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OPINIÃO: Arruda inelegível, e agora?

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Decisão do TSE mantém o indeferimento do registro do ex-governador a dez dias da eleição; pesquisas recentes colocam Celina Leão com amplo favoritismo

Por Ricardo Callado

A disputa pelo Governo do Distrito Federal sofreu uma mudança decisiva nesta quinta-feira (24). Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o indeferimento do registro da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Palácio do Buriti.

A decisão ocorre a apenas dez dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e retira da disputa válida um candidato que vinha ocupando posições relevantes nas pesquisas eleitorais.

O julgamento confirmou a decisão tomada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) no início de setembro. O entendimento predominante é de que Arruda permanece inelegível em razão das condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.

Como as urnas eletrônicas já estão lacradas, o nome e a fotografia de Arruda continuarão aparecendo para o eleitor no dia da votação. Os votos dados ao ex-governador, porém, serão anulados diante do indeferimento de sua candidatura.

O relator, ministro Dias Toffoli, votou pela manutenção da rejeição da candidatura. Acompanharam seu entendimento os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e o presidente do TSE, Nunes Marques.

Os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha divergiram, formando o placar final de 5 votos a 2.

A controvérsia envolvia principalmente a forma de calcular o período de inelegibilidade após as mudanças promovidas na Lei da Ficha Limpa em 2025.

A defesa sustentava que as condenações decorreriam de processos conexos e que o prazo deveria ser contado a partir da primeira condenação, registrada em 2014. O Ministério Público Eleitoral defendeu interpretação diferente e sustentou que Arruda continuava impedido de disputar a eleição de 2026.

Toffoli entendeu que, mesmo considerando a alteração legislativa, a conclusão não mudaria, porque a condenação mais recente seria suficiente para produzir a inelegibilidade.

Decisão mexe diretamente com a corrida pelo Buriti

O impacto político da decisão é significativo porque Arruda vinha concentrando uma parcela relevante do eleitorado.

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23), um dia antes do julgamento, mostrou Celina Leão (PP) com 33%, Leandro Grass (PT) com 21% e Arruda com 17%. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 19 e 22 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais.

Outra pesquisa recente, Correio/Opinião Inteligência Política, realizada entre 17 e 19 de setembro, apresentou cenário diferente. Considerando os votos válidos e com Arruda na disputa, Celina registrava 39,9%, Arruda 24,9% e Grass 20,9%. Arruda e Grass estavam tecnicamente empatados considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Esses números ajudam a dimensionar o efeito da decisão: uma parcela expressiva do eleitorado que indicava voto em Arruda passa a ser disputada pelos demais candidatos na reta final da campanha.

Não é possível afirmar antecipadamente para onde esses votos migrarão. Pesquisas realizadas antes da decisão, porém, já testaram cenários sem o ex-governador.

Celina chegou a 49% dos votos válidos em cenário sem Arruda

Na pesquisa Correio/Opinião realizada entre 17 e 19 de setembro, o cenário sem Arruda colocou Celina Leão com 49% dos votos válidos. Leandro Grass apareceu com 25,8% e Paula Belmonte com 12,8%.

Os 49% colocavam Celina próxima dos mais de 50% dos votos válidos necessários para uma vitória no primeiro turno.

Outra pesquisa, do Real Time Big Data, realizada entre 4 e 8 de setembro, também simulou a ausência de Arruda. Nesse levantamento, Celina tinha 46% das intenções de voto, Grass 23%, Paula Belmonte 10% e Ricardo Cappelli 5%.

Os levantamentos foram realizados antes da decisão definitiva desta quinta-feira e, portanto, não medem a reação dos eleitores à saída efetiva de Arruda da disputa válida.

A retirada da candidatura de Arruda também modifica a posição de Leandro Grass na corrida eleitoral.

Na Quaest divulgada nesta semana, o candidato do PT já aparecia numericamente à frente do ex-governador: Grass tinha 21%, contra 17% de Arruda, enquanto Celina liderava com 33%.

A nova configuração aumenta a importância da disputa pelos eleitores que declaravam voto no candidato do PSD. Parte desse eleitorado poderá escolher outro candidato, votar em branco ou nulo ou ainda manter o voto em Arruda, que será anulado caso a situação jurídica permaneça como definida pelo TSE.

Por isso, pesquisas realizadas após o julgamento serão importantes para medir como o eleitorado absorveu a mudança.

Uma eleição diferente a dez dias das urnas

A decisão do TSE chega no momento mais sensível da campanha.

Durante meses, Arruda participou da disputa eleitoral, apareceu nas pesquisas e chegou, em levantamentos anteriores, a disputar as primeiras posições. Em agosto, por exemplo, pesquisa Datafolha mostrava Celina com 30% e Arruda com 28%, tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

O cenário mudou ao longo de setembro. Celina ampliou sua votação em pesquisas posteriores, enquanto Grass avançou e Arruda perdeu espaço. Agora, com o registro do ex-governador indeferido pelo TSE, a eleição entra nos últimos dez dias sob uma configuração diferente daquela que marcou boa parte da campanha.

Os números disponíveis até agora mostram Celina Leão na liderança. Também mostram que, em simulações anteriores sem Arruda, Leandro Grass aparecia em segundo lugar e Celina se aproximava, em pelo menos um levantamento, da maioria absoluta dos votos válidos.

Isso não permite antecipar o resultado de 4 de outubro.

A decisão de 5 a 2 do TSE, entretanto, produz um fato político concreto: milhares de eleitores que até agora indicavam preferência por José Roberto Arruda terão de decidir se migram para outro candidato, anulam o voto ou mantêm uma escolha que não produzirá voto válido.

A partir de agora, essa movimentação pode se tornar uma das questões centrais da reta final da eleição para o Governo do Distrito Federal.

TSE barra candidatura de Arruda e muda cenário da disputa pelo GDF

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Tribunal manteve o indeferimento do registro do ex-governador e determinou a retirada de seu nome das urnas; pesquisas recentes mostram Celina Leão na liderança próximo da vitória em 1º turdno e Leandro Grass em segundo nos cenários sem Arruda

Por Ricardo Callado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (24), por 5 votos a 2, manter o indeferimento do registro da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

A decisão altera o cenário da disputa pelo Palácio do Buriti a dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O relator, ministro Dias Toffoli, votou pela manutenção do indeferimento e foi acompanhado por Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e pelo presidente do TSE, Nunes Marques. Floriano de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha divergiram.

A Corte determinou ainda que a decisão seja encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) para que o nome do ex-governador seja excluído das urnas eletrônicas. Também deverá ser suspenso o acesso da candidatura aos fundos de campanha.

TSE manteve entendimento do TRE-DF

Arruda havia recorrido ao TSE depois que o TRE-DF indeferiu, por unanimidade, seu registro em 3 de setembro.

A discussão jurídica envolve condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora e a forma de contagem do período de inelegibilidade.

A defesa sustentava que as condenações decorreriam de processos conexos e que o período de inelegibilidade deveria ser contado a partir da primeira decisão colegiada, de 2014.

O Ministério Público Eleitoral apresentou entendimento diferente. Para o órgão, as condenações são autônomas e mantêm Arruda inelegível para as eleições deste ano.

Ao votar, Toffoli considerou que uma condenação mais recente seria suficiente para manter a inelegibilidade, mesmo levando em conta as mudanças feitas na legislação sobre a contagem dos prazos.

Como fica a disputa pelo Governo do DF

A saída de Arruda retira da corrida eleitoral um candidato que aparecia entre os primeiros colocados nas pesquisas e modifica principalmente a disputa pelas vagas em um eventual segundo turno.

Levantamentos divulgados nesta semana já haviam medido cenários sem o ex-governador.

Na pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, realizada entre 17 e 19 de setembro, o cenário estimulado sem Arruda mostrava Celina Leão (PP) com 37,2%, Leandro Grass (PT) com 19,6% e Paula Belmonte (PSDB) com 9,8%. Ricardo Cappelli (PSB) aparecia com 3,3% e Kiko Caputo (Novo), com 3,2%. Brancos e nulos somavam 13,3%, enquanto 10,7% não sabiam em quem votar.

Quando considerados apenas os votos válidos nesse mesmo cenário, Celina registrava 49%, Grass, 25,8%, e Paula Belmonte, 12,8%. Cappelli aparecia com 4,3% e Kiko, com 4,1%.

Os 49% medidos pela pesquisa colocavam Celina próxima, mas ainda abaixo da maioria absoluta dos votos válidos necessária para definir a eleição no primeiro turno.

Quaest também mediu cenário sem Arruda

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23) apresentou resultado semelhante quanto à ordem dos candidatos no cenário sem Arruda e outros candidatos que estavam com registros indeferidos.

Celina apareceu com 34%, seguida por Grass, com 23%. Paula Belmonte registrou 7%, Kiko Caputo, 3%, e Ricardo Cappelli, 2%. Brancos e nulos somaram 15%, mesmo percentual dos indecisos.

O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 19 e 22 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-02596/2026.

Com Arruda fora da disputa, os dois levantamentos mais recentes que testaram essa hipótese colocam Celina na primeira posição e Leandro Grass na segunda.

A dimensão dessa redistribuição somente poderá ser medida com maior precisão pelas pesquisas realizadas depois da decisão do TSE.

A retirada de Arruda também pode alterar as estratégias das campanhas na reta final. Celina entra nos últimos dez dias como líder dos cenários pesquisados, enquanto Grass, Paula Belmonte e os demais candidatos passam a disputar um eleitorado que, até agora, declarava voto no ex-governador.

 

Gasolina fica até R$ 0,20 mais cara em postos de combustíveis do DF

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Alta de R$ 0,20 no litro ocorre em meio a fiscalizações sobre preços dos combustíveis

Brasília, 24 de setembro de 2026 – Postos de combustíveis do Distrito Federal registraram nesta quinta-feira (24) aumento de até R$ 0,20 no litro da gasolina. Em alguns estabelecimentos, o produto passou a ser vendido por R$ 6,89, enquanto outros mantêm o preço de R$ 6,69.

Na semana passada, a estimativa de preço médio de revenda indicada no site da Petrobras para o Distrito Federal era de R$ 6,67 por litro. Levantamento divulgado em 19 de setembro também apontava média de R$ 6,89 no DF na primeira quinzena do mês.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, atribuiu o aumento a reajustes praticados pelas distribuidoras. Segundo ele, a gasolina teria subido R$ 0,30 por litro em uma semana, enquanto o diesel teve alta de R$ 0,25. Tavares também citou aumentos superiores a R$ 0,50 no etanol hidratado e anidro, relacionados ao fim da safra e à demanda.

Fiscalização

O Procon-DF realizou, em 18 de setembro, uma operação para verificar os preços dos combustíveis nos postos e acompanhar os efeitos das recentes mudanças adotadas para o setor. Mais de 30 estabelecimentos haviam sido fiscalizados desde o início daquela semana, segundo o órgão.

A ação incluiu um posto localizado na 310 Sul, no Plano Piloto. O Procon-DF informou anteriormente que as fiscalizações analisam os preços praticados pelos estabelecimentos e os valores pagos na aquisição dos combustíveis.

Pedido de investigação

O deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) afirmou que encaminhou ofícios à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitando investigação sobre a elevação dos preços.

A Senacon já havia aberto processos contra postos de combustíveis de diferentes estados por suspeitas de aumentos abusivos nas margens de lucro, após receber cerca de 330 denúncias.

O Procon-DF e a Senacon foram procurados para informar se haverá uma nova operação de fiscalização diante do aumento registrado nesta quinta-feira, mas não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

Receita do DF investiga fraude fiscal que pode ter movimentado R$ 500 milhões

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Duas empresas de tecidos são investigadas por emissão de documentos fiscais falsos e irregularidades em cargas

Brasília, 24 de setembro de 2026 – A Receita do Distrito Federal investiga um esquema de fraude fiscal suspeito de movimentar cerca de R$ 500 milhões. Duas empresas do comércio varejista de tecidos, localizadas no SIA e no Núcleo Bandeirante, são alvos da apuração.

Segundo as auditorias, as empresas teriam emitido documentos fiscais falsos para simular a circulação de mercadorias, gerar créditos tributários de forma artificial e dar aparência regular a cargas envolvidas em irregularidades.

As investigações também identificaram que as duas empresas emitiam documentos fiscais para as mesmas quatro empresas, todas localizadas em São Paulo. A movimentação chamou a atenção dos auditores da Receita do DF.

Importações e transporte

Outra frente da investigação envolve operações realizadas no Aeroporto Internacional de Brasília. Cerca de R$ 76 milhões em importações estão sob análise da Receita.

Em operações de fiscalização de transporte terrestre, o órgão também identificou irregularidades na prestação de serviços por uma empresa de Goiás que atuava no Distrito Federal. Aproximadamente R$ 14 milhões em serviços passam por auditoria.

Entre 12 de setembro e esta quinta-feira (24), operações realizadas no aeroporto e em rodovias que passam pelo DF resultaram na retenção ou apreensão de quase R$ 100 milhões em mercadorias.

Entre os produtos estão:

  • 10.125 autopeças para caminhões;
  • 24.960 garrafas de cerveja long neck;
  • 15.840 unidades de gloss labial;
  • 39.880 kg de massa ou cimento asfáltico;
  • 20.160 unidades de óleo de soja;
  • 20.400 unidades de creme dental;
  • 20 mil unidades de lã ou esponja de aço;
  • 7.200 absorventes;
  • 4 mil pacotes de macarrão;
  • produtos para tratamento capilar;
  • 2.400 unidades de óleo lubrificante para motocicletas;
  • 187 camas e colchões;
  • 48 toneladas de milho;
  • 43,5 toneladas de açúcar;
  • 540 kg de bacon;
  • 40 conjuntos de sofás;
  • 100 toneladas de ração para cães e gatos;
  • 71,45 m³ de madeira Pinus serrada.

TSE nega registro da candidatura de Arruda ao governo do DF

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Corte manteve decisão do TRE-DF que considerou o ex-governador inelegível por condenações de improbidade

Brasília, 24 de setembro de 2026 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira (24), por 5 votos a 2, o recurso do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Distrito Federal. Com a decisão, fica mantida a conclusão do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) de que Arruda está inelegível nas eleições de 2026.

O julgamento analisou condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora, de 2009. O processo teve como relator o ministro Dias Toffoli, que considerou que permanece uma condenação colegiada capaz de configurar a causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral.

Acompanharam o relator os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha divergiram do entendimento.

Defesa de Arruda

Durante o julgamento, os advogados Francisco Emerenciano e José Eduardo Cardozo defenderam a candidatura do ex-governador. Cardozo argumentou que não deveria haver ampliação das restrições aos direitos políticos e afirmou que, diante de dúvidas na interpretação da legislação, deveria prevalecer o direito ao voto.

Arruda recorria de decisão unânime do TRE-DF, que havia negado seu registro. O relator na Corte regional, desembargador eleitoral Guilherme Pupe, considerou que as condenações por improbidade administrativa não eram todas conexas e que a contagem do período de inelegibilidade poderia partir de condenações posteriores à primeira decisão.

Ministério Público Eleitoral

Durante a sessão, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa afirmou que Arruda possui sete condenações colegiadas por atos dolosos de improbidade administrativa, com reconhecimento de lesão ao erário e enriquecimento ilícito.

Segundo o representante do Ministério Público Eleitoral, a nova versão da Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2025, não poderia ser aplicada retroativamente para alterar os efeitos de uma condenação que havia se tornado definitiva antes da entrada em vigor da legislação.

O Ministério Público Eleitoral já havia defendido, na terça-feira (22), a manutenção do impedimento da candidatura de Arruda. Além do órgão, o candidato a deputado distrital Cláudio Ferreira Domingues (DEM) apresentou impugnação ao registro.

Situação da candidatura

O TSE havia incluído o recurso de Arruda na pauta de julgamentos desta quinta-feira, junto a outros processos relacionados às Eleições 2026.

Mesmo com o nome de Arruda já constando nas urnas eletrônicas, a situação do registro pode ser alterada conforme as decisões da Justiça Eleitoral. O TSE explica que, quando há recurso pendente, uma candidatura pode permanecer sub judice e ter o nome mantido na urna. Em caso de indeferimento definitivo, os votos não são considerados válidos para o candidato.

Daniel Vilela tem 58% em eventual segundo turno, diz Real Time

Pesquisa realizada com 1.600 eleitores de Goiás também mostra o governador com 46% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno

Da Redação

O governador Daniel Vilela (MDB) registra 58% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece com 28%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (22).

Brancos e nulos representam 7% dos entrevistados. Outros 7% não souberam ou não responderam. Os números correspondem ao total da amostra e representam um cenário hipotético medido pelo instituto, não uma previsão do resultado da eleição.

Considerando apenas os votos válidos — com a exclusão de brancos, nulos e indecisos —, Daniel registra 67% e Marconi, 33%.

Daniel também aparece à frente contra Wilder

O instituto simulou outro eventual segundo turno entre Daniel Vilela e o senador Wilder Morais (PL).

Nesse cenário, Daniel registra 55% das intenções de voto, enquanto Wilder tem 31%. Brancos e nulos somam 7%, e outros 7% não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, os percentuais são de 64% para Daniel e 36% para Wilder.

O levantamento também testou um confronto entre Wilder e Marconi. O senador do PL aparece com 42%, enquanto o ex-governador registra 36%. Brancos e nulos somam 12%, e 10% não responderam.

Primeiro turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Daniel Vilela registra 46% das intenções de voto.

Wilder Morais aparece com 19% e Marconi Perillo, com 18%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Luis Cesar Bueno (PT) tem 8%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 4% não souberam ou não responderam. Danilo Pinheiro (PCO) e Luciana Amorim (UP) não pontuaram no cenário apresentado pelo instituto.

Pesquisa ouviu 1.600 eleitores

O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em Goiás entre os dias 17 e 21 de setembro de 2026.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi divulgado em 22 de setembro.

As fontes consultadas majoritariamente informam o registro GO-04616/2026 na Justiça Eleitoral.

Os resultados mostram as intenções de voto registradas durante o período de realização das entrevistas e podem variar até o dia da eleição.

 

Flávio tem 45% e Lula 44% em eventual segundo turno, aponta Real Time

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Senador registra 45% contra 44% do presidente em confronto direto; diferença de um ponto está dentro da margem de erro da pesquisa

Da Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 44%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (24).

A diferença de um ponto percentual coloca os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Brancos e nulos representam 8%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Na comparação com a pesquisa do instituto divulgada no início de setembro, Flávio oscilou de 44% para 45%. Lula permaneceu com 44%. Na rodada anterior, portanto, os dois estavam numericamente empatados.

Em julho, outro levantamento do Real Time Big Data registrava Lula com 45% e Flávio com 42% no confronto direto. A diferença também configurava empate técnico naquele momento.

Lula e Caiado aparecem com 44%

O Real Time Big Data testou outros quatro confrontos de segundo turno.

Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 44%, mesmo percentual do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 8%, e 4% não souberam responder.

No confronto entre Lula e Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 45%, enquanto Zema tem 39%. Brancos e nulos são 9%, e 7% não souberam ou não responderam.

Na simulação contra Renan Santos (Missão), Lula registra 44% e Renan, 38%. Outros 10% votariam em branco ou nulo, enquanto 8% não responderam.

Contra Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 44% e Cury registra 43%, também em situação de empate técnico. Brancos e nulos somam 8%, e 5% não souberam responder.

Lula tem 41% e Flávio 37% no primeiro turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 41% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 37%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os intervalos das estimativas se encontram no limite.

Augusto Cury e Renan Santos aparecem com 6% cada. Ronaldo Caiado registra 2% e Romeu Zema, 1%.

Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB), somados, alcançam 1%.

Brancos e nulos representam 3%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam.

No levantamento do início de setembro, Lula aparecia com 38% no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 30%.

Pesquisa ouviu 2 mil eleitores

O Real Time Big Data entrevistou 2 mil eleitores de todo o país entre os dias 19 e 23 de setembro.

As entrevistas foram realizadas por telefone e recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04202/2026.

Os resultados representam as intenções de voto registradas no período da pesquisa e não constituem previsão do resultado das eleições.

TCDF bloqueia até R$ 2,76 bilhões em bens de ex-dirigentes do BRB

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Medida cautelar vale por um ano e busca preservar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos; processo foi convertido em Tomada de Contas Especial

Da Redação

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou, em caráter cautelar, a indisponibilidade de bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB), incluindo o ex-presidente da instituição Paulo Henrique Costa. A decisão foi tomada em sessão reservada realizada nesta quarta-feira (23) e está relacionada às apurações sobre operações envolvendo o BRB e o Banco Master.

O bloqueio tem validade de um ano e está limitado provisoriamente ao montante global e não cumulativo de R$ 2,76 bilhões. O objetivo, segundo o Tribunal, é resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante dos indícios examinados no processo.

Além de Paulo Henrique Costa, a medida alcança Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor de Finanças e Controladoria; Marcelo Talarico, ex-presidente do Conselho de Administração; Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras; e Wily da Silva Leão, ex-gerente de Operações de Tesouraria e de Fusões e Aquisições.

Os ex-dirigentes terão prazo de 30 dias para apresentar suas manifestações.

Processo vira Tomada de Contas Especial

O TCDF também determinou a conversão do processo nº 00600-00003617/2025-75-e em Tomada de Contas Especial (TCE).

O procedimento é utilizado para apurar responsabilidades e identificar eventual dano ao patrimônio público, além de permitir a adoção de medidas para ressarcimento caso sejam constatados prejuízos.

O processo terá instrução prioritária. A Corte também avaliará se o bloqueio deverá ser estendido a outros agentes, caso as diligências e inspeções em andamento produzam novos elementos que sustentem a medida.

O TCDF já analisava as operações entre BRB e Banco Master no mesmo processo. Em novembro de 2025, o Tribunal informou que uma representação do Ministério Público de Contas do DF apontava possíveis falhas de governança, ausência de diligência prévia adequada e riscos ao patrimônio público.

TCDF cobra auditoria do BRB em 24 horas

A decisão também estabelece prazos para que o Banco de Brasília forneça documentos e esclarecimentos.

O BRB deverá encaminhar ao Tribunal, em até 24 horas, relatório de auditoria independente realizada na instituição. A Corte ainda estabeleceu prazo de 15 dias para que o banco apresente esclarecimentos e documentos referentes aos fatos abordados na representação do Ministério Público de Contas.

O atual diretor-presidente do BRB terá 30 dias para apresentar justificativas relacionadas ao descumprimento de uma determinação anterior do TCDF sobre o envio de informações.

BRB se manifesta

Após a decisão, o BRB afirmou considerar positiva a medida e declarou que a atual administração atua na defesa dos interesses da instituição e na recuperação de bens e direitos que entende serem devidos ao banco.

Em nota, a instituição afirmou ainda que seguirá adotando as providências cabíveis e cumprindo as determinações dos órgãos competentes.

A indisponibilidade patrimonial é uma medida cautelar. A decisão não representa, por si só, conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos ex-dirigentes. A apuração seguirá no âmbito da Tomada de Contas Especial.

Agências do trabalhador oferecem 1.521 vagas de emprego no DF nesta quinta

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Oportunidades atendem candidatos com diferentes níveis de escolaridade e incluem postos para farmacêutico, serralheiro, eletricista e pedreiro

Da Redação

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 1.521 vagas de emprego nesta quinta-feira (24). As oportunidades são destinadas a candidatos com diferentes níveis de escolaridade e incluem funções que exigem experiência profissional e outras abertas a quem busca ingressar no mercado de trabalho.

Entre os maiores salários disponíveis estão postos com remuneração de R$ 3 mil para farmacêutico, serralheiro, eletricista e pedreiro.

Para farmacêutico, são cinco vagas na Zona Industrial do Guará. Os candidatos precisam ter ensino superior completo e experiência na função.

A Zona Industrial também concentra cinco oportunidades para serralheiro, com exigência de ensino fundamental completo.

Vagas no Guará e no Gama

Para eletricista, são oferecidas duas vagas no Guará II. Outras duas oportunidades estão disponíveis para pedreiro, com local de trabalho no Gama. Em ambos os casos, a remuneração informada é de R$ 3 mil.

As vagas fazem parte da relação disponibilizada pelas agências do trabalhador, que é atualizada de acordo com os encaminhamentos realizados e o preenchimento das oportunidades.

Na quarta-feira (23), a rede havia iniciado o dia com 1.466 vagas. Com as 1.521 oportunidades desta quinta, houve aumento de 55 postos disponíveis de um dia para o outro.

Como concorrer às vagas

Os interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). Outra opção é procurar presencialmente uma das 16 agências do trabalhador do Distrito Federal.

As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Mesmo quando o trabalhador não encontra uma oportunidade compatível com seu perfil entre as vagas disponíveis no dia, o cadastro permanece no sistema. Os dados são utilizados para cruzar o perfil dos candidatos com novas oportunidades encaminhadas pelas empresas.

Empregadores interessados em oferecer vagas ou utilizar as estruturas das agências para realizar entrevistas também podem procurar as unidades ou utilizar o Canal do Empregador.

Jornalismo do DF e Entorno perde Dwight Chaves, fundador da Folha Evangélica

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Comunicador construiu carreira de mais de três décadas, com atuação no Distrito Federal, Entorno e Goiás, passando pelo jornalismo religioso e político

Da Redação

Morreu o jornalista Dwight Eisenhower Chaves, profissional com mais de 30 anos de atuação na comunicação e trajetória ligada ao Distrito Federal, ao Entorno e a Goiás.

Dwight iniciou sua caminhada no jornalismo com atuação na Folha Evangélica, publicação dedicada inicialmente à cobertura de eventos locais, notícias de igrejas e relatos relacionados à comunidade cristã.

Registros empresariais apontam Dwight como sócio-administrador da Folha Evangélica e Eventos Ltda., empresa fundada em Brasília em fevereiro de 1998 e voltada à edição de jornais.

Ao longo dos anos, ampliou sua atuação profissional e passou a dedicar parte significativa de seu trabalho à cobertura política.

O jornalista acompanhou o cotidiano político e administrativo do Distrito Federal, de municípios do Entorno e de Goiás, mantendo contato com autoridades, lideranças e diferentes setores da sociedade.

Mais de três décadas dedicadas à comunicação

Durante sua trajetória, Dwight participou das transformações ocorridas no jornalismo regional, desde o período em que os veículos impressos tinham maior presença na circulação das notícias até a expansão dos portais e das plataformas digitais.

Sua atuação passou pela cobertura de temas religiosos, comunitários e políticos, com atenção especial aos acontecimentos do Distrito Federal e de Goiás.

A morte do jornalista repercute entre familiares, amigos, leitores, profissionais da imprensa e pessoas que conviveram com Dwight durante sua trajetória na comunicação.

Informações sobre a causa da morte, idade, velório e sepultamento não haviam sido confirmadas publicamente até a publicação desta matéria.

Aos familiares, amigos e leitores, expressamos nossas mais sinceras condolências neste momento de dor.