaram a 36,1°C, com a umidade relativa do ar em 14%. Até o fim da semana, a previsão é que a capital registre mais um dia quente. Para quinta-feira (3/9), a máxima deve atingir 32°C. Na sexta-feira (4/9), o tempo muda e volta a ter possibilidade de chuva isolada.

A combinação de temperaturas elevadas e baixa umidade ocorre durante o período de estiagem no DF. O cenário favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, já que a vegetação fica mais seca.

Segundo o Inmet, o tempo seco pode provocar ressecamento da pele e irritação nos olhos, no nariz e na boca. Em períodos de calor intenso, também é importante reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol. A orientação é beber água ao longo do dia e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes e secos. Também é recomendado manter atenção especial com crianças e idosos.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atende pelo 193.

 

Presidenciáveis cobram saída de Alexandre de Moraes do Supremo

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Flávio, Caiado, Zema e Renan se manifestam; Cury pede investigação sem distinção de cargo; Lula foi orientado por auxiliares a não comentar o episódio

Da Redação P

residenciáveis reagiram à divulgação de supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que constam de um relatório da Polícia Federal cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça. Augusto Cury (Avante) afirmou que “a lei não pergunta o cargo de ninguém”.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a renúncia de Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) pediu que o magistrado seja afastado da Corte. Romeu Zema (Novo) voltou a defender o impeachment de Moraes. Renan Santos (Missão) anunciou que pretende apresentar um pedido para que o ministro deixe o STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, foi orientado por auxiliares a não comentar o episódio. Por meio de nota, Cury afirmou que “quem tem mais poder deve mais explicação”. Segundo o candidato, “do presidente da República ao trabalhador mais humilde, onde tem indício tem que ter investigação, e a lei não pergunta o cargo de ninguém. No meu governo não haverá blindagem para ninguém, começando por mim. Quem paga a conta da desconfiança é o cidadão comum, que é o pagador dos impostos, ele quer explicações”.

Flávio afirmou que ficou “impactado” com os detalhes do contrato fechado entre Vorcaro e o escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci.

Segundo dados atribuídos à investigação, metadados de uma versão do documento apontam um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável por alterações no arquivo que celebrava o acordo. O escritório de Viviane confirmou que o ministro analisou a minuta, mas afirmou que ele foi consultado para verificar eventual impedimento relacionado à contratação e que não havia impedimento para a prestação dos serviços. “Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem mais condição de continuar como ministro”, cobrou Flávio.

O senador lembrou que o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, são mencionados nas conversas. Caiado afirmou que Moraes “não tem a menor condição de continuar” no STF e defendeu que a Corte delibere sobre o afastamento. “Acredito que o colegiado deverá se reunir, e o Supremo dar uma satisfação à população brasileira de que ele estará afastado daquela Corte. É isso que o Brasil espera”, exigiu.

Nas redes sociais, Zema acusou Moraes de buscar proteção para Vorcaro junto a Gonet e a Andrei — “impeachment é pouco. Ele merece é cadeia”, escreveu. Renan afirmou que o ministro estaria “envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master”.

Na Câmara, o deputado Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, afirmou que o ministro não pode mais permanecer no cargo e classificou como “provas concretas” as informações divulgadas sobre a relação com Vorcaro. Destacou a participação atribuída ao ministro na elaboração do contrato entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes.

No Senado, Carlos Viana (Podemos-MG) protocolou mais um pedido de impeachment contra Moraes. Afirmou que há suspeitas de possível utilização do cargo em benefício de Vorcaro. Ainda no Senado, Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a paralisação das votações da Casa, nesta semana, para pressionar a saída do ministro.

 

Sete de Setembro terá metrô e ônibus gratuitos e reforço de segurança

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Secretaria de Segurança ativou célula de inteligência até 8 de janeiro de 2027; orientação inclui acessos, trânsito, itens proibidos e restrição a drones

Da Redação

As forças de segurança pública do Distrito Federal reforçaram o efetivo de policiais para monitorar o feriado da Independência em Brasília. A Secretaria de Segurança Pública do DF ativou, para a data, a célula de inteligência já utilizada em outras ocasiões. A medida deve permanecer ativa até 8 de janeiro de 2027 e também será usada no monitoramento das eleições deste ano.

A estrutura vai acompanhar eventuais manifestações paralelas ao desfile cívico oficial, que ocorre pela manhã na Esplanada dos Ministérios com a presença de autoridades dos três Poderes. Segundo a Secretaria de Segurança do DF, o protocolo prevê atuação conjunta de todas as forças de segurança, além da proteção às sedes do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

O Protocolo de Operações Integradas (POI) para o Desfile Cívico de 7 de Setembro foi concluído a partir de reuniões com órgãos federais e locais e de levantamentos de inteligência.

O evento será realizado na segunda-feira (7). As arquibancadas serão abertas às 6h e o desfile está previsto para começar às 9h, com encerramento por volta das 11h. Quando a capacidade das arquibancadas for atingida, o público será orientado a permanecer nas áreas externas destinadas aos espectadores, com tendas e pontos de hidratação nos lados Norte e Sul da Esplanada.

As linhas de revista preventiva começarão às 6h. No lado Sul, a entrada será pelo gramado central do quarto quadrante da Esplanada, após o Buraco do Tatuí, em frente ao estacionamento da Cúria Metropolitana. No lado Norte, o acesso será pela lateral do Bloco J, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Pessoas com deficiência terão acesso pelo túnel do Bloco J, com rampa para o espaço reservado entre o ministério e a Via N1.

Haverá ações preventivas na Estação Central do metrô, na Estação Galeria, na Rodoviária de Brasília e nas linhas de acesso às arquibancadas. Metrô e ônibus serão gratuitos. Não será permitido estacionar sobre calçadas, gramados, áreas de circulação de pedestres, acessos de emergência ou espaços isolados. Veículos em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro estarão sujeitos a fiscalização e remoção.

O esquema de segurança contará com reforço de policiamento na região central e atuação de tropas especializadas. As alterações no trânsito na Esplanada dos Ministérios terão início a partir das 16h de domingo (6). O acesso à Praça dos Três Poderes será restrito, e prédios públicos estarão protegidos por gradis. Equipes de emergência e combate a incêndios também atuarão no local.

As forças de segurança terão como base a Cidade Policial, montada ao lado do Museu da República, com comandos móveis das corporações. Imagens de drones e de câmeras vão contribuir com o policiamento. No local será possível registrar ocorrências e bloquear celulares roubados ou furtados pelo programa Fora da Rede.

Haverá prevenção de incêndios e equipes de atendimento pré-hospitalar circulando entre o público. Os militares poderão ser acionados pelo 193. Haverá postos de atendimento de saúde das Forças Armadas. Em caso de sol forte, a orientação é uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus e ingestão de água. No sábado (5), haverá interdições para o treinamento do desfile, das 6h às 11h, nas vias N1 e S1 e nos acessos aos blocos dos ministérios.

A partir das 16h de domingo, será iniciado o fechamento da Esplanada no trecho entre a Catedral Metropolitana e a Via L4. A partir das 23h, os bloqueios serão ampliados na Alça Leste da Rodoviária, nos acessos pela Via L4 e em outros pontos. Durante o evento, haverá proibição ou controle de trânsito comum em trechos das vias S1 e S2. As vias N1 e N2, as ligações entre os eixos Sul e Norte e os acessos à Esplanada também sofrerão restrições.

Caminhões, tratores, trios elétricos e outros veículos de grande porte não autorizados não poderão acessar as vias N1, N2, S1 e S2 no período de segurança do evento. A orientação é que condutores sem destino no evento evitem a região. Entre os itens que não poderão entrar no perímetro estão armas de fogo, facas, canivetes e outros objetos perfurocortantes; fogos de artifício; explosivos; substâncias inflamáveis; drones; garrafas, frascos e copos de vidro; latas de alumínio; copos térmicos rígidos; coolers e caixas de isopor; capacetes motociclísticos; sprays e aerossóis; mastros rígidos; malas e caixas; barracas; churrasqueiras e equipamentos a gás ou eletricidade. Também não serão permitidos animais, exceto cães-guia, nem bolsas ou mochilas cuja soma das dimensões de altura, largura e profundidade ultrapasse 100 centímetros.

Cartazes, bandeiras, símbolos, sinais ou cânticos com mensagens ofensivas, racistas, homofóbicas, sexistas, xenofóbicas ou políticas estarão sujeitos às regras do evento. Capacetes não poderão entrar na área do desfile. No dia 7 de setembro, da 0h às 18h, estará em vigor uma Zona de Restrição de Voo (FRZ) na área do desfile e no entorno. Ficam proibidos voos recreativos e profissionais de aeronaves não tripuladas sem autorização específica, com exceção de equipamentos de órgãos de segurança pública e instituições autorizadas.

Quem optar por veículo particular poderá utilizar, conforme disponibilidade, os estacionamentos dos anexos dos ministérios nos lados sul e norte e o do SESI Lab. O estacionamento da Cúria Metropolitana terá acesso controlado, especialmente para pessoas com deficiência e estruturas de saúde. Serviços de aplicativo terão embarque e desembarque no lado Sul no estacionamento do anexo do Ministério da Cultura, com acesso pela Via S2, e no lado Norte no estacionamento anexo ao Bloco J. Táxis terão área entre o SESI Lab e a Biblioteca Nacional, com acesso pela Via S2. Ao lado da Cidade da Segurança Pública será instalada área de acolhimento de pessoas perdidas. Em caso de criança, adolescente, pessoa idosa ou outro participante perdido, a orientação é procurar equipe uniformizada ou o ponto de acolhimento.

 

Agências do trabalhador do DF oferecem 846 vagas nesta quarta-feira

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Há oportunidades para profissionais de diferentes níveis de escolaridade, com ou sem experiência. Salários chegam a R$ 5 mil

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 846 vagas abertas nesta quarta-feira (2). As oportunidades contemplam candidatos com diferentes níveis de escolaridade, incluindo opções para quem já tem experiência e também para aqueles que buscam ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho.

Entre as vagas disponíveis, a de mecânico de automóveis e caminhões chama a atenção pela remuneração. O cargo oferece salário de R$ 5 mil, além de benefícios, e conta com três vagas em Ponte Alta. O cargo que concentra o maior número de vagas é o de operador de caixa, com 136 oportunidades. A remuneração chega a R$ 1,7 mil, além dos benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Mesmo que nenhuma das ofertas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejam oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.