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DF tem no Cadastro Único 263 mil famílias chefiadas por mães solo

Critérios de benefícios da Secretaria de Desenvolvimento Social priorizam o público

O Distrito Federal tem 263 mil famílias monoparentais chefiadas por mulheres inseridas no Cadastro Único. Trata-se de mães de famílias em vulnerabilidade social que são as únicas responsáveis pelo sustento da casa, as chamadas mãe solo. Dessas, 85,3 mil possuem crianças de até seis anos. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), gestora do cadastro do governo federal em âmbito distrital.

Os três maiores programas da Sedes-DF – Cartão Gás, DF Social e Cartão Prato Cheio – priorizam esse público: famílias chefiadas por mães solo com crianças de até seis anos de idade. Esses benefícios contribuem não somente com o apoio financeiro no dia a dia e na compra e preparo dos alimentos, como também dão mais autonomia a essas mulheres.

“Neste Dia das Mães, quero reforçar a importância de nós, como Estado, oferecermos suporte a essas mães que cuidam sozinhas de seus filhos. São mulheres batalhadoras, que usam esses auxílios para dar mais dignidade às suas famílias. Por isso, esse é um dos principais critérios que utilizamos para priorizar a concessão dos benefícios”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

Segundo dados da Sedes-DF, dos 70 mil beneficiários do DF Social, programa de transferência de renda que paga R$ 100 mensais às famílias mais vulneráveis, 32,7 mil são mães solo. Em relação ao Cartão Gás, as mulheres nessa condição representam 30,8 mil dos 70 mil beneficiários do programa. O Cartão Gás concede benefício de R$ 100 a cada dois meses para as famílias vulneráveis comprarem o botijão de gás de cozinha.

Já em relação ao Cartão Prato Cheio, programa referência da secretaria que concede nove parcelas de R$ 250 para compra de alimentos, 20,6 mil dos 100 mil beneficiários são mulheres de famílias monoparentais com filhos na primeira infância.

“São benefícios que se complementam a outros que este GDF oferece, como as refeições a preços acessíveis nos 18 restaurantes comunitários, o Bolsa Maternidade, o Cartão Material Escolar e o Cartão Creche, dois outros importantes programas que a Sedes tem em parceria com a Secretaria de Educação”, pontua Ana Paula Marra.

Concedido como uma das modalidades do Auxílio-Natalidade, o Bolsa Maternidade consiste na oferta de uma mochila entregue às mães em vulnerabilidade social quando nasce um bebê. A bolsa contém itens essenciais para os cuidados do bebê recém-nascido, como fraldas, pomada, roupinhas e manta. O kit é solicitado e entregue na hora em uma das 32 unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do DF. Para esse serviço, basta ir até o Cras, sem a necessidade de agendamento.

De acordo com a Sedes-Df, nos últimos quatro anos, houve um crescimento de 474% no número de mochilas entregues. As mães, dentro do Auxílio Natalidade, também recebem o dinheiro do benefício, no valor de R$ 200, por filho nascido ou natimorto.

Em relação aos restaurantes comunitários, os equipamentos servem cerca de 1,4 milhão de refeições por mês. Isso equivale a aproximadamente 48,5 mil refeições por dia. Considerando que cada pessoa pode retirar até duas refeições por turno, estima-se que cerca de 728,5 mil pessoas são atendidas mensalmente nos restaurantes comunitários do DF.

“Muitas das famílias que frequentam os restaurantes são chefiadas por essas mães que aproveitam as três refeições do dia – café da manhã, almoço e jantar – a R$ 2 para alimentar seus filhos. Quando visito as unidades, sempre as vejo com seus filhos almoçando juntos ou levando as duas marmitas para casa”, lembra a secretária.

 

Programas do GDF oferecem apoio às mães com capacitação e serviços

No ano passado, o governo lançou dois projetos voltados especialmente para mães, para promover o acolhimento e ampliar oportunidades no mercado de trabalho

Ser mãe sempre representou, para a dona de casa Sabrina da Silva Gomes, 31 anos, um trabalho de dedicação integral. Desde o nascimento da primeira filha, Nicolly, há 13 anos, ela assumiu a maternidade como um verdadeiro ofício para garantir tudo o que a menina, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), precisasse. “Toda mãe atípica tem medo de deixar o seu filho com alguém, porque não sabemos se as pessoas vão entendê-los. Desde pequena a Nicolly enfrentou dificuldades, então eu optei por ficar cuidando dela e, depois, dos meus outros filhos”, conta. Ela também é mãe de Levi, 6, e Helena, 2.

Este ano, pela primeira vez, Sabrina percebeu uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho após receber em um grupo de mães atípicas o anúncio do projeto Mães Mais Que Especiais (MMQE). “Quando mandaram o link e pensei: ‘nossa, essa é uma boa oportunidade para mim’. Já estava querendo me profissionalizar para trabalhar em casa”, afirma. No entanto, a falta de suporte com as crianças, acabava a impedindo. No programa, enquanto ela fazia as aulas gratuitas do curso de alongamento de unhas, os filhos participavam de atividades recreativas dentro da estrutura.

Agora, Sabrina já sonha com um futuro promissor: “Amo a área da beleza. Cabelo, unha, cílios. Esse projeto é realmente um sonho, porque vai me dar a chance de trabalhar nessa área que eu gosto e em casa, podendo olhar os meus filhos, e atendendo no horário em que eles estiverem na escola”. “Esse Dia das Mães vai ter um sabor especial para mim, porque mais do que comemorar a maternidade, vou ter recebido meu diploma”, acrescenta.

Gerido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), o programa nasceu no ano passado e já realizou mais de 4,3 mil atendimentos em ações itinerantes em seis regiões do DF. A iniciativa oferece, de forma gratuita, serviços psicológico, jurídico e odontológico e cursos de capacitação profissional voltados a mães de crianças com deficiência ou doenças raras — com estrutura adaptada para acolher os filhos durante as atividades.

Outra ação com foco em maternidade é o projeto Nasce uma Estrela, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Criado também no ano passado, o programa já beneficiou mil mulheres em dez edições, com orientações para gestantes e mães de recém-nascidos.

Rafaella Sciammarrella, 33 anos, é outra mãe beneficiada pelo MMQE. Há dois anos, ela precisou deixar o trabalho no setor de vendas para cuidar do filho João Pedro, 9, após o diagnóstico de autismo

 

“Nós sabemos que a maternidade tem inúmeros desafios. Por isso, este GDF tem um olhar especial e cuidadoso com as mães por meio de programas que oferecem suporte, conhecimento e o acolhimento necessário para elas. Esses projetos nos ajudam a cuidar de quem cuida, valorizando a dedicação de quem forma cidadãos”, avalia a vice-governadora Celina Leão.

Autonomia e acolhimento

Rafaella Sciammarrella, 33 anos, é outra mãe beneficiada pelo MMQE. Há dois anos, ela precisou deixar o trabalho no setor de vendas para cuidar do filho João Pedro, 9, após o diagnóstico de autismo. “Realmente sai do meu trabalho em função disso. Então, encontrar uma oportunidade assim, de trabalhar em casa, onde posso estar acolhendo meu filho, é algo maravilhoso”, conta. Durante o evento, ela participou do curso de alongamento de cílios e recebeu atendimento jurídico.

“É muito difícil para uma mãe atípica ter lugares em que nossos filhos possam ser acolhidos. A maioria das famílias também não tem condições de investir em cursos, porque os custos com as crianças já são altos. Então é muito bom o governo abrir esses projetos para as mães poderem se profissionalizar para ter um trabalho onde possam estar trabalhando e dando auxílio para os filhos”, elogiou Rafaella.

Para Paola Eugênio, 24, a oportunidade de se profissionalizar está sendo uma virada de chave. Ela cria sozinha os dois filhos Theo Henrique, 4, – que foi diagnosticado com autismo com menos de um ano – e Heloísa, 3. “Esse programa é essencial, porque só quem é mãe atípica sabe o tamanho dessa luta. É um projeto que realmente abraça, entende, compreende e ajuda a gente. Ele veio para abrir caminhos. Me deu esperança, porque eu já estava desacreditada. Acho que daqui para frente as coisas vão dar certo”, comenta.

Ela sempre trabalhou, mas precisou largar o emprego após o filho ter sido dispensado da creche em uma situação de discriminação. “Ele é uma criança tranquila, mas a sociedade é muito capacitista e preconceituosa. Vejo que essa será uma possibilidade para que eu possa trabalhar por conta própria, atendendo as necessidades do meu filho e com mais flexibilidade de horário”, acrescenta.

Foi para garantir esse tipo de suporte que o projeto surgiu. “A gente percebeu que, em Brasília, há um número muito grande de mães atípicas e não havia políticas públicas para esse público. A nossa ideia era mostrar o compromisso do GDF com a valorização das mães atípicas, que dedicam o tempo todo aos filhos e muitas vezes ficam em segundo plano. A nossa ideia é acolher e promover a autonomia dessas mães”, explica a subsecretária de Ações Temáticas da Secretaria da Mulher, Dayanne Timotéo.

Após começar em Ceilândia em dezembro do ano passado, a primeira temporada do programa termina no Sol Nascente/Pôr do Sol, quando desembarca na cidade entre 9 e 14 de junho, ao lado da administração regional. A expectativa é de que possa se tornar uma política continuada. “Devido ao sucesso pretendemos que o projeto possa acontecer todos os anos pela capacidade que ele tem de chegar na ponta e transformar a vida das pessoas”, completa Dayanne.

“Nosso compromisso é trabalhar todos os dias para que as mães em situação de vulnerabilidade tenham apoio, acolhimento e oportunidades. Muitas mulheres são mães solo, chefes de família e sustentam seus lares com esforço dobrado. Nosso dever é garantir políticas públicas que reconheçam essa realidade e ofereçam suporte para que possam transformar as suas histórias de vida e a de seus filhos”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

Olhar para o futuro

Integrado ao programa GDF Mais Perto do Cidadão, o projeto Nasce uma Estrela oferece cursos para gestantes e mães de recém-nascidos com uma equipe multidisciplinar composta por doula, enfermeira obstetra, bombeira militar e profissionais da Secretaria de Saúde (SES). O conteúdo aborda cuidados com o bebê, aleitamento materno, prevenção de cólicas, segurança no sono e saúde emocional no pós-parto.

“Irei desfrutar dessas informações e dessa vivência”, diz Fernanda Carobas, que participou, no Pôr do Sol ,do curso oferecido pelo projeto Nasce uma Estrela | Foto: Arquivo pessoal

 

“Cuidar das mães é também cuidar do futuro das nossas crianças. O projeto oferece informação, apoio emocional e acolhimento às futuras mães e às que acabaram de dar à luz. Por meio de ações presenciais com escuta qualificada e distribuição de kits de cuidados, promovemos um espaço de diálogo nesse momento tão delicado e transformador. Sabemos que a maternidade, embora cheia de amor, também pode trazer inseguranças — e é justamente aí que entramos, garantindo que nenhuma mãe se sinta sozinha”, defende a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

A sexóloga Fernanda Carobas, 36 anos, já ultrapassou as 31 semanas de gestação e foi uma das participantes do curso na edição realizada em abril no Pôr do Sol. Gestando Ayla Beatriz, ela conta que foi uma experiência muito importante, principalmente porque passou por um aborto espontâneo antes. “Como está sendo uma experiência completamente nova para mim, levarei muitos aprendizados para o meu dia a dia como mãe nos cuidados com a minha saúde mental e também os cuidados com a minha bebê. Irei desfrutar dessas informações e dessa vivência”, define.

Para a mulher, esse tipo de ação do governo é fundamental para as mulheres em um momento tão importante e marcante. “Ao oferecer esse serviço o GDF está proporcionando a garantia de acesso aos direitos, serviços públicos de qualidade e a políticas públicas, bem como a promovendo o bem-estar da gestante, do bebê e da família. Valorizar as mães é honrar as nossas raízes, a nossa origem e a nossa ancestralidade. É reconhecer a importância da mulher e da mãe que são esses portais da vida, para nós receber no mundo”, analisa.

Dia das Mães reforça importância da doação de leite materno

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Ato faz bem tanto para quem doa quanto para quem recebe; com estoques baixos, Distrito Federal garante praticidade da coleta

Neste Dia das Mães, o Governo do Distrito Federal (GDF) reforça a importância da doação de leite materno: uma ação que faz bem tanto para quem recebe quanto para quem doa. O gesto, além de alimentar, fortalece laços invisíveis entre mulheres que muitas vezes nem se conhecem, mas compartilham o mesmo instinto de cuidado e amor.

O DF conta com 14 bancos de leite e sete pontos de coleta. “Para a mãe ser uma doadora, ela só precisa estar amamentando. O começo de tudo vem do desejo materno de ser uma doadora de leite, porque a gente sabe que doar leite humano é uma atividade que requer um cuidado, uma dedicação, um esforço por parte dessa mãe. Por isso ele se torna um ato tão valoroso e tão precioso pra nós, porque a gente percebe que essa mãe doa o melhor dela para conseguir extrair cada gota”, aponta Natália Conceição, coordenadora do banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Esse desejo surgiu forte na médica Nathália Cortes, uma das doadoras do banco de leite do HRT. “Eu já achava a amamentação uma coisa importantíssima, de conexão, de amor. Nós, mulheres, sabemos a importância. Eu já tinha esse pensamento antes de ter filho, mas [ficou maior] depois que ele nasceu e ficou internado na UTI, precisando usar leite de outras mães também. É uma forma de afeto tão grande, de carinho, de amor… Amor líquido. Então, eu decidi que ia tentar, da maior forma que eu conseguisse, fazer essa doação também para, da mesma forma que ele foi ajudado, ajudar outras mãezinhas e outros nenéns”, conta. “A dor de uma mãe é a dor de todas as mães”.

Se a dor é uma só, o amor também é o mesmo. Que o diga a operadora de caixa Andrielle Muniz. Ela conheceu o banco de leite do HRT como doadora, quando teve o primeiro filho. Hoje, no segundo, é ela quem recebe: “Você vai receber o leite de uma mãe que você não sabe de onde veio, mas tem certeza que está sendo bem cuidado, porque eu sei que vai vir de um coração bom para a minha filha”.

A doadora recebe todas as orientações necessárias para que possa coletar o leite de forma segura; o kit completo para realizar o ato é doado pelo GDF

Como doar

Os níveis de estoque dos bancos de leite do DF estão baixos. As mães que puderem contribuir devem entrar em contato com o Amamenta Brasília, pela internet ou pelo telefone 160, opção 4. “Dependendo do lugar que essa mãe mora, ela vai ser direcionada para o banco de leite mais próximo da sua residência. Esse banco de leite vai fazer o contato com essa mãe e aí sim começa uma trajetória da doação do leite humano”, explica a coordenadora do banco do HRT.

“A partir desse contato, o profissional de saúde que estiver cadastrando essa doadora vai completar sua ficha e pedir para encaminhar seus exames e fazer as orientações a respeito de como que ela vai fazer a coleta desse leite humano, o que ela precisa em relação à higienização, a necessidade de usar uma touca e máscara. Tudo isso a gente vai orientar para que essa mãe esteja segura e faça uma coleta de forma adequada, lembrando que fornecemos o kit completo para este ato”, arremata Natália Conceição.

Uso das faixas reversíveis do DF é tema de pesquisa científica

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Levantamento online conduzido pela UnB, com apoio institucional do DER-DF, vai analisar a eficiência das operações de trânsito e identificar mudanças desejadas pelos condutores

A satisfação dos motoristas com o uso, a segurança e a eficácia das faixas reversíveis do Distrito Federal é tema de pesquisa científica da Universidade de Brasília (UnB), com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). A reversão altera o sentido de vias para dar mais fluidez ao trânsito em horários de pico e, atualmente, é executada em cinco pontos do Quadradinho. Para participar, basta preencher o formulário.

O levantamento online compõe o Programa de Pós-Graduação em Transportes da UnB e conta com 31 questionamentos. O tempo estimado de participação é de 3 a 5 minutos. As respostas são tratadas com sigilo e destinadas exclusivamente para fins acadêmicos, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Raphael Souza explica que a pesquisa quer entender como o motorista avalia as faixas de reversão no trânsito do DF | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

 

“O objetivo é entender, com o olhar do usuário, onde deveria ter outras faixas de reversão, se o horário das que já existem funciona, se ele se sente seguro, se gostaria de ter alguma com níveis de automação e se confiaria nesse tipo de operação, que não tem intervenção humana, para onde vai quando utiliza essas vias, se usa mais de uma, se a sinalização é suficiente, entre outros pontos”, explica o gerente de Análises de Sinistros de Trânsito do DER-DF, Raphael Souza.

Das cinco vias do DF com faixas reversíveis nos horários de maior fluxo de veículos, quatro são responsabilidade do DER-DF: via Estrutural (DF-095); DF-001 até DF-075, no trecho entre o Riacho Fundo e as regiões de Riacho Fundo II e Samambaia; BR-070 até o KM 6, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF); e Barragem do Paranoá. Destas, as três primeiras operam nos períodos matutino e vespertino, enquanto a última funciona apenas no vespertino. O Departamento de Trânsito (Detran-DF) regula a inversão feita na Ponte Honestino Guimarães, à tarde.

Souza destaca que os cidadãos que nunca usaram uma faixa reversível ou que usam raramente também são convidados a responder o levantamento. “É a oportunidade de as pessoas dizerem onde gostariam que tivesse uma, porque perceberam que pode ajudar na fluidez do trânsito”, salienta. “Os resultados vão permitir que possamos pensar em quais seriam as possíveis soluções ou medidas para corrigir falhas, aumentar a satisfação dos usuários ou trazer níveis de automação para o DF. Teremos informações que, de certa maneira, são inéditas, porque não houve em outro momento pesquisas relacionadas a entender a satisfação da pessoa ao utilizar um serviço que o GDF oferece no trânsito.”

Para chegar ao maior número de cidadãos possível, foram distribuídos flyers sobre a iniciativa, com um QR Code de acesso ao formulário. A realização da pesquisa faz parte das ações do Maio Amarelo, que neste ano tem como tema Desacelere. Seu bem maior é a vida, e seguirá até junho.

De modo paralelo, também está em andamento um estudo nacional sobre a gestão das faixas reversíveis com os órgãos responsáveis em todo o Brasil, para avaliar questões de planejamento, operação e monitoramento. O questionário foi enviado por e-mail e outros canais digitais para os gestores.

Nota máxima no Enade: cursos de saúde do DF são referências nacionais

Utilizando metodologia que incentiva a autonomia dos alunos, a Escola Superior de Ciências da Saúde conta com práticas dentro do SUS desde o início da formação dos estudantes

Em abril deste ano, os resultados alcançados pelos cursos de enfermagem e medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) foram divulgados, apontando para uma excelência na educação pública após obterem a nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2023. A Escola é mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e integrada à Universidade do Distrito Federal (UnDF).

Aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), o Enade é a principal ferramenta para medir a qualidade dos cursos de graduação no Brasil, sendo direcionado aos alunos que estão concluindo a faculdade. O objetivo é avaliar tanto os conhecimentos específicos da área de formação quanto competências gerais, como ética, cidadania e pensamento crítico.

Aprendizado na prática

Localizado em Samambaia, o campus do curso de enfermagem conta com 267 alunos e sempre manteve a nota máxima no Enade, desde sua primeira avaliação e formação de turmas em 2013 até as outras edições das quais participou em 2016, 2019 e 2023.

A coordenadora do curso, Teresa Christine Pereira Morais, atribui o bom desempenho da unidade a pilares como a metodologia ativa aplicada no curso e o investimento em um corpo docente altamente qualificado. “Na metodologia ativa há o protagonismo do estudante, para que ele possa desenvolver seu estudo individual e discutir com os outros colegas. Além disso, desde o primeiro ano os alunos vão para estágios, então aprendem fazendo. Isso a gente chama de integração em ensino”, explica.

Para atuar em sala de aula, os professores da Escs passam por um curso preparatório que visa a adesão da metodologia ativa. “Muitos vêm de experiências em instituições privadas e têm um certo estranhamento quando chegam aqui, mas percebem que isso é benéfico para o estudante e para o curso”, acrescenta a coordenadora. Ela recorda, ainda, que com a criação da Escs – em 2001, com curso de medicina na Asa Norte e seis anos depois com o curso de enfermagem em Samambaia -, foi ofertada uma democratização da profissionalização em saúde.

Apaixonada pelo curso, a estudante de enfermagem Ana Beatriz Henriques Melo reforça a importância da acessibilidade que um curso gratuito e de qualidade traz para a trajetória

 

“Alocar um curso superior público e gratuito na periferia possibilita que esses estudantes tenham acesso a outro espaço de formação gratuita e não somente no centro. Isso na primeira década foi visionário, porque possibilitou o acesso dessas pessoas que, até então, só tinham a Universidade de Brasília.”

Exemplo de sucesso

Formado na instituição pública, o enfermeiro Samuel Gomes, 23, ficou em segundo lugar na Residência 1 em atenção básica, que faz atualmente na FioCruz, e relata que a Escs desempenhou um papel fundamental em prepará-lo para a função: “Foi inovador ter profissionais do SUS [Sistema Único de Saúde] orientando nosso aprendizado. Lá somos formados pelo SUS e para o SUS. Fomos bem-preparados como profissionais dentro da ação do serviço público, e tenho muito orgulho de participar desse processo”.

Apaixonada pelo curso, a estudante do 2º ano de enfermagem na Escs, Ana Beatriz Henriques Melo, 22, reforça a importância da acessibilidade que um curso gratuito e de qualidade traz para a trajetória: “Desde o meu primeiro dia na UBS [Unidade Básica de Saúde]já estou amando a experiência. Na prática se absorve muito mais, estar no cenário ao lado do paciente desde o início da graduação faz muita diferença. Se eu não tivesse entrado na Escs, eu provavelmente não teria feito uma faculdade particular, porque a minha família não tem condição de pagar. É muito bom estar ocupando um espaço de educação de excelente qualidade”.

Referência em ensino

No caso da medicina, a faculdade alcançou a nota máxima juntàmente com a Universidade de Brasília (UnB). Em 2007 teve a nota 5 no Enade; em 2011, nota 4 e também o melhor rendimento entre todos os cursos de medicina do DF. Em 2019, ficou em primeiro lugar entre as faculdades do DF e em 2024 conseguiu a nota 5 do Enade – além de ficar em primeiro lugar no DF, em segundo no Centro-Oeste e, no ranking de mais de 300 cursos, a 17ª no nacional. Os indicadores estão todos disponíveis no site do Inep/MEC.

Formada pela Escs em medicina, Luísa Caroline Abreu, 26, atualmente é médica residente de ginecologia obstetrícia no Hospital Regional de Ceilândia. A Escs foi sua primeira escolha e um sonho realizado. “Ficamos bem satisfeitos com o desempenho no Enade, foi bom ver que conseguimos colher frutos e deixamos o nosso melhor para a instituição. Encontrar soluções diante das limitações e desafios que tivemos na formação é algo que, enquanto profissional, me ajuda muito no meu desempenho”, diz.

Manutenção dos alunos

Vinculada à Universidade do Distrito Federal (UnDF), a Escs oferece diversas bolsas para apoiar seus estudantes dos cursos de medicina e enfermagem. Os benefícios visam a promover a permanência estudantil, incentivar a pesquisa e auxiliar na formação acadêmica.

Entre as principais modalidades disponíveis, estão a Bolsa Permanência, destinada a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, especialmente aqueles que ingressaram por meio do sistema de cotas, para garantir que os alunos possam continuar seus estudos sem interrupções; a Bolsa de Iniciação Científica (PIC), voltada para estudantes interessados em desenvolver atividades de pesquisa científica, proporcionando uma introdução ao método científico e à prática investigativa; e a Bolsa Monitoria, destinada a estudantes que desejam atuar como monitores em disciplinas específicas, auxiliando no processo de ensino-aprendizagem e reforçando seus conhecimentos.

Diretora da Escs, a médica Viviane Peterle é docente há mais de 15 anos na instituição da Asa Norte. Ela afirma que a integração com a UNDF potencializou a veia de pesquisa em serviços de saúde e ressalta que as políticas de manutenção do estudante implementadas pelo GDF são fundamentais: “Cumpre o papel social do Estado de oferecer o acesso à educação. É para que todos possam concorrer, acompanhar o processo e garantir que não haja evasão escolar. Quando a aprendizagem é centrada no estudante, ela estimula a autonomia e aproxima o aluno das tomadas de decisão na vida real, além de trazer humanização à saúde”.

Samu terá mais cinco novas bases no Distrito Federal até julho

Cobertura do serviço de emergência será ampliado e modernizado; projeto beneficia regiões de Sobradinho, Riacho Fundo II, Plano Piloto, Ceilândia e Guará

O projeto de ampliação e modernização das bases descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu) está dando mais um passo. Nesta semana, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de terça-feira (6) a Portaria nº 17 que descentraliza o orçamento para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) com o objetivo de construir cinco novas bases. A expectativa é de que o processo licitatório ocorra até julho de 2025, com início imediato das obras.

Iniciado em 2016, o projeto tem como meta construir e reestruturar 12 bases em todo o DF para melhorar a cobertura territorial e qualificar ainda mais os serviços de urgência prestados à população. As cinco bases que tiveram os recursos destinados estão localizadas nas regiões de Sobradinho, Riacho Fundo II, Plano Piloto, Ceilândia e Guará.

“A proposta enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, incluindo mudanças nas normas técnicas, especialmente no período pós-pandemia e a necessidade de revisão da forma de contratação das obras”, afirmou o diretor do serviço do DF, Victor Arimatea. Porém, com o cronograma retomado, a previsão de início das obras é para este ano, por meio de recursos federais e da Secretaria de Saúde (SESDF).

“Além da ampliação da cobertura, a reestruturação das bases do Samu busca também atender aos critérios de qualificação exigidos pelo Ministério da Saúde, permitindo o credenciamento da rede em níveis mais elevados e acesso a novos repasses federais”, completou.

Mães internadas no HRSM recebem homenagem de equipes assistenciais

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Objetivo foi tornar o momento especial mesmo em meio à internação e não deixar o Dia das Mães passar em branco

As mães internadas junto aos filhos na equipe da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) receberam uma homenagem nesta sexta-feira (9). O evento, em alusão ao Dia das Mães, teve escalda-pés, maquiagem, cabelo, fotos, lanche especial e bingo.

“Quando o bebê nasce, geralmente a intenção é sempre perguntar pelo bebê. O foco hoje foi a mãe, fornecer esse cuidado com ela, que muitas vezes se esquece para dar atenção redobrada ao filho que acabou de nascer. Conseguimos o apoio de voluntários que nos deram roupinhas e montamos os kits e o bingo foi para descontrair”, explica a chefe de Enfermagem da UCIN, Rosane Medeiros.

Alana Bragança, 25 anos, recebeu alta médica nesta sexta-feira após 14 dias internada com o filho, o pequeno Ruann, que nasceu prematuro de 32 semanas, e foi a sortuda que ganhou a almofada de amamentação com a cartela cheia do bingo.

“Achei esse dia maravilhoso. Ganhei vários presentes para o meu filho, fiz fotos, me arrumei. Fui tratada com muito carinho por toda a equipe enquanto estive aqui dentro. Graças a Deus recebi alta e estou muito feliz, pois passarei o Dia das Mães em casa, junto com a minha outra filha, de 4 anos”, comemora.

Sâmia Martins, 31 anos, nunca imaginou passar tanto tempo internada. O filho Dante, de 1 mês e meio, nasceu prematuro de 33 semanas e agora aguarda sair do oxigênio e ganhar mais peso para ir pra casa. “Nunca imaginei passar por isso, mas graças a Deus, sempre fui muito bem acolhida aqui dentro e adorei esse momento para nós, porque nos dedicamos inteiramente ao bebê e esquecemos de nos olhar, nos cuidar”, avalia.

O momento ajuda na recuperação dos filhos e propicia o bem-estar às mães

 

Juane Figueiredo, 28 anos, está internada há 14 dias com o quarto filho, o pequeno Teodoro, que nasceu com cardiopatia. Ela fica dividida em ter que estar no hospital e com os filhos que deixou em casa. “Graças a Deus moro aqui perto do hospital e consigo sair para vê-los. No domingo irei almoçar com eles”. Ela adorou o momento e acha que ações como essas fazem a diferença para quem está internada.

Centro obstétrico

Nesta quinta-feira (8), o centro obstétrico celebrou o Dia das Mães com uma homenagem especial às pacientes internadas. A ação contou com momento de beleza e autocuidado, pintura de barriga e ensaio fotográfico. A ação foi organizada pelas profissionais de saúde Keyssiane Vieira, Maria Simaria Dantas, Hosana Endy, Marise de Fátima, pela enfermeira obstetra Elizabethy de Moura e pelas psicólogas Elislaine Sousa e Sheileni Louzeiro.

A chefe do serviço de Enfermagem do Centro Obstétrico, Ariodene Carvalho, prestou uma homenagem às mães que fazem parte da equipe do centro. “Nada se compara ao amor de uma mãe. Que cada dia seja repleto de lembranças felizes e únicas ao lado do seu bebê. Você está fazendo um trabalho maravilhoso.”

Diretor-presidente da Adasa destaca ações e uso racional da água

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Raimundo Ribeiro, concedeu entrevista ao programa “É Só Subindo”, da rádio Sucesso Brasília FM, apresentado por Henrique Chaves

Nesta sexta-feira (9), o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Raimundo Ribeiro, concedeu entrevista ao programa “É Só Subindo”, da rádio Sucesso Brasília FM, apresentado por Henrique Chaves.

Durante a conversa, Ribeiro explicou as atribuições da Adasa, diferenciando-as das competências da Caesb, e apresentou as principais ações da Agência para os próximos anos. Entre os temas abordados, destacam-se a ampliação do Sistema de Monitoramento de Chuvas Intensas (SIMCURB), a atualização do Plano de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos do DF (PGIRH) e a implementação da tarifa de uso da água para usuários não prestadores de serviços públicos.

Ribeiro também abordou os impactos das secas prolongadas e reforçou a importância do uso consciente da água, além de comentar o reajuste nas tarifas de água, que entra em vigor em 1º de junho. Destacou ainda as ações de sensibilização promovidas pela Agência junto à população, com ênfase ao programa “Adasa na Escola”, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação, que leva educação ambiental a estudantes das redes pública e privada do Distrito Federal.

A íntegra da entrevista está disponível no canal oficial da rádio: https://youtube.com/live/yGxFaeoN2Y8

Goiás bate recorde na produção de cana-de-açúcar na safra 2024/25

Com estimativa de 78,5 milhões de toneladas, estado se mantém entre os três maiores produtores do país e reforça protagonismo da cadeia sucroenergética

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou nesta sexta-feira (9/5) a 68ª edição do Agro em Dados, boletim técnico que reúne informações estratégicas sobre o agronegócio goiano. O destaque desta edição é a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, que alcançou um novo recorde na safra 2024/25, com uma produção estimada em 78,5 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com esse resultado, Goiás se manteve como o terceiro maior produtor de cana do Brasil, com um crescimento de 2,6% em relação ao ciclo anterior. O avanço foi impulsionado pelo aumento da área colhida, que atingiu 969,7 mil hectares e pela produtividade, estimada em 81,0 toneladas por hectare. A produção industrial também reflete esse desempenho, com a estimativa de 2,9 milhões de toneladas de açúcar e 4,8 bilhões de litros de etanol, com crescimentos de 8,8% e 2,8%, respectivamente.

Além das informações da cultura de destaque, a publicação traz ainda dados atualizados sobre as principais cadeias da agropecuária goiana, com análises de mercado, exportações e indicadores econômicos. “O Agro em Dados é elaborado pela Gerência de Inteligência de Mercado da Seapa, com base em dados das principais instituições oficiais e tem como principal objetivo oferecer informações de qualidade ou para produtores, gestores públicos, técnicos, investidores e demais interessados no desenvolvimento do agro em Goiás”, destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende.

A 68ª edição completa está disponível no site da Seapa: https://goias.gov.br/agricultura/boletins-de-safra/.

GDF inaugura Centro de Referência da Mulher em São Sebastião

Nova unidade oferece acolhimento, capacitação e atendimento psicossocial; decreto garante transporte gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade

Brasília, 9 de maio de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, na manhã desta sexta-feira (9), o Centro de Referência da Mulher Brasileira em São Sebastião, o segundo do tipo no DF. A unidade oferece acolhimento, atendimento psicossocial, capacitação profissional e encaminhamento para serviços de apoio. Com investimento de R$ 1,8 milhão, o espaço integra uma rede que já conta com outra unidade no Recanto das Emas e com a Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia.

Durante a cerimônia, o governador Ibaneis Rocha também assinou o decreto que cria o Passe Livre: Transporte por Elas, que garante isenção temporária na tarifa do transporte público para mulheres em situação de violência e seus dependentes. “Estamos abrindo oportunidades para que essas mulheres possam buscar apoio, acessar nossos serviços e o sistema de Justiça com dignidade e segurança”, destacou o governador.

O Centro funcionará também como local de formação e capacitação profissional para as mulheres e direcionamento ao mercado de trabalho por meio de cursos e oficinas profissionalizantes | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Com estrutura de 312 m², o centro oferece atendimentos gratuitos com psicólogos, assistentes sociais e educadores, além de espaço para cursos profissionalizantes. O local funciona das 9h às 18h, em área acessível e próxima ao transporte público.

A artesã Patrícia Andrade, do grupo Enlace das Arteiras, celebrou a iniciativa: “Esse centro vai ajudar muitas mulheres que não sabiam onde buscar apoio. Agora teremos onde encaminhá-las”.

O Passe Livre será operacionalizado pela Secretaria da Mulher (SMDF), que cadastrará as beneficiárias e seus dependentes junto à Semob-DF. A medida será totalmente custeada pelo GDF, com recursos da Secretaria de Economia.