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Distrito Federal já tem serviços de saneamento universalizados

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Pesquisa divulgada pelo IPEDF mostra índices de 99% no atendimento de água e 95% no de esgoto

Dados recentes da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) mostram que o Distrito Federal já universalizou os serviços de saneamento básico, com atendimento de água em 99% e o de esgoto em 95%. Mesmo com os excelentes números, a Caesb segue avançando na ampliação do acesso ao saneamento.

Elaborada a cada dois anos pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), a Pdad apura dados de atendimento por rede, além de soluções alternativas, como poços e fossas. A pesquisa usou amostra de 24.845 domicílios, com a coleta de dados realizada entre 1º de novembro de 2023 e 4 de outubro de 2024.

De 2019 (início do governo Ibaneis Rocha) a 2023, a Caesb construiu 45.205 novas ligações de água. Em 2024, a empresa chegou a 791.404 — 12.038 a mais do que no ano anterior. Também de 2019 a 2023, foram 75.276 ligações de esgoto. Em 2024, o total chegou a 702.782 — 11.154 a mais do que no ano anterior.

Modernização

R$ 85 milhões

Investimento a ser feito no projeto de Saneamento Integrado do Bairro Santa Luzia

Para garantir que o Distrito Federal continue avançando no saneamento, a Caesb destinará R$ 3,2 bilhões, entre 2025 e 2029, a trabalhos de modernização e expansão do sistema, levando água e esgoto a mais moradores.

O projeto Água Legal — que constrói redes de abastecimento em comunidades carentes e atendeu locais como a Fazendinha, no Sol Nascente, e o Dorothy Stang, em Planaltina — já recebeu, até o momento, R$ 8,5 milhões, beneficiando mais de 24 mil pessoas.

A companhia está à frente também do projeto de Saneamento Integrado do Bairro Santa Luzia, na Estrutural, que terá infraestrutura de rede de água, esgoto e energia elétrica e sistemas de drenagem e de coleta de lixo. Serão investidos R$ 85 milhões, com a aprovação no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Seleção). A licitação das obras será no primeiro semestre deste ano.

No fim de 2024, a Caesb também ampliou a tarifa social para a população mais vulnerável do DF, que contempla, atualmente, 270 mil pessoas. Noventa mil já eram atendidas desde 2020, com critérios definidos pela Adasa. Agora, com a lei federal, o desconto de 50% beneficia 180 mil a mais.

Mudança de metodologia 

O Ministério das Cidades definiu outros parâmetros e também vai disponibilizar novos índices de cobertura e atendimento de água e de esgoto no Brasil. A mudança foi feita para atender às novas definições do Marco Legal do Saneamento.

No novo indicador definido pelo ministério, o parâmetro usado será o número de domicílios no lugar da população total, mas com base em 2023. Esses indicadores refletem o atendimento pelas redes da companhia. Neles, não estão contempladas as soluções alternativas adequadas (poços e fossas sépticas).

Outra diferença é que os novos dados consideram, no mesmo índice, o atendimento a áreas rurais. Na nova fórmula do ministério, o Distrito Federal, em 2023, tinha 94,01% para água e 86,11% para esgoto.

Antes, o índice de atendimento de água e esgoto era calculado com base na população atendida, enquanto agora o critério adotado é o número de domicílios. Essa mudança ajusta a forma como os dados são apresentados, mas não significa alteração na cobertura.

Investimentos

A Caesb segue ampliando o acesso ao saneamento, com investimentos contínuos para garantir serviços cada vez melhores à população. Prova disso é o aumento das ligações de água e de esgoto e os programas para ampliar o acesso da população do DF e atender à expansão urbana da capital.

Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) substituirá o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS)

Como os critérios foram alterados significativamente, os novos números refletem uma forma diferente de avaliar o serviço prestado.

É como medir a audiência de um programa de TV: antes, calculava-se por uma estimativa do número total de pessoas assistindo; agora, medem-se quantas casas têm a TV ligada. O resultado final pode parecer diferente, mas o alcance do programa continua o mesmo.

A nova plataforma do ministério será o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), que substitui o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A Caesb também manterá a apuração do índice baseado na fórmula anterior, do SNIS, para que não se perca a série histórica. Nesse caso, com o cálculo baseado na população atendida, os dados, já referentes a 2024, são 99% para água e 94,07% para esgoto.

Março é mês de comemoração no Jardim Botânico de Brasília

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Unidade de conservação ecológica completou 40 anos no sábado; programação festiva se estende ao longo de março, quando a entrada é gratuita 

Na esteira das comemorações de seu 40º aniversário, o Jardim Botânico de Brasília (JBB), durante todo este mês, instituiu entrada gratuita ao público. As festividades começaram no sábado (8), data oficial da fundação do espaço ecológico, com uma solenidade que reuniu autoridades, servidores e comunidade para celebrar, simultaneamente, o Dia Internacional da Mulher.

“Nós temos construído esse resultado que vocês podem ver aqui hoje. Mas ninguém faz nada sozinho: o que entregamos agora é a continuidade dessa história construída por muitas mãos”

Allan Freire, diretor-presidente do JBB

Pela manhã, os visitantes participaram de visitas guiadas a duas instalações do JBB: o herbário e o laboratório de reprodução in vitro, espaços fundamentais para a preservação da flora do Cerrado.

Ao longo do dia, houve atrações musicais e atividades diversas. No encerramento, uma aula de pilates reuniu o público presente. Participaram representantes de diversos órgãos do GDF, além de outras autoridades.

Educação ambiental

No domingo (9), as comemorações continuaram com a Caminhada Sensorial, conduzida pela equipe de educação ambiental do JBB. A atividade proporcionou aos participantes uma experiência de interação com os sentidos, permitindo um novo olhar sobre os espaços do Jardim Botânico e despertando maior conexão com a natureza.

“Nós temos construído esse resultado que vocês podem ver aqui hoje”, declarou o diretor-presidente do JBB, Allan Freire. “Estamos entregando novos playgrounds, novas áreas de piquenique, reabrindo espaços que antes estavam desativados. Mas ninguém faz nada sozinho: o que entregamos agora é a continuidade dessa história construída por muitas mãos.”

Semana começa com 428 vagas abertas nas agências do trabalhador

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Oportunidades desta segunda-feira (10) contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência; salários chegam a R$ 4 mil

As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (10), com 428 vagas para quem procura um emprego. Há oportunidades para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 4 mil.

Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram

O posto que oferece maior remuneração é o de operador de pavimentadora (asfalto, concreto e materiais similares), em Planaltina. Há uma vaga aberta para pessoas com ensino médio completo e experiência prévia na função.

Já o cargo com mais vagas abertas é o de auxiliar de cozinha, no Guará. São 30 oportunidades e não há exigência de escolaridade mínima tampouco de experiência. O salário é de R$ 1.584,71.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Empate sem graça

POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense visitou o Volta Redonda para cumprir a segunda partida da semifinal.

Sentado na vantagem construída na primeira partida (4×0), mano escalou vários reservas com o retorno de Thiago Silva para pegar ritmo de jogo.

Foi um primeiro tempo horroroso, em que o Volta Redonda tentava jogar, e o Fluminense apático, aguardando a oportunidade de um contra ataque.

No segundo tempo, Mano fez entrar Bernal, Cano, Nonato, Baya e Thiago Santos, poupando Thiago Silva e Árias.

Perdeu uma oportunidade de experimentar Lavega e dar ritmo de jogo para Riquelme.
Enfim, com essa estratégia errada de Mano, a partida se arrastou até o final com um 0x0 sem graça, e o valor dos ingressos deveria ser devolvido, pois nenhuma equipe apresentou nada.

Na próxima quarta feira disputaremos a primeira partida final, com o time titular em busca de mais uma vitória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Drenar DF rompe trecho de solo rígido em última etapa de escavações

Etapa é essencial para a operação integral do sistema, composto por 7,7 km de galerias subterrâneas, 291 bocas de lobo, 108 poços de visita e uma bacia de detenção

As equipes do Drenar DF romperam o trecho de solo rígido da última etapa da obra na tarde deste sábado (8). Pontualmente às 15h35, os operários uniram as duas frentes de escavações da rocha encontrada na área correspondente ao lote 2 do projeto. Com isso, o sistema está interligado e, após a conclusão da escavação da rocha, montagem das galerias e abertura das bocas de lobo e pontos de derivação, estará pronto para operar plenamente.

Sistema interligado: equipes trabalharam intensamente para garantir um bom resultado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Os próximos passos são a montagem do túnel, com injeção de solo-cimento, aplicação de malhas de aço e de concreto projetado.

“Também temos que limpar o túnel, retirando a terra que foi escavada e os equipamentos usados pelos operários; após isso, as galerias estarão aptas para receber as águas captadas pelas bocas de lobo, que, no momento, estão prontas e lacradas”, explica o diretor técnico Hamilton Lourenço Filho, da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).

Trabalhadores comemoram a obra bem-sucedida: Drenar DF é uma conquista deste governo

Em seguida à abertura das bocas de lobo, também serão liberados os pontos de derivação. Os dispositivos, chamados de “janelões”, ligam a rede existente à nova, eliminando o risco de sobrecarga do sistema antigo, uma vez que a maior parte da captação será direcionada para o novo. Em janeiro, um ponto foi aberto para receber as primeiras chuvas do ano, e a bacia encheu pela primeira vez, com registro de 80 centímetros de volume.

Conquista

R$ 180 milhões

Total dos recursos investidos nas obras do Drenar DF

Projetado para acabar com os alagamentos e enxurradas provocados pelas fortes chuvas nas primeiras quadras da Asa Norte, o Drenar DF é uma conquista deste GDF. A rede vai duplicar a capacidade de captação de águas pluviais na região, sem deixar de lado o sistema que já funciona. O investimento é de R$ 180 milhões, recursos originários do orçamento da Terracap, responsável pela coordenação da empreitada.

São 7,7 km de galerias subterrâneas que vão direcionar o volume pluvial captado por 291 novas bocas de lobo, construídas em pontos estratégicos, para a bacia de detenção. O reservatório, localizado no Setor de Embaixadas Norte, é a ponta final do sistema e vai garantir que as águas cheguem ao Lago Paranoá em menor velocidade e com maior qualidade, já que resíduos, como lixos e animais mortos, serão retidos no tanque.

Devido à grandiosidade da empreitada, os serviços foram divididos em cinco lotes. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB Mané Garrincha e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte.

Solo rígido

Diante do desafio de executar uma obra subterrânea, a Terracap promoveu estudos sobre os tipos de solo que poderiam ser encontrados no decorrer do projeto. Inicialmente, eram esperadas duas categorias – solo mole, que esteve presente em quase todo o trecho de 7,7 km do sistema de drenagem, e solo pouco rígido, verificado em pontos distintos do projeto. Nos dois casos, os técnicos chegaram à conclusão de que a escavação poderia ser manual, com uso de pá, picareta e martelete elétrico.

Já o solo muito rígido foi identificado durante a escavação do lote 2, próximo à bacia de detenção. Para lidar com o desafio, foi preciso trocar a estratégia: os operários passaram a usar escavadeiras e furadeiras hidráulicas – equipamentos especializados, munidos de brocas, capazes de perfurar e romper solos resistentes.

Para não interferir no cotidiano da população, método de trabalho utilizado foi o tunnel liner, que consiste em escavar poços de visita e, a partir deles, construir as galerias

O diretor técnico afirma que a escavação desta etapa foi a maior dificuldade da obra: “Detectamos na sondagem que seria um solo rígido, mas acabou sendo mais rígido do que imaginávamos. Realmente, foi a maior dificuldade técnica que tivemos, e, coincidentemente, esse solo estava em uma parte muito importante do projeto, que liga a rede do lote 3 ao lote 1 e a bacia de detenção. Ou seja, sem essa parte, não conseguiríamos interligar todo o sistema”.

Para tirar o Drenar DF do papel sem interferir no dia a dia da população, a Terracap aderiu ao método tunnel liner, também utilizado em obras de drenagem no Sol Nascente e em Vicente Pires. Consiste em escavar poços de visita (PVs) na superfície para que, a partir deles, sejam feitas as galerias subterrâneas. No total, foram criados 108 PVs, com profundidade média de 11,32 metros. Alguns chegaram a 21,3 metros de altura – o equivalente a um prédio de seis andares. A partir das estruturas, foi montada a tubulação.

Futuro

Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende as quadras 4 e 5 até as quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.

Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar incluiu a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abriga a bacia de detenção e uma praça. O espaço conta com árvores e arbustos, calçadas, ciclovia, estacionamento e diversos recursos de urbanização.

HRSM alerta para a importância de cuidados preventivos e de vacinação

Foram notificados 843 casos nos dois primeiros meses de 2025; desse total, 187 se referem a notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG)

Com a sazonalidade das doenças respiratórias, que ocorre entre os meses de janeiro a junho, a busca por atendimento médico na emergência do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tem sido cada dia maior. As crianças são as que mais sofrem com os vírus respiratórios.

Em janeiro e fevereiro, o HRSM notificou 843 casos de síndromes respiratórias, dos quais 80,4% são em crianças de 1 a 9 anos de idade | Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF

De acordo com a chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima, é necessário intensificar as medidas de prevenção e controle, especialmente em relação à vacinação contra a influenza. “Também temos a questão da higiene das mãos, uso de máscara e evitar aglomerações. A Vigilância Epidemiológica do HRSM tem reforçado o monitoramento para que possamos detectar o mais precocemente e, assim, atuar de forma rápida e oportuna nestes casos”, afirma.

Nos meses de janeiro e fevereiro, o HRSM notificou um total de 843 casos de síndromes respiratórias, entre graves e leves. Sendo que 80,4% dos casos são em crianças de 1 a 9 anos de idade. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe) e do aplicativo E-SUS, compilados pela Vigilância Epidemiológica do hospital.

Predominância dos casos de síndrome respiratória atendidos no Hospital Regional de Santa Maria, em janeiro e fevereiro, é de influenza

Entre as notificações das síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs), em janeiro deste ano foram registrados 67 casos e em fevereiro, 120. Já os casos leves totalizaram 656 casos nos dois primeiros meses do ano. Foram 292 notificações em janeiro, sendo 6,5% dos casos por covid-19, e 364 em fevereiro, dos quais 7,6% foram notificados para o vírus SARS-CoV-2.

No início de 2024,  foi registrado um total de 66 notificações de SRAG, sendo 42 em janeiro e 24 em fevereiro. Já os casos leves notificados totalizaram 395, sendo 125 em janeiro e 270 em fevereiro. A chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM destaca que os dados mostram um aumento significativo nos casos de síndrome respiratória, principalmente as síndromes graves.

“O aumento é perceptível, principalmente a partir da oitava semana, que é referente ao período de 16 a 22 de fevereiro, provavelmente porque é o período em que as crianças retornaram às escolas. E sendo que uma distribuição de 45% desses casos foram positivos para a influenza, 36,5% para outros vírus como o rinovírus e o restante, que é equivalente a 13% para covid-19. A distribuição dos casos indica que a predominância é a influenza”, afirma Larysse Lima.

As SRAGs podem ser causadas por vários micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos. Esses vírus podem ser influenza, sincicial, adenovírus e rinovírus. A consequência são infecções das vias aéreas como as gripes e os resfriados, pneumonias e bronquiolites. E, desde 2020, com o início da pandemia de covid-19, existe a infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2.

Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população

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De janeiro de 2022, quando foi implementada, até fevereiro deste ano, ação da SES-DF já aplicou mais de 57 mil doses de imunizantes

“Olha o Carro da Vacina passando na sua rua!” O aviso, apregoado alto e bom som, convidava moradores do Trecho 3 do Sol Nascente a colocar o cartão de vacinação em dia. Com um megafone, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram rua a rua, e quem estava dentro de casa correu para ver do que se tratava.

O pequeno cavaleiro Yuri da Silva fez questão de acompanhar o movimento: “Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde

Curioso, de cima de um cavalo, Yuri Daniel Carvalho da Silva, 12, filho da dona de casa Rejane Lopes da Silva, 45, acompanhou os passos da mãe, que foi se vacinar. “Achei legal”, disse. “Se dependesse de mim, eu me vacinava de novo. Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina.”

Yuri e seus oito irmãos estão com o cartão de vacinação em dia. A mãe, elogiada pela equipe por cuidar bem da saúde das crianças, aproveitou para se imunizar contra tétano, hepatite e covid-19, além de fazer o acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família.

“É importante manter tudo certo por causa da saúde”, afirmou Rejane. “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer. Para mim, foi muito bom ter acesso a esse serviço na porta de casa, ainda mais com crianças.”

Acesso ampliado

“O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região”

Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste

O veículo da saúde conta com imunizantes, seringas, material de apoio e acesso ao sistema de registro de vacinação, o que permite verificar se a pessoa já tomou alguma dose e quando. Foram disponibilizados imunizantes do calendário vacinal adulto e infantil, com exceção das vacinas BCG e contra a dengue.

De acordo com Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste (Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol), a iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação.

“Com essa ação, buscamos alcançar aqueles que, por algum motivo, não conseguiram ir às unidades básicas de saúde”, explica. “No Sol Nascente, há uma alta vulnerabilidade social. O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região.”

Gerente de Enfermagem da Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Alessandro Gutemberg detalhou o trabalho: “A gente bate de porta em porta, chamando a população para se vacinar e conferindo os cartões de vacinação. O que estiver faltando nós completamos. O importante é levar a imunização até as pessoas e reduzir as barreiras de acesso”.

Comodidade

Maria Alice Baiano foi se vacinar contra hepatite e covid-19: “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”

Também beneficiada pela abordagem, a cabeleireira Maria Alice Baiano, 48, se vacinou contra hepatite e covid-19. “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”, comentou. “É um serviço muito bom e importante. Facilita muito, principalmente para crianças e idosos”.

O marido, o pedreiro Ivanilton Pereira da Silva, 41, protegeu-se contra hepatite e febre amarela e também elogiou o serviço: “Achei ótimo, porque a dificuldade aqui é enorme. É complicado para nós, que moramos nessa área. Agradecemos esse serviço e a atenção com a comunidade”.

De janeiro de 2022, quando foi implementado, até fevereiro deste ano, o Carro da Vacina teve 146 edições, aplicando um total de 18.797 doses contra a covid-19 e 38.854 doses de outras vacinas do calendário básico e da campanha contra a influenza.

Em janeiro deste ano, foi incorporado o recadastramento do Bolsa Família durante as ações, beneficiando 164 famílias. Além disso, a entrega de kits odontológicos, iniciada em 2024, resultou na distribuição de 6.540 itens até fevereiro de 2025, acompanhada de orientação em saúde bucal.

Exposição no Jardim Botânico celebra o povo Kalunga

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Artista visual se inspira nos modos de vida de povos quilombolas. No evento de abertura, haverá apresentação de dança tradicional

Kalunga é um povo quilombola com um modo de vida muito particular, que vive no Vão de Almas, em Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO). Interessada no assunto, a artista Janice Affonso mergulhou no dia a dia desse povo, e idealizou a exposição Janelas do Vão de Almas. A partir do dia 15 de março até 20 de abril, 27 pinturas sobre tela, uma instalação com objetos dos kalunga e uma projeção de vídeo do cotidiano da comunidade estarão expostos no Centro de Visitantes do Jardim Botânico de Brasília, de terça a domingo, das 9h às 16h30. O evento de abertura será no dia 15/3, das 10h às 13h, com entrada gratuita.

O Quilombo Kalunga Vão de Almas é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o primeiro território no Brasil conservado pela comunidade. A artista se inspira na dança Sussa (tradicional dos Kalunga), na festa tradicional de Nossa Senhora da Abadia, no meio ambiente, nos frutos do Cerrado, nos quintais, na paisagem infinita, em utensílios ancestrais, nas práticas culturais sincréticas, no trabalho agroecológico e a na estreita harmonia dos Kalunga com a natureza.

A exposição Janela do Vão de Almas faz parte do projeto Encontros nos Contos e Cantos Kalunga. A artista se dedicou aos assuntos relacionados ao papel da arte como transformadora da concepção comum do cotidiano dos Kalunga. Há um elogio direto à tradição Kalunga como símbolo da luta pela emancipação contra o sistema de exploração do capital, de acordo com o curador da exposição, Carlos Lin. “O convite da exposição é também para se atualizarem questões relacionadas ao patrimônio material e imaterial de um povo raiz, responsável pela manutenção de uma tradição particular”, destacou.

O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal.

Sobre o povo Kalunga

A maior comunidade Kalunga está localizada em Goiás, abrangendo os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás.

Eles vivem em áreas remotas e preservaram tradições culturais, como danças, músicas, festas religiosas e formas tradicionais de agricultura. Muitos Kalungas ainda mantêm um modo de vida simples, baseado na roça, na pesca e no artesanato.

Hoje os Kalunga são reconhecidos oficialmente como quilombolas e têm direitos sobre suas terras, protegidas por leis específicas. No entanto, ainda enfrentam desafios como acesso à educação, saúde e infraestrutura.

Quem é Janice Affonso

Membro do Conselho de Arte e Cultura do bairro Jardim Botânico, Janice é artista visual com 38 anos de carreira. Realizou várias exposições individuais e coletivas, a primeira delas em 1984. Desenvolve pinturas, desenhos e instalações. É também arte-educadora e educadora ambiental.

 

Órgãos ambientais analisam novas regras para pesca no Lago Paranoá

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Reunião entre especialistas e autoridades busca equilibrar conservação ambiental e uso sustentável do reservatório em 2025

Da Redação

Representantes do Instituto Brasília Ambiental e da Subsecretaria de Pesca da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) reuniram-se nesta semana, em março de 2025, para discutir a regulamentação da pesca no Lago Paranoá. O encontro, que contou com a participação do pesquisador Fernando Starling, teve como foco a análise da história ambiental do lago e a coleta de dados para embasar normas que conciliem a preservação do ecossistema com a atividade pesqueira.

A iniciativa resultou na formação de um grupo de trabalho interinstitucional, composto por integrantes de diversas secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF). Esse grupo será responsável por conduzir estudos técnicos e promover diálogos com pescadores, pesquisadores e outros usuários do lago ao longo dos próximos meses. A meta é estabelecer diretrizes que garantam a sustentabilidade dos recursos naturais, considerando as transformações no ecossistema aquático observadas nas últimas décadas.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou a importância da participação de especialistas na construção das normas. O debate também foi reforçado pela vice-governadora Celina Leão, que enfatizou o papel do Lago Paranoá como patrimônio ambiental e social do DF. Nos próximos passos, novas reuniões estão previstas, ampliando a participação de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, sob a coordenação da Subsecretaria de Pesca.

Mulheres representam apenas 10,3% em sinistros fatais no DF em 2024

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Elas também são a minoria entre as pessoas que perderam a vida nas vias da capital do país

No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) l divulga dados sobre o envolvimento de pessoas do sexo feminino em sinistros com morte ocorridos nas vias do DF. De acordo com o levantamento da autarquia, em apenas 10,3% dos sinistros fatais ocorridos em 2024, o veículo era conduzido por uma mulher – confirmando a presença maciça de homens nesse tipo de ocorrência.

“Não é novidade para ninguém que as mulheres são muito cuidadosas em tudo que fazem, e no trânsito não poderia ser diferente, como nos mostram as estatísticas”

Takane Kiyotsuka, diretor-geral do Detran-DF

Dos 339 condutores envolvidos em ocorrências que resultaram em morte, 35 eram mulheres, 293 eram homens e outros 11 não foram identificados. Entre as 35 condutoras envolvidas nessas ocorrências, sete morreram, três apresentaram sintomas de alcoolemia e uma não era habilitada.

“Não é novidade para ninguém que as mulheres são muito cuidadosas em tudo que fazem, e no trânsito não poderia ser diferente, como nos mostram as estatísticas”, comemora o diretor-geral do Detran-DF, Takane Kiyotsuka. “Por isso, parabenizamos todas as mulheres pelo seu dia e, em especial, àquelas que contribuem diariamente para que tenhamos um trânsito mais harmônico e seguro em nossa cidade.”

Mulher no trânsito

As mulheres se fazem cada dia mais presentes no trânsito da capital federal. Elas já representam 41,7% entre os condutores habilitados no DF. Atualmente, das 1.783.399 habilitações registradas no Detran-DF, 744.689 são de mulheres.

Em 2024, 229 pessoas perderam a vida no trânsito do DF, sendo 14,4% delas (33) do sexo feminino: 15 pedestres, 11 passageiras, duas ciclistas e cinco condutoras de outros veículos. A maioria das vítimas foi do sexo masculino (196), representando 85,6% das mortes.

A maioria das mulheres que morreram estava na faixa etária de 20 a 29 anos. Outro dado observado é que a maioria das mortes ocorreu em rodovias distritais e federais (22), enquanto 11 foram registradas em vias urbanas.