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Na Hora ultrapassa 1 milhão de atendimentos em 2025 e reforça expansão no DF

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Com agilidade e estrutura, serviço oferece mais de 170 atendimentos presenciais e registra alta aprovação dos usuários

Brasília, 13 de julho de 2025 – O programa Na Hora, vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos nos primeiros meses de 2025. Com uma média superior a 7 mil atendimentos por dia, o serviço se consolida como referência em atendimento público integrado no DF, reunindo 170 serviços presenciais de 20 órgãos diferentes.

Com 1 milhão de atendimentos em 2025, o Na Hora tem uma média superior a 7 mil atendimentos diários | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Entre os atendimentos mais buscados estão a emissão da 1ª via da Carteira de Identidade Nacional, coleta biométrica do Detran, retirada do cartão estudantil, troca de titularidade da Neoenergia e emissão da 2ª via do IPTU/TLP. Somados, esses serviços responderam por mais de 1,2 milhão de atendimentos nos últimos 12 meses.

De acordo com o subsecretário de Modernização do Atendimento Imediato ao Cidadão, Rodrigo Barbosa, a preferência da população pelo atendimento presencial se mantém. “O cidadão prefere resolver tudo de uma vez no mesmo local. Vai tirar a identidade e aproveita para ir ao TRE, resolver pendências com a Caesb ou emitir boletos. É mais prático”, explica. O crescimento da demanda também está atrelado à ampliação da oferta de serviços.

As unidades mais movimentadas são as de Ceilândia, Rodoviária do Plano Piloto, Taguatinga, Riacho Fundo, Gama, Sobradinho e Brazlândia. Para ampliar o alcance, o GDF prevê inaugurar ainda este ano novas unidades em Samambaia e no Venâncio Shopping — esta última com foco em atendimento empresarial e com serviços da Polícia Federal, como emissão de passaportes.

O tempo médio de espera nas unidades é de 8 minutos e 37 segundos, segundo o sistema Siga Manager. A satisfação do público alcançou 99,93%. Na unidade da Rodoviária do Plano Piloto, considerada matriz do serviço, são 156 funcionários atuando diariamente. “Mesmo com alta demanda, mantemos o tempo médio entre 9 e 10 minutos. Já atendemos casos em menos de cinco minutos”, diz o gerente Waldeci Barbosa.

Relatos de usuários reforçam a eficiência do serviço. O aposentado Cairo Cordeiro, 77, elogiou a rapidez no atendimento da 2ª via do RG: “É um dos melhores serviços de Brasília, tudo é feito com agilidade e gentileza”. Já a policial militar Eliane Andrade, que emitiu a nova identidade digital para a família, ressaltou o bom funcionamento do agendamento online e o conforto da unidade. Visitante do RS, Daniele Spindler destacou a boa organização e estrutura do local.

Para atender comunidades sem unidade fixa, o programa mantém o Na Hora Móvel, que percorre cidades como Santa Maria e Recanto das Emas, duas vezes por semana, oferecendo serviços básicos. A divulgação é feita por rádios comunitárias, lideranças locais e administrações regionais, facilitando o acesso da população e evitando longos deslocamentos.

Reforma de canil marca nova fase de projeto com cães-guia no DF

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Iniciativa une acolhimento, treinamento e assistência a alunos com TEA e pessoas com deficiência visual

Brasília, 13 de julho de 2025 – O canil do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), localizado no Setor Policial Sul, está em clima de entusiasmo com o avanço de um projeto que une educação, inclusão social e cuidado animal. Com espaço revitalizado e capacidade para acolher até 40 cães, o local abriga atualmente oito filhotes da pastora alemã Gamboa, que serão preparados para atuar como cães-guia de pessoas com deficiência visual.

O canil do Corpo de Bombeiros foi reformado para impulsionar o projeto da corporação voltado à formação de cães-guia e ao apoio a estudantes da rede pública do DF | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Os filhotes serão entregues em agosto a famílias cuidadoras voluntárias, atualmente selecionadas por meio de chamamento público. O processo de seleção inclui entrevistas, visitas domiciliares e acompanhamento de especialistas em treinamento e uma psicóloga voluntária. As famílias receberão suporte completo do CBMDF, com alimentação, assistência veterinária e orientações sobre socialização.

Além da formação de cães-guia, o projeto atua também em escolas cívico-militares do DF, em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF). No Centro de Ensino Fundamental 01 do Lago Norte (Celan), cães ajudam na acolhida e socialização de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Já no CEF 01 do Núcleo Bandeirante, alunos do 9º ano participam de um curso piloto na área de cinotecnia, aprendendo técnicas de manejo e adestramento de cães com apoio de ONGs parceiras.

Segundo o major João Gilberto Silva Cavalcanti, coordenador do projeto, os cães voltados à atuação com pessoas com deficiência passam cerca de dez meses com as famílias cuidadoras antes de retornarem ao canil para o treinamento técnico especializado, que dura em média dois anos. Já os cães que atuam com alunos com TEA participam do cotidiano escolar, promovendo acolhimento, socialização e bem-estar emocional.

O projeto é visto como uma oportunidade de transformar vidas, tanto dos alunos quanto dos futuros tutores com deficiência visual. O aposentado Justino Bastos, 53 anos, é um exemplo. Ele recebeu o cão-guia Forró por meio do Instituto Federal Goiano e destaca a autonomia proporcionada pelo animal: “Me dá mobilidade, segurança e independência para enfrentar as ruas e obstáculos. É maravilhoso”.

A expectativa do CBMDF é consolidar o Distrito Federal como referência nacional na formação de cães-guia, com novas gerações de filhotes previstas a partir de agosto, quando uma labradora deverá cruzar. O objetivo é tornar o projeto permanente, expandindo o acesso e fortalecendo as ações de inclusão no DF.

DF registra aumento de transplantes nos quatro primeiros meses de 2025

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Entre janeiro e abril de 2025, foram realizados 655 transplantes, com ênfase em urgência e estrutura hospitalar de excelência

Brasília, 13 de julho de 2025 – O Distrito Federal segue como destaque nacional na área de transplantes de órgãos e tecidos, com 655 procedimentos realizados entre janeiro e abril de 2025, sendo 599 de urgência. O número representa um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024. O DF é referência no país, com estrutura hospitalar especializada e profissionais altamente capacitados.

O DF realiza transplantes de coração, rim, fígado, pele, córneas e medula óssea, tanto na rede pública quanto privada. Apenas o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) está habilitado para transplantes de pele. Já o Hospital de Base, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF) concentram os demais procedimentos, com o ICTDF sendo o único no DF a fazer transplantes cardíacos pelo SUS, inclusive em crianças.

Segundo o superintendente do ICTDF, Marcos Antônio Costa, o sucesso da rede se deve à estrutura qualificada. “Nossos profissionais são de altíssima qualidade, muitos oriundos do InCor de São Paulo, o que nos permite atuar como centro de referência nacional”, afirmou.

Desde 2009, o ICTDF já realizou mais de 2.800 transplantes, sendo:

  • 878 de fígado,

  • 806 de medula óssea,

  • 452 de rim,

  • 426 de coração,

  • 244 de córnea.

Em 2025, até o mês de junho, foram 133 transplantes realizados.

Logística e desafios

Coordenadas pela Central Estadual de Transplantes (CET), as cirurgias exigem uma logística complexa. A viabilidade do órgão doado, a preparação do receptor e a rapidez no transporte são fundamentais, já que cada órgão tem um tempo limitado para ser transplantado após a retirada — o chamado tempo de isquemia:

  • Coração: 4 horas

  • Fígado: 12 horas

  • Rins: até 48 horas

O processo envolve o apoio da Força Aérea Brasileira, Detran, Corpo de Bombeiros e companhias aéreas. “Sem logística integrada e sem doadores, o sistema não funciona”, explica Maria de Lourdes Worisch, gerente do ICTDF.

A diretora da CET-DF, Daniela Salomão, reforça a importância da doação: “Sem doador, não há transplante. Temos mais pacientes aguardando do que órgãos disponíveis. É essencial conversar com a família e deixar clara a vontade de doar”.

Testemunho de superação

O empresário Robério Melo, transplantado de fígado em 2017, é exemplo de como o procedimento pode salvar vidas. Diagnosticado com cirrose hepática e em estado grave, ele passou apenas uma semana na fila antes de ser operado, graças à doação de um jovem de 19 anos com morte encefálica.

“O transplante me salvou. A equipe do ICTDF é extremamente humanizada e comprometida”, relata. Robério fundou o Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), que já ajudou mais de 120 pessoas de outros estados com suporte emocional, jurídico e material.

Ele destaca que o sistema de transplantes do SUS é auditável e confiável. “Posso afirmar com segurança: o transplante salva vidas. Eu sou prova viva de que o SUS funciona e salvou a minha vida.”

Liderança nacional

A gerente geral de Assistência do ICTDF, Maria de Lourdes Worisch, conta que existe uma logística complexa para fazer com que os órgãos doados cheguem aos pacientes: “A equipe precisa estar pronta, o hospital pronto, material pronto

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, coordenado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O DF, graças à sua infraestrutura e expertise, participa ativamente da rede nacional, captando órgãos em outros estados e realizando cirurgias de alta complexidade.

O Ministério da Saúde reforça que a fila de transplantes é única e nacional, respeitando critérios médicos e de compatibilidade. O SNT também atua em campanhas educativas e formação de profissionais, visando ampliar a conscientização e o número de doadores no país.

Pró-Jovem Digital oferece cursos gratuitos de empreendedorismo digital

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Projeto atenderá jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social no DF

Brasília, 13 de julho de 2025 – Estão abertas as inscrições para o Pró-Jovem Digital, programa voltado à capacitação de jovens em empreendedorismo digital. A iniciativa é coordenada pela Secretaria da Família e Juventude do DF (SEFJ-DF), em parceria com a ONG Líderes do Brasil, e destina-se a jovens entre 15 e 29 anos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

O programa oferece cursos gratuitos nas áreas de inteligência artificial, marketing digital, redes sociais, edição de vídeo e e-commerce. As aulas serão realizadas nos formatos presencial e online, com previsão de início em agosto. As inscrições devem ser feitas online e encerram-se no primeiro dia de aula de cada região administrativa (RA). O cronograma completo está disponível no site oficial do programa.

Na modalidade presencial, o Pró-Jovem Digital passará por 12 regiões administrativas, começando por Ceilândia e Taguatinga, com turmas de até 120 alunos por RA. A carga horária é de 80 horas, com aulas distribuídas em 20 horas semanais ao longo de um mês. Já o formato online estará acessível a jovens de todas as cidades do DF, ampliando o alcance da iniciativa.

Segundo o secretário da Família e Juventude do DF, Rodrigo Delmasso, o programa supre uma lacuna identificada no setor produtivo. “Há muitas vagas em áreas digitais que não são preenchidas por falta de profissionais capacitados. Por outro lado, com 18 anos, o jovem já pode acessar microcrédito e iniciar seu próprio negócio. O Pró-Jovem Digital vem justamente para qualificar e empoderar esses jovens”, afirmou.

Incentivo ao desempenho

Como estímulo extra, o programa irá sortear 12 notebooks entre os cinco melhores alunos de todas as turmas. Serão avaliados critérios como desempenho acadêmico, habilidades socioemocionais, engajamento em projetos práticos e evolução pessoal ao longo do curso.

A proposta do Pró-Jovem Digital é formar cidadãos empreendedores e preparados para o mercado digital, com foco no protagonismo juvenil e na geração de renda por meio de iniciativas digitais autônomas ou colaborativas.

Equipamentos de esporte e lazer de Taguatinga passam por manutenção

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Ao menos três praças e quadras poliesportivas foram reformadas recentemente, com objetivo de dar mais qualidade de vida aos moradores da região

A Administração Regional de Taguatinga, em parceria com o programa GDF Presente, tem reformado equipamentos de esporte e lazer da região. Tudo isso para oferecer mais qualidade de vida aos moradores, em especial às crianças e aos jovens.

Entre os locais que têm recebido esses reparos estão a quadra poliesportiva da QSF 13, a praça Vila Dimas, no Setor de Oficinas, e a praça da Feira dos Importados, na QSC 01. Os serviços executados incluem recuperação de pisos, pintura, limpeza e manutenção geral dos equipamentos. O investimento é feito com recursos da própria administração, com mão de obra da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF).

“O Governo do Distrito Federal (GDF) tem trabalhado para devolver à comunidade essas praças de esporte que estavam degradadas. Muitas vezes, essas quadras são os únicos pontos que a comunidade tem para a prática de algum tipo de esporte. E devolvê-las totalmente reformadas é o nosso dever, o dever do Estado, para que a população usufrua da melhor maneira possível”, apontou o administrador regional de Taguatinga, Renato Andrade.

“Além desses pontos, há outros pela cidade que estão sendo restaurados, como o ginásio do Taguaparque. E a ideia é que todas as praças de esporte da nossa cidade sejam completamente recuperadas o mais rapidamente possível, por determinação do governador Ibaneis Rocha”, acrescentou o administrador.

O empresário Rogério Eduardo enfatiza que, além de levar lazer à população, a reforma é benéfica ao comércio local

 

A comunidade já sente a melhora propiciada pelas reformas. “Estava realmente precisando. A gente precisa ter essas reformas, ter um local apropriado, bem trabalhado, bem estruturado, porque isso incentiva a comunidade estar aqui, as crianças brincando. E os jovens e adultos também passam a frequentar o local quando ele é assim, bem organizado, limpo, bem cuidado como está agora”, exaltou o morador Rogério Eduardo.

Adailson Barbosa leva o filho, Ismael, para jogar bola no novo espaço

 

Por ser empresário, ele ainda avaliou que as benfeitorias ajudam o comércio local: “A gente recebe visitas de outras comunidades e é muito bom quando a pessoa chega em uma região e vê as coisas organizadas. Aí é só elogio. Incentiva as pessoas a virem para cá.”

 

Já o pintor Adailson Barbosa, que mora próximo à Vila Dimas, celebrou agora ter um espaço totalmente reformado para que o filho, Ismael Barbosa, 7 anos, possa brincar. “Ficou muito boa [a reforma], estava tudo abandonado, agora está voltando ao normal. Tem espaço para o pequeno jogar bola. Trago ele na quadra direto.”

Alunos da Faculdade Senac-DF levam o rock de Brasília para o metaverso

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Exposição virtual marca o Dia Mundial do Rock com curiosidades, histórias e imagens de bandas icônicas

Brasília é conhecida como a capital do rock, e agora esse legado ganha uma nova dimensão: o metaverso. Estudantes do 1º semestre dos cursos de Marketing e Gestão Comercial da Faculdade Senac-DF desenvolveram a exposição imersiva “Rock Metalverso Brasília”, disponível on-line em comemoração ao Dia Mundial do Rock, 13 de julho.

O ambiente virtual reúne histórias, curiosidades e homenagens a bandas que marcaram gerações, como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Raimundos e Os Paralamas do Sucesso — todas com raízes em Brasília. A exposição também abre espaço para grupos da nova cena local, como Nume Consense e Termópilas, reforçando a continuidade da identidade musical da cidade.

Além de explorar a trajetória do rock brasiliense, o ambiente oferece experiências interativas, como um karaokê virtual e um jogo de busca pelo disco de vinil da Cássia Eller, proporcionando uma jornada lúdica e nostálgica pelo universo do gênero.

A exposição foi desenvolvida no MetaLab Senac-DF, com orientação do professor Paulo Almeida, e envolveu cerca de 30 estudantes na pesquisa, curadoria e produção de conteúdo, incluindo vídeos, fotos e ambientações 3D. O projeto alia cultura e inovação, evidenciando o papel crescente do metaverso como ferramenta estratégica para o marketing contemporâneo.

O metaverso representa uma das principais tendências de comunicação imersiva. No ensino de Marketing, ele estimula o pensamento criativo, a produção de conteúdo digital e o domínio de novas tecnologias. Nossos alunos precisam estar preparados para um mercado que valoriza experiências personalizadas, interativas e digitais”, explica o professor Paulo.

Para a estudante Larissa Nascimento, participar do projeto foi uma oportunidade de explorar novas possibilidades dentro da área. “Enxergo o metaverso como um mundo de oportunidades para o Marketing, especialmente quando se trata de apresentar produtos de forma inovadora. Aprendi a usar uma nova ferramenta de trabalho e espero aplicá-la outras vezes”.

Já o aluno Eduardo Viegas destaca a combinação entre inovação e cultura: “participar da exposição foi uma experiência incrível que uniu cultura, tecnologia e inovação. É um marco no meu portfólio e mostra meu envolvimento com projetos imersivos e criativos”.

A exposição está disponível até 15 de julho, na plataforma Spatial:

https://www.spatial.io/s/Rock-Metalverso-Brasilia-6842799def85a15c82b8151d?share=6540545865416508072

Para acessar pelo computador, basta clicar no link.

No celular, é necessário baixar o aplicativo Spatial, escolher um avatar e aproveitar a experiência.

Dia Internacional do TDAH: especialistas alertam para sintomas em adultos

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Adultos relatam dificuldades que vão da desorganização à baixa autoestima — e muitas vezes sem diagnóstico. Em 2024, a Doctoralia  registrou 51 mil buscas pelo termo TDAH. Só no primeiro semestre de 2025, já foram 34 mil, um aumento de 36%. No Brasil são cerca de 11 milhões de pessoas afetadas pelo transtorno 

Neste 13 de julho, Dia Internacional do TDAH, a atenção se volta para um tema ainda cercado de dúvidas: o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade na vida adulta. Embora geralmente diagnosticado na infância, o TDAH pode persistir por toda a vida, e afetar significativamente o cotidiano, as relações e o desempenho profissional.

Em 2024, a Doctoralia – empresa do Grupo Docplanner e maior plataforma de saúde do mundo – registrou 51 mil buscas pelo termo TDAH. Só no primeiro semestre de 2025, já foram 34 mil, um aumento de 36%. Esse salto acompanha um dado global: até 20% da população pode ser neurodivergente, incluindo condições como TDAH, autismo e dislexia. “Os números mostram o quanto as pessoas estão buscando respostas”, afirma Flávia Soccol, Head Global de Patient Care da Doctoralia. “No meu caso, essa busca também é pessoal: descobrir a neurodivergência em minha família foi recente e transformador. Falar sobre isso é essencial para quebrar tabus e abrir espaço para mais acolhimento, empatia e informação.”

Segundo a Federação Mundial de TDAH, o transtorno afeta aproximadamente 5,9% dos jovens e 2,5% dos adultos, globalmente.

Para que o TDAH seja diagnosticado, é necessário que os sintomas tenham surgido antes dos 12 anos de idade. No entanto, o reconhecimento do transtorno nem sempre acontece cedo: muitas pessoas buscam a primeira ajuda quando o transtorno passa a prejudicar o desempenho profissional, os relacionamentos e a organização da rotina diária. Aproximadamente 65% das pessoas diagnosticadas com TDAH na infância ainda apresentarão prejuízos significativos ao longo da vida.

O médico psiquiatra, Pietro Figueiredo Mylla, parceiro da plataforma Doctoralia, explica que ainda há quem associe o transtorno apenas a crianças inquietas, mas a realidade é que muitos adultos seguem enfrentando dificuldades significativas. “Na vida adulta, os sintomas de inquietação tornam-se mais raros. O TDAH passa a se manifestar, principalmente, como dificuldade em manter o foco.”

A Dra. Adriele Neves, médica psiquiatra, especialista em TDAH, também parceira da plataforma Doctoralia,explica que muitos adultos enfrentam os desafios do transtorno muitas vezes sem diagnóstico ou acompanhamento adequado. Nos adultos, o transtorno pode se manifestar de forma diferente e comprometer a vida profissional, pessoal e as relações sociais”,afirma a especialista.

Sintomas e impactos no dia a dia

De acordo com Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Apesar dos sintomas aparecerem ainda no período do desenvolvimento, dos primeiros anos de vida até os 12 anos de idade, em alguns casos o diagnóstico preciso só acontece na fase adulta. Embora os sintomas sejam mais evidentes na infância, cerca de 60% das crianças diagnosticadas continuam apresentando sinais do transtorno na idade adulta — como como dificuldade para manter a atenção e se concentrar, assim como para organizar, planejar e executar atividades diárias, perda de objetos, dificuldade para manter horários, gerenciar dinheiro e controlar impulsos, relações instáveis, sono irregular, dentre outros.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, 5,2% nos indivíduos entre 18 e 44 anos e 6,1% em maiores de 44 anos. No total, cerca de 11 milhões de brasileiros são afetados pelo transtorno, conforme levantamento divulgado em 2022. Segundo dados do Painel Brasileiro de Especialistas sobre Diagnóstico de TDAH em Adultos, 56% dos adultos relataram sintomas persistentes de hiperatividade e 62%, de impulsividade. No ambiente profissional, é comum a presença de desorganização, atrasos, esquecimento, falas impulsivas e baixa produtividade. Tarefas que exigem atenção prolongada ou oferecem recompensas a longo prazo costumam ser procrastinadas.

O adulto com TDAH frequentemente desenvolve estratégias para compensar essas dificuldades, o que costuma dificultar ainda mais o reconhecimento da doença. Ainda assim, quando não tratados, esses sintomas podem colocar o paciente em riscos; sabe-se que adultos com TDAH têm maior probabilidade de se envolverem em acidentes de trânsito, por exemplo. “O TDAH no adulto acaba afetando diretamente a autoestima e a qualidade de vida da pessoa”, afirma o Dr. Pietro. O diagnóstico tardio deve ser considerado quando esses sintomas resultam em um sofrimento significativo ou quando impactam no funcionamento do indivíduo.

“É uma condição que afeta a capacidade do indivíduo de planejar, priorizar e desenvolver tarefas do cotidiano, gerando graves consequências, como baixo desempenho profissional e uma sensação contínua de frustração, além de sentimentos de inferioridade e baixa autoestima”, destaca a Dra. Adriele.

Escola e identidade

As experiências escolares vividas por quem tem TDAH tendem a deixar marcas duradouras. Reprovações, expulsões e transferências compulsórias são comuns, além do preconceito sofrido por parte de colegas e até professores. Essas vivências, segundo estudos, contribuem para o desenvolvimento de inibição social, dificuldade em expressar sentimentos e baixa autoestima.

Apesar disso, alguns adultos relatam que a superação das dificuldades os ajudou a criar estratégias de enfrentamento e desenvolver maior autonomia.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do TDAH na vida adulta ainda enfrenta obstáculos. Muitas pessoas passam anos tentando entender por que têm dificuldade em manter empregos, relacionamentos ou mesmo uma rotina básica, sem saber que têm um transtorno neurobiológico.“Um dos grandes desafios é justamente diferenciar os sintomas do TDAH de outras condições mentais, emocionais ou de personalidade. Por isso, é fundamental buscar ajuda profissional especializada para o correto diagnóstico e o tratamento mais adequado”, orienta a Dra. Adriele. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir medicamentos, psicoterapia, mudanças comportamentais e no estilo de vida.

Para a médica, o dia 13 de julho reforça a necessidade de quebrar o estigma e o preconceito, ampliar o acesso ao diagnóstico correto e oferecer apoio e acolhimento às pessoas que convivem com o transtorno. “A informação é a melhor ferramenta contra o estigma. Reconhecer o TDAH na vida adulta é abrir espaço para o cuidado e a empatia, para um melhor desempenho pessoal e profissional e uma maior qualidade de vida dessas pessoas”, finaliza a psiquiatra.

O Dr. Pietro afirma que reconhecer o TDAH na vida adulta é abrir espaço para a promoção da qualidade de vida. “É fundamental que o diagnóstico seja realizado por um profissional médico capacitado e que o tratamento proposto seja respaldado por evidências científicas”, conclui o psiquiatra.

Doutora Jane celebra o sétimo Comitê de Proteção à Mulher, agora em Santa Maria

Nova unidade reforça a rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência no DF, com base em lei de autoria da deputada

O Distrito Federal deu mais um passo concreto na proteção às mulheres: foi inaugurado nesta quarta-feira (9), em Santa Maria, o sétimo Comitê de Proteção à Mulher, criado a partir da Lei nº 7.266/2023, de autoria da deputada distrital Doutora Jane.

Instalado na sede da administração regional, o espaço oferece atendimento humanizado com psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, e funciona como uma ponte direta entre as vítimas e a rede de apoio da Secretaria da Mulher do DF.

“Fui eleita para isso. Proteger mulheres, salvar vidas e transformar realidades. Cada comitê inaugurado é um passo firme na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas”, afirmou Doutora Jane.

A governadora em exercício, Celina Leão, destacou que o comitê facilita o acesso das mulheres aos serviços essenciais.

“Muitas vezes, a vítima não procura uma delegacia de imediato. Ter esse espaço de acolhimento dentro da administração regional é essencial”, afirmou.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, também ressaltou a importância da proximidade.

“Nós, mulheres, temos uma tripla jornada. Quanto mais próximo estiver o serviço público, mais chance ela tem de buscar ajuda”.

Com o sétimo comitê em funcionamento, a deputada reforça que essa é uma política de Estado que já vem dando resultados e precisa chegar a todas as regiões administrativas.

A subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, reforçou que a proposta dos comitês é atender de forma célere e humanizada, oferecendo orientação jurídica, emocional e social para vítimas e familiares.

Comitê de Proteção à Mulher em Santa Maria

Sétimo comitê inaugurado com base na Lei 7.266/2023

Atendimento psicológico e social gratuito

Encaminhamento de denúncias e orientações

Apoio direto às vítimas e seus familiares

Onde encontrar os Comitês de Proteção à Mulher no DF:

Santa Maria – Administração Regional

Itapoã – QD. 378, Área Especial 4, Conj. A – (61) 98312-0284

Ceilândia – QNM 13 – Área Especial – (61) 98312-0136

Lago Norte – Shopping Deck Norte (sobreloja) – (61) 98312-0245

Estrutural – Setor Central, Área Especial 5 – (61) 98312-0285

Sobradinho – Feira Modelo de Sobradinho – (61) 98124-4238

Águas Claras – Biblioteca Pública – Rua Araribá, Praça Park Sul

O atendimento é gratuito e ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem necessidade de agendamento.

GDF investe mais de R$ 7 milhões em obras de infraestrutura na Fercal

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Investimentos ultrapassam R$ 50 milhões e beneficiam comunidades como Engenho Velho, Bananal e DF-205 Oeste

Brasília, 12 de julho de 2025 – O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou os investimentos em infraestrutura na região administrativa da Fercal, que passa por uma verdadeira transformação urbana. Três frentes de obras estão em andamento simultaneamente nas comunidades do Engenho Velho, Bananal e ao longo da DF-205 Oeste, com foco em mobilidade, lazer e prevenção de alagamentos.

Fernando Madeira: “A Fercal tem importância estratégica e um papel essencial na economia do DF, com fábricas, pedreiras e forte arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)” | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Com cerca de 33 mil habitantes e relevância econômica estratégica para o DF, a região recebe melhorias que somam quase R$ 50 milhões nos últimos anos. “A população está extremamente satisfeita. Nunca tivemos tantos investimentos como agora”, destaca o administrador regional da Fercal, Fernando Madeira.

Entre os principais destaques está a pavimentação da DF-205 Oeste, obra de cerca de R$ 5 milhões, que inclui 2 km de asfalto e 1,5 km de ciclovia. A via funciona como rota alternativa para caminhões vindos de fábricas e pedreiras com destino a outros estados, além de beneficiar diretamente comunidades como Boa Vista, Catingueiro, Ribeirão e Córrego do Ouro, onde vivem aproximadamente 10 mil pessoas.

Segundo o superintendente de obras do DER-DF, Cristiano Alves Cavalcante, “a pavimentação melhora a mobilidade da região, oferece mais segurança aos moradores e ajuda a desafogar o trânsito no centro de Brasília”.

Maria de Fatima Cunha Viegas, da Fazenda Confiança, destaca o potencial turístico da região

A obra tem impacto direto também no turismo rural da região. A aposentada Maria de Fátima Viegas, moradora há mais de 20 anos no Catingueiro, comemora: “É uma evolução muito grande. O asfalto valoriza a região, que tem trilhas, cachoeiras e paisagens belíssimas”.

Infraestrutura urbana e drenagem

No Engenho Velho, a construção de calçadas melhora a acessibilidade e valoriza os espaços públicos. A cabeleireira Francisca Vitorino da Silva, 53 anos, observa os efeitos positivos: “Vai melhorar muito a poeira, dar estacionamento e mais conforto para os clientes”.

Paulo Henrique Ribeiro Malicio: “Estou achando bom, porque vai valorizar mais a região e trazer saneamento básico”

Já na comunidade do Bananal, está em execução uma ampla obra de drenagem de águas pluviais, que vai resolver antigos problemas de alagamentos e erosões na Avenida Principal. O sistema viário também será reestruturado com calçadão e novo asfaltamento, beneficiando cerca de 600 famílias.

O empresário Paulo Henrique Malicio, 24 anos, morador há 13 anos do Bananal, destaca a transformação: “Nunca vi obra desse porte aqui. Antes era poeira, buraco, sem água nem luz. Agora vai melhorar 100%”.

O representante do GDF Presente, Ronaldo Alves, afirma que os avanços são visíveis: “A galeria no Bananal vai ser uma solução definitiva. O asfalto no Catingueiro, antes só promessa, está sendo realizado e vai facilitar o caminho até a escola das crianças”.

Campeonato de futebol no socioeducativo alia esporte, saúde mental e expressão cultural

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Projeto é promovido pela Sejus-DF e Jovem de Expressão e busca inclusão e transformação social

Brasília, 12 de julho de 2025 – Jovens do sistema socioeducativo do Distrito Federal participam da 3ª edição de um campeonato de futebol que vai além das quatro linhas. Com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e do programa Jovem de Expressão, a iniciativa busca promover inclusão, cultura, saúde mental e transformação social por meio do Projeto Atlas.

Mais do que uma competição, o torneio representa um espaço de reconstrução de trajetórias, fortalecimento de vínculos e valorização da juventude. Seis unidades de internação masculinas participam do campeonato, que ocorre em formato de duas chaves. Os vencedores de cada grupo avançam à final.

Graças à parceria, os jovens receberam uniformes, chuteiras, bolas, apitos, cronômetros e placares, além da presença de árbitros profissionais. “O esporte é um direito básico de toda criança e adolescente. Quando um jovem cumpre medida socioeducativa, o único direito que perde é o da liberdade. Todos os demais devem ser garantidos”, destaca Tathyana Lopes, diretora Social e Pedagógica do sistema socioeducativo da Sejus-DF.

Tathyana acredita que o futebol pode transformar vidas: “Ele ajuda o adolescente a repensar sua trajetória, desenvolver habilidades sociais e sonhar com novas possibilidades.”

“Para muitos, o futebol representa sonho, esperança e possibilidade de ascensão social, especialmente entre jovens negros da periferia”, afirma a psicóloga Yasmin Moreira

Futebol, música e escuta ativa

A competição também incorpora atividades culturais e terapêuticas. Cada rodada é acompanhada por apresentações de MCs e DJs, promovidas pelo Jovem de Expressão. Antes dos jogos, os participantes passaram por rodas de conversa conduzidas pela psicóloga Yasmin Moreira, dentro do projeto Fala Jovem.

“Essa preparação nos permitiu criar vínculos e entender melhor as vivências desses meninos. Muitas histórias envolvem o futebol como símbolo de esperança e ascensão social”, relata Yasmin. Os encontros abordam temas cotidianos, afetivos e familiares, promovendo reflexões sobre convivência, sonhos e identidade.

A iniciativa também trouxe o psicólogo Guilherme Antunes, especialista em masculinidades, para atuar como figura masculina no campo do cuidado — um papel ainda pouco comum nos serviços públicos de saúde mental.

“Essa parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada mostra o quanto podemos construir caminhos mais humanos e inclusivos. Ouvir esses jovens para além dos estigmas é fundamental”, conclui Yasmin.