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Limpeza pública do DF recebe investimentos de cerca de R$ 2 milhões

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Tecnologias ampliam transparência, fiscalização e eficiência nos serviços de limpeza urbana do DF

Brasília, 16 de junho de 2025 – O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF) iniciou em 2024 um processo de transformação digital com aportes de quase R$ 2 milhões, destinados à modernização de sua estrutura tecnológica. O objetivo é aumentar a eficiência dos serviços de limpeza urbana e garantir mais transparência na gestão dos resíduos sólidos.

Entre os principais avanços está o desenvolvimento de ferramentas que registram e monitoram as ações de fiscalização e o fluxo de resíduos nos pontos de entrega voluntária (PEVs), popularmente conhecidos como papa-entulhos. Esses locais recebem entulhos da construção civil, restos de poda, objetos volumosos e materiais recicláveis.

Também foi renovado o contrato com a empresa responsável pela manutenção de sistemas estratégicos, como o Simlur – uma plataforma que utiliza dados geográficos para confrontar a execução dos serviços com o planejamento oficial. Segundo Fabiana Ribeiro, diretora de Tecnologia e Inovação do SLU, isso permite o mapeamento de áreas com descarte irregular, a reavaliação das rotas de coleta e a geração de indicadores para decisões gerenciais.

Para monitorar os serviços prestados pelas empresas terceirizadas, o SLU utiliza sinais de GPS nos caminhões de coleta e até em serviços de varrição manual e mecanizada

Além disso, a população passou a contar com o aplicativo SLU Coleta DF, que permite acompanhar em tempo real a rota dos caminhões de coleta, conferir horários e dias de passagem, de acordo com a localização do celular. A iniciativa visa aproximar os cidadãos dos serviços prestados, incentivando o descarte correto.

Para reforçar o controle dos serviços terceirizados, o SLU utiliza tecnologia GPS nos veículos de coleta e até em atividades de varrição manual e mecanizada. As informações são cruzadas com os dados do aplicativo, permitindo fiscalização em tempo real por parte da população.

“O uso combinado do aplicativo e do monitoramento via GPS estabelece uma relação transparente entre o SLU, os prestadores e a sociedade”, afirma Fabiana Ribeiro. Segundo ela, a iniciativa integra os objetivos do Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pdgirs), que busca reduzir significativamente o descarte irregular no DF.

Em 2025, o SLU pretende expandir suas soluções tecnológicas com foco em sustentabilidade e inteligência na gestão de resíduos. Estão em estudo o uso de câmeras inteligentes, sensoriamento remoto, cruzamento de dados geoespaciais e algoritmos de inteligência artificial para mapear padrões de descarte e áreas críticas. A expectativa é aumentar a eficácia da fiscalização e gerar impactos positivos na saúde pública e na qualidade de vida dos brasilienses.

Abertas inscrições para o primeiro encontro de licenciaturas da UnDF

Evento gratuito ocorre nos dias 24, 25 e 26 deste mês, na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), e é aberto à comunidade acadêmica e ao público externo

As inscrições para o I Encontro das Licenciaturas da UnDF (Enlic) estão abertas e podem ser feitas online. Aberto à comunidade acadêmica e à população em geral, o evento será realizado na Escola de Governo do GDF entre os dias 24 e 26 deste mês.

A formação de professores é um dos pilares fundamentais da sociedade. É por meio da educação que se constrói uma sociedade mais justa e equitativa. Abordar e discutir a docência é, portanto, promover a transformação social. Essas e outras questões serão discutidas no I Encontro das Licenciaturas da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A inscrição é gratuita.

A proposta do encontro é promover um espaço de diálogo aberto, voltado à troca de experiências e reflexões sobre a formação inicial de professores da UnDF. É por meio dessas discussões que se torna possível identificar e compreender os desafios do ensino da docência, levando em conta as especificidades de cada área e as demandas da educação básica no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF). Confira aqui a programação do I Enlic.

A diretora de cursos de licenciatura da UnDF e uma das responsáveis pela organização do encontro, Ana Cristina de Almeida, ressalta a importância do evento na valorização e reconhecimento da docência. “Mais do que um evento institucional, o Enlic representa o nosso compromisso com a educação pública, com a valorização da docência e com o fortalecimento da rede de ensino do Distrito Federal. Acreditamos que formar professores é também formar futuros. É com a força do diálogo e da colaboração que nos reunimos com docentes, estudantes, supervisores da rede pública e parceiros institucionais, reafirmando o compromisso com uma formação docente enraizada na realidade das escolas do DF”, afirma Ana Almeida.

Atualmente, a UnDF oferta quatro cursos de licenciatura no Campus Norte (Lago Norte): letras-português, letras-inglês, matemática e pedagogia. Para saber mais informações específicas, como projeto pedagógico ou matriz curricular de cada curso, acesse o site da UnDF.

Serviço

I Encontro das Licenciaturas da UnDF (Enlic)
→ Dias: 24, 25 e 26 de junho
→ Local: Escola de Governo do GDF
→ Endereço: Setor de Garagens Oficiais Norte, Quadra 1, Lote 1, blocos A/B (atrás do Palácio do Buriti)
→ Inscrições gratuitas neste link.

Junho Vermelho: IgesDF reforça campanha de doação de sangue

Com estoques em níveis críticos, Hospital de Base mobiliza a população para garantir atendimentos de emergência e cirurgias

Durante o Junho Vermelho, mês de conscientização sobre a importância da doação regular de sangue, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) enfrenta um dos momentos mais delicados do ano. Os estoques dos tipos O positivo e O negativo, fundamentais para atendimentos de emergência e cirurgias, estão abaixo do nível seguro. A situação se agravou com o aumento de casos de Influenza neste outono, o que impactou diretamente a quantidade de doadores.
Segundo o médico Luiz Henrique Ramos, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea do Hospital de Base, o DF enfrenta um desafio único. “Estamos entre os maiores consumidores de sangue do Centro-Oeste, com aproximadamente 3 mil transfusões por mês, mas dependemos exclusivamente da sensibilidade dos doadores de sangue para termos os estoques disponíveis para distribuição pela Fundação Hemocentro de Brasília”, explica.
A chegada do outono e o aumento de casos de infecções respiratórias, como a Influenza, têm afastado doadores regulares, já que sintomas gripais impedem temporariamente a doação. “Temos um cadastro de doadores com tipos sanguíneos raros, que são acionados com frequência. Mas, com a alta circulação de vírus, muitos acabam inaptos para doar nesse período. Por isso é fundamental ampliar o número de voluntários”, destaca.
Diante da situação, o especialista faz um apelo: “Estamos em um momento de contingência. O sangue não é produzido em laboratório, ele é 100% doado. Dependemos única e exclusivamente da generosidade das pessoas”.

Parceria com o Hemocentro

Para reforçar os estoques, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) do Hospital de Base promove uma campanha especial de doação de sangue no próximo dia 16 de junho, em parceria com o Hemocentro de Brasília. A ação integra o Junho Vermelho e busca sensibilizar tanto os profissionais da saúde quanto a população em geral.
A mobilização já garantiu a participação de 15 voluntários, que preencheram os formulários e estão aptos a doar. O Hemocentro disponibilizará transporte aos doadores no dia da campanha. “Já temos um grupo inicial confirmado, mas isso é só o começo. Precisamos mobilizar todo o Distrito Federal. Cada doação pode salvar até quatro vidas”, reforça Luiz Henrique.
Um dos idealizadores da ação, Márcio Pascoal, integrante da CIPA destaca a proposta de engajamento. “A ideia é que cada um de nós seja multiplicador dessa causa. Doar sangue é um gesto simples, rápido e salva vidas”.
O designer Paulo Inglês, 23 anos, doador frequente desde os 17, também apoia a campanha. “Desde a minha primeira doação, entendi o impacto que isso tem. Sempre penso que poderia ser alguém da minha família precisando. É seguro, fácil e faz toda a diferença”.

Quem pode doar sangue?

A doação é segura, rápida e segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Para doar, é necessário:
·         Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização);
·         Pesar acima de 51 kg e ter IMC maior que 18,5;
·         Estar saudável e alimentado;
·         Não apresentar sintomas gripais ou de COVID-19;
·         Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
·         Ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior;
·         Respeitar o intervalo mínimo entre doações (2 meses para homens e 3 meses para mulheres);
·         Evitar fumar nas duas horas anteriores à doação.
 Como participar?
Quem quiser aderir à campanha pode procurar a Fundação Hemocentro de Brasília, na Asa Norte, próxima ao HRAN e à Fepecs. A unidade funciona de segunda a sábado para doações regulares e também estará envolvida na ação especial do dia 16 de junho. Mais informações estão disponíveis no site oficial da Fundação.

Fiscalização autua 34 condutores alcoolizados no fim de semana no DF

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Agentes do Detran-DF flagraram 18 motoristas dirigindo sem CNH

Entre sexta-feira (13) e domingo (15), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), promoveu ações de fiscalização em Ceilândia, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Santa Maria, Sobradinho e Varjão. Os agentes abordaram 499 condutores e aplicaram 378 testes de etilômetro.

As ações resultaram na autuação de 34 condutores por dirigir sob a influência de álcool, 18 motoristas inabilitados, 16 com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, dois por conduzir veículo com o escapamento irregular e 65 por infrações diversas. As equipes de fiscalização recolheram 43 veículos ao depósito.

Segunda parcela do IPTU no DF começa a vencer nesta segunda-feira

Confira como acessar sua situação fiscal e as formas de quitar débitos

A segunda parcela do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) começa a vencer nesta segunda-feira (16) para os proprietários de imóveis que optaram pelo pagamento parcelado. As datas de vencimento das parcelas dos tributos ficam definidas conforme o algarismo final (dígito verificador) da inscrição do imóvel no Cadastro Imobiliário do Distrito Federal (CIDF). A estimativa da Secretaria de Economia (Seec-DF)  de arrecadação estimada para 2025 é de R$ 1,4 bilhão.

Ao todo, são 937.913 imóveis contribuintes. As regiões administrativas com maior número de pagadores são Plano Piloto, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

Os impostos compõem a receita tributária e são responsáveis por garantir a arrecadação que custeia parte dos investimentos em serviços e destinados à população. O IPTU é um imposto que cai na conta única do GDF, utilizado tanto para pagar investimentos quanto salários de servidores.

O proprietário de imóvel que não recebeu o boleto para pagamento do IPTU pelos Correios deve acessar o portal de serviços da Receita, para emitir o documento de arrecadação (DAR IPTU/TLP). Outra opção é baixá-lo por meio do aplicativo Economia DF – disponível na Play Store e na Apple Store – e escolher a opção Imóveis. Em caso de transferência de propriedade, é necessário atualizar os dados no site.

‌Para consultar a situação fiscal, basta acessar a dívida ativa. No site, também é possível emitir o documento de arrecadação para quitar débitos vencidos. No atendimento virtual da Receita do DF há a possibilidade, ainda, de pedir o parcelamento do imposto dos anos anteriores.

Os contribuintes que não dispõem de acesso aos meios eletrônicos para emissão do boleto podem agendar atendimento presencial nos postos do Na Hora ou nas agências de atendimento da Receita do DF, em ligação feita a partir de um número fixo.

Atendimento presencial

⇒ Para agendar o atendimento, o contribuinte poderá acessar o Agenda DF. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 12h30 às 18h30.

⇒ A marcação também pode ser feita pelo telefone 156, opção 3, segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h às 19h. Pessoas que se encontram em outros estados devem usar o número 0800 644 0156.

Endereço das agências:

  • Plano Piloto: 701 Norte, Bloco D, Loja 1
    · Ceilândia: CNN 1, Bloco B – Avenida Hélio Prates
    · Gama: Quadra 1, Área Especial – Setor Central
    · Planaltina: SHD, Bloco C
    · SIA: SAPS Trecho 1, Lote H (próximo à Caesb)
    · Taguatinga: CNA, Área Especial s/nº – Praça Santos Dumont

Semana abre com 641 vagas de emprego disponíveis Distrito Federal

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Oportunidades exigem diferentes níveis de escolaridade e oferecem salários de até R$ 3 mil, com benefícios

Nesta segunda-feira (16), as agências do trabalhador do Distrito Federal disponibilizam 641 vagas de emprego para quem busca ingressar no mercado. Os salários variam entre R$ 1,5 e R$ 3 mil, com oportunidades que exigem diferentes níveis de escolaridade e experiência, além de vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PcDs) e aprendizes.

Entre as opções com maior salário está a função de analista de redes e de comunicação de dados, com três vagas na Asa Sul e remuneração de R$ 3 mil. Não é exigida experiência, basta ter o ensino médio completo.

Nesta segunda-feira (16), as agências do trabalhador do Distrito Federal disponibilizam 641 vagas de emprego para quem busca ingressar no mercado. Os salários variam entre R$ 1,5 e R$ 3 mil, com oportunidades que exigem diferentes níveis de escolaridade e experiência, além de vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PcDs) e aprendizes.

Entre as opções com maior salário está a função de analista de redes e de comunicação de dados, com três vagas na Asa Sul e remuneração de R$ 3 mil. Não é exigida experiência, basta ter o ensino médio completo.

DF se destaca na produção de grãos e cereais e registra a maior safra da história

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Soja e milho lideram safra histórica impulsionada por tecnologia e assistência técnica

Brasília, 15 de junho de 2025 – O Distrito Federal registrou produção recorde de grãos e cereais, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas em 2024. O resultado representa um crescimento de 9,32% em relação à safra anterior e é atribuído à ampliação da área plantada e ao aumento do número de produtores que apostam nas grandes culturas agrícolas.

Com 192 mil hectares dedicados a grandes culturas, a capital federal reúne mais de 2,4 mil produtores rurais, a maioria da agricultura familiar. A soja é o carro-chefe, com mais de 380 mil toneladas colhidas, seguida pelo milho comum (272 mil t), milho para silagem (112 mil t) e sorgo (87 mil t).

Adriana Nascimento ressalta a importância da Emater-DF na formação de um produtor rural apto para a competição no mercado

O bom desempenho da produção é sustentado por políticas públicas e suporte técnico da Emater-DF, que oferece crédito rural, assistência técnica especializada e capacitações. Segundo a engenheira agrônoma Adriana Nascimento, responsável pela cadeia de grandes culturas, o DF consegue competir com estados maiores graças ao investimento em produtividade e tecnologia: “Temos uma média superior à nacional e somos destaque entre os produtores de grãos”.

De acordo com a técnica, mais de 25% da produção agropecuária do DF vem das grandes culturas, que contribuem para um valor bruto de produção estimado em R$ 6 bilhões. A diversidade de culturas e as boas condições climáticas locais também favorecem os resultados positivos.

Tradição e inovação no campo

No Núcleo Rural Taquara, o produtor César Augusto Gelain cultiva soja, milho, feijão e sorgo em 800 hectares, mantendo o legado da família iniciado há mais de três décadas. Com produtividade média de 80 sacas de soja por hectare, ele atribui os bons resultados ao apoio da Emater-DF e da Embrapa, além do uso de agricultura de precisão, sementes melhoradas e maquinário moderno.

“Com tecnologia e assistência técnica, conseguimos enfrentar o clima e evitar perdas. Tudo isso fortalece o produtor e sustenta a próxima geração. É o que nos mantém no campo”, afirma Gelain.

GDF inicia pavimentação da Avenida da Misericórdia em Vicente Pires

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Obra integra última etapa de urbanização da região e contará com R$ 60 milhões em investimentos

Brasília, 15 de junho de 2025 – Após concluir as obras de drenagem, o Governo do Distrito Federal deu início à pavimentação da Avenida da Misericórdia, em Vicente Pires. O serviço está concentrado no trecho que liga à Colônia Agrícola Samambaia, nas proximidades do Taguaparque, e faz parte do Lote 2, última fase do processo de urbanização da região. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 60 milhões.

Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, a pavimentação marca uma nova etapa no processo de requalificação urbana: “A drenagem já concluída abriu caminho para melhorias definitivas. Agora, avançamos com o asfalto, calçadas e meios-fios que trarão conforto e segurança à população”.

Para minimizar os transtornos à população, a via foi dividida em cinco trechos de 300 metros cada, totalizando cerca de 1,5 km. A execução está em ritmo acelerado, conforme explicou o administrador regional de Vicente Pires, Anchieta Coimbra: “Já finalizamos o primeiro trecho e estamos trabalhando no segundo, em direção à ponte que liga à Rua 4”.

A obra é considerada estratégica por moradores e comerciantes da região. Para o autônomo Tiago Heitor Santos, que vive em Vicente Pires desde 1993, a transformação é visível: “Antes era difícil até sair de casa nos dias de chuva. Agora, temos qualidade de vida”. O aposentado Cezar Augusto Silva compartilha a opinião: “Com a pista melhor, o trânsito flui e a gente ganha tempo para outras atividades. A mudança é real”.

Além do novo asfalto, a via contará com iluminação de LED, sinalização reforçada e acessibilidade, valorizando imóveis e estabelecimentos da região.

Samu e Bombeiros alertam para riscos com queimaduras nas festas juninas no DF

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Apesar de poucos casos, acidentes são mais graves e envolvem, em geral, uso inadequado de fogos de artifício

Brasília, 15 de junho de 2025 – Com o início das tradicionais festas juninas no Distrito Federal, o clima é de celebração, mas também de atenção redobrada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) reforça o alerta para os riscos de queimaduras e acidentes com fogos de artifício, fogueiras e instalações elétricas. Embora o número de atendimentos não aumente expressivamente neste período, os casos registrados costumam ser mais graves.

Em média, o Samu-DF atende oito casos de queimadura por mês, e muitos envolvem uso impróprio de fogos. A chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu, Carolina de Azevedo, explica que a população deve ligar para o 192 em situações com vítimas inconscientes, com dificuldades respiratórias, sangramentos intensos ou lesões extensas.

Enquanto a equipe não chega, é essencial afastar a vítima da fonte de calor, resfriar a queimadura com água fria e limpa, evitar romper bolhas ou remover pele queimada, além de retirar acessórios como anéis e relógios, que podem agravar a lesão.

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é a principal referência no Distrito Federal para atendimento a casos graves de queimaduras | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Tanto o Samu quanto o Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) estão aptos a atender casos de queimaduras. O oficial Charles Palomino destaca que o uso incorreto de fogos é a principal causa de acidentes, e reforça: é fundamental comprar produtos com selo do Inmetro, usá-los longe de pessoas e construções e nunca sob efeito de álcool.

Os casos graves são encaminhados ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no DF, enquanto os mais leves podem ser atendidos em unidades de pronto atendimento (UPAs). Em casos de transporte próprio, é importante proteger a área com tecido limpo e evitar remover objetos aderidos à pele, com exceção de metais.

Segurança elétrica também exige atenção

Além dos riscos com fogo, as festas juninas exigem cuidado com instalações elétricas temporárias. A Neoenergia Brasília alerta para o perigo de decorações próximas à rede elétrica e orienta manter distância mínima de 2,5 metros, usar materiais não condutores e não improvisar ligações.

O supervisor Néviton Xavier reforça que cordões de luz devem ser instalados por profissionais qualificados, com produtos certificados. Para barracas e estruturas maiores, a recomendação é solicitar ligação provisória à distribuidora.

Ele lembra ainda que soltar balão é crime, com risco de incêndio em áreas residenciais e na rede elétrica. Em algumas regiões do DF, o uso de fogueiras e fogos é proibido por lei local, sendo necessário verificar as regras antes da festa.

Dentro das residências, evitar sobrecarga em tomadas, benjamins, emendas improvisadas e o manuseio de aparelhos com o corpo molhado são práticas simples que previnem choques e curtos. Em emergências elétricas, a Neoenergia pode ser acionada pelo número 116.

DF Libras alcança mais de 3,2 mil atendimentos e reforça inclusão no serviço público

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Ferramenta digital amplia autonomia e acessibilidade com intérpretes 24h por dia em órgãos do DF

Brasília, 14 de junho de 2025 – Lançado em dezembro de 2023, o DF Libras CIL Online já soma mais de 3,2 mil atendimentos, dos quais mais de 1,1 mil realizados apenas na Secretaria de Saúde (SES-DF). A plataforma tem se mostrado um importante avanço na promoção da acessibilidade e no atendimento imediato a pessoas surdas em órgãos públicos do Distrito Federal.

A iniciativa permite o acesso a intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de videochamadas, bastando que o usuário escaneie um QR Code presente em locais como UBSs, UPAs, CRAS e unidades da Defensoria Pública. Com isso, o cidadão é conectado em tempo real a um profissional habilitado – serviço disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Com o crescimento da demanda, o número de intérpretes foi ampliado de 80 para 90 profissionais, em modelo híbrido e remoto, espalhados por diferentes regiões do país. A central de atendimento é coordenada a partir de São Paulo, por meio do Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

A secretária acadêmica Gláucia Mayra Souza, que utilizou o sistema pela primeira vez em uma UBS na Asa Sul, destaca a eficácia da ferramenta: “A resposta combinava certinho com a pergunta. Agora posso resolver muitas coisas sozinha no hospital e no médico. Isso é inclusão”.

Autonomia e acessibilidade

Fruto da parceria entre as secretarias da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o DF Libras garante comunicação sem barreiras para a comunidade surda. Para o secretário Willian da Cunha (SEPD-DF), o diferencial está na simplicidade do uso: “A adesão tem sido tranquila e sem relatos de falhas. Basta escanear o código e o atendimento acontece”.

A plataforma também é integrada ao aplicativo ICOM, com geolocalização, facilitando que o cidadão encontre os pontos mais próximos com o serviço disponível. O acesso exige internet apenas no momento da conexão inicial – depois disso, a transmissão dos dados é assumida pelo GDF.

Atendimento presencial continua

Apesar da boa receptividade da versão online, a Central Física da SEPD, na Estação Central do Metrô, continua ativa. Segundo Willian, muitos usuários preferem o modelo presencial por conta da relação de confiança com intérpretes específicos, algo difícil de manter em chamadas rotativas.

A secretaria Gláucia Souza usou o aplicativo pela primeira vez e se surpreendeu: “A resposta combinava certinho com a pergunta. Foi a resposta certa” | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

O secretário da Secti-DF, Marco Antônio Costa Júnior, destaca o impacto do projeto: “O DF Libras é exemplo claro de como a tecnologia pode ampliar a cidadania e garantir um Distrito Federal mais justo e acessível”.

Desafios da inclusão

O projeto também leva em conta as dificuldades enfrentadas por pessoas surdas com baixa alfabetização digital, reforçando o papel dos servidores públicos como agentes de apoio nos atendimentos.

Mesmo com avanços, os gestores reforçam que a inclusão plena exige esforço coletivo. Para a comunidade surda, a Língua Brasileira de Sinais segue sendo a principal forma de comunicação e deve ser respeitada, independentemente da oralização ou uso de implantes.